Para Pedro Lima, a decisão corresponde àquilo que sempre acreditou que viria a acontecer. “Eu mantive sempre a linha de que não iria deixar de existir a distribuição de jornais no nosso território. Temos uma faixa etária mais envelhecida, em que talvez o hábito de ter o jornal no formato físico é mais presente do que propriamente noutras geografias do país e, portanto, fui sempre da opinião que não iria cair. Vejo com agrado que o Governo esteja realmente a respeitar aquilo que também se disse desde a primeira hora”.
O Governo prevê ainda mecanismos de apoio aos pontos de venda através de parcerias entre os municípios e a Portugal MediaLab. Pedro Lima considera natural que as autarquias possam vir a desempenhar um papel na solução.
Apesar de saudar o investimento na distribuição, Pedro Lima entende que as medidas de apoio ao setor não devem ficar por aqui. “A comunicação social regional tem de fazer um esforço muito grande para cobrir distâncias enormes, para conseguir dar realmente uma cobertura total às notícias, àquilo que se passa no nosso território, que é bastante diverso e grande. Portanto, sem dúvida que o Governo, este e todos os outros, deveriam ter sempre um carinho especial por quem trabalha na comunicação regional, porque têm desafios diferentes, mais agudos do que noutras latitudes”.
O procedimento representa um investimento público de cerca de três milhões de euros, ao longo de três anos, e pretende garantir a distribuição diária de publicações periódicas em 96 municípios de baixa densidade.

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