“A fraude do mel e o livre comércio em vários países, sem qualquer controlo ou que não é feito devidamente, preocupa-nos”, explicou Manuel Gonçalves salientando que no nosso país “entra mel a um décimo do preço do produzido cá, sem qualidade e de origem duvidosa”.
A apicultura em Portugal é na grande maioria dos casos uma atividade complementar a outras, embora existam alguns produtores profissionais. “O mercado dos nossos apicultores é de proximidade, quando entra mel de origem duvidosa, a preços sete ou oito vezes mais baixo, isso prejudica-os. O espaço que era ocupado pelos nossos apicultores acaba”, referiu o dirigente da federação que quer que o mel importado passe a dispor de informação para se conhecer a sua origem, composição e características “Para não andarem a enganar o consumidor, deixando de fora o nosso mel”, frisou o responsável revelando que há países que conseguem pôr o mel em Portugal "a custo de produção".
Miguel Vilas Boas, investigador do IPB, entidade organizadora da reunião com a APIMONDIA, indicou que 46% do mel que entra na União Europeia é suspeito de fraude. "É um valor muito elevado e um problema crítico que tem efeitos na apicultura”, disse o investigador.


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