O fado cantou e encantou cerca de 50 idosos que se juntaram numa tarde de convívio. Alguns já sentiam falta “Eu gosto muito de fado, fadistas, cantorias”, partilhou Isaltina Afonso, de 78 anos. “Isto para mim é uma alegria”, contou António Tomé, de 88 anos.
O objetivo desta atividade foi reforçar a importância da música no envelhecimento e de, como esta, tem impacto nos idosos.
“A música tem um papel muito importante na questão da terceira idade, na questão da demência, que está um bocadinho associada. A música, de facto, faz com que as pessoas vão buscar memórias que, se não for a música, não as têm. Os momentos de satisfação que tiveram no passado são reavivados com a música.”, explicou Armando Ribeiro, presidente da direção do Centro Social de São Pedro Serracenos.
Maria Jardino, de 87 anos, concorda, até porque recordou que antigamente também costumava ouvir estas músicas, especialmente através da rádio, o único meio disponível, naquela altura. “A música é uma distração para nós. Até porque eu gosto muito de fado. Agora é tudo na televisão e na internet, mas antigamente era só na rádio onde davam estas canções antigas”, lembrou.
Também Maria Barrigão, de 76 anos, utiliza a rádio para ouvir o fado, sobretudo, Amália Rodigues. “Gosto muito de ouvir cantar o fado em principal. Gosto mais de fado do que de outra música qualquer. No meu tempo, eu só ouvia na rádio e gostava muito, principalmente, da Amália Rodrigues, que era a que se ouvia mais naquele tempo”, disse.
Pela voz de Carla Silva cantou-se o fado. “Normalmente fazemos só este tipo de eventos quando é algum evento especial ou porque a instituição faz anos e acho que é importante fazermos isto para eles, para os idosos e não tanto porque é uma data especial. E o fado aqui tem uma componente muito importante neste tipo de eventos, porque os idosos identificam-se com esta música, ou seja, estou a cantar e todos eles conhecem a letra, todos eles participam”, enalteceu a fadista.
A Tarde de Fados contou com a participação de outras instituições, como foi o caso da Fundação Betânia, a Obra Social Padre Miguel e a Palácio da Sabedoria.

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