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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Cooperativa Árvore dedica um mês à língua e cultura mirandesas

 A Cooperativa Árvore, no Porto, dedica um mês de atividades dedicadas à língua e cultura mirandesas, para debater o presente e o futuro deste idioma nacional sob ameaça, reunindo investigadores e artistas.


O diretor executivo da Cooperativa Árvore, Manuel de Sousa, lembrou que a língua mirandesa é protegida e reconhecida como idioma oficial por lei, em Portugal, sendo necessário chamar a atenção para um património que se encontra em risco e pertence a todos, não só aos mirandeses.

Até 04 de julho, a Árvore terá assim patentes duas exposições - uma da pintora mirandesa Balbina Mendes”, “Pe(r)ssona”; outra, “No piso térreo de um clarão”, do conimbricense Marco Silva - com todos os materiais “escritos também em mirandês”, disse Manuel de Sousa .

Haverá ainda uma conferência no próximo dia 27, que vai juntar académicos, falantes e investigadores do mirandês, em que será destacada a importância do mirandês e do seu património, e discutida como tornar esta língua viva, moderna e atual, disse o responsável.

Manuel de Sousa reconheceu que um dos objetivos das iniciativas a desenvolver ao longo do mês, na cidade do Porto, é levar também a língua e a cultura mirandesas a um público mais urbano, ligado à arte contemporânea, indo além das Terras de Miranda.

Durante a conferência, há também o objetivo de abordar a venda das barragens do Douro Internacional e a sua vertente ligada à cobrança dos impostos, para financiar o desenvolvimento da língua e da cultura locais, indicou.

Ao longo do próximo mês, também serão publicadas mensagens nas redes sociais ligadas à cultura mirandesa, à língua, às danças dos pauliteiros e às máscaras dos rituais do Solstício de Inverno.

Manuel de Sousa disse ainda que será inscrita na sede da Cooperativa Árvore, em mirandês, português e inglês, o lema “Árvore ao serviço da arte e da cultura”, que ficará patente por muitos anos.

Esta iniciativa da Árvore conta igualmente com a participação da Estrutura de Missão para a Promoção da Língua Mirandesa (EMPLM), organismo criado pelo Governo para a salvaguarda do idioma, cujo colégio de comissários tomou posse no início do passado mês de fevereiro.

O mirandês foi reconhecido como língua oficial de Portugal há 27 anos, através da Lei 7/99. Aprovada em 17 de setembro de 1998, a lei entrou em vigor em 29 de janeiro de 1999, com a publicação em Diário da República.

Francisco Pinto

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