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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Palaçoulo: Exposição “Antes que se perca – rostos que contam” é uma homenagem aos anciãos

 Foi inaugurada em Palaçoulo, a exposição fotográfica “Antes que se perca – rostos que contam”, um projeto da autoria de Maria Solano e Sabina Martins, cujo propósito é homenagear e guardar a memória dos anciãos, desta conhecida localidade do concelho de Miranda do Douro.


O presidente da Freguesia de Palaçoulo, Xavier Rodrigues, felicitou as autoras do projeto fotográfico e corroborou da perspectiva de que as pessoas são o mais importante legado da localidade.

“As fotografias que hoje podemos ver não são apenas retratos. Cada rosto que aqui encontramos representa uma vida, uma história, uma família, um trabalho, uma época e uma parte de Palaçoulo. São rostos de pessoas que viveram muitas mudanças. Pessoas que conheceram outros tempos, outras dificuldades, outras formas de viver. Pessoas que trabalharam, lutaram, criaram os seus filhos, construíram as suas casas e ajudaram, de uma forma ou de outra, a construir a aldeia que hoje conhecemos”, disse o autarca de Palaçoulo.

Na perspectiva de Xavier Rodrigues, “Antes que se perca, rostos que contam” — faz muito sentido.

“Porque o tempo passa. As pessoas passam, as gerações mudam e pouco a pouco, algumas memórias correm o risco de desaparecer. Mas enquanto houver uma fotografia, um nome, uma história ou alguém que se lembre, essa memória continua viva”, justificou.


De acordo com as autoras, Maria Solano e Sabina Martins, a exposição fotográfica “Antes que se Perca – Rostos que contam” surgiu da vontade de estar e de escutar as pessoas de Palaçoulo.

“Sentimos o apelo de estar com os nossos maiores, de aprender com a sua experiência de vida e escutar as suas histórias que nunca foram escritas. Inteiramo-nos que grande parte da história da nossa terra vive apenas na memória das pessoas. E a memória, se não for partilhada, desaparece”, justificaram Maria Solano e Sabina Martins.

Para concretizar este propósito, as jovens fotografas agradeceram a confiança, o acolhimento e a coragem das pessoas de Palaçoulo, em partilhar a intimidade das suas vidas.

“Infelizmente, desde que começámos este trabalho, duas das pessoas que fazem parte deste projeto já partiram. E isso fez-nos sentir, de uma forma muito concreta, o verdadeiro significado destas palavras: “Antes que se perca”. Porque hoje podemos continuar a ouvir as suas vozes através das memórias que nos deixaram. Podemos continuar a olhar para os seus rostos. E podemos continuar a contar as suas histórias”, sublinhou Maria Solano.


As autoras adiantaram que a exposição “Rostos que Contam” é o primeiro capítulo do projeto e que ainda há muito mais pessoas e memórias em Palaçoulo, para guardar em fotografia e no coração.

“O projeto não termina aqui. Pelo contrário. Esperamos que esta exposição nos faça perceber que ainda há muito para ouvir e muitas memórias que merecem ser guardadas. E talvez, ao sairmos daqui, cada um de nós pense numa pessoa, numa história ou numa palavra que não queremos que desapareça. Porque, no fundo, é essa a pergunta que está no coração deste projeto: “Que cousa gostáveis que nós guardássemos… antes que se perca?”, interpelaram.

A exposição “Antes que se perca – rostos que contam” pode ser vista de segunda a sexta-feira, das 9h00 às 17h00, na antiga escola primária, em Palaçoulo.

HA

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