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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

FREIXO DE ESPADA À CINTA, comarca de Bragança

1. Caracterização do concelho
1.1 Vila de Freixo de Espada à Cinta
1.2 Foral
1.3 Freguesias/Lugares: «Tem termo composto de 4 lugares: Ilgares, Poiares, Mazouco e Fornos» (Memória de Freixo de Espada à Cinta).
1.4 Rendimento do concelho: «Consiste em muitas terras que arrenda anualmente foros certos e fornos de cozer pão, porque sem provisão de Sua Majestade não há licença de os ter em casa, nos assentos de coimas e condenações, que tudo importa regularmente, 950.000 réis, e sempre excede a despesa anual».
1.5 Outras referências: Misericórdia: vide Hospital.
Hospital: «Tem um hospital muito pobre, que é administrado pelo Provedor da Misericórdia (Memória de Freixo de Espada à Cinta).
2. Senhorio e oficialato municipal
2.1 Senhorio: «Coroa, sem donatário. Antigamente teve alcaide-mor, que foi no ano de 1562, de cujo tempo a esta parte o não houve mais. E somente se intitula fronteiro-maior daquela vila, a quem os moradores de Freixo e seu termo, que é limitado, pagam de foro, em cada um ano, 2 alqueires de cevada ».
2.2 Oficialato: «Concelho à parte sobre si». Tem juiz de fora com alçada, posto por El Rei (Memória de Freixo de Espada à Cinta, Fornos). Há na vila juiz de fora, capitão e guarnição militar. Juiz de fora, 4 escrivães do geral, escrivão da câmara, escrivão dos órfãos, escrivão das sisas, alcaide e carcereiro, meirinho, juiz da alfândega, 2 escrivães, feitor, 2 guardas de cavalo, meirinho e porteiro. Fronteiro-mor (o Conde de Sampaio que recebe os foros reais
da vila e termo). Pertence ao Conde de Sampaio, da vila e lugares do termo 2 alqueires e quarta de cevada. «É Praça de Armas, tem um Governador, compõe-se de um destacamento de soldados, que consta de um tenente ou alferes, com mais 10 ou 12 soldados, aonde entra sargento e cabo de esquadra» (Memória de Freixo de Espada à Cinta).
2.3 Modo de eleição do oficialato
2.4 Sede/equipamentos municipais: tem esta vila seus Paços do concelho, em que se fazem todas as funções de justiça, no sítio da Praça, donde também é a Casa da Alfândega.


Memórias Paroquiais 1758

FRECHAS, comarca de Torre de Moncorvo

1. Caracterização do concelho
1.1 Vila de Frechas
1.2 Foral: de D. Manuel I de 10 de Março de 1513.
1.3 Freguesias/Lugares: «Termo que compreende 1 lugar e 1 quinta» (Memória de Frechas, concelho de Mirandela).
1.4 Rendimento do concelho: o rendimento é diminuto porque tem poucas terras que arrenda, mas junto com o incerto das coimas anda por 85.000 réis.
1.5 Outras referências
2. Senhorio e oficialato municipal
2.1 Senhorio: «Donatário o Senhor de Vila Flor, o Ex.mo Senhor Francisco José de Sampaio. Ao presente pertence à Coroa porque as justiças eram feitas pelos ouvidores daquela casa. Hoje são os corregedores da comarca quem faz» (Memória de Frechas, concelho de Mirandela). Foro real, do donatário, o Conde de Sampaio. Pagam os moradores da vila e lugar
de Val de Sancha ao donatário, de todos os frutos que colhem menos o milho, o noveno e três alqueires de centeio de jugada todo aquele que tem junta de bois ou vacas.
2.2 Oficialato: juiz ordinário, 2 vereadores e procurador do concelho «e sobre o juízo ordinário governa o corregedor de Torre de Moncorvo (Memória de Frechas, concelho de Mirandela), juiz ordinário e órfãos, escrivão do geral e tudo o mais.
2.3 Modo de eleição do oficialato
2.4 Sede/equipamentos municipais
2.5 Articulações: pelas ordenanças pertence ao capitão-mor de Vila Flor.


Memórias Paroquiais 1758

Diocese de Bragança/Miranda - Liturgia é a oração objetiva da Igreja

Ano litúrgico é "um conjunto dos momentos salvífico
A celebração litúrgica não é uma cerimónia, "é a oração da Igreja, da comunidade eclesial que se reúne para celebrar. Precisamos de descobrir que essa oração em comunidade também é oração e não um rito exterior, como, por vezes, se pensa", explicou ao Mensageiro o P. Bernardino Costa, um dos oradores das Jornadas de Liturgia promovidas pela diocese de Bragança-Miranda, que decorreram nos dias 22 e 23 deste mês, em Bragança. Contando com um grande número de participantes as jornadas foram subordinadas ao tema "Ano litúrgico, ritmo de encontro com Deus".
O tempo litúrgico começa no domingo do Advento, no final de Novembro, e prolonga-se até ao dia antes desse 1º domingo do Advento, tendo "um aspeto circular, porque todos os anos repetimos, ou linear, se quisermos", referiu o orador, sublinhando que, o mais importante é o seu aspeto pontual, o "hoje da celebração". "Quando nos reunimos para celebrar estamos a celebrar o mesmo acontecimento como se estivéssemos junto de Cristo no cenáculo, como se estivéssemos junto de Cristo na Cruz e como se Cristo estivesse a renovar o seu sacrifício", afirmou.
Também D. José Cordeiro, Bispo diocesano, outro dos oradores, sublinhou que Ano litúrgico deve ser considerado como um "conjunto dos momentos salvíficos, celebrados ritualmente pela Igreja, mediante a Eucaristia que é memorial dos acontecimentos do mistério da salvação realizados na história. O seu fundamento bíblico-teológico radica na celebração e actualização do mistério de Cristo no tempo".
D. José Cordeiro disse ao Mensageiro que estas jornadas são para continuar, dada a importância da liturgia, que, não esgotando a ação da Igreja é o "princípio e vértice de toda a vida Cristã. É a grande escola da fé", a "fé vivida", tornado presente, à "vida e ao coração, aquilo que Cristo realizou de uma vez por todas".
O Bispo diocesano explicou que foi a falta de formação litúrgica que levou a piedade popular a ganhar tanta importância. Sem deixar de considerar a piedade popular importante, D. José afirmou que é a liturgia que nós dá a centralidade do mistério de Cristo. "Na piedade popular é uma oração pessoal, livre, nós podemos dirigirmo-nos aos santos, a Nossa Senhora, a Jesus Cristo, mas a liturgia é a vivência profunda do mistério essencial da vida cristã, que é sempre uma oração dirigida ao Pai, pelo Filho, no Espírito Santo".
Na sua intervenção, D. José havia explicado que "a história da salvação ritualizada nas acções litúrgicas é o cumprimento em nós, num movimento aberto e ascensional até à plenitude, do mistério de Cristo, que a Igreja celebra cada ano, nos seus diversos aspectos, para tornar presente e comemorar o dom da salvação, não segundo esquemas subjectivos mas através de um plano sacramental. O que aconteceu de uma vez para sempre na vida histórica de Jesus, torna-se sacramentalmente presente à sua Igreja, cada vez que se cumpre o imperativo evangélico «fazei isto em minha memória» (Lc 22,19)".

Por: Ana Preto
in:mdb.pt

2º Concurso de Fotografia - A Água

Pelo segundo ano consecutivo, o Parque Natural de Montesinho e a Câmara Municipal de Vinhais em colaboração com a Associação ARBOREA vão realizar um concurso de fotografia cujo tema é a “Água”.
O concurso visa selecionar e premiar fotografias originais baseadas na importância da água sobre todos os seres vivos e para a continuação da vida na Terra. É essencial que todos tenhamos consciência de que a água é um património da humanidade e todos deveremos conhecer o seu valor.
O concurso pretende contribuir para o fomento da educação ambiental e do desenvolvimento sustentável, incentivando a comunidade educativa e população em geral a utilizar a fotografia como forma de expressão e comunicação, observar e proteger o património natural, promovendo a consciência ambiental. Este evento culminará com a entrega de prémios e com uma exposição dos melhores trabalhos a concurso que será inaugurada no dia 8 de Outubro.

Bragança - Associação Entre Famílias comemora terceiro aniversário

A Associação Entre Famílias, de Bragança, ajuda as famílias carenciadas que viram as dificuldades aumentar com a crise.
A importância do apoio à comunidade foi destacada nas comemorações do terceiro aniversário da associação.  A Associação tem cerca de 360 associados e dá apoio a muitas famílias de Bragança.
O presidente da Entre Famílias, Francisco Alves, sublinha que a associação presta por um lado, “um apoio material às famílias, através de donativos e géneros que depois são oferecidos às famílias mais carenciadas, e por outro, a vertente da chamada mentalização cultural, onde os valores acerca da família e da vida, são defendidos”.Fernando Fontoura, assistente eclesiástico da Entre Famílias, diz que a associação “é muitas vezes a única forma que as famílias carenciadas têm, de resolver as suas necessidades materiais e espirituais. Refere mesmo que “apesar de não ter apoios por parte do Estado, tenta fazer mais e melhor em prol da família”. “Tem feito obra que não se vê, mas tem assistido muita gente”, conclui o pároco.
O terceiro aniversário da Associação foi comemorado com a eucaristia pelos associados, que foi presidida por D. José Cordeiro.
A Associação Entre Famílias a comemorar assim o terceiro aniversário, numa altura em que as dificuldades que as famílias atravessam são cada vez maiores.


Escrito por Brigantia

Liga Contra do Cancro quer abrir delegação em Bragança

Ainda este ano a cidade de Bragança poderá vir a ter uma delegação da Liga Portuguesa Contra o Cancro.
O presidente da estrutura revela essa intenção e as valências que vai ter.  “A liga tinha todo o gosto em poder ter uma unidade de apoio directo aqui em Bragança e por isso vamos começar a angariar fundos que ficarão canalizados para depois dar um apoio mais efectivo à população”, refere Renato Martins, acrescentando que “irá começar como uma unidade de psicooncologia e depois estender-se a outro tipo de valências, nomeadamente a formação, educação para a saúde e assistências social”.
Para já estão a ser angariados fundos para implementar este projecto, pois o presidente da Liga salienta que a delegação terá de ser auto-sustentável.“Se calhar ainda é possível abrirmos este ano”, afirma convicto. “Mas depois é preciso tornar essa delegação auto-sustentável porque o nosso núcleo do Norte não tem capacidade para abrir uma unidade que seja financiada pelo núcleo central.
Teremos de criar algo que tenha pernas para andar e que se mantenha durante muitos anos”, conclui.
A Liga Portuguesa Contra o Cancro também já está a encetar contactos para tentar encontrar um espaço onde possa ser instalada a delegação.


Escrito por Brigantia

Município de Bragança - Empréstimo para obras financiadas


A Câmara de Bragança vai contrair um empréstimo de 2,7 milhões de euros para obras.
O autarca local diz que o dinheiro se destina à concretização de projectos financiados por fundos comunitários.  “Um dos projectos, no valor de 2,3 milhões, é o projecto Ecopolis, envolve também projectos de saneamento na área rural e a circular interior.
Trata-se de um empréstimo negociado entre o estado português e o Banco Europeu de Investimento, tendo em vista a disponibilização de recursos financeiros para promotores de projectos co-financiados”, salienta o edil.
Jorge Nunes garante que este empréstimo é vantajoso para o município e lembra que nem todas as autarquias têm capacidade financeira para aceder a este tipo de crédito.“Nem todos os municípios podem aceder a este tipo de empréstimo, têm que ter limites de endividamento compatíveis”, enaltece Jorge Nunes.
Através desta medida, o autarca pretende contribuir para o desenvolvimento do concelho.“É uma forma oportuna para quem tem disponibilidade e autorização de acesso a investimentos privilegiados, como é este, de poder maximizar a utilização de fundos comunitários. E é isso que o município de Bragança está a fazer”, realça o autarca.
O município de Bragança a recorrer a uma linha especial de crédito para poder avançar com obras co-financiadas.


Escrito por Brigantia

Obras no túnel do Marão paradas há um ano

Faz hoje um ano que as obras do túnel do Marão estão paradas.Os 5,6 km de extensão que vão ligar os distritos de Vila Real e Amarante fazem parte da construção da Auto-estrada transmontana e está parada desde 27 de Junho de 2011. 
Esta paragem está relacionada com a falta de um acordo entre o Estado e a concessionária que tentam renegociar a empreitada.Um dos obstáculos tem a ver com o facto do empréstimo ter sido feito a taxas mais baixas das que são agora praticadas.
O ministério das obras públicas pode também vir a resgatar a obra mas isso obriga a partir para um novo concurso, cujas implicações em termos de tempo e de custos serão maiores.A construção do Túnel do Marão começou no Verão de 2009 e deveria estar concluída em Novembro deste ano, mas o processo não tem sido pacífico.
Além desta paragem, a obra já tinha sido suspensa antes por duas vezes, por causa de duas providências cautelares interpostas pela empresa Águas do Marão.Esta terá sido a primeira causa dos problemas que estão a afectar o projecto.A isto juntou-se o corte de financiamento por parte do sindicato bancário que financia a obra. O fundo de risco é outra das questões que está, agora, a travar o acordo entre a concessionária e o Governo.
Trata-se de um fundo que visa compensar a exploração por eventuais perdas na procura de tráfego.
A concessionária teme que passem menos carros nesta via do que o inicialmente previsto.

Escrito por Brigantia

terça-feira, 26 de junho de 2012

AMANHECER NA FOZ DO CÔA

O Nosso AMIGO, Luís Branquinho, resolveu brindar-nos...

Vencimentos dos Políticos

Um trabalho Brilhante, como podereis verificar!

FAILDE, cabeça de concelho, comarca de Miranda de Douro

1. Caracterização do concelho
1.1 Vila e Couto de Failde
1.2 Foral: «Tem seu título dado no ano 1548, pelo qual pagam os moradores 40 alqueires de centeio ao Cabido de Bragança, cujo foro é do tempo do Arcebispo de Braga D. Fernando, antes de ser desmembrado este Bispado do dito de Braga».
1.3 Freguesias/Lugares: «Termo seu e compreende somente a vila ou couto de Carocedo» (Memória de Failde, concelho de Bragança).

1.4 Rendimento do concelho: «O seu rendimento certo e incerto chega ordinariamente a 19.400 réis».
1.5 Outras referências: «Teve esta vila e couto de Carocedo um privilégio concedido por D. Martinho, Arcebispo e Senhor que foi de Braga (…) no tempo em que este Bispado de Miranda estava unido com o dito Arcebispado de Braga, o qual privilégio era que os moradores ou câmara destas vilas poderiam eleger justiças para as mesmas vilas, com a condição que os moradores pagariam 40 alqueires de pão, 20 à vila de Failde e 20 à vila ou couto de Carocedo, o qual foro se chama o foro de S. Martinho e que o dito Arcebispo lhes daria o pároco. O qual privilégio se observou até 1748.
E neste tempo o corregedor desta comarca, que então era, se intrometeu a meter justiças, só afim de levar 4.000 (réis) da dita câmara e o mais que constar do dito privilégio que se acha no Arquivo da Sé de Braga» (Memória de Failde, concelho de Bragança).
2. Senhorio e oficialato municipal
2.1 Senhorio: Coroa.
2.2 Oficialato: 2 juízes ordinários e câmara (um na vila e outro no couto de Carocedo, com escrivão do geral, órfãos e câmara (vide vila e couto de Carocedo).
2.3 Modo de eleição do oficialato
2.4 Sede/equipamentos municipais: «Na vila de Failde a onde está a cadeia e casa da câmara, ao Sábado fazem os juízes as audiências, alternativa» (Memória de Carocedo, concelho de Bragança).
2.5 Articulações: «Aos agravos dos juízes conhece o corregedor de Miranda. As apelações ordinárias vão para a Relação do Porto». Pelas Ordenanças pertence ao capitão-mor da vila de Paçó.


Memórias Paroquiais 1758

ERVEDOSA, comarca de Bragança

1. Caracterização do concelho
1.1 Vila de Ervedosa
1.2 Foral: de D. Manuel I de 22 Julho 1514. O foro real pertence ao Cabido de Bragança: pagam os moradores da vila e termo ao couto da Sé de Bragança 80 alqueires de centeio e 540 réis, que reparte por todos os que têm fazendas, cujo foro foi do Convento de Castro de Avelãs.
1.3 Freguesias/Lugares: «Termo sobre si e não tem mais lugar algum, somente 2 Quintas, Soutilho e Felgueira (Memória de Ervedosa, concelho de Vinhais).
1.4 Rendimento do concelho: o seu rendimento é insignificante.
1.5 Outras referências: dista 1 légua da Torre de Dona Chama.
2. Senhorio e oficialato municipal
2.1 Senhorio: Duque de Bragança (Memória de Ervedosa, concelho de Vinhais).
2.2 Oficialato: «Juiz ordinário e câmara, que é 1 vereador e 1 procurador, sujeito à Ouvidoria de Bragança (Memória de Ervedosa, concelho de Vinhais); juiz ordinário e órfãos; escrivão do geral e câmara; meirinho.
2.3 Modo de eleição do oficialato
2.4 Sede/equipamentos municipais
2.5 Articulações: sujeito às ordenanças da vila de Torre de Dona Chama. Serve o escrivão das sisas de Torre de Dona Chama.
2.6 Outras referências: Ervedosa, integra o cabeção das sisas da vila de Torre de Dona Chama


Memórias Paroquiais 1758

Língua - Mais de 120 pessoas vão ler «Os Lusíadas» em mirandês

Cerca de 120 pessoas, com idades compreendidas entre os sete e os 80 anos, inscreveram-se através da rede social Facebook para a leitura da versão traduzida para língua mirandesa da obra de Camões, «Os Lusíadas». A iniciativa vai decorrer no primeiro fim-de-semana de Agosto no âmbito do Festival Intercéltico de Sendim.
«Não se esperavam tantas inscrições para esta iniciativa, cujo elo de ligação é a língua mirandesa», disse o autor da tradução da obra de Luís de Camões para língua mirandesa, Amadeu Ferreira.

O autor realça que «não se pretende que a leitura de "Os Lusíadas" seja feita por pessoas com grandes dotes oratórios, mas sim que seja um acto de pertença da língua mirandesa para o país».
Segundo o especialista em língua e cultura mirandesas, mais de 60% das pessoas que aderiram à iniciativa são estudantes, «o que vem provar que os mais jovens começam a despertar para a aprendizagem» da segunda língua oficial em Portugal.
«Numa altura em que os portugueses andam um pouco de cabeça caída, faz bem ao ego ler Camões, já que nos traz à memória os feitos dos portugueses e as dificuldades ultrapassadas ao longo da nossa História», referiu.
Amadeu Ferreira afirmou que «os poemas cantados por Camões foram uma epopeia dos portugueses e, entre esses, havia gente que possivelmente falava mirandês».
A maratona de leitura está agendada para o primeiro fim-de-semana de Agosto e fará parte das actividades paralelas do Festival Intercéltico de Sendim.
A tradução de «Os Lusíadas» para língua mirandesa obrigou Amadeu Ferreira a oito anos de trabalho. Agora, será lida ao longo de uma jornada com a duração aproximada de nove horas.
«Este tipo de iniciativas tem de ser bem programada e, ao mesmo tempo, terá de haver instituições que comecem a puxar pelas pessoas para este tipo de evento cultural, de forma a preservar a língua mirandesa», frisou Amadeu Ferreira.
O convite para esta maratona de leitura «foi feito apenas» através das redes sociais e se a abordagem fosse de outra forma «haveria mais pessoas» a aderir a iniciativa.
A leitura de «Os Lusíadas» será registada em áudio e vídeo, para assim se «preservar a memória colectiva de um povo».
Toda a iniciativa será «supervisionada» por uma comissão de leitura composta por diversos especialistas em língua mirandesa e que fará todo o acompanhamento para que a leitura seja ininterrupta.

LUSA

Escola de Bragança vence 2º lugar em concurso nacional de reciclagem criativa

19 de Junho de 2012 – Os alunos da Escola Secundária Emídio Garcia, de Bragança, foram os segundos classificados do 3º escalão do concurso “Sim, Vamos Criar uma Árvore” promovido pela Tetra Pak em parceria com a Associação bandeira Azul e as Eco-Escolas.
Como prémio por terem apresentado a concurso a árvore mais original feita apenas com embalagens de cartão da Tetra Pak, os alunos de Bragança deslocaram-se a Lisboa onde participaram na cerimónia de entrega de prémios e exibiram a árvore vencedora. A escola irá receber 500 Euros em material destinado a melhorar o seu perfil ambiental.
Durante o evento, que teve lugar no jardim do Centro Colombo, os alunos puderam ainda assistir a um concerto de Filipe Pinto - vencedor da 3º edição do concurso “Ídolos” – e conviver com cerca de 200 alunos e professores provenientes de vários pontos do país.
O 3º escalão do concurso “Sim, Vamos Criar uma Árvore” destinava-se aos alunos do ensino secundário/profissional e universitário e distinguiu ainda a Escola Secundária João Gonçalves Zarco, de Matosinhos (1º prémio) e a Escola Secundária com 3º CEB de Matias Aires, de Sintra (3º prémio).
O concurso “Sim, Vamos Criar uma Árvore” mobilizou mais de 400 Eco-escolas de todo o país, lançando a alunos e professores o desafio da criação da árvore mais original feita apenas com embalagens de cartão da Tetra Pak (de preferência com o símbolo FSC®). A iniciativa teve como principal objetivo contribuir para alertar e sensibilizar as crianças e jovens em idade escolar para a importância da reciclagem enquanto comportamento fundamental para a defesa das florestas.
As árvores criadas com embalagens foram submetidas à avaliação de um júri e 9 das escolas foram distinguidas com trabalhos vencedores nos 3 escalões do concurso (1º ciclo, 2º e 3º ciclo e ensino secundário/profissional e superior). Todas as árvores criadas pelos alunos participantes, incluindo as vencedoras, podem ser conhecidas através do site http://simvamoscriarumaarvore.simenoamarelo.pt.
“Estamos muito satisfeitos com a enorme adesão que o nosso desafio teve junto das escolas nacionais e ficámos surpreendidos com a grande qualidade e criatividade dos trabalhos apresentados. Todos os participantes estão de parabéns e quisemos proporcionar este momento de festa e de celebração aos vencedores, agradecendo o entusiasmo com que aderiram ao concurso e a criatividade com que trabalharam sobre a mensagem da reciclagem e da conservação das florestas”, comenta Vera Norte, diretora de comunicação da Tetra Pak Ibéria.
Recorde-se que as embalagens da Tetra Pak são embalagens de cartão, sendo por isso recicláveis, e que a reciclagem de uma tonelada de embalagens de cartão para alimentos líquidos evita o abate de cerca de 15 árvores adultas e a emissão de perto de 900 kg de gases com efeito de estufa.
O pedido para que os participantes utilizem, sempre que possível, embalagens da Tetra Pak certificadas pelo FSC® (Forest Stewardship Council®) resulta da chegada ao mercado nacional das primeiras embalagens certificadas. O selo FSC® na embalagem garante que a madeira utilizada no fabrico do cartão da embalagem tem origem em florestas geridas de forma responsável que asseguram as melhores práticas ambientais, económicas e sociais.
Até 2020, a Tetra Pak ambiciona duplicar em todo o mundo a taxa de reciclagem das suas embalagens usadas para os 100 mil milhões de embalagens e ter todas as suas embalagens certificadas pelo FSC®.
Escolas vencedoras do concurso “Sim, Vamos criar uma Árvore”:
1º Escalão
1º prémio - Casa de Beneficência Dias Machado - Santo Tirso
2º prémio - Externato Adventista do Funchal - Funchal
3º prémio - Escola EB1 nº5 de Abrantes - Abrantes

2º Escalão
1º prémio - ES 2/3 Professor Ruy Luís Gomes - Almada
2º prémio - Escola Secundária de Dona Luísa de Gusmão - Lisboa
3º prémio - Escola Básica e Secundária Ferreira de Castro - Oliveira de Azeméis

3º Escalão
1º prémio - Escola Secundária João Gonçalves Zarco - Matosinhos
2º prémio - Escola Secundária Emídio Garcia - Bragança
3º prémio - Escola Secundária com 3º CEB de Matias Aires - Sintra

Regional e Nacional de Radiomodelismo poderá voltar a Macedo de Cavaleiros

O Clube de Caça e Pesca de Macedo de Cavaleiros quer receber um campeonato regional de radiomodelismo e um nacional.
Depois de um hiato de alguns anos o clube voltou a dinamizar o radiomodelismo na cidade e agora pretende organizar uma competição oficial. Para já o primeiro passo é voltar a inscrever o Caça e Pesca na Federação Portuguesa da modalidade e avaliar as despesas inerentes à competição. “O nosso primeiro passo é inscrever o clube na federação. Depois vamos saber qual é o caderno de encargos para organizar a prova e estudar a nossa situação financeira”, explicou Edgar Fragoso responsável pela modalidade no Caça e Pesca.
Mas, para o clube receber o campeonato regional e nacional terá que fazer algumas alterações nomeadamente a nível da pista. “Temos que fazer alterações nas mesas de trabalho, no palanque onde estão os participantes. Temos que ter condições para ter aqui 70 a 80 pilotos”.
O Clube de Caça e Pesca tem dois pilotos a competir no campeonato regional, Ricardo Doutel e Diogo Torres.


Escrito por Brigantia (CIR)

Mais dinheiro do QREN para o interior

A reprogramação dos fundos do Quadro de Referencia Estratégica Nacional (QREN) que o Governo está a ultimar está a ter em conta o interior do país.A garantia é do secretário de estado da economia. 
António Almeida Henriques realça que os territórios de baixa densidade vão poder contar com mais dinheiro para desenvolver alguns projectos.E para isso as autarquias vão desempenhar um papel fundamental.“Queremos envolver as autarquias na logica do empreendedorismo de base local para apoiar as pequenas e as grandes iniciativas através de majorações a projectos que sejam desenvolvidos em territórios de mais baixa densidade bem como através da criação de um sistema de incentivos para jovens que se instalem nestas zonas”, refere, salienta que esta é uma forma de “estimular o crescimento económico das regiões de mais baixa densidade”.
O governante explica ainda que a reprogramação assenta numa tripla preocupação.“Por um lado é estimular a questão do emprego e para isso lançamos o programa Impulso Jovem que aloca 344 milhões de euros para criar oportunidades para cerca de 80 mil jovens”, afirma. Há ainda “a vertente da competitividade onde há um reforço de mil milhões de euros para o auxílio às empresas no domínio da inovação e ainda uma terceira vertente que é colocar os territórios no centro das nossas políticas, dinamizando uma rede de investimento para ligar os territórios num contexto nacional, apoiando os pequenos e grandes investidores independentemente da parte do território onde estiverem”.
O Governo deverá entregar a reprogramação do QREN na Comissão Europeia no início de Julho.


Escrito por Brigantia

Ervedosa quer caminhos rurais arranjados

A freguesia de Ervedosa, no concelho de Vinhais, quer compor os caminhos rurais para incentivar os agricultores a cultivarem as suas terras. A produção agrícola é valorizada pela autarquia local, que, todos os anos, organiza uma feira para venda e exposição de produtos. Domingo, 35 expositores mostraram a sua produção. 
O presidente da Junta de Ervedosa gostava agora de ver aprovada a candidatura para a melhoria dos caminhos. Franquelim Nascimento diz que o investimento ronda os 150 mil euros.“As pessoas ou vão de tractor ou vão a pé às suas propriedades. Se não tivermos bons acessos as terras ficam abandonadas.
É essa a nossa preocupação”, afirma o presidente da Junta.O director regional de Agricultura do Norte esteve presente na feira, mas não garantiu financiamento para os caminhos rurais. As verbas para este tipo de infra-estruturas estão esgotadas e a autarquia terá que esperar pelo próximo Quadro Comunitário de Apoio. Manuel Cardoso aproveitou a oportunidade para enaltecer a importância das feiras de produtos locais para o desenvolvimento da agricultura.“Por essa Europa fora há muitas feiras no mundo rural e o volume de negócios do conjunto destas feiras é muito grande”, garante o responsável.
A população também se mostra satisfeita com a realização desta feira na freguesia.“Trago as coisas que colho na agricultura. É tudo biológico”, garante Ana Correia.“É o primeiro ano que venho e vou participar mais vezes, porque é um convívio e há que manter a tradição”, afirma Teresa Neto.
A Feira de Produtos da Terra de Ervedosa já se realiza há 14 anos e o autarca local garante que é para manter.


Escrito por Brigantia

Bragança - Escola de dança gera polémica

Ainda não abriu e já está a levantar polémica. A Escola de Dança de Bragança, que vai ser inaugurada na próxima quinta-feira, não agrada ao presidente da Junta da Sé. Paulo Xavier reclama as instalações da escola do Loreto para a instalação da escola de Dança da Sé, criada há três anos.  
O autarca acusa o presidente da Câmara de Bragança de estar a acabar com o sonho de 111 crianças ao criar uma nova escola de Dança em Bragança.“Existem documentos oficiais em que o presidente da Câmara afirmou que a escola do Loreto está na dependência da Junta de Freguesia de Sé. Esse seria o espaço ideal para acolher a escola de Bragança, o que quer dizer que está a defraudar as expectativas de mais de 111 crianças, que pensavam que em Setembro poderiam ter um espaço novo”, contesta o presidente da Junta da Sé.
Paulo Xavier diz que a escola de Dança da Sé não está em risco, mas garante que o novo espaço era fundamental para ampliar a oferta formativa.“Vamos trabalhar para a conseguir manter e vamos continuar a solicitar os espaços onde decorrem actualmente os ensaios à Câmara de Bragança”, garante Paulo Xavier.
O presidente da Câmara de Bragança rejeita as acusações. Jorge Nunes diz que se trata de projectos diferentes.“A Junta da Sé tem uma escola informal e Câmara decidiu criar uma escola oficial de dança, integrando-a no Conservatório de Música, garantido mais uma oportunidade para os jovens.
Na Escola de Ballet da Sé os jovens não podem fazer uma carreira reconhecida em termos académicos”, justifica o edil.
O autarca garante ainda que a Escola de Dança da Sé pode continuar a utilizar os espaços municipais, entre os quais a escola do Loreto, desde que esteja disponível.


Escrito por Brigantia

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Miranda do Douro: Câmara cria Universidade Sénior como resposta social

A Câmara de Miranda do Douro vai criar uma Universidade Sénior (US) para um concelho em que o índice de envelhecimento começa a ser "preocupante".
"O projeto Universidade Sénior de Miranda do Douro é uma resposta social para pessoas com mais de 50 anos, tendo como objetivo manter os interessados ativos e interessados por diversas áreas de estudo do saber", disse hoje à agência Lusa o autarca de Miranda do Douro, Artur Nunes.
Os promotores da iniciativa pretendem com esta experiência social incrementar a "autoestima e gosto pela aprendizagem" em pessoas que ao longo da vida não tiveram um oportunidade de aprender um pouco mais e mesmo tempo proporcionar-lhes a ocupação dos tempos livres.
"A Universidade Sénior insere-se no âmbito da comunicação entre gerações e o intercâmbio de vivências e experiências, bem como no incentivo à transmissão de saberes, através do diálogo e das diferentes formas de expressão, sendo esta uma das áreas prioritárias ao nível de intervenção", acrescentou o autarca.
A autarquia nordestina tem como principal objetivo contribuir para a resolução de problemas que assumem proporções crescentes nos dias de hoje, tais como o problema do isolamento e da solidão, que provocam uma "deficiente" qualidade de vida no mundo rural.
Sendo este o "Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre Gerações" pretende-se com este projeto "sensibilizar" as pessoas para o valor do "envelhecimento ativo".
A Universidade Sénior de Miranda do Douro quer ainda dar destaque à língua e cultura mirandesa, contando para o efeito com um grupo de professores que, em regime de voluntariado, vão lecionar um leque de disciplinas relacionadas com estas temáticas.
A Universidade vai funcionar nas instalações deixadas vagas pelo Polo da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, que funcionou durante cerca de uma década na cidade, chegando a ter um população estudantil superior a 300 alunos.

FYP.
Lusa

Ecobiketour - Na descoberta do Burro de Miranda

De 7 a 8 de Julho: “Ecobike Tour: À descoberta do Burro de Miranda”, aldeia de Caçarelhos e de Atenor
Pedale por entre montes e vales, descobrindo trilhos inexplorados e acolhedoras aldeias que lhe conduzirão ao encontro do Burro de Miranda. Esta é uma atividade que a BIOPEDAL em conjunto com AEPGA lhe propõe de modo a usufruir mais de perto da natureza de uma forma ecológica. Nesta atividade levaremos os participantes ao início do percurso, onde estes depois poderão apreciar belas paisagens de uma forma diferente e estimulante durante um percurso com duração média de 4 horas.

Equipe-se com barras energéticas, luvas, óculos escuros e, possivelmente, um impermeável ou protetor solar. Os ingredientes certos para um passeio de BTT inesquecível sem nunca faltar uma dose considerável de energia e boa disposição.
Observações: Guia incluído, Seguro de Acidentes Pessoais e de Responsabilidade Civil.


Para mais informação, por favor, contacte-nos: 96 6454530 ou 96 6151131

in:aepga.pt