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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

terça-feira, 29 de junho de 2021

Bragança recebeu pela primeira vez o maior evento da Federação Nacional das Associações Juvenis

 O MEXE Ibéria - Mostra e Encontro da Xuventude Empreendedora integra o projecto Lidera, que juntou centenas de jovens, de Portugal e de Espanha.


Os mais novos, ligados à zona de fronteira, procuraram soluções conjuntas, já que enfrentam os mesmos desafios, no que toca à falta de emprego e à dificuldade de fixação no território de onde são originários.

“Depois de passarem por estes projectos saem motivados, inspirados e capacitados. Acima de tudo nós estamos a criar agentes de cooperação transfronteiriça. Estamos a colocar em diálogo os jovens europeus que têm como objectivo comum o desenvolvimento das suas comunidades”, referiu Tiago Manuel Rego, presidente da Federação Nacional das Associações Juvenis.

A directora geral da Juventude, Participação e Voluntariado da Galiza, Cristina Tomil, defendeu, em Bragança, que os desafios e problemas destes jovens são os mesmos e por isso nada melhor que os juntar, para que surjam ideias de projectos inovadores.

“Dar a entender aos jovens que se podem desenvolver com as capacidades do meio rural e é uma forma válida de poderem criar o seu negócio e de poderem trabalhar no meio rural de onde são e que não têm que sair dali”, defendeu.

Um encontro extremamente enriquecedor, segundo assinalou a secretária de Estado da Valorização do Interior, Isabel Ferreira, que lembrou a importância da qualificação dos jovens, para que se crie emprego de qualidade.

Tito Resende, presidente da Federação das Associações Juvenis do Distrito de Bragança, também esteve no encontro e esclareceu que as associações preparam os jovens para serem melhores decisores no futuro.

A estratégia para a promoção da cooperação transfronteiriça esteve em destaque, ao longo do fim-de-semana, em Bragança.

Escrito por Brigantia
Jornalista: Carina Alves

CCDR-NORTE lança marca territorial e reforma comunicação para afirmar o Norte

 A marca territorial NORTE passa a determinar e a subordinar um universo de assinaturas da região e da instituição, onde se encontra desde logo a marca institucional da CCDR-NORTE e a marca do próximo Programa Operacional Regional do Norte: o NORTE 2030.
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-NORTE) apresentou hoje no WOW (World of Wine), em Vila Nova de Gaia, a nova marca territorial da Região Norte. Com este novo branding, reformulou também toda a imagem e comunicação  da instituição.

“Hoje é um dia importante para a CCDR-NORTE, mas é sobretudo um dia importante para a Região Norte – para a sua legítima vontade de afirmação e para uma maior autonomia e consistência na sua comunicação estratégica, institucional e programática”, explicou o Presidente da CCDR-NORTE, António Cunha.

“No ADN visual quisemos valorizar a identidade nacional da Região Norte. Somos parte, e não somos uma parte qualquer. Somos o berço histórico da Nação Portuguesa e somos o seu permanente motor de futuro”, explicou.

A marca territorial NORTE passa a determinar e a subordinar um universo de assinaturas da região e da instituição, onde se encontra desde logo a marca institucional da CCDR-NORTE e a marca do próximo Programa Operacional Regional do Norte: o NORTE 2030.

“Este é um projeto que terá os seus postulados e desenvolvimentos no horizonte do próximo ano”, disse ainda o Presidente da CCDR-NORTE.

 

 “Pretendemos desenvolver uma presença mais contemporânea e relevante junto de instituições e stakeholders regionais e nacionais, especialmente através de novas plataformas digitais; ter uma imagem e uma voz mais consistentes; adotar uma linguagem mais acessível e mais próxima; e chegar a públicos a que não chegamos atualmente.”

“O posicionamento de comunicação proposto para o Norte é o da região portuguesa com a maior promessa de futuro, baseado nas suas raízes e num ADN criativo e fazedor”, sintetizou na sessão Jorge Sobrado, o responsável para as áreas de Estratégia, Comunicação e Relações Institucionais da CCDR-NORTE.

“Criámos uma marca-família, uma verdadeira ‘marca umbrela’, ao serviço da região e de uma instituição. Ao mesmo tempo que construímos um branding territorial diferenciador, racionalizamos a imagem institucional, conferindo-lhe unidade, coerência e eficácia. Pomos agora fim a uma pulverização de assinaturas e imagens fragmentadas sem sentido e conteúdo”, explicou o responsável.

A CCDR-NORTE avançou ainda que, no futuro, este branding territorial poderá ser participado e partilhado por instituições e empresas do Norte, sob regras e condições que estão a ser definidos.

A marca NORTE foi desenvolvida com base no conjunto de reflexões e contributos de diversas personalidades da Região Norte ligadas ao setor da comunicação e da criatividade, tendo resultado de um concurso público. A OPAL foi a agência criativa e de publicidade vencedora do concurso e responsável pelo seu desenvolvimento.

Município de Macedo e Ministério da Educação assinaram protocolo no âmbito das artes visuais

 O Município de Macedo de Cavaleiros e a Direcção-Geral de Educação assinaram, ontem, um protocolo, no âmbito do Programa de Educação Estética e Artística


O acordo vai permitir criar metodologias que enriqueçam as várias áreas de artes visuais.

“Isto permite que, localmente, se criem valências no que às artes diz respeito. Desde artistas que vêm passar algum tempo com as crianças nas escolas, como visitas mais pontuais, quer de trabalho com museus ou outras áreas importantes da cultura”, explicou Maria João Horta, subdirectora geral da Educação.

O programa destina-se à educação pré-escolar e ao ensino básico e secundário. Hoje, o mesmo protocolo será assinado com o Município de Mirandela e, brevemente, com o de Bragança.

“No fundo, queremos criar ferramentas para que as crianças tenham outra leitura da estética e da arte, conseguindo prepará-las para o futuro. Somos concelhos do Interior, com algumas fragilidades, mas interessa-nos que os futuros profissionais saiam daqui com outras competências”, referiu Benjamim Rodrigues, presidente da câmara de Macedo.

Durante a tarde, decorreu ainda o 1º Fórum da Escola de Negócios do IPB, que se encontra a funcionar em Macedo de Cavaleiros. Com o tema “Capacitação dos recursos humanos de Macedo de Cavaleiros e da região transmontana” pretende perceber as necessidades de formação das empresas, segundo Orlando Rodrigues, presidente do Instituto Politécnico de Bragança.

Questionado sobre a continuidade da Escola de Negócios em Macedo de Cavaleiros, Benjamim Rodrigues não nega as dificuldades que têm aparecido desde a sua criação, mas mostra-se optimista para o futuro.

Há dois anos consecutivos que os cursos Técnicos Superiores Profissionais (Ctesp) não abrem na Escola de Negócios em Macedo de Cavaleiros por falta de alunos para constituir turma.

Escrito por Onda Livre (CIR)

𝐀𝐑𝐐𝐔𝐈𝐕𝐎 𝐃𝐄 𝐌𝐄𝐌Ó𝐑𝐈𝐀 | 𝐆𝐚𝐢𝐭𝐚 𝐝𝐞 𝐅𝐨𝐥𝐞𝐬 - 𝐀 𝐀𝐥𝐯𝐨𝐫𝐚𝐝𝐚

 António Cavaleiro, mais conhecido por Tio Físico, toca gaita de foles e fala sobre a festa de São Gonçalo celebrada na aldeia de Outeiro em Bragança.

As histórias ganham mais vida quando são partilhadas.

segunda-feira, 28 de junho de 2021

ONDA LIVRE TV – Centro D. Abílio Vaz das Neves comemora 25 anos

Santuário de Santa Ana em Meixedo e junta de Parâmio foram assaltados

 O Santuário de Santa Ana na aldeia de Meixedo, em Bragança, foi assaltado esta madrugada. Segundo uma fonte da localidade além da caixa de esmolas que foi arrombada, e onde não se sabe que quantia monetária estaria depositada, há sobretudo danos materiais a registar, nas portas e na sacristia. Há ainda registo de outro assalto na sede da junta de Parâmio, também no concelho de Bragança.


O assunto foi detetado por populares que se deslocaram ao santuário para assistir à celebração da eucaristia. A mesma fonte adiantou que ontem várias pessoas tinham estado no local a limpar e a arranjar o templo para a celebração deste domingo e estava tudo dentro da normalidade.

Foi ainda assaltada a sede da junta de freguesia de Parâmio, mas ainda não foi possível apurar quais sãos prejuízos.

Uma fonte da GNR de Bragança confirmou os dois assaltos, todavia ainda não é possível adiantar o montante dos prejuízos porque os casos ainda estão a ser avaliados.

Glória Lopes

Lucinda Moreiras e Carlos Lopes venceram a Taça Distrital de Corrida de Montanha

 Foi entre a cidade de Macedo de Cavaleiros e a aldeia de Vilar do Monte, no mesmo concelho, que este ano se determinou o campeão da Taça Distrital de Corrida de Montanha.
O primeiro a chegar à meta foi Carlos Lopes, da Associação de Jovens Ativos
Mogadourenses, que em pouco mais de 53 minutos conseguiu percorrer os cerca de 12km do percurso:

“A prova foi bastante dura no início, mas com bons trilhos. Tive sorte em vencer, porque não conhecia a zona nem o percurso e é sempre bom conhecer sítios novos. Agora estamos numa fase em que já vamos para a quarta etapa da Taça de Corrida em Montanha, falta a última etapa e estou empatado com o primeiro, vamos ver se consigo ganhar.”

Em femininos, o pódio pertence a Lucinda Moreiras, nascida na aldeia de Morais, em Macedo de Cavaleiros, que corre pelo GD Bragança.

Aos 53 anos e com mais de 30 de carreira, soma vários títulos de campeã de Portugal em Corrida de Montanha e participou em diversos campeonatos internacionais.

Nesta prova demorou 1h12 e conta que teve algumas dificuldades devido aos efeitos secundários da vacina contra a Covid-19:

“A maior dificuldade foi ter tomado a vacina contra a Covid-19 há cerca de duas semanas e ter ficado sem força. No entanto, o percurso estava bem medido, tinha uma excelente paisagem e é um percurso técnica como se quer nestas corridas. Não tenho nada a apontar.”

O ano passado a competição não se realizou e nesta II edição do Trail Rota do Corço participaram 60 atletas, o máximo permitido tendo em conta as limitações vigentes com a pandemia, que obrigaram também a adotar algumas regras em termos logísticos, como explica o presidente da Associação de Atletismo de Bragança, Rodolfo Moreno:

“No ano passado, devido à pandemia, não se realizou a edição de 2020. Temos cumprido todas as restrições da DGS. Temos tido o interesse de muitos atletas, mas temos de limitar a participação para que a segurança não fique comprometida.” 

A prova foi organizada pela Vimont, a Associação Juvenil de Melhoramentos de Vilar Do Monte, com apoio da autarquia de Macedo e condução técnica da Associação de Atletismo do distrito.

Em tempos normais, era habitual a Vimont organizar uma prova de ciclismo por esta altura, que este ano foi substituída pelo atletismo.

Mas já há data prevista para o regresso às pedaladas, deixa saber o diretor desportivo da associação, Nuno Pessegueiro:

“Vimos que o BTT estava a ficar em declínio e decidimos focar-nos no Trail. Estamos a sair-nos bem. Ainda assim, queremos voltar a trazer o BTT dia 3 de outubro, dia em que vamos organizar uma prova que conta para o Open Regional. 

Foi difícil organizar este evento devido à situação que vivemos. Muita burocracia e papéis para tratar.”  

Nos dias 7 e 8 de agosto a associação organiza um evento de receção aos emigrantes, que vai acontecer em Vilar do Monte com várias atividades ainda a definir.

Escrito por ONDA LIVRE

Projeto Sentinelas: grifos Darwin, Dehesa e Douro reforçam rede de monitorização de ameaças para a fauna silvestre

 A Palombar - Conservação da Natureza e do Património Rural colocou emissores GPS e anilhas em mais três grifos (Gyps fulvus) na Zona de Proteção Especial (ZPE) Douro Internacional e Vale do Águeda no dia 16 de junho. 


Estes indivíduos marcados vieram reforçar a rede de espécies-sentinelas que está a ser criada no âmbito do projeto Sentinelas - Rede de Monitorização de Ameaças para a Fauna Silvestre, que tem como parceiro a Universidade de Oviedo, em Espanha, e é financiado pelo Fundo Ambiental – Ministério do Ambiente e da Ação Climática.

A equipa do projeto Sentinelas colocou dispositivos GPS e anilhas PVC e metálicas nos três grifos numa ação que decorreu no Parque Natural do Douro Internacional (PNDI), no dia 16 de junho. Foram também recolhidas as biometrias das aves e amostras biológicas para estudo. Os três grifos foram batizados pela equipa por Darwin, Dehesa e Douro.

Os grifos agora marcados juntam-se assim aos 15 grifos da rede, totalizando 18, e serão fundamentais para a deteção de ameaças para a fauna selvagem relacionadas com o furtivismo, como o uso ilegal de venenos, o abate a tiro e o uso de armadilhas, permitindo ainda detetar casos de colisão das aves contra estruturas humanas, bem como avaliar elementos como a disponibilidade de alimento e a intoxicação por contaminantes.

Saiba mais sobre o projeto Sentinelas AQUI.

Bragança no Século XX, através da imprensa regional V

 5 – A imprensa em Bragança no século XX


A imprensa retrata parte significativa da realidade do município.

Dá-nos informação, que foi essencial à comunidade, é-o também no presente e será no futuro. Bragança foi, no ano de 1845, a primeira capital de distrito a fundar um jornal regional, fora das cidades de Porto, Lisboa e Coimbra, com a designação, O Farol Transmontano, que foi editado durante dois anos.

O século XX trouxe modernas tecnologias de comunicação e composição gráfica, até à impressão digital e às plataformas digitais.

A imprensa escrita teve como concorrente a rádio, a partir do ano de 1930. No ano de 1957, iniciou a Televisão Portuguesa, as pessoas juntavam-se em locais públicos para assistir à emissão, que em Bragança foi durante anos muito irregular.

No ano de 1969, a preto e branco vimos o homem dar um passo inédito, pisar o solo lunar. A emissão a cores ocorreu a partir de 1980. 

Em Bragança, na última década da monarquia foram publicados 12 títulos de jornais, regularmente O Nordeste, órgão oficial do Partido Progressista e a Gazeta de Bragança, que representava ao Partido Regenerador.

Na primeira República foram publicados 18 jornais, a maioria em curtos períodos, sendo A Pátria Nova o de maior duração, seguido do Notícias de Bragança.

Durante o Estado Novo, com a abolição da liberdade de imprensa e introdução da censura prévia, diminuiu o número de títulos a seis, o Mensageiro de Bragança, foi o único que manteve regularidade até ao presente.

Foi publicado o boletim "Amigos de Bragança" (1955 a 1974) dedicado aos estudos de Bragança.

Após a revolução do 25 de Abril de 1974, com o regresso da liberdade, a imprensa, ganhou novo fôlego. De 1974 a 2012 surgiram 9 títulos, mantém-se o Mensageiro de Bragança e o Jornal Nordeste, com edição regular desde a sua fundação.

No ano de 1991, a RTP abriu delegação com estúdios em Bragança, encerrou nos primeiros anos de 2000.

Jorge Nunes

A presente reflexão apoiou parte da apresentação do livro “Bragança no Século XX, através da imprensa regional”, não inclui a parte religiosa que esteve a cargo do Senhor Bispo da Diocese de Bragança-Miranda.
A apresentação decorreu dia 2 de maio de 2021, é autor do livro o ilustre Bragançano Prof. e investigador Francisco Terroso Cepeda, a edição foi oferecida pelo autor à Câmara Municipal.
Pediram-me que partilhasse de forma mais alargada esta reflexão, que não uma investigação, por não ter essa qualidade, o que me propus fazer. A obra envolve milhares de textos escritos, sobre temas muito diversos, em épocas políticas distintas, o que me levou a escolher o formato de uma viagem ao longo do século XX, sem ter que seguir uma ordem temática ou cronológica.
 
Agrupei quarenta assuntos em cinco pontos:
1 - Acontecimentos que marcaram a sociedade brigantina;
2 - Grandes dificuldades e ameaças;
3 - Mudança da paisagem rural do concelho;
4- Mudança da paisagem urbana e evolução das estruturas sociais e económicas;
5- A imprensa em Bragança no século XX.
 
Nota do Diário de Trás-os-Montes:
Esta reflexão tem 23 páginas, dado o seu interesse e para ser mais fácil de ler, decidimos publica-la em 5 crónicas.
Desta vez publicaremos o primeiro assunto e assim faremos durante as próximas 5 semanas.

Empreitadas no valor de 1,7 milhões de euros irão requalificar quatro estradas do concelho de Mirandela

 As quatro obras, com um somatório de 12,5 quilómetros de extensão, perfazem um valor total de investimento por parte da autarquia de cerca de 1,7 milhões de euros.
A presidente da Câmara Municipal de Mirandela, Júlia Rodrigues, assinou no passado dia 24 de junho, os autos de consignação das empreitadas de pavimentação da EM 561, entre Alvites e Vale de Lagoa, a pavimentação dos acessos a Múrias e Regodeiro, a beneficiação da EM 584, da EM 15-4 a Rego de Vide e a pavimentação do caminho municipal 1064, de acesso a Ribeirinha.

As quatro obras, com um somatório de 12,5 quilómetros de extensão, perfazem um valor total de investimento por parte da autarquia de cerca de 1,7 milhões de euros.

A contar da data da assinatura dos autos de consignação, o empreiteiro dispõe agora de 365 dias para a conclusão dos trabalhos de pavimentação das estradas de acesso a Múrias e Regodeiro, a Rego de Vide e a Alvites e Vale de Lagoa. O melhoramento do acesso à localidade de Ribeirinha contará com prazo de execução de 90 dias.

Num périplo pelas freguesias, a presidente do Município salientou que “a boa gestão orçamental e o equilíbrio financeiro das contas da Câmara Municipal permitiu-nos avançar com estas obras, tão amplamente desejadas pelos seus habitantes. A qualidade de vida e o bem-estar de toda a população do concelho são dos principais objetivos que têm vindo a ser cumpridos.”

O início dos trabalhos estão previstos durante o decorrer do mês de julho e agosto deste ano.

Cruz Vermelha de Bragança ajuda idoso a quebrar a solidão com uma televisão

 A pandemia veio agravar a solidão de muitos idosos que vivem no meio rural. Em Mós, no concelho de Bragança, Ernesto Rodrigues, de 73 anos, vive sozinho, com o cão de gado transmontano
A Cruz Vermelha de Bragança tem sido uma ajuda, com bens alimentares, mas o idoso recentemente fez um pedido especial: pediu uma televisão para lhe fazer companhia. “é uma certa distração. De manhã, levanto-me e vou para a horta com o cão e o sacho e ponho o rádio em cima do muro. É uma grande companhia. Antes do vírus ia a Bragança quatro ou cinco vezes por mês”.

Apesar de não ligar muito a futebol, não queria deixar de acompanhar o Europeu, que o tem ocupado nos últimos dias. “Se for uma equipa portuguesa e outra estrangeira dou mais força a Portugal”.

Ernesto Rodrigues faz parte do grupo de 44 idosos que é ajudado pela Cruz Vermelha de Bragança no combate à solidão e também na prestação de cuidados, explica Bárbara Freixo, enfermeira da instituição. “No meio rural procuramos combater o isolamento social e prestar apoio alimentar e fornecimento de roupas. São necessidades que cada um deles nos vai apresentando e tentamos sempre arranjar forma de responder. Da última vez que viemos cá o senhor Ernesto disse que gostava de ter uma televisão”.

Portugal fica por aqui no Campeonato da Europa de Futebol, mas Ernesto Duarte fica com a televisão para lhe fazer companhia.

Escrito por Brigantia
Jornalista: Ângela Pais

Centro Social D. Abílio Vaz das Neves apoia jovens e crianças há 25 anos

 O Centro Social Dom Abílio Vaz das Neves, em Macedo de Cavaleiros, comemorou 25 anos, este fim-de-semana
Segundo a Irmã Estela Morais, directora da entidade, ao longo deste tempo, a instituição, que presta apoio social a crianças e jovens, tem marcado a vida de várias pessoas. “Não queríamos que passasse esta data sem comemorarmos, porque foram 25 anos de um trabalho social muito intenso, com as crianças, jovens e famílias. As meninas são uma prova deste trabalho. Algumas conseguem ir mais longe. Neste momento, temos lugar para 62 crianças. Já tivemos isto super cheio, agora temos menos, mas tudo se trata das exigências do tribunal e da Segurança Social”.

O objetivo é conseguir chegar até mais crianças e famílias que necessitem de apoio. Assim, aproveitando a data, a directora apelou a que mais pessoas se inscrevam na liga criada pela instituição. “Temos a Liga dos Amigos, queremos intensificá-la e queremos que o centro acolha todas as qualidades de pessoas. As pessoas búlgaras recorrem aqui muitas vezes para pedir roupa ou alimentos. A todos procuramos dar resposta, por isso quanto mais pessoas houver a ajudar o centro mais possibilidades temos de ajudar”.

Presente nas comemorações esteve o Bispo da Diocese de Bragança-Miranda, D. José Cordeiro, que vê no centro uma referência neste tipo de apoio social. “Celebrar 25 anos deste centro é fazer esta memória agradecida às servas franciscanas reparadoras. Ao mesmo tempo é o dever de sentido de missão”.

O aniversário do centro foi marcado pela publicação de um livro que testemunha a história da instituição, desde a fundação.

Da instituição fazem ainda parte um Jardim de Infância, com creche e pré-escolar, o Centro de Dia Padre Carlos Susano, na aldeia de Lagoa, e ainda um Centro de Reabilitação Profissional, o único do distrito que dá apoio à formação e inserção socioprofissional de jovens portadores de deficiência.

Escrito por Onda Livre (CIR)

Festival Street Art de Bragança descentralizado para sete aldeias

 Este ano, o festival de arte de rua de Bragança desenvolveu-se exclusivamente em sete aldeias do concelho e com vários artistas a criarem em locais diferentes, como uma antiga sala de ordenha.

Street Art, em Bragança© Rui Manuel Ferreira/Global Imagens (arquivo)

Esta descentralização da arte, do meio urbano para o meio rural, 
teve um feedback positivo de artistas e habitantes destas aldeias que passam a integrar o roteiro das cerca de 50 intervenções em espaço público concretizadas ao longo das cinco edições, deste festival.

Baçal, Deilão, Mós, Rebordãos, Santa Comba de Rossas, São Julião de Palácios e Zoio. São as sete aldeias do concelho de Bragança que este ano acolheram o festival que, pela primeira vez, saiu do meio urbano para o rural.

O presidente do Município de Bragança, responsável pela organização, explica as razões para esta descentralização: passa por "levar as pessoas a viajar mais dentro do próprio concelho, conhecer o potencial que existe no meio rural, a nível natural, patrimonial e etnográfico", conta Hernâni Dias.

O desafio pedido aos artistas foi fazer de locais, como um posto de transformação de energia, sedes de associações, de juntas e até de uma antiga ordenha, a tela ideal para a pintura de temas que sejam identitários de cada aldeia.

Em Rebordãos, pintar a fauna da Serra da Nogueira foi o desafio que Tiago Braga abraçou. "Tiveram em conta o tipo de trabalho que costumo desenvolver, porque já represento muitos elementos da fauna e da flora", afirma o artista natural do Porto que confessa ter sido uma ideia muito positiva a de levar esta arte ao meio rural, principalmente pelo contacto mais próximo com as pessoas, o que, raramente acontece nas cidades. "Há um contacto mais próximo com as pessoas, é um local mais tranquilo, são boas condições para trabalhar. Numa cidade, as pessoas estão na sua vida e fazem comentários rápidos, mas aqui conseguimos falar um bocadinho com as pessoas", diz o artista.

O mesmo sentimento é manifestado por Francisco Bravo, que em Santa Comba de Rossas, pintou as memórias da linha ferroviária num Posto de Transformação de eletricidade. "A própria interação das pessoas com a obra é diferente, tudo é mais pessoal. Pelo menos eu venho do Porto e estou habituado a um ambiente que é um pouco mais impessoal", referiu.

Os habitantes das aldeias envolvidas nesta edição do Street Art foram acompanhando com muita curiosidade as pinturas e o veredicto final é satisfatório, como é percetível nas declarações de Armando Gomes. "Por acaso está bonito, toda a gente ficou contente com esta pintura. Nunca tinha visto isto ao vivo, mas digo-lhe que deve ser um grande artista", afirma este habitante de Rebordãos, que conta que já fotografou a intervenção e enviou a imagem aos filhos que estão em França e na Suíça.

Também Irene Ala, moradora em Mós, ficou agradada com o resultado da pintura no mural da associação local. "Gosto mais desta que fez aqui o moço, pôs lá os carvalhos, as bolotas e essas coisas", afirma.

Este ano, a autarquia investiu 10 mil euros na quinta edição do festival de Street Art que chegou a sete aldeias do concelho. Em 2022, o município promete levar novas pinturas aos murais de outras aldeias.

Fernando Pires

domingo, 27 de junho de 2021

Chamas lavraram no interior de uma herbanária esta noite em Macedo de Cavaleiros

 Um incêndio em uma herbanária, na cidade de Macedo de Cavaleiros, deixou esta noite alguns estragos no interior do estabelecimento comercial.


O alerta para a ocorrência foi dado cerca das 00h15 e, segundo o comandante da corporação macedense, João Venceslau, provavelmente a ignição terá tido origem em um curto-circuito.

De acordo com informação disponibilizada pelos bombeiros, quando os operacionais chegaram o fogo tinha já alguma dimensão, tendo sido “rapidamente extinto impedindo a progressão para apartamentos acima do incidente”, referem na página da rede social Facebook.

Estiveram presentes os Bombeiros de Macedo com 15 operacionais e cinco viaturas. Estiveram ainda a GNR local e a Proteção Civil Municipal.

Foto: Bombeiros Voluntários de Macedo de Cavaleiros.
Escrito por ONDA LIVRE

Jorge Palma homenageado no Teatro Municipal

 O músico Jorge Palma foi homenageado sexta-feira em Bragança, com o descerramento de uma placa no edifício do Teatro Municipal pela sua longa carreira em prol da música portuguesa.


A homenagem ocorre depois do concerto e assim o nome de Jorge Palma passou a constar juntos do de outros artistas que passaram por aquela que é a principal sala de espetáculos de Bragança.

No final do espetáculo, o músico, cantor, compositor, autor e produtor viu a sua passagem por Bragança ficar eternizada com o descerramento de uma placa evocativa com o seu nome e que homenageia a sua longa carreira.

Nas placas já descerradas constam nomes como Eunice Muñoz, Maria do Céu Guerra, António Feio e José Pedro Gomes, Olga Roriz, Teatro de Garagem, Eurico Carrapatoso, Companhia Nacional de Bailado e, agora, Jorge Palma.

Foto: CMB

Quase 200 mil euros para melhorar segurança da barragem de Prada

 A empreitada para a melhoria da segurança da barragem de Prada, em Vinhais, no distrito de Bragança, foi entregue para obra, com um investimento previsto de quase 200 mil euros neste equipamento para regadio.


Segundo o município, o auto de consignação da “Empreitada de obras públicas de melhoria das condições de segurança da barragem de Prada” foi assinado hoje pela diretora regional de Agricultura e Pescas do Norte, Carla Alves, e o empreiteiro, numa cerimónia em que estiveram também presentes autarcas e agricultores.

As intervenções previstas “passarão por melhorar a segurança da barragem, de forma a cumprir o novo regulamento que está em vigor”, segundo a autarquia.

Bragança queixa-se que falta de mão-de-obra atrasa execução de fundos comunitários

 O presidente da Câmara de Bragança, Hernâni Dias, revelou que está a ter dificuldade na execução de projetos financiados por fundos comunitários, com a repetição de concursos para empreitadas que ficam desertos por falta de mão-de-obra.
O município tem preparados investimentos de 25 milhões de euros em várias frentes, o mais significativo dos quais é o Museu da Língua Portuguesa que só agora vai entrar em obra, com atrasos como noutros projetos, que o autarca atribui à “situação empresarial, na construção, que não é necessariamente a melhor”.

“Tivemos situações e continuamos a ter em que lançamos vários procedimentos, alguns meia dúzia de vezes, e ainda não conseguimos ter as obras completamente adjudicadas”, afirmou.

O presidente da Câmara de Bragança deu o exemplo da ecopista que pretende construir no troço da antiga linha ferroviária do Tua.

“Temos uma candidatura aprovada no âmbito do programa Valorizar, já lançámos essa empreitada sete vezes, já fizemos a divisão por lotes e, neste momento, só conseguimos ainda adjudicar dois, os de valores mais baixos”, concretizou.

As consequências são, não apenas ao nível dos prazos, mas também nos preços, na medida em que o valor dos projetos dispara a cada concurso, sendo que no exemplo da ecopista o orçamento inicial de cerca de 400 mil euros já duplicou, como disse.

Esta situação provoca atrasos na execução de fundos comunitários devido a “alguma incapacidade do tecido empresarial em responder àquilo que são as exigências dos municípios e outras entidades no âmbito da concretização dos investimentos ligados ao Portugal 2020”.

“Nós temos sentido e a informação que nos tem chegado tem sido a dificuldade de recrutamento de pessoas e não estamos a falar apenas das empresas de Bragança, mas como de outros pontos do país”, afirmou.

O autarca considerou que esta realidade não tem a ver com a coincidência do ano de eleições autárquicas, mas com as “muitas obras que estão a decorrer, porque o Portugal 2020 está numa fase final e os projetos têm que ser concluídos”.

“E daí também esta avalanche de intervenções a serem produzidas pelos municípios que levam a que haja uma maior procura e uma seleção maior dos recursos humanos para conseguirem dar resposta às exigências”, acrescentou.

Hernâni Dias reiterou que “a grande dificuldade” que daqui resulta é que o município não consegue adjudicar algumas obras e “as que estão adjudicadas estão com sucessivos atrasos, por prorrogações de prazo, pela incapacidade de as próprias empresas conseguirem terminar nos prazos estabelecidos”.

Acresce ainda que há empresas a abandonarem as obras devido ao aumento dos preços de mercado dos materiais, para obrigar a novos concurso e reajustamento dos orçamentos.

Apesar das circunstâncias, o presidente da Câmara de Bragança acredita que até ao final do programa Portugal 2020, que estará em execução até ao final de 2022, o município conseguirá concretizar os projetos previstos.

Diário de uma Pandemia no Centro de Interpretação do Território de Sambade

 A exposição “Diário de uma Pandemia” foi produzida com o apoio da Casa da Imprensa, da Canon Portugal e do Taguspark e apresenta-se no CIT em Sambade, de 25 de junho a 5 de setembro, em parceria com o Município de Alfândega da Fé.


A partir de 25 de junho, o CIT – Centro de Interpretação do Território de Sambade/Alfândega da Fé, recebe a exposição fotográfica e multimédia “Diário de uma Pandemia”, organizada pela associação cultural CC11.

Esta associação, fundada em 2020, tem como finalidade divulgar e promover a fotografia e o fotojornalismo em Portugal, daí que nos apresente um trabalho que envolveu mais de 130 fotógrafos para relatar os dias que alteraram de forma brusca o panorama dos portugueses. Esta exposição é um retrato da vida quotidiana feito pela comunidade em Portugal de fotógrafos e fotojornalistas durante o período da pandemia de COVID-19.

A exposição “Diário de uma Pandemia” foi produzida com o apoio da Casa da Imprensa, da Canon Portugal e do Taguspark e apresenta-se no CIT em Sambade, de 25 de junho a 5 de setembro, em parceria com o Município de Alfândega da Fé.

Diário de uma Pandemia é constituída por quatro módulos:

EVERYDAYCOVID, projecto fotográfico criado no Instagram, onde 119 fotógrafos e fotojornalistas portugueses, entre eles oito editores que diariamente seleccionavam os registos fotográficos deste grupo de profissionais.”O isolamento, o sentido de clausura, a nova realidade das máscaras, a dinâmica dentro dos hospitais, lares, momentos políticos e até funerais, são alguns dos temas retratados”, como descreve o fotojornalista Miguel A. Lopes, um dos fundadores do projecto, juntamente com Gonçalo Borges Dias. Para a curadoria deste módulo da exposição foram convidados os fotojornalistas Daniel Rocha, Ilídio Teixeira, Luís Filipe Catarino e Tiago Miranda que seleccionaram cerca de 90 fotografias que integram um percurso expositivo que termina com um mural onde se lê o nome de todos os autores do projecto e um vídeo que mostra todas as imagens e histórias partilhadas na página Everydaycovid. “A nossa história terá com certeza outros momentos, mas só houve uma oportunidade para registar este. Será a cápsula do tempo desta época que vivemos”, lê-se no texto dos curadores.

RETRATOS DE PORTUGAL PELAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS, uma selecção de fotografias das agências AFP, AP, Getty Images, Lusa/EPA e Reuters, que fazem o relato visual de como Portugal reagiu à pandemia. “Enquanto muitos ficaram a trabalhar na segurança das suas casas, os correspondentes – tal como outros trabalhadores essenciais – continuaram fora de quatro paredes: mostraram ao mundo os bairros de Lisboa sem turistas, o caos dos hospitais, as missas sem crentes, entre tantos outros momentos que marcaram um período nunca antes vivido”, relata Catarina Demony, correspondente da Reuters em Portugal.

DIAS DA PANDEMIA PELA IMPRENSA NACIONAL, uma linha de tempo entre Março e Julho, contada pelas capas dos jornais e revistas portuguesas, a partir de uma selecção do editor João Paulo Cotrim, que nos diz: “A máscara tornou-se o rosto geral, tornando todos um pouco mais iguais, menos indivíduos. Dançamos atrás de cortinas, diz uma chapa, mas ainda assim distinguimos idades e dores, a passagem do tempo, no esvoaçar do branco nos cabelos, no engelhado da mão”.

CLARO E ESCURO, de Luísa Ferreira, autora de inúmeras exposições e livros, desde 1989, recebeu recentemente o Prémio Autores 2019, Artes Visuais, Melhor Trabalho de Fotografia, traz-nos o seu olhar crítico e intimista sobre a pandemia.

Leandro Vale

 Leandro Vale foi um dos grandes impulsionadores das artes cénicas na região de Trás-os-Montes, tendo escolhido primeiro Bragança e depois Torre de Moncorvo, onde viveu até perto dos seus últimos dias.


É com um brilhozinho nos olhos que vos digo que emprestei a voz à primeira peça de teatro apresentada em Bragança e encenada por ele (Teatro em Movimento). CANÇÃO DENTRO DO PÃO. Apresentada no cine-teatro torralta com casa cheia.

No intervalo da peça e encostado ao balcão do bar da plateia pergunto ao Dr. Fernando Subtil. Dr. Quem canta a cantiga?. Responde ele: É o Vitorino não é?
Não era, era o Henrique Martins. Tomara o Vitorino.

MAIS DIA MENOS DIA VOU VER HOMENAGEAR MAIS "UM PARAQUEDISTA" QUALQUER.