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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

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COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sexta-feira, 5 de junho de 2026

FREIXO DE ESPADA À CINTA CRIA REDE ESTRATÉGICA DE ÁGUA PARA APOIO AO COMBATE A INCÊNDIOS RURAIS

 Município avança com projeto-piloto de prevenção e reforço operacional no combate a fogos florestais, após os impactos do grande incêndio de agosto no concelho e no Parque Natural do Douro Internacional.


O município de Freixo de Espada à Cinta iniciou a identificação, no terreno, de pontos estratégicos de abastecimento de água destinados ao apoio de meios aéreos em caso de incêndios rurais e florestais, no âmbito de uma nova estratégia de prevenção e resposta operacional aos fogos.

Tal como o presidente da Câmara Municipal, Nuno Ferreira, explicou que está em curso um projeto-piloto que visa a criação de uma rede estruturada de reservas de água, capazes de reforçar a eficácia do combate a incêndios no concelho e na região envolvente.

“Já contactámos proprietários a nível particular, que aceitaram integrar esta rede. Foram já identificados dois depósitos de grande capacidade e vamos avançar, em breve, com uma candidatura para alargar esta iniciativa a mais reservatórios”, adiantou o autarca.

O projeto assenta numa lógica de cooperação entre o município e proprietários privados, prevendo que, em contrapartida pela integração dos seus reservatórios na rede, a autarquia assegure a limpeza dos terrenos envolventes. No caso de utilização da água em operações de combate a incêndios, será igualmente garantida a reposição dos níveis utilizados.

Segundo Nuno Ferreira, esta medida integra um plano mais amplo de prevenção e planeamento operacional, desenvolvido pelo Gabinete de Proteção Civil Municipal em articulação com os bombeiros e outras entidades, tendo em conta a vulnerabilidade do território aos incêndios rurais.

Para além da criação desta rede de pontos de abastecimento de água para meios aéreos, o município está também a proceder à limpeza e abertura de cerca de 20 quilómetros de caminhos rurais, com o objetivo de melhorar o acesso das equipas de combate, reforçar a capacidade de primeira intervenção e aumentar a proteção das populações e do território florestal.

O autarca recorda ainda o impacto do incêndio registado a 15 de agosto na zona de Poiares, que rapidamente se alastrou aos concelhos vizinhos de Torre de Moncorvo e Mogadouro, atingindo áreas agrícolas, florestais e infraestruturas rurais, com consequências significativas no Parque Natural do Douro Internacional.

De acordo com dados do Sistema de Gestão de Informação de Incêndios Florestais (SIGF), o fogo terá consumido cerca de 11.697 hectares, deixando uma extensa área de destruição em pastagens, olivais, amendoais, vinhas, laranjais, colmeias e equipamentos agrícolas.

É neste contexto que a autarquia justifica o reforço das medidas de prevenção, sublinhando a necessidade de retirar lições dos acontecimentos recentes e de apostar numa estratégia integrada de proteção civil e gestão do território.

Com este projeto, Freixo de Espada à Cinta procura reforçar a capacidade de resposta no combate aos incêndios e aumentar a resiliência do território face a fenómenos extremos cada vez mais frequentes.

Jornalista: Paulo Silva Reis com Lusa
Foto: DR

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