Num comunicado conjunto, os clubes afirmam que “os clubes ativos não foram ouvidos”, sublinhando que o processo eleitoral foi marcado por alterações sucessivas ao caderno eleitoral e pela admissão de novos associados em momentos próximos da votação, incluindo entidades que, segundo os subscritores, não têm atividade relevante no atletismo competitivo.
Os signatários referem ainda que, após a apresentação de duas listas concorrentes — algo descrito como inédito na história da associação — uma das candidaturas acabou por ser excluída a dois dias do ato eleitoral, apesar de integrar representantes de vários clubes do distrito.
O documento questiona também a diferença entre o número de clubes inicialmente referidos como elegíveis para voto e o número de votantes efetivos, apontando alegadas discrepâncias no processo eleitoral. Os clubes sublinham ainda que a maioria dos atletas federados do distrito estaria associada à candidatura excluída, o que, na sua perspetiva, levanta questões sobre a representatividade da direção eleita.
O comunicado defende a necessidade de “transparência, legalidade e igualdade de participação”, apelando ao esclarecimento das situações levantadas e à valorização dos clubes que diariamente asseguram a formação, competição e desenvolvimento do atletismo distrital.
Os subscritores reforçam que continuarão ativos no terreno, mantendo a organização de competições e o trabalho com atletas, e deixam um apelo para que todas as entidades envolvidas “assumam um compromisso efetivo com o desenvolvimento da modalidade”.
O caso permanece em análise e continua a suscitar debate no seio da comunidade desportiva do distrito de Bragança.

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