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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira e Rui Rendeiro Sousa.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

DVORA MORAG - DISRUPTIVE ORDER

A obra de Dvora Morag (Rehovot, Israel, 1949) explora, a partir do espaço íntimo e silencioso da casa, a inquietação e a tensão entre a memória pessoal e os acontecimentos da história da humanidade. A sua criação artística traz, na essência, as marcas profundas da Segunda Guerra Mundial ou do persistente conflito israelo-palestiniano.
15 junho 2017 a 15 setembro 2017
Filha de sobreviventes de Auschwitz, a sua identidade, como a obra, ficaria moldada, mesmo que indiretamente, pelas lembranças fragmentárias e dolorosas do holocausto, que, em criança, fora incapaz de compreender e organizar numa narrativa coerente e objetiva, ainda que, e apesar das palavras silenciadas, houvesse “indícios em toda a parte”.

Sem ter estado lá, essas vivências colaram-se-lhe à pele, foram-lhe transferidas de forma tão profunda e emocional que se tornariam na sua própria memória, a partir da qual vem formalizando uma eclética gramática artística, onde se combinam a pintura, a escultura, o vídeo, o som ou a instalação.

Entre a sequência e o fragmento, a construção e a desconstrução, o passado e o presente, a sua obra apresenta-se como um inquietante espaço doméstico com diferentes entradas para a memória, onde o visitante perde o sentido do tempo e do lugar.

Encriptadas na sua morfologia, seja pelo tecido de serapilheira que envolve os objetos ou pelas linhas que se intercetam nas suas pinturas panorâmicas, o sentido das suas obras não se descodifica num primeiro olhar.

As formas esquivas e enigmáticas parecem atuar como imagens que escondem mais do que mostram, dando origem a uma multiplicidade de narrativas e significados que se intercetam, interrompem, desdobram, sussurram e dispersam pelo espaço arquitetónico, armadilhando a nossa atenção.

Do mesmo modo que a casa se coliga com o mundo, o mais pessoal e privado articula-se aqui com questões políticas e culturais, que a artista tão bem reconhece nas palavras de Fernando Pessoa, no Livro do Desassossego: “tudo o que se passa no onde vivemos, é em nós que se passa”.

Curadoria: Jorge da Costa
Coprodução: Município de Bragança
Centro de Arte Contemporânea Graça Morai
Ideias Emergentes
Colaboração: Embaixada de Israel em Portugal

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