O processo atualmente em curso concluiu recentemente o respetivo período de consulta pública “sem que tenham sido apresentados contributos ou propostas de alteração, o que evidencia consenso relativamente aos conteúdos propostos e cria condições para a sua submissão à próxima Assembleia Municipal”, referiu a autarca.
Trata-se de um projeto que o atual executivo camarário considera “particularmente relevante no atual contexto social”, assentando num modelo contemporâneo, estruturado e adaptado às novas realidades do voluntariado e da participação cívica.
A autarquia havia lançado a ideia da constituição de um Banco de Voluntariado há alguns anos, durante os mandatos do ex-autarca Jorge Nunes. O Mensageiro procurou esclarecimentos sobre esse projeto. “Importa ter presente que passaram quase duas décadas, num contexto social, institucional e até legal substancialmente distinto do atual. Não consideramos, por isso, justo ou particularmente útil estabelecer análises comparativas diretas entre realidades tão diferentes. O tempo decorrido, a evolução das necessidades das comunidades e as profundas alterações na forma como hoje se estrutura e enquadra o voluntariado tornam desadequada qualquer leitura sobre processos desenvolvidos em períodos tão distintos”, explicou o gabinete da presidente da câmara numa resposta escrita. Atualmente o concelho “não dispõe de uma estrutura ativa e formalizada desta natureza, tratando-se de uma lacuna que entendemos ser importante colmatar de forma responsável, estruturada e duradoura”, acrescentou a informação.
O município está a desenvolver este processo como “algo totalmente novo e diferente”, com elevado sentido de responsabilidade, maturidade técnica e visão estratégica. “Não será um projeto igual a outros, mas antes uma estrutura devidamente preparada, inovadora e alinhada com as necessidades do território”, destaca a autarquia.
Após a apreciação pela Assembleia Municipal, e caso venha a ser aprovado, o Banco de Voluntariado avançará.
A importância dos bancos locais de voluntariado foi destacada por Sónia Fernandes, da Pista Mágica, durante aquele fórum. “Dá muito trabalho fazer o recrutamento de voluntários. É tempo e tempo é dinheiro para as organizações sociais, muitas vezes até nem sabemos como é que vamos pagar os salários dos nossos colaboradores”, explicou Sónia Fernandes salientando que os voluntários não substituem a mão-de-obra, mas são recursos essenciais e importantíssimo para as organizações. “O voluntariado é para quem se encontra em situação de vulnerabilidade. Porque todos nós, em algum momento, podemos precisar de ajuda, embora às vezes não tenhamos capacidade para perceber isso”, acrescentou.
Ao contrário do que se pensa habitualmente a maioria dos Bancos Locais de Voluntariado não têm falta de recursos humanos na maioria das regiões do país, segundo os dados de Sónia Fernandes. “Há até casos de excesso de voluntários e não os conseguem colocar nas organizações”, frisou.~


Sem comentários:
Enviar um comentário