O encontro reuniu dezenas de participantes de diferentes áreas, incluindo técnicos, agricultores, entidades públicas e organizações ambientais, com o objetivo de reforçar a cooperação na conservação do tartaranhão-caçador (Circus pygargus), uma espécie migratória atualmente ameaçada.
A sessão de abertura contou com a apresentação da Rede por Joaquim Teodósio, coordenador do projeto, que destacou a importância de uma resposta conjunta entre sociedade civil, setor agrícola e entidades de conservação para garantir a sobrevivência da espécie e a preservação dos habitats agrícolas onde esta nidifica.
Foi também sublinhado o papel estratégico da conservação na promoção de um desenvolvimento rural sustentável, onde a proteção da biodiversidade pode caminhar lado a lado com a atividade agrícola e a valorização económica do território.
Sandra Sarmento, representante do ICNF, reforçou essa visão, destacando que a iniciativa contribui para criar sinergias entre conservação da natureza e desenvolvimento local, beneficiando simultaneamente agricultores e ecossistemas.
Ao longo do encontro foram ainda partilhadas experiências de colaboração no terreno, nomeadamente o envolvimento de agricultores locais na proteção de ninhos durante a época de reprodução, através de práticas ajustadas às necessidades da espécie, como o adiamento de ceifas e a salvaguarda de áreas sensíveis.
O projeto foi igualmente apresentado como um exemplo de integração entre produção agrícola e conservação, promovendo sistemas agrícolas mais equilibrados e favoráveis à biodiversidade, com impacto positivo na paisagem e na economia local.
A iniciativa terminou com a entrega de certificados de adesão a agricultores que já colaboram ativamente na proteção do tartaranhão-caçador, reconhecendo o seu contributo direto para a conservação da espécie no território.
A nova Rede “Amigos do Tartaranhão-caçador” pretende continuar a crescer, envolvendo novos parceiros, voluntários e entidades, com o objetivo de reforçar a proteção desta espécie e assegurar a continuidade das boas práticas no futuro.

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