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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Memórias Orais//Mário Cisa

“Quando a gente abusava da coisa, agarrava-nos as mãos e pumba! À palmada! Claro, também éramos larilos!”
De postura inquieta e com expressão frequente de riso, Mário Amadeu Cisa é de poucas palavras mas conta com prontidão as suas lembranças de pequenino. De vez em quando num tom eloquente vai explicando mais ao pormenor mas rapidamente termina com um “a vida era assim”.
Terminou a escola, num tempo em que a desordem era punida de forma severa, “tínhamos uma professora rija, mas boa professora, batia-nos com a régua, pois claro, mas nós também merecíamos”. Os estudos não avançaram. Teve que se dedicar ao trabalho no campo para ajudar o seu pai. Tinha 12 anos. “Tínhamos que ir para o campo porque a vida era árdua, de maneira que tinha que ser assim”. Fez o serviço militar. Esteve na Guiné. De todos os lugares em África em tempo de Guerra, talvez o mais difícil. “Eu só saí uma vez ou duas para o mar. Aquilo era complicado, era. Estive lá ainda no tempo do Spínola, um homem excecional”. Não sabe ao certo quando regressou, mas diz, que no 25 de Abril já estava em Portugal. Lembra-se de estar a ouvir rádio e a escrever uma carta.
Longe de Poiares, a sua terra, esteve também na Suíça e no Luxemburgo, no tempo em que emigrou e trabalhou como trolha. “Estive três anos na Suiça ,estive quase a atingir o premi B, porque ali há um sistema um bocado apertado. É o premi A, o premi C e coisa e tal, pronto. De maneira que depois resolvi vir embora, a minha mulher faleceu e agora ando por aqui a boiar, pronto, estou sozinho”. Agora sozinho, aos 67 anos, vai cuidando de uma pequena propriedade, “vai dirigindo a coisa à maneira do possível”, explica, e vai plantando umas “batatinhas”, couves e alfaces, “enquanto tiver saúde”.
“A vida era assim” ,remata, como quem não quer aprofundar muito os assuntos que a memória não quer lembrar.


Joana Vargas
Gabinete de Comunicação da CM de Freixo de Espada à Cinta

Memórias Orais//Emília Trigo

“A vida em Ligares era estar em casa à espera que minha mãe me trouxesse algum bocadinho de pão que ela era crivalheira de um moleiro do povo, uma dava-lhe uma coisa, outra dava-lhe a outra, quando ia pra casa, levava o regacinho cheio pra nos encher a barriga”

O peso da solidão faz com que raramente sorria. Os 83 anos começam a cansá-la, assim como a conformidade de saber que voltar à sua casa para quando chegar “o dia”, não é mais uma realidade. Emília Trigo vive no Lar de Freixo de Espada à Cinta, é lá que a solidão parece mais pequena e por vezes até esquecida. A infelicidade de um acidente levou-a para ali, para a dependência que nunca quis. Num ano, viu-se a deixar a sua casa e o trabalho que ainda ia fazendo, mas a maior mágoa é não estar perto dos seus. “Tenho dois filhos, um filho e uma filha. O meu filho foi pra Lisboa, casou lá e lá ficou, desde que vim prá’qui nunca mais o voltei a ver. E a minha filha casou ali na Barca e é com quem me tenho encontrado”. Uma vez por mês filha e neta visitam Emília mas o tempo é sempre pequeno.

Na vida, foi pastora, com o marido, ofício que lhe permitiu fazer a casa que foi sua durante mais de 40 anos. “Era uma vidinha de trabalho, porque chovesse, que nevasse tínhamos que sair sempre; tínhamos que ir abrir a porta que o gadinho não podia estar lá todo o dia (...)”. O rendimento procurava-o na venda do que a terra e os animais davam, e sempre foi respeitada pela freguesia, “vendia muito queijo na Barca porque nesse tempo havia comboio e vinha pessoal prá li prá Barca e já sabiam a minha casa e levavam-me muito, cada vez que eles vinham tinham sempre aquela remessa pra cada um, vendia muito pra levarem no comboio pra baixo e prá Espanha, ia pra todos os lados”.


No seu trabalho confessa que tinha dias de tudo, de boa vida e de trabalho mas o dinheiro chegava pra tudo, para a “comidinha”, não para enriquecer, diz, e sem precisar de ninguém. Não estudou, tinha que ajudar a criar os “mais pequenos” em casa. Nos dias que agora passam a ajuda sempre vem, mas não de quem ela espera. Ainda criou um sobrinho mas as palavras que chegam dele também são poucas. “Apanham-se criados com a vida governada e pobre de quem fica metida nos trabalhos, que passei tanto com ele, cheguei a ir buscar o leite a uma quinta numa burrinha e levá-lo tapado com um cobertor arrematado com uma corda, pra que não me caísse da burrinha a baixo”. 


A vida foi triste, admite, e a sua maior escuridão, a que “nunca lhe passa”, foi ter-lhe levado um neto cedo demais. E é essa mágoa que nunca contém. E a de ter deixado a casa. Sempre a sua casa. Ali é onde está o seu trabalho e o do marido, que já partiu. “Era e é uma casa muito linda. Na parede da frente tem um Santo António na parte de cima da porta, toda pintadinha a cor de rosa, era linda mas os anos passam-se e não podemos esperar por mais nada, lá ficou prós filhos”. Ali onde se ergueu grande parte da sua história, tem sempre vontade de voltar. Na sua casa, apesar de só, é quando volta a ser quem sempre foi. É só ali que a solidão parece sempre tornar-se mais pequena. 



Joana Vargas

Gabinete de Comunicação da CM de Freixo de Espada à Cinta

Memórias Orais/João Garcia

No rosto, a permanência de um sorriso que deixa transparecer sem querer. O olhar é pequeno, mas onde cabe muito mais do que aquilo que quer contar.
Desde que se lembra, foi sempre guardador de gado, nunca foi à escola e nunca conheceu os lugares que ficam para lá de Ligares. “Com 5 anos comecei a guardar gado, andava com o meu pai e os meus irmãos e quando tinha 7 anos já o guardava sozinho”. Desse tempo lembra uma vida difícil, dura, onde muitos dos trilhos da vida de pastor, foram feitos descalço. “Era uma vida ruim. Éramos 10 irmãos, sempre na miséria”. Dormiu muitas vezes no campo para não se descuidar do gado, e a refeição era “o que calhava, pão ou migas”, mas haveria de ter forças para conseguir ver os filhos criados.
Tem memória do primeiro automóvel que viu em Ligares mas os seus caminhos eram durante muito tempo feitos a pé, a confiar no tempo. Andou de comboio quando foi “ao número”, para a inspecção na tropa, em Lamego. “Foi a única vez”. A dureza dos dias por vezes “fazia das suas” mas as visitas ao hospital era só quando se podia. Tinha que se ir a Freixo e para lá ainda não havia transportes. “Muitas vezes ficava-se em casa, doente”. Aguentar era na maioria das vezes o remédio.
Agora, com 89 anos, João Garcia já não atravessa o Douro nas barcas, como em tempos o fez. A força já não é a mesma. Agora vai ficando por Ligares, diz que nunca lhe deu pra sair de lá. Está viúvo há mais de dez anos. Já não tem a companhia de sempre, e por isso houve uma parte da sua vida que deixou de ter um sentido lógico.



Deixou o trabalho, vendeu as cabras e as ovelhas quando a sua mulher faleceu. Agora é só ele, na sua terra, a que nunca haveria de o ver partir.

Joana Vargas
Gabinete de Comunicação da CM de Freixo de Espada à Cinta

"Margarida Guerra Junqueiro, O mundo começa em Freixo de Espada à Cinta"

A autora Isabel Gomes Mota tem a honra de convidar todos os freixenistas a estarem presentes na apresentação do seu mais recente livro, "Margarida Guerra Junqueiro, O mundo começa em Freixo de Espada à Cinta".
A sessão decorre na Universidade Católica do Porto, no Auditório Carvalho Guerra, no dia 18 de Fevereiro às 18h. 
O livro será apresentado pelo Professor Doutor António Barreto, pelo Professor Doutor Henrique Manuel Pereira e pela própria autora Isabel Gomes Mota. A entrada é gratuita.

MÁSCARAS - Allariz

Autarquias recusam pagar custos com segurança das ligações aéreas

As autarquias que são servidas pela ligação aérea entre Bragança e Portimão estão a ser confrontadas com o pagamento do serviço de segurança, que é prestado pela GNR.
Após o primeiro mês de operação das ligações entre Bragança e Portimão "os municípios foram confrontados com o pagamento do serviço de segurança, que é prestado pela GNR", revela o presidente da autarquia viseense.

A par de Viseu também Bragança, Vila Real, Portimão e Cascais são servidos pela ligação e todos receberam faturas da GNR a exigir o pagamento pela segurança prestada, na hora de embarque e desembarque de passageiros.

"Passamos todas as auditorias e vistorias por parte da Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC), sempre estivemos disponíveis para colaborar mas a função de segurança pertence ao Estado", esclarece Almeida Henriques.

O autarca não divulga o montante da fatura, "que tem um valor hora por equipas de 2 pessoas" mas garante que todos os autarcas "têm a mesma posição que é imputar ao Estado central o custo da GNR".

O Ministério das Infraestruturas reconhece a existência do problema mas aponta responsabilidades pela solução à ANAC que, à semelhança da GNR, não prestou qualquer esclarecimento.

Almeida Henriques assume que as autarquias "querem continuar a ter disponível a ligação aérea, estivemos sempre de boa-fé e abrimos todas as possibilidades para que este serviço tenha qualidade e chegue a muita gente". Mas, conclui, a solução do problema "deve ser concertada entre os ministérios das Infraestruturas e Administração Interna. Nem sequer a fatura nos devia ser enviada".

Amadeu Araújo
TSF

São 4 as tolerâncias de ponto cedidas pelo município macedense em 2016

A Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros já anunciou as tolerâncias de ponto que vai ceder em 2016.

Começando pelo fim, este ano o Natal e a Passagem de Ano calham a um sábado, o que faz com que o município vá ceder as tardes dos dias 23 e 30 de dezembro.

Não é novidade, afirma Duarte Moreno, visto que as tolerâncias nestas vésperas festivas são habituais.

A menos de 2 semanas do Entrudo Chocalheiro, é também certo que dia 9 de fevereiro os funcionários camarários não trabalham. O outro dia cedido pela câmara é a segunda-feira a seguir à Páscoa.

São quatro as tolerâncias de ponto dadas pela Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros.

Escrito por ONDA LIVRE

Grupo Desportivo Bragança [GDB]


A Galeria História e Arte em Bragança acolhe a exposição de fotografia "Family's Portrait - Subtitles" de Catarina Loura


De 22 a 24 de janeiro a cidade brigantina festejou a 4ª Edição do Festival do Butelo e das Casulas


Município de Miranda do Douro quer reactivar Posto Zootécnico de Malhadas

O Município de Miranda do Douro está a trabalhar num projecto de recuperação do Posto Zootécnico de Malhadas, que prevê a criação de um Centro de Investigação.
O processo começou há 5 anos, e a autarquia conseguiu recentemente reverter a posse dos terrenos, nos quais se situam os edifícios do posto zootécnico e zona envolvente, com 50 hectares, e que estavam na posse do Estado.
O objectivo é promover a produção animal e a recuperação e valorização das raças autóctones, a partir de um espaço que estava votado à degradação desde o abandono da unidade por parte do Ministério da Agricultura, nos anos 90. “Pretende-se que a partir daqui se construa um grande centro de produção animal e a nível da raça temos de nos preparar para o melhoramento das raças e queremos ter aqui os melhores animais”, salientou Artur Nunes, presidente do Município de Miranda do Douro. 
O município e os parceiros neste projecto vão preparar candidaturas a fundos comunitários, prevendo-se um investimento faseado ao longo de uma década. 
O presidente da Associação de Criadores de Bovinos de Raça Mirandesa, Arlindo Formariz, espera que o projecto siga a linha estratégica do antigo Posto Zootécnico, “reconhecendo o trabalho que foi desenvolvido para a valorização da raça”. 
O projecto de recuperação do posto zootécnico de Malhadas envolve as associações de criadores de bovinos de raça Mirandesa e de Ovinos de Raça Churra Galega Mirandesa, a CAP, a Cooperativa Agrícola de Palaçoulo, a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e o Instituto Politécnico de Bragança. 

Escrito por Brigantia

Serviço de Apoio Domiciliário da Santa Casa da Misericórdia de Bragança é a companhia que muitos pedem

“Ó, já vão? Fiquem mais um bocadinho...” O pedido de Manuel Silva traduz aquilo que de mais importante o Serviço de Apoio Domiciliário da Santa Casa da Misericórdia de Bragança proporciona a cerca de 90 utentes. Uma companhia diária, mesmo em dias de festa, que ajuda a passar o tempo que, a partir de uma certa idade, se torna incontável.

“Sabe, moro sozinho e estas meninas fazem-me companhia”, explica este vilarrealense, de 85 anos, que veio para Bragança em 1970, “por pouco tempo”, mas que acabou por ficar.

É utente do Serviço de Apoio Domiciliário da Santa Casa da Misericórdia de Bragança há cerca de um ano. As quedas em casa começaram a ser frequentes e o filho, preocupado mas ocupado, decidiu recorrer a este serviço da instituição. “Estive duas horas caído, sem poder chegar ao telemóvel ou ao telefone. Por sorte foi um domingo e o meu filho veio ver-me”, recorda Manuel Silva, antigo vendedor de uma casa de tintas.

“As senhoras do apoio vêm por volta das 10h30, tratar da higiene. Depois trazem o almoço, lá para o meio dia e meia. Já as via na rua por todo o lado”, recorda Manuel Silva. “Ajudam-me a tomar banho, a vestir, tratam da roupa suja e uma vez por semana limpam-me a casa”, explica. “Também me fazem companhia, mas é pena ser pouco tempo”, diz, num lamento denunciado por um sorriso matreiro.

O pagamento varia em função dos rendimentos de cada utente mas este caso reflete a situação típica. “Por norma, são os familiares mais próximos que nos contactam”, explica Sandra Bento, coordenadora do serviço.

Ao todo, a equipa tem 16 funcionários e milhares de quilómetros percorridos. Para além da cidade de Bragança, também as aldeias mais próximas cabem no raio de ação das equipas.

É o caso de Rio Frio, onde prestam apoio a Filinto Miranda, de 77 anos. No seu caso, foram os irmãos a recorrer aos serviços da Santa Casa da Misericórdia de Bragança, depois de um conjunto de AVCs. “Foi a minha irmã que decidiu”, explicou ao Mensageiro, no dia de Consoada, ocasião que mereceu um ‘miminho’ especial aos utentes. Para além de um presente para cada um, também o almoço é tradicional, como polvo, acompanhado de filhós e rabanadas. “São muito boa gente. Fazem tudo, a limpeza da casa, lavam a louça e são simpáticas”, garante.

Nascido e criado em Rio Frio, Filinto Miranda sempre viveu sozinho. “Para mim, é muito importante que venham, pois a casa está sempre limpa. E eu prefiro ficar aqui e que venham cá elas a casa do que ir eu para um lar”, frisa.

Esse é um dos fatores preponderantes na hora de se optar por este tipo de apoio. Ana Maria Pires, a diretora técnica da instituição, sublinha que, ali, privilegiam “uma visão holística da situação”. “Não queremos um mero caráter assistencialista”, refere.

in:mdb.pt

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

COUSAS DA NOSSA MEMÓRIA…. GUARDADAS NO BAÚ

Quando arrumava uns papeis, apareceu uma folha do JN – Jornal de Noticias do dia 9 de Fevereiro de 2005, com uma noticia do Eduardo Pinto, respeitante a Carrazeda de Ansiães, cujo título me deixou profundamente emocionado, que diz o seguinte: - “CARRAZEDA DE ANSIÃES TEM FÉ EM S. LOURENÇO” cito “Recuperação das velhas termas é uma das apostas para o desenvolvimento”. 
Depois de muitos anos à espera, a Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães conseguiu, finalmente, o contrato de exploração das Caldas de São Lourenço. Essa licença significa que foram reconhecidas as qualidades mineromedicinais das águas sulfurosas que ali brotam. São aproveitáveis e recomendáveis, diz o autarca Eugénio de Castro. “Águas sulfúreas fluoretadas e “milagrosas”. O caudal da água que brota em S. Lourenço é de cinco mil litros por hora. Provém de um aquífero com circulação profunda, a uma temperatura que ronda 31 graus na nascente e cerca de 34 graus nos dois furos feitos recentemente. Foram classificadas como águas sulfúreas fluoretadas mesotermais típicas, apresentando ph alcalino. Depois de aturados estudos médico-hidrológicos, os especialistas chegaram à conclusão que as águas são recomendadas para o tratamento de doenças relacionadas com: sistema muscular, aparelho cárdio-vascular, sistema ósteo-articular, aparelho respiratório, aparelho urinário, aparelho digestivo, sistema nervoso, fígado, pele e imunidade. E contribui, ainda, para a regulação dos metabolismos proteico, lípido e glucídio. Águas quase “milagrosas”… Apesar de tudo, o edil pretende avançar imediatamente com o desenvolvimento dos projectos agendados para o S. Lourenço. “A burocracia é grande, pelo que uma obra no terreno, mesmo depois de lançada, demora sempre seis ou sete meses”… Será aberta uma nova rua e instaladas condutas de água e saneamento básico. “Se calhar, a recuperação do S. Lourenço é a única obra para a qual temos dinheiro, disponível neste momento” realça o autarca. Fim de citação. 
Ainda na página do Jornal de Notícias a que temos vindo a fazer referência, com o sub-título viver melhor – na seccão Património e Natureza “Recuperar. A Câmara vai propor aos proprietários a recuperação das casas de S. Lourenço, sob pena de ser a própria autarquia a intervir, numa etapa posterior. Admite-se que algumas tenham de ser demolidas”.
Na verdade só o tempo se tem encarregado de demolir o que resta do velho casarão que foi em tempos “Hotel” e outras construções, abandonadas.
Na segunda-feira, dia 9 de Fevereiro do corrente ano, faz precisamente 11 (onze) anos, que saiu num dos maiores jornais diários que se publicam a norte do país, esta notícia com todos os pormenores de um acto consumado.
Passados onze anos, a freguesia do Pombal, os habitantes do concelho de Carrazeda continuam sem saber quando e se algum dia vão usufruir de condições dignas do aproveitamento da riqueza que a Natureza oferece, as águas termais do S. Lourenço.
No decorrer do tempo, já mudou o autarca, já esgotou também ele a promessa do que ia fazer no S. Lourenço, e que conseguiu ser eleito na freguesia. As pessoas ainda acreditam nos políticos e ingenuamente contribuem para a ambição do poder que não merecem. Dizem fontes bem informadas de que: - O projecto da construção de um novo balneário está pronto e o mesmo contempla quartos para os utentes, bem como outras infra-estruturas dignas de um santo. Vai alterar a paisagem? Vai. Pois a construção da Barragem de Foz-Tua é uma realidade, um crime de lesa pátria, onde os ambientalistas, foram derrotados e a centenária Linha do Tua morreu. Algum dia a EDP compensa os habitantes do concelho, pela realização desta obra?! Talvez, obrigando-os a pagar um pouco mais no consumo da energia elétrica. Ou então oferecer um lugar de director no quadro do Parque do Vale do Tua, ao edil de Carrazeda, como já fez com outros autarcas de concelhos vizinhos.
A política tem muita força e alguns querendo erguer a voz contra este estado de coisas, nada conseguem, pois a paciência dita os seus limites.
Neste novo ano de 2016 que agora se inicia, amigos leitores, sorriam e como dizia o enorme humorista Raul Solnado, façam por serem felizes.

Amigos leitores, neste mês de Janeiro iniciamos o novo ano de 2016, saúde e alegria, é o que desejo e que sejam, felizes.

Por Manuel Pinto
in:jornalnordeste.com

Os riscos profissionais e os apoios na agricultura em colóquio

O Presidente da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros participou, esta segunda-feira, no colóquio organizado pela Cooperativa Agrícola e Confagri, realizado no Centro Cultural.

Na intervenção final da tarde, Duarte Moreno defendeu uma proteção maior do Estado aos agricultores e um esforço dos “governantes em garantir que os pagamentos à fileira se façam em calendários mais curtos e que se reduzam ao máximo as devoluções a Bruxelas dos apoios acordados para a Agricultura.” 

Lamentando ter “sido preciso chegar a uma situação económica como a verificada em 2011, para os governantes perceberem que o país não conseguiria sobreviver sem uma agricultura forte”, o autarca defendeu o reforço dos apoios aos jovens agricultores, com os prémios à primeira instalação e os pagamentos por hectare e “incentivado o empreendedorismo no mundo rural, com novas formas de financiamento, o acesso ao Banco de Terras e a profissionalização dos mecanismos de comercialização, por exemplo”. 

Perante uma plateia de agricultores, responsáveis de gabinetes agrícolas e membros de cooperativas olivícolas de todo o país, Duarte Moreno reafirmou que “a valorização da atividade agrícola é contribuir decisivamente para o desenvolvimento de territórios como o do concelho de Macedo de Cavaleiros”, reforçando a necessidade de fomento “das estratégias de parceria, também com as Câmaras Municipais, mas sobretudo com o incremento cooperativo, numa lógica de que todos juntos somos mais fortes”. 

O colóquio, centrado na sensibilização para a prevenção de riscos profissionais em máquinas e equipamentos de trabalho e nos apoios no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural, foi seguido do encontro de cooperativas agrícolas, centrada na informação, pela GNR, sobre a fiscalização de lagares de azeite.

NI-Nélio Pimentel

Entrudo Tradicional de SANTULHÃO 2016

Apresentação da 36ª Feira do Fumeiro

No âmbito do "XIX Encontro Nacional de Vigilantes da Natureza", vai realizar-se no próximo dia 03 de Fevereiro, no Miniauditório de Miranda do Douro, a comemoração do Dia Nacional do Vigilante da Natureza.

Exposição "Armas Antigas e Históricas" do Departamento de Armas e Explosivos da Direção Nacional da PSP 26 de janeiro | 09h30 Átrio do Auditório Municipal de Mirandela


Rua Alexandre Herculano, em Macedo de Cavaleiros, começou a ser intervencionada

Começaram ontem as intervenções na Rua Alexandre Herculano, uma das vias centrais de Macedo de Cavaleiros.

Os estragos na estrada têm sido uma constante este inverno, até que há cerca de duas semanas o município resolver cortar a circulação automóvel em parte a via.

O problema parece estar nas canalizações das águas residuais, explica Duarte Moreno, presidente do município.

“O grande problema são as águas residuais que estiveram anos sob pressão de alguns elementos que chegaram a degradar as canalizações que aluíram e ao acontecer isso a água espalhou-se e começou a provocar buracos. Sabemos o que é mas não sabemos qual é a dimensão da degradação dessas mesmas condutas.”

Duarte Moreno diz que a câmara tem conhecimento dos constrangimentos causados com o corte da via, mas é uma forma de prevenir males maiores.

“Temos conhecimento, é a rua central onde passa toda a gente e as pessoas que vivem e têm o seu comércio por ali estão a sofrer com o facto de não passar ninguém e também não é permitido o estacionamento em virtude de não sabermos o que se passa por baixo.

Queremos prevenir a possível ocorrência de um acidente mais grave, daí também a aguardarmos este estado meteorológico e esperar pelo bom tempo para poder fazer a intervenção.

Não conseguimos detetar, só mesmo fazendo abertura do solo. Daí a termos cortado o trânsito na sua totalidade prevenindo uma possível cedência e eventual queda carros mais pesados ou algo do género.”

Para já, os trabalhos previstos são para reparar a estrada. Assim que as condições climatéricas deixem de ser adversas, garante Duarte Moreno, vai ser feito um estudo mais profundo para verificar a verdadeira dimensão dos danos, o que pode vir a significar uma intervenção em toda a rua.

Escrito por ONDA LIVRE