"Não nos surpreende que qualquer alteração apenas seja equacionada após 2030, data em que termina o atual contrato em vigor com a Golfmed. Qualquer modificação anterior implicaria, inevitavelmente, custos associados à alteração de um vínculo contratual já estabelecido com o operador", explica.
"Preocupa-nos, contudo, a persistência na intenção de avançar com estas mudanças. Trata-se de opções que foram já exaustivamente analisadas em 2012, não tendo então reunido consenso nem demonstrado vantagens claras", sublinha, contudo, o responsável pelo sindicato.
Rui Lázaro diz acreditar "que é a intenção do presidente do INEM, mas já afirmada pela Sra. Ministra". Que deve ser operacionalizada em 2028, quando for lançado novo concurso internacional.
"Esperamos que seja revertida a decisão até lá, mas sim, acreditamos que a decisão esteja tomada", anunciou Rui Lázaro.
O mesmo responsável acrescenta que "mais grave ainda é o facto de estas propostas poderem traduzir-se num agravamento das desigualdades territoriais, penalizando diretamente as populações do interior." "Não é aceitável que se tomem decisões que fragilizam ainda mais comunidades já desfavorecidas, com menor acesso a unidades hospitalares, maiores distâncias a percorrer e recursos de emergência médica mais limitados", disse Rui Lázaro ao Mensageiro.
A polémica surgiu após as declarações da própria Ministra da Saúde no Parlamento.


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