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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sexta-feira, 17 de julho de 2026

ASCUDT celebra 33 anos

 A integração das pessoas com deficiência no mercado de trabalho continua a ser uma das grandes apostas da Associação Sociocultural dos Deficientes de Trás-os-Montes (ASCUDT), de Bragança, que assinala, hoje, o seu 33.º aniversário.


Segundo a diretora da instituição, Manuela Miranda, a preocupação com a empregabilidade acompanha a associação desde os primeiros anos de atividade. “Já há 26 anos que estou na instituição e um dos grandes objetivos sempre foi a empregabilidade. A ASCUDT começou precisamente com um projeto de formação profissional em contexto de trabalho, através do antigo programa Aster Horizonte, da União Europeia, e desde então nunca deixou de lutar pela integração das pessoas com deficiência no mercado laboral”, afirmou.

Apesar da evolução registada, Manuela Miranda reconheceu que o contexto do interior continua a dificultar esse trabalho. “Não é fácil porque vivemos no interior norte, onde há pouca indústria e poucas empresas que possam acolher este tipo de população”, explicou.

Ainda assim, a responsável destacou que os resultados têm sido positivos. Recentemente, quatro utentes foram integrados em empresas, entre elas o McDonald’s de Bragança, os viveiros da Câmara Municipal e outras entidades privadas.

Envelhecimento obriga a respostas cada vez mais especializadas

O envelhecimento das pessoas apoiadas pela ASCUDT constitui outro dos maiores desafios da instituição. Segundo Manuela Miranda, a média de idades dos utentes ronda atualmente os 50 anos, realidade que exige respostas diferentes das que eram necessárias há duas ou três décadas. “As pessoas que hoje apoiamos não tiveram, na maioria dos casos, estimulação cognitiva, aprendizagens ou oportunidades de desenvolvimento quando eram crianças. Hoje é muito mais difícil criar hábitos, promover autonomia ou preparar algumas delas para uma atividade profissional”, explicou.

Ainda assim, garantiu que a equipa continua empenhada em potenciar as capacidades de cada pessoa. “Nós lutamos todos os dias. Para quem acompanha estas pessoas diariamente, cada conquista representa uma vitória”.

Três décadas de crescimento e novos investimentos

Ao fazer um balanço dos 33 anos da associação, Manuela Miranda apontou como maior conquista a construção da sede própria.

A cedência do terreno pela Câmara Municipal de Bragança e o recurso a diversos programas de financiamento permitiram construir o lar residencial, o serviço de apoio domiciliário, as residências de inclusão e o antigo Centro de Atividades Ocupacionais, atualmente Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI).

Mais recentemente, através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), a ASCUDT concluiu a ampliação do CACI e inaugurou duas novas residências de inclusão. “Conseguimos levar a bom porto todo este programa, que não foi nada fácil de executar. Só foi possível graças ao empenho do empreiteiro, da Câmara Municipal, da Segurança Social e dos órgãos sociais da instituição”, disse Manuela Miranda.

Agora, apesar dos investimentos realizados, a diretora reconheceu que já surgem novos desafios. “O lar residencial já precisa de obras. Com o passar dos anos, as condições climatéricas, a utilização diária e até os impactos provocados pelas cadeiras de rodas criam desgaste e outros problemas que teremos de resolver”, referiu Manuela Miranda.

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