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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Tribunal da Relação de Guimarães revoga sentença de insolvência do matadouro do Cachão

O Tribunal da Relação de Guimarães anulou a sentença de insolvência que pendia sobre o Matadouro Industrial do Cachão, desde abril deste ano, após a ação interposta por um dos credores.


O acórdão, datado de 15 de outubro, reconhece que aquela unidade de abate, cujos acionistas são as câmaras de Mirandela e Vila Flor, pela sua natureza intermunicipal, não está sujeita ao regime comum de insolvência, devendo ser enquadrado na legislação específica do setor empresarial local.

Em comunicado, o SINTAB (Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal) saúda a decisão do Tribunal da Relação de Guimarães, considerando-a “uma boa notícia para os Trabalhadores e para toda a região de Trás-os-Montes”.

Contudo, para aquele sindicato, esta decisão, embora permita respirar um pouco de alívio, “está longe de resolver os problemas que ameaçam a continuidade desta importante infraestrutura agroindustrial”.

No comunicado, o SINTAB considera que esta decisão constitui “um desenvolvimento positivo”, mas não pode servir para “alimentar falsas expectativas ou justificar a manutenção das opções que conduziram a empresa à situação em que se encontra”, lembrando que a decisão judicial ainda é suscetível de recurso e, independentemente do seu desfecho definitivo, “as dívidas acumuladas, os problemas de gestão e as insuficiências operacionais permanecem por resolver”, acrescenta o comunicado.

O SINTAB defende a necessidade de aprofundar “o caráter cooperativo do Matadouro”, promovendo uma maior articulação e participação dos produtores pecuários, das suas organizações e cooperativas, de modo a que esta unidade “esteja efetivamente ao serviço de quem produz, de quem trabalha e das necessidades de abastecimento e desenvolvimento da região”.

Aquele sindicato entende que o MIC é uma infraestrutura “estratégica para a produção pecuária transmontana, particularmente para a bovinicultura, da qual dependem inúmeras explorações agrícolas e familiares. O seu desaparecimento representaria não apenas a destruição de mais de 20 postos de trabalho diretos, mas também a perda de uma capacidade de abate indispensável à economia regional, numa região onde as alternativas existentes são manifestamente insuficientes”

A terminar, o SINTAB chama a atenção que esta transformação “não pode ser exigida exclusivamente às autarquias, sem que o Governo assuma as suas próprias responsabilidades”.

INFORMAÇÃO CIR
(Escrito por Rádio Terra Quente)

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