Segundo a AEP as micro, pequenas e médias empresas enfrentam um novo desafio que passa por adaptar os seus modelos de gestão às exigências da transição sustentável e das novas regras do mercado.
Segundo dados da AEP os nove concelhos das Terras de Trás-os-Montes reúnem mais de 22.008 empresas e 34.899 trabalhadores, desempenhando um papel relevante no tecido económico da região Norte, particularmente em atividades ligadas à agroindústria, transformação, serviços, comércio e valorização dos recursos endógenos.
O volume de negócios ronda os 2,09 mil milhões de euros, sendo de 545 milhões de euros de Valor Acrescentado Bruto (VAB) e 547 milhões de euros em exportações.
Ao mesmo tempo, a região regista um PIB per capita equivalente a 58,8% da média da União Europeia, sublinhando a necessidade de promover maior inovação, sustentabilidade e capacidade de adaptação empresarial.
A iniciativa integra o projeto “Novo Rumo a Norte – Rumo à Sustentabilidade”, criado para impulsionar o crescimento sustentável das empresas, reforçar a sua competitividade e promover maior coesão económica entre os diferentes territórios da região Norte.
Com um investimento global de 924,6 mil euros, cofinanciado pelo NORTE 2030, Portugal 2030 e União Europeia, o projeto irá apoiar empresas da região até 2027, através de diagnósticos ESG, capacitação, ferramentas práticas e disseminação de boas práticas empresariais.
Com um investimento global de 924.627,28 euros, cofinanciado pelo NORTE 2030, Portugal 2030 e União Europeia, e execução prevista até ao segundo trimestre de 2027, o projeto irá abranger 500 MPME da região Norte, disponibilizando ferramentas práticas, conhecimento especializado e ações de capacitação em áreas estratégicas da sustentabilidade empresarial.
No centro da iniciativa encontra-se uma ferramenta gratuita e exclusiva de diagnóstico ESG, desenvolvida com base na norma europeia VSME – Voluntary Sustainability Reporting Standard for SMEs. Através de um questionário simples e intuitivo, as empresas poderão avaliar o seu nível de maturidade nas dimensões Ambiente, Social e Governança, obtendo uma análise estruturada do seu posicionamento em sustentabilidade. Após a submissão, cada empresa recebe um relatório personalizado com recomendações práticas, medidas concretas de melhoria e orientação para futuras necessidades de reporte ESG, permitindo responder de forma mais robusta às exigências de clientes, fornecedores, investidores e stakeholders. A ferramenta foi concebida numa lógica de melhoria contínua, permitindo às empresas repetir o diagnóstico, acompanhar a evolução do seu desempenho e identificar novas oportunidades de melhoria.
Assente na continuidade do trabalho que a AEP tem vindo a desenvolver junto das empresas do Norte, o projeto pretende responder às atuais lacunas existentes na cadeia de valor e fortalecer o ecossistema empresarial regional, promovendo a sustentabilidade como fator de diferenciação, inovação e resiliência.


Sem comentários:
Enviar um comentário