Na restauração as expetativas são positivas. Rosa Pires, proprietária do Rosina, um dos restaurantes localizados no centro histórico, partilha que é totalmente a favor da medida. “Eu tenho esta casa há 7 anos e há 7 anos que defendo esse tipo de iniciativa, porque a zona histórica, sobretudo o coração da cidade, deve ser para as famílias poderem gozá-la, estarem à vontade, estarem em segurança e não terem aquela ansiedade de estar um carro a passar e uma criança a andar a brincar com um triciclo. E isso não dava à vontade para os pais poderem gozar totalmente um serão de verão. Portanto, eu sou totalmente a favor ”.
E não tem dúvidas de que as pessoas vão deslocar-se mais ao centro da cidade, uma vez que estão programadas diversas iniciativas. “Vai haver muito dinamismo, por aquilo que eu ouvi, pelo que fui informada. Vamos ter música ao vivo, as esplanadas vão poder ocupar até os parques de estacionamento, portanto vai haver muito mais espaço até para acolhermos as pessoas. E acho que foi uma boa iniciativa. Em toda a Europa, nas cidades por aí fora, o centro histórico está dedicado aos peões, está dedicado às famílias, está dedicado à segurança de circulação a pé, coisa que hoje nos falta na nossa cidade”.
Susana Fernandes, é natural de Espanha, mas vive em Bragança há 20 anos, e conta que sempre defendeu esta proposta. “Eu sempre propus que devia estar todos os fins de semana, de sexta-feira à tarde a domingo à noite, sempre fechado. Em Espanha, normalmente, estes centros estão fechados, para as pessoas poderem passear com os cães e irem às esplanadas. Sempre fui apologista de que se tomasse essa medida. Estou muito contente por essa decisão dos responsáveis da Câmara Municipal”.
Fátima Fernandes, António Lopes e Vítor Cordeiro também acreditam que esta iniciativa pode ser benéfica. “Sem os carros haverá mais pessoas a circular na rua”, disse Fátima Fernandes.
“A nível europeu é o que se está a ver mais na parte histórica. Já sabem que a partir de sexta à noite é proibido estacionar cá dentro. Mas têm boa saída pela parte do jardim, não prejudica nada. Espero bem que seja uma boa iniciativa”, contou António Lopes.
“Têm de fazer novas experiências, temos de optar por modernizar. Agora vamos ver o que é que vai acontecer, se vai trazer mais pessoas ou menos pessoas”, referiu Vítor Cordeiro.
Já Ana Ricardo, gerente da Dolmu Home, acredita que o impacto fará notar-se mais na restauração e não tanto no comércio. “A minha perspetiva é de que, a nível de estabelecimentos de restauração, de bebidas, penso que poderá ser bastante benéfico, porque acredito que as pessoas ao final do dia, durante o fim de semana, queiram vir até ao centro da cidade, ou durante o dia também, para aproveitar o tempo bom. A nível de comércio, se calhar não vai ter assim tanto impacto, porque as lojas fecham às 19h. No sábado, pelo menos a nossa loja e uma grande parte das lojas abrem só no período da manhã. Portanto, o período da tarde já não vai estar aberto. Não sei se as lojas vão alterar também um bocadinho aí os horários em função dessa nova perspetiva de abertura de fecho das vias, mas pronto, mas acho que o impacto verdadeiro vai ser mesmo nos meios de restauração e de bebidas”.
Mas há exceções. Vão manter-se os acessos necessários para residentes, viaturas de emergência, operações de carga e descarga e pessoas com mobilidade reduzida.





Sem comentários:
Enviar um comentário