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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sexta-feira, 17 de julho de 2026

𝐀𝐥𝐟â𝐧𝐝𝐞𝐠𝐚 𝐝𝐚 𝐅é 𝐫𝐞𝐣𝐞𝐢𝐭𝐚 𝐩𝐫𝐨𝐩𝐨𝐬𝐭𝐚 𝐝𝐨 𝐏𝐒𝐙𝐀𝐄𝐑

 𝘼𝙪𝙩𝙖𝙧𝙦𝙪𝙞𝙖 𝙙𝙚𝙛𝙚𝙣𝙙𝙚 𝙖 𝙖𝙪𝙩𝙤𝙣𝙤𝙢𝙞𝙖 𝙙𝙤𝙨 𝙢𝙪𝙣𝙞𝙘í𝙥𝙞𝙤𝙨 𝙚 𝙪𝙢𝙖 𝙫𝙚𝙧𝙙𝙖𝙙𝙚𝙞𝙧𝙖 𝙟𝙪𝙨𝙩𝙞ç𝙖 𝙩𝙚𝙧𝙧𝙞𝙩𝙤𝙧𝙞𝙖𝙡


No âmbito da consulta pública do Programa Setorial para as Zonas de Aceleração de Energias Renováveis (PSZAER), a Câmara Municipal de Alfândega da Fé submeteu, no passado dia 15 de julho, uma participação na qual manifesta a sua 𝐝𝐢𝐬𝐜𝐨𝐫𝐝â𝐧𝐜𝐢𝐚 relativamente à proposta apresentada, defendendo a suspensão do processo ou a sua profunda revisão.

Para o Município de Alfândega da Fé, a proposta em discussão relega os Municípios para um papel de assistencialismo social, de perda de autonomia administrativa e, mais uma vez, remete estes Aproveitamentos/Concessões para um quadro pouco claro no que concerne às compensações e ao pagamento de tributos e impostos nos territórios onde a energia é produzida. Os Municípios na gestão do seu território e na defesa das suas populações não podem ser meros mediadores.

Por outro lado, o quadro legal e os normativos administrativos devem exigir que os Municípios, ao arrepio da Constituição Portuguesa e da Autonomia consagrada à Administração Local, tenham poder de decisão vinculativa sobre a localização exata e a aprovação dos projetos.

Assim, em linha com as batalhas legais e políticas que vários municípios da região têm travado para trazer maior justiça e autonomia, a Câmara Municipal de Alfândega da Fé exige que o Governo clarifique de uma vez por todas junto da ANMP e da respetiva Secção de Municípios com Energias Renováveis o quadro de incumprimento que de forma reiterada e continuada as empresas concessionárias de Aproveitamentos de Produção de Energia se encontram. Acresce ainda que estas empresas continuam a contrariar a posição dos Municípios, da Autoridade Tributária e da Jurisprudência já consolidada sobre o pagamento de tributos e impostos.

Dentro do quadro de compensações para os territórios produtores de Energias Renováveis também defendemos que a instalação de zonas de aceleração de renováveis deve implicar, para além de contrapartidas mais claras para o território, a inclusão da redução das faturas de energia para os residentes e o financiamento de medidas de coesão e desenvolvimento local.

𝐎 𝐌𝐮𝐧𝐢𝐜í𝐩𝐢𝐨 𝐝𝐞 𝐀𝐥𝐟â𝐧𝐝𝐞𝐠𝐚 𝐝𝐚 𝐅é 𝐯𝐚𝐢 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐢𝐧𝐮𝐚𝐫 𝐚 𝐞𝐱𝐢𝐠𝐢𝐫 𝐣𝐮𝐬𝐭𝐢ç𝐚 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐨 𝐭𝐞𝐫𝐫𝐢𝐭ó𝐫𝐢𝐨, 𝐝𝐞𝐟𝐞𝐧𝐝𝐞𝐧𝐝𝐨 𝐨𝐬 𝐢𝐧𝐭𝐞𝐫𝐞𝐬𝐬𝐞𝐬 𝐞 𝐨 𝐟𝐮𝐭𝐮𝐫𝐨 𝐝𝐚 𝐧𝐨𝐬𝐬𝐚 𝐩𝐨𝐩𝐮𝐥𝐚çã𝐨.

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