Desempenhou um preponderante papel na história portuguesa; todavia limitar-nos-emos a resenhar sucintamente o que respeita ao distrito de Bragança.
1º PEDRO LOURENÇO DE TÁVORA, nono senhor de Távora, foi o primeiro desta família que governou a cidade de Miranda com o título de alcaide-mor, por nomeação de El-Rei D. João I. Assistiu à batalha de Aljubarrota, onde foi armado cavaleiro em 1385.
Iludido com uma suposta carta de D. João I entregou a praça aos castelhanos.
Desgostoso com este incidente fez-se frade franciscano.
Sucedeu-lhe seu filho:
2º ÁLVARO PIRES DE TÁVORA, décimo senhor de Távora e segundo alcaide-mor de Miranda.
Comprou, a 4 de Janeiro de 1466, a João Menino, escudeiro, e a sua mulher D. Beatriz Anes, residentes em Lisboa, todos os bens que estes possuíam em Carvalhais e Mascarenhas, concelho de Mirandela, por «setenta mil reis em haveres ora correntes de trinta e cinco libras o real» (561).
Sucedeu-lhe seu filho:
3º PEDRO LOURENÇO DE TÁVORA, décimo primeiro senhor de Távora, terceiro alcaide-mor de Miranda e primeiro senhor do Mogadouro (alguns genealogistas dizem que era terceiro), onde faleceu, sendo sepultado em S. Pedro das Águias.
É dele o primeiro emprazamento de bens sitos em Carvalhais, que conhecemos, feito em 1483.
O solar dos Távoras em Carvalhais data de 1486.
Sucedeu-lhe seu filho:
4º ÁLVARO PIRES DE TÁVORA, décimo segundo senhor de Távora, quarto alcaide-mor de Miranda e segundo senhor do Mogadouro (ou quarto, segundo outros), comendador de Castelo Branco, concelho de Mogadouro, do conselho de El-Rei D. João III.
Sucedeu-lhe seu filho:
5º LUÍS ÁLVARES DE TÁVORA, primeiro deste nome, décimo terceiro senhor de Távora, quinto alcaide-mor de Miranda e terceiro senhor do Mogadouro (ou quinto, segundo outros).
Fez parte da expedição a Túnis em 1535.
Sucedeu-lhe seu filho:
6º LUÍS ÁLVARES DE TÁVORA, segundo deste nome, décimo quarto senhor de Távora, sexto alcaide-mor de Miranda e quarto senhor do Mogadouro (ou sexto, segundo outros).
Morreu na batalha de Alcácer-Quibir em 1578(562).
Sucedeu-lhe seu filho:
7º LUÍS ÁLVARES DE TÁVORA, terceiro deste nome, décimo quinto senhor de Távora, primeiro Conde de S. João da Pesqueira, sétimo alcaide-mor de Miranda e quinto senhor do Mogadouro (ou sétimo, segundo outros).
Fez parte da expedição à Baía de Todos os Santos em 1628.
Faleceu em 1640.
Sucedeu-lhe seu filho:
8º ANTÓNIO LUÍS DE TÁVORA, décimo sexto senhor de Távora, segundo Conde de S. João da Pesqueira, oitavo alcaide-mor de Miranda e sexto senhor e comendador do Mogadouro (ou oitavo, segundo outros).
Faleceu em 1652.
Sucedeu-lhe seu filho:
9º LUÍS ÁLVARES DE TÁVORA, quarto deste nome, décimo sétimo senhor de Távora, terceiro conde de S. João da Pesqueira, primeiro Marquês de Távora, nono alcaide-mor de Miranda, sétimo senhor e comendador do Mogadouro (ou nono, segundo outros), governador da província de Trás-os-Montes, onde muito se celebrizou, como referimos no I vol. destas Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança, durante as Guerras da Aclamação contra Espanha. Senhor das vilas e direitos reais do Mogadouro, Mirandela, Alfândega da Fé, Castro Vicente, Penas Roias, Alijó, Favaios, Lordelo, Galegos, São João da Pesqueira, Sambade, Vila Nova (concelho de Mirandela?), Covelas, Vales e Colmeias.
Nasceu em Lisboa em 1634 e faleceu em 1672(563).
Sucedeu-lhe seu filho:
10º ANTÓNIO LUÍS DE TÁVORA, segundo deste nome, décimo oitavo senhor de Távora, quarto Conde de São João, segundo Marquês de Távora, comendador de Castelo Branco, concelho do Mogadouro, e senhor das terras atrás mencionadas na província de Trás-os-Montes, incluindo a alcaidaria-mor de Miranda do Douro, tenente-general de cavalaria em Trás-os-Montes.
Nasceu em 1656 e faleceu em 1721. Ver no volume IV, pág. 561, destas Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança a interessante carta que lhe diz respeito, a propósito das campanhas de 1710.
11º LUÍS BERNARDO ÁLVARES DE TÁVORA. Não chegou a usufruir todos os títulos de seu pai porque faleceu em 1716.
Sucedeu-lhe sua filha:
12º D. LEONOR DE TÁVORA, que disfrutou as honrarias de seu avô e casou com seu primo coirmão D. Francisco de Assis e Távora, vice-rei da Índia, aonde a marquesa o acompanhou.
Tanto ela como seu marido foram justiçados a 13 de Janeiro de 1759, acusados de conspirar contra a vida de El-Rei D. José. Idêntica pena sofreu, além de outros, seu filho:
13º LUÍS BERNARDO DE TÁVORA, que viria a ser o vigésimo senhor de Távora, sexto Conde de S. João da Pesqueira e senhor das terras atrás citadas.
Casou com sua tia D. Teresa de Távora e Lorena, régia barregã de D. José I, que pelo seu proceder adúltero motivou o trágico e horroroso suplício.
Da varonia indicada dos Távoras destacaram-se ramos que deram: condes de S. Vicente; condes de Alvor; senhores de Caparica e pessoas de grande destaque social.
Pelo que diz respeito ao distrito de Bragança mencionamos:
1º BERNARDO ANTÓNIO DE TÁVORA, segundo conde de Alvor, governador da província de Trás-os-Montes, ferido no recontro da Godinha em 7 de Maio de 1709.
Vários outros membros desta família se distinguiram: nas letras, como foi Álvaro Pires de Távora, senhor de Caparica, que escreveu a História dos varões illustres de appellido Tavora; nas armas, derramando o seu sangue em prol da pátria, na África e na Índia, onde muitos pereceram em batalhas; no estado eclesiástico-episcopal e na política, como foi Lourenço Pires de Távora, quarto senhor de Caparica, um dos mais hábeis diplomatas do seu tempo, tendo sido nosso embaixador na Alemanha, Inglaterra, França e Itália, mas nada interessa ao propósito desta obra ocuparmo-nos pormenorizadamente das suas individualidades (564).
A 3 de Setembro de 1758, pelas onze horas da noite, foram disparados dois tiros de bacamarte, com grossas munições, sobre o coche em que o Rei recolhia ao palácio.
Os Távoras, apontados como autores do atentado, foram justiçados a 13 de Janeiro de 1759.
Eis como Camilo Castelo Branco descreve, no romance Perfil do Marquez de Pombal, 1882, pág. 16, a bárbara execução:
«Entretanto (enquanto a marquesa se confessava), martellava-se no cadafalso. Aperfeiçoavam-se as aspas, cravavam-se pregos necessarios á segurança dos postes, aparafuzavam-se as roscas das rodas. Recebida a absolvição, a padecente subiu, entre os dois padres, a escada, na sua natural attitude altiva.
Receberam-a três algozes no topo da escada e mandaram-a fazer um giro no cadafalso para ser bem vista e reconhecida. Depois mostraram-lhe um a um os instrumentos das execuções e explicaram-lhe por miúdo como haviam de morrer seu marido, seus filhos e o marido de sua filha.
Mostraram-lhe o masso de ferro que devia matar-lhe o marido a pancadas na arca do peito, as tezouras ou aspas em que se lhe haviam de quebrar os ossos das pernas e dos braços ao marido e aos filhos e explicaram-lhe como era que as rodas operavam no garrote, cuja corda lhe mostravam, e o modo como ella repuchava e estrangulava ao desandar do arrocho.
A marqueza então succumbiu, chorou muito anciada, e pediu que a matassem depressa.
O carrasco tirou então a sua capa preta e carapuça da mesma cor, e passou depois a tirar a capa de D. Leonor, dobrando-a e pondo-a sobre o banco do centro do tablado e mandando-a sentar alli. Sentada a infeliz, a prenderam com cordas pela cintura e pelos pés ao mesmo banco (as mãos já vinham presas), e tirando-lhe o lenço dos hombros com elle lhe vendou os olhos. Absolvida pelos padres o carrasco a degolou (por a parte de traz para maior ignomínia), mostrando a cabeça ao povo e arremeçando-a depois ao chão, para junto do tronco. Esta execução terminou ás oito horas e meia. Voltando então a mesma cadeirinha, escoltada por dragões e infanteria à Quinta dos Bixos e nella veio entre dois padres arrabidos o desgraçado José Maria de Tavora, segundo filho dos marquezes velhos, que fora ajudante d’ordens de seu pae e capitão de dragões de Chaves.
Era um elegante e formosissimo mancebo, de longos cabellos louros; vinha vestido de veludo preto, meias cor de perola e mãos amarradas. Foi mostrado ao povo, como sua mãe, pronunciou algumas debeis palavras, com as quaes pediu perdão a todos. Foi amarrado a uma aspa onde lhe quebraram com macetas de ferro, as canas dos braços e pernas, e lhe deram garrote vil. Eram 9 horas.
A cadeirinha com a mesma escolta voltou à Quinta dos bixos e trouxe também entre dois padres arrabidos Luiz Bernardo de Tavora, marquez (filho) d’este título. Trazia vestido escuro, meias pretas e cabelleira de tranças. No acto de ser mostrado ao povo, protestou que era innocente e que era injusta a sentença, foi mandado calar pelo corregedor ameaçando-o de lhe por uma mordaça. Teve igual morte á do irmão. Eram 10 horas.
Nas execuções dos restantes condemnados nem se esperou que um tivesse terminado para se ir buscar o outro, apenas um subia ao cadafalso sahia a cadeirinha a buscar outro.
Eram duas horas da tarde quando a cadeirinha vinda da Quinta dos bixos, entre dois padres mariannos trouxe Francisco d’Assis de Tavora, marquez (pae) d’este título. Ao passar por entre as tropas, rufaram as caixas destemperadas para maior ignominia. Vinha vestido de preto, cabelleira de bolsa e nas mãos atadas um crucifixo. Subiu velozmente a escada.Morreu do mesmo modo que seus filhos e genro.
A sentença condemnatoria, alem das penas já apontadas e das mais que foram aplicadas aos outros correus, mandava derribar e picar todas as armas e escudos delles e arrasar e demolir suas casas e edificios, salgar seus campos, confiscar-lhe para a coroa os bens e que ninguem podesse uzar do apellido de Tavora sob pena de perdimento dos bens e desnaturalização dos direitos de subdito portuguez»(565).
A sentença condenatória e a ferocidade tigrina da execução são obra do Marquês de Pombal.
Diz-se que esta conspiração dos Távoras contra o rei D. José foi causada pela afronta que este fazia àquela ilustre família, tornando sua manceba D. Teresa de Távora, casada com o marquês de Távora (filho).
A este propósito escrevia o ministro inglês Hay, por essa ocasião, para a corte de Jorge II:
«Pois que S. magestade deseja ser informado das particularidades d’esta conspiração, mencionarei uma circunstancia, que procuram ocultar engenhosamente sem impedir que se não acredite, e é a unica a que se attribue o perfido procedimento dos Tavoras: = são as relações do rei com a mulher do marquez novo, as quaes começaram no tempo em que o general foi vice-rei da India e continuavam agora».
Francisco de Assis de Távora, marquês de Távora (pai), foi vice-rei da Índia desde 1750 a 1754 e era sogro de D. Teresa, barregã de D. José.
Praticou proezas na Índia; castigou o Canajá, inimigo poderoso que infestava os mares; arrazou a fortaleza de Neubadel, queimou as embarcações e venceu o Marata em batalha naval. Tomou a fortaleza de Piro ao rei de Lunda e devastou as terras de Pondá e Zambaulim. Quinze autores falaram das proezas deste vice-rei, noutros tantos opúsculos arquivados pelo senhor Figaniére, e todos são muito raros, porque depois da conspiração contra o rei houve o propósito de eliminar da história o nome e os serviços da família Távora(566).
A sentença revisória de 23 de Maio de 1781, assinada por D. Maria, declarou somente como culpados no atentado o duque de Aveiro, com seus sócios António Álvares Ferreira, José Policarpo de Azevedo e Manuel Álvares Ferreira, sendo declarados inocentes os marqueses de Távora e o conde de Atouguia, assim como todas as mais pessoas que por tal motivo haviam sido presas (567).
Inditosos Távoras! Os gritos inanes de Carvalhais, Mascarenhas e outras terras bragançanas, opressas de seus senhorios (568), achariam alfim o «Efeito costumado da Divina Justiça, que piedosa, e recta, quanto A mortais olhos o castigo tarda,
Em ira aumenta o que a paciencia aguarda?» (569)
É bem conhecida a terrível sentença bíblica que pune nos filhos as iniquidades dos pais.
Ao erudito investigador Ernesto Augusto Pereira Sales agradecemos a cópia que nos enviou do seguinte documento:
«A alu.º piriz de tauora carta do oficio de couteiro das perdizes em suas terras.
Dom manuel etc. Aquamtos esta nossa carta uirem fazemos saber que comfiamdo nos da boomdade e discriçã daluaro piriz de tauora fidalguo de nossa cassa que o fara bem e como compre a nosso seruiço.
E per esta presemte o damos por couteiro do caçar das perdizes com boi (sic) e de tomar os ouos dellas em a nossa villa de mjramda de doiro e seu termo e em todallas terras e luguares do ditto aluaro piriz em que tem jurdiçam pera que exeicute e faça exeicutar nos que assi caçarem as perdizes com boys e tomarem os ouuos dellas comtra nossa defessa aquellas penas que sam comtheudas na nossa detriminaçam sobrello feitta das quaaes penas queremos que ametade seia pera ho ditto aluaro piriz de tauora. E a outra se despemda nas obras e corregimento do castello da ditta uilla de miramda. Porem mamdamos atodallas outras nossas justiças e officiaaes e pessoas a que esto pertemcer que aiã o dito aluº piriz por couteiro como ditto he e lhe cumpram em todo esta nossa carta. Sem duujda nem embargo algun por que assy he nossa merçee ho que jurou em anossa chamçallaria aos santtos avamgelhos que bem e dereitamete vse do ditto offiçio cargo guardamdo anos nosso seruiço e ao pouo o seu dereito dada em momte moor o nouo a XX dias de nouembro.
Ruj de pina afez de mil IIIjc nouemta cimco. A qual metade de pena pera as obras do ditto castello se carreguara pollo escripuam dellas sobre o R.or das tercas da ditta comarca.» (Livro 1 de Alemdouro, fls. 155).
O documento que a seguir transcrevemos é extraído da Chancelaria de D. Afonso VI, livro I, fol. 25 e seguintes, e foi publicado pelo padre Ernesto Augusto Pereira Sales na Revista de História, 1920, pág. 72, seguido das seguintes notas elucidativas:
«Luis Alvares de Tavora, 2º do nome, senhor do Mogadouro e alcaide-mor da cidade de Miranda, morreu em 1578 na desastrosa batalha de Alcacer Quibir, deixando viuva sua mulher e prima D. Leonor Henriques, dama do Paço, filha de D. Simão da Silveira, com um filho único, ainda de menor edade, do qual foi zelosa tutora.
Luis Alvares de Tavora, a que por vezes se refere o alvará acabado de transcrever, foi, como seu pai, senhor do Mogadouro, etc., e tomou parte com seu filho mais velho, Antonio Luis de Tavora, na jornada da restauração da Bahia em 1625, tendo-se embarcado com muitos criados seus na armada que para tal fim sahiu de Lisboa. Apesar de haver sido feito conde de S. João da Pesqueira, por Filippe 2º em 21 de Março de 1611, e de haver servido igualmente o seu sucessor Filippe 3º, falleceu em 1640, já de avançada edade, na cidade de Madrid, onde se achava, retido certamente, como outros fidalgos portuguezes de cuja fidelidade haveria vagas suspeitas, na côrte dos dominadores de Portugal:
Eu El Rey faço saber aos que este Alvará virem que havendo respeito aos serviços que D. Lionor Henriques mãy e tutora de Luis Alvares de Tavora me fes na materia da Succeção do Reino e ao modo com que nisso procedeo nas terras do dito seu filho onde logo fes tomar a vos por my e proceder contra os que nellas querião fazer gente em favor de Dom Antonio e tomar sua vos mando [mandando] levar gente em meu serviço contra elles e quietar as ditas terras e assy em mandar socorro a villa de Trancoso no que tudo fes muita despeza; e por folgar de por todos estes respeitos fazer merce ao dito Luis Alvres de Tavora seu filho por mo ella asy pedir Hey por bem e me pras de lhe fazer merce das villas de Mogadouro, Mirandella, Alfandega, e do lugar de São Bade e Alcaydaria mor da cidade de Miranda que elle Luis Alvres ora tem, tudo para seu filho mais velho que delle ficar por seu fallecimento e assy e da maneira que ora tem as ditas terras e alcaydaria mor em sua vida conforme as suas doações e provisões; e por minha lembrança e sua guarda mandei dar este Alvara a dita Dona Lionor pelo qual depois do falecimento de Luis Alvres seu filho se passarão cartas de doações... Pedro Pinto a fes em Madrid a vinte seis de Dezembro de quinhentos e oitenta e tres».
BALTASAR DE SOUSA COLMIEIRO TELES DE TÁVORA, fidalgo da Casa Real, cavaleiro da Ordem de Cristo, capitão de cavalaria, a quem nos referiremos em Vinhais – Família Colmieiro, filho de António Colmieiro de Morais, cavaleiro da Ordem de Cristo, e de D. Angélica de Sousa de Távora, nasceu em Vinhais e escreveu: Famílias de Trás-os-Montes, manuscrito(570).
PAULO BOTELHO DE MORAIS, poeta, nasceu em Moncorvo a 5 de Abril de 1677.
Era filho de Francisco Botelho de Vasconcelos, capitão-mor de Moncorvo, e de D. Brites de Vasconcelos Saraiva.
Escreveu, além de outras obras que citaremos no volume consagrado aos escritores, as seguintes:
História da illustríssima, e antiquíssima família dos Marqueses de Távora, Senhores do Mogadouro, dividida em duas partes: família dos Botelhos de Morais com a ascendência por todos os lados. Escrita em 1725.
Manuscrito in folio.
Arvores dos Costados das Pessoas Nobres da Villa da Torre de Moncorvo e seus contornos com noticiosas adições aos quartos. Escrito em 1730.
Não nos foi possível ver nenhum destes manuscritos, mas sabemos que ambos, ou pelo menos o primeiro, existiam ainda há poucos anos em Moncorvo, segundo nos informou o nosso dedicado amigo, o erudito genealogista Francisco de Moura Coutinho.
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(561) MENÉRES, Alfredo – Carvalhais, Traços Históricos, p. 83, onde vem publicada na íntegra a escritura de venda, por nós fornecida ao seu autor. No vol. IV, p. 370 e 379 destas Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança, publicamos na íntegra: a escritura da venda de Carvalhais e Mascarenhas aos Távoras; a da fundação do seu morgadio e a notícia das lutas que sustentaram com os povos onde tinham propriedades.
(562) Nesta batalha morreram também: D. Afonso, conde do Vimioso, e D.Manuel, seu filho.
Ver CRUZ, Bernardo da, Frei – Crónica de El-Rei D. Sebastião, p. 287.
(563) Ver o volume I, p. 97, destas Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança.
(564) A História Portuguesa está cheia dos feitos desta ilustre família; todavia, em especial pode ver-se: BARROS, João de – Ásia – Dos feitos que os portugueses fizeram no descobrimento e conquista dos mares e terras do oriente, 1777; Década IV, liv. X, cap. XIX; Década III, livro I, cap. I; Década II, livro I, cap. I, IV, V e VI, livro III, cap. II e III, livro V, cap. XI. Para a sua genealogia ver: MORERI – El Gran Diccionario, artigo «Távora». LEAL, Pinho – Portugal Antigo e Moderno, artigos: «Paradela» e «Paredes».
(565) Memoirs of the marquis of Pombal, by John Smith, citadas por CASTELO BRANCO, Camilo – Perfil do Marquês de Pombal, p. 2.
(566) CASTELO BRANCO, Camilo – obra citada.
(567) SORIANO – História da Guerra Civil em Portugal, I parte, tomo 1º, p. 296, e tomo 3º, documento 4, p. 11, onde vem exarado com toda a proficiência o depoimento das testemunhas e as razões da inocência dos Távoras.
(568) Ver o vol. IV, p. 378, 379, 561 e 562, destas Memórias Arqueológico-Históricas.
(569) Maláca conquistada, canto XII, est. 62.
(570) SOARES, Eduardo de Campos de Castro de Azevedo (Carcavelos) – Bibliographia Nobiliarchica Portugueza, 1916.
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MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA
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