A nova frota é composta por um autocarro urbano e cinco veículos interurbanos, que serão utilizados nas linhas rurais e urbanas e no apoio prestado pelo município a escolas, instituições particulares de solidariedade social e associações.
A presidente da Câmara de Bragança, Isabel Ferreira, explicou que os novos veículos substituirão parte da frota mais antiga e poluente. Os autocarros que ainda apresentem condições para circular serão mantidos, enquanto os que atingiram o fim da sua vida útil serão abatidos, como previsto nas condições do programa de financiamento.
“É um reforço e, sobretudo, uma melhoria da qualidade da viagem das pessoas”, salientou a autarca, apontando também a redução dos custos com o gasóleo, das emissões e do ruído como vantagens da renovação da frota.
O autocarro destinado ao serviço urbano tem capacidade para transportar 32 passageiros sentados e outros 32 em pé, além de um lugar reservado a pessoas com mobilidade reduzida. Os cinco veículos interurbanos dividem-se entre três unidades com 21 lugares sentados e duas com 39 lugares.
Todas as viaturas possuem acessos adaptados, sistemas eletrónicos de apoio à operação e equipamentos destinados a melhorar a segurança e o conforto dos passageiros e motoristas.
Isabel Ferreira destacou a acessibilidade universal como uma das características mais importantes dos novos autocarros, tendo em conta as solicitações recebidas pelo município para transportar pessoas com mobilidade condicionada.
Segundo a Câmara, a substituição dos veículos a gasóleo permitirá reduzir anualmente cerca de 185,63 toneladas de gases com efeito de estufa. A diminuição do ruído deverá ser particularmente sentida nas zonas residenciais, no centro histórico e nas proximidades de escolas, equipamentos sociais e paragens.
O autocarro urbano terá uma autonomia próxima dos 400 quilómetros.
Câmara quer instalar mais 40 carregadores
A renovação da frota integra um plano mais amplo de mobilidade elétrica, que inclui a instalação de 40 novos postos de carregamento em diferentes pontos do concelho.
A Câmara já lançou o procedimento público destinado a selecionar as empresas que instalarão e explorarão os equipamentos. Bragança dispõe atualmente de pouco mais de 50 postos de carregamento, pelo que o novo investimento permitirá quase duplicar a oferta disponível.
“Fizemos um estudo e queremos aumentar esta oferta, que é manifestamente reduzida tendo em conta a tendência global para a substituição dos veículos a combustão por veículos elétricos”, explicou a presidente da Câmara.
Isabel Ferreira espera que a instalação dos primeiros equipamentos possa começar até ao final do ano. Os novos postos serão colocados em zonas próximas de locais de residência, trabalho, comércio e serviços e poderão ser utilizados por residentes, empresas e visitantes. O objetivo é repartir a procura, evitar deslocações feitas apenas para carregar as viaturas e facilitar a transição para a mobilidade elétrica.
“Ilha de Energia” é investimento de 744 mil euros
O plano contempla ainda a criação de uma “Ilha de Energia” no Cais de Mercadorias do Terminal da Estação Rodoviária, destinada à produção, armazenamento e utilização de energia renovável na mobilidade.
O projeto representa um investimento estimado em 744 mil euros e integra o Quadro de Investimentos Prioritários do Norte 2030. A candidatura já foi apresentada e encontra-se a aguardar aprovação.
Estão previstos aproximadamente 420 painéis fotovoltaicos, com uma potência estimada de 243,6 quilowatts-pico, um sistema de armazenamento de energia e carregadores rápidos.
A eletricidade produzida será utilizada prioritariamente no carregamento dos autocarros e das restantes viaturas municipais, permitindo reduzir os custos energéticos e a dependência de fontes convencionais.
O projeto admite ainda a reutilização das baterias dos autocarros elétricos que deixem de cumprir os requisitos para circulação rodoviária e reúnam as condições técnicas e de segurança.


Sem comentários:
Enviar um comentário