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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

A Promessa Por Entregar

Por: Manuel Amaro Mendonça
(Colaborador do "Memórias...e outras coisas...")

Nota Editorial: Este texto é uma obra de ficção. Embora possa incluir referências a eventos históricos e figuras reais, a história, os diálogos e as interpretações são fruto da imaginação do autor. Qualquer semelhança com pessoas, vivas ou mortas, é mera coincidência.


Xoán olhou a imponente torre do edifício da Câmara Municipal do Porto e pensou que uma cidade capaz de erguer tal construção seria demasiado grande para ele levar a bom termo a sua busca.

Sem alegria, riu-se da própria ingenuidade. Partira da longínqua aldeia galega nas encostas do Xurés atrás de algo cujas únicas referências eram uma fotografia velha e o nome de um santo. Imaginara que chegaria ao lugar e alguém saber-lhe-ia indicar a casa. Agora começava a compreender a impossibilidade da tarefa

Tirou do bolso interior do casaco uma pequena fotografia a preto e branco, envelhecida e já a descascar. Mostrava um casal sorridente. Um homem jovem, de fato escuro e chapéu de feltro e uma mulher de vestido claro. Atrás deles, um jardim florido e uma casa distinta, de paredes alvas, porta larga e janelas grandes. No verso, numa letra feminina, lia-se apenas

“São Mamede, 1965”.

Quando partira de Cela, em Lobios, quatro dias antes, o que tinha parecera-lhe pista suficiente. Um vizinho ajudara-o a identificar as freguesias do distrito do Porto dedicadas a São Mamede. Eram mais do que esperava. Após eliminar algumas hipóteses, restaram-lhe cinco.

Armado com a fotografia, fez-se ao caminho e apanhou o “coche de liña” para o Porto.

A viagem pareceu-lhe interminável. Arranjou um quarto num hotel de média qualidade e começou a percorrer os lugares que selecionara.

Em cada um deles, a sua pronúncia galega dificultava a conversa. Em São Mamede do Coronado, o funcionário da junta encolheu os ombros diante da fotografia. Em Valongo, disseram-lhe que sem o nome da rua ou dos proprietários nada podiam fazer. Em Recezinhos, uma mulher idosa examinou longamente a imagem antes de concluir que casas antigas havia muitas, mas aquela não lhe dizia nada.

Restavam São Mamede de Infesta e São Mamede de Perafita.

À beira de desistir, Xoán já não sabia se continuava por convicção ou por vergonha de regressar à Galiza sem ter esgotado todas as hipóteses.

O dinheiro começava também a faltar. Passara a depender dos transportes públicos, o que lhe alongava as jornadas e diminuía-lhe ainda mais a vontade de continuar.

Sentado na paragem do autocarro, entre o movimento dos veículos e o ruído dos automóveis, tirou novamente a fotografia do bolso.

O homem, sabia-o, era Manuel Ribeiro, antes de se tornar Manolo Riveiro ou simplesmente o Português, como era chamado em Cela. Era por causa dele que Xoán se encontrava ali, a quase duzentos quilómetros de casa — uma distância que, naquele momento, lhe parecia maior que todas as serras juntas.

Guardou a fotografia antes que o vento lha arrancasse dos dedos.

Como se envolvera naquela demanda? Manolo Riveiro, o seu avô materno, de quem tanto gostara, falecera há cerca de dois anos. Apesar de sempre lhe reconhecer um sotaque estranho, só há poucos anos percebera que “Português” não se tratava de uma simples alcunha.

O último ano de vida do avô fora complicado. Toda a coerência desaparecera quase de repente. Deixara de conhecer a família e era dado a delírios onde chamava nomes desconhecidos e falava muito rápido em português. A sua avó Carmiña partira muito cedo e, por isso, o fardo de cuidar dele pertencia à Xoana, filha única, mãe de Xoán.

Nesse verão, um irmão da sua avó, que fizera vida em Barcelona, veio visitar a família. Sendo o avô o tema principal da conversa, não tardou que se falasse de quando aparecera em Cela, em 1966, em plena ditadura franquista.

“Na altura, pouco se sabia,” — dizia o tio — “, apareceu muito magro, assustado e mal preparado para o frio das serras. Dizia que era perseguido e que o queriam matar.”

“Naquele mês houve muitas prisões em Vigo.” — Continuou o tio. — “Sempre pensamos que ele estaria escondido da PIDE com os comunistas daqui e que os de La Social desmantelaram a célula. Tinha consigo uma mala de cartão cheia de jornais O Avante e outros documentos. Eu ainda era novo, mas todos sabíamos que a nossa polícia era má, mas a deles não lhes ficava atrás. O escândalo do assassinato do general Humberto Delgado ainda era recente e entre Franco e Salazar, viesse o diabo e escolhesse. O nosso pai concordou em escondê-lo, mas teria de queimar aquilo tudo. A Carmiña ajudou-o a queimar e deitaram as cinzas ao rio.” — Esboçou um sorriso de saudade. — “Tornou-se cada vez mais próximo de mim e de Carmiña e, com o tempo, deixou de falar em voltar. Até que pediu ao nosso pai para casar com ela.”

A partir daquela conversa, Xoán ficou mais atento aos delírios do avô e, por entre a algarviada portuguesa, conseguia perceber algo como “Gena” e “tenho de ir”.

Quando finalmente partiu, não deixou respostas. Xoana pouco sabia; o passado do pai não era referido e não parecia admitir perguntas.

Outras frases do tio, porém, ecoavam-lhe na memória: “Ele tinha medo de que encontrassem o seu rasto até aqui nestes ermos.” E também: “Disse várias vezes que a sua honra estava manchada, pois faltara à sua palavra.”

Ao arrumar as coisas do falecido, no quarto que ocupara nos últimos anos, encontrou-se um envelope com uma fotografia e uma chave ferrugenta, que não servia em porta nenhuma da casa. Foi armado com as pistas do tio e esses dois testemunhos do passado de Manolo Riveiro que Xoán decidiu que havia uma resposta a obter e pôs-se ao caminho.

Por um instante, pensou em voltar para o hotel, pagar a conta e regressar à Galiza no primeiro transporte da manhã. Ninguém lhe pedira aquela viagem. Ninguém, além do morto que já não podia explicar-se.

O som do motor do autocarro que acabava de chegar, devolveu-o ao presente.

Apesar do desânimo, entrou no veículo e sentou-se pensativamente à janela, cogitando como iria abordar o funcionário da Junta de Freguesia a fim de obter mais colaboração.

Respirou fundo enquanto as pessoas, as ruas antigas e as casas desfilavam velozmente perante os seus olhos.

De repente, um vislumbre familiar fê-lo virar o pescoço até ao limite. A casa! Tinha acabado de passar por ela. As janelas, a porta, era aquela, quase de certeza!

Ergueu-se de um salto, com o coração a bater apressadamente e correu para a saída onde tocou insistentemente para sair.

O motorista olhou-o pelo retrovisor, com cara de poucos amigos, mas só começou a reduzir a velocidade à chegada à nova paragem. A porta abriu-se calmamente, quase que zombando da sua pressa.

Correu na direção contrária à marcha do autocarro, que seguiu o seu caminho, imperturbável. Várias pessoas com quem se cruzou olharam-no com curiosidade.

Xoán chegou à casa que tinha visto e pegou na inseparável fotografia comparando a imagem com a realidade; a maioria do jardim desaparecera, tomado pela estrada, precisava de pintura, mas as janelas e a porta eram as mesmas.

Tremia, enquanto se aproximou da porta. Ficou uns segundos com o dedo suspenso diante da campainha decidindo se tocava ou não. Quando finalmente o fez, a sineta que se ouviu do interior pareceu-lhe o carrilhão de Santiago de Compostela.

Ao fim de uns minutos a porta abriu-se e uma mulher de meia-idade, cabelo negro e curto, rosto redondo e a puxar para o gordo, enfrentou-o com ar de confundida: — Sim?

— Desculpe. A senhora é a dona da casa? — Perguntou, trémulo, no seu português hesitante.

— Quem quer saber? — Ela franziu o sobrolho.

— Olhe, desculpe o estorvo… Eu… eu busco esta casa.  — Mostra-lhe a fotografia, apontando para a fachada em fundo com o dedo a tremer — É… é esta, verdade?

A mulher olhou a fotografia em silêncio e focou novamente o olhar semicerrado nele: — Não me disse o seu nome.

— Desculpe, non se assuste por favor. — Ele gaguejava cada vez mais. — Meu nome é Xoán e venho da Galiza… de Lobios, sigo pistas que me deixou o meu avô…

Ela quase lhe arrancou a foto das mãos e levou uma mão à boca, emocionada. — Não pode ser. — Gemeu.

— Conhece a mulher dessa fotografia? Non sei quem é, o meu avô nunca falou dela. Penso que era uma moça de aqui… — Os olhos dele brilharam. — O homem é o meu avô, chamavam-lhe o Português, lá em Cela.

— Se conheço? — Havia lágrimas nos olhos dela, enquanto acariciava as imagens. — Ela era a minha mãe, Eugénia e ele o meu pai, Manuel Ribeiro, desaparecido há mais de sessenta anos.

— Pai…? — Xoán abriu muito os olhos.

— Sim. — Respondeu convicta. — O seu avô é meu pai. Eu era criança ainda quando ele partiu para a Espanha, mas a minha mãe dizia-me que ele tinha ido fazer um recado e haveria de voltar… não voltou.

Xoán corou com a vergonha alheia. À procura de respostas, vinha, inadvertidamente, ser ele próprio uma resposta para outra pessoa.

Por um instante, nenhum dos dois soube o que fazer com aquela semelhança inesperada entre passado e presente. A fotografia deixara de ser uma pista e passara a ser uma acusação silenciosa, pousada entre as mãos de ambos.

— A sua mãe ainda… — Tentou ele desajeitadamente.

— Faleceu há mais de dezoito anos. — Esclareceu a mulher rapidamente. — Mas nunca tornou a casar. Sempre esperou por ele.

— Desculpe-me… Jo… estou sempre a pedir desculpas. — Desajeitado, estendeu a mão na direção dela. — Chamo-me Xoán Souto Riveiro.

Sem largar a foto, ela olhou por uns segundos para a mão estendida. Acabou por unir a sua e ambos apertaram com pouca força.

— Quer dizer que o meu pai tinha outra família… — havia desilusão no olhar dela, enquanto perscrutava o rosto dele —… no fim, a minha mãe esperou em vão. O meu nome é Catarina, já agora. Tinha oito anos quando ele partiu… nos deixou.

— Nos últimos anos, — acrescentou Xoán —, ele delirava e não se percebia muito do que dizia, mas recordo-me de algo que me parecia Gena.

— É possível, sim… — concordou Catarina pensativamente, enquanto mirava o verso da fotografia —… esta é a letra dela, reconhece-la-ia em qualquer lado.

— O que consegui saber por a família é que ele apareceu na aldeia em 1966, muito maltratado e… e corria risco de vida. — Ele tentou justificar o avô. — Estaria na mira tanto da secreta do Salazar como da do Franco. O meu bisavó aceitou axudá-lo a esconder-se.

— Então era a primeira vez que aparecia por aqueles lados? — Havia surpresa e esperança no olhar. — Não havia já uma família dele?

— Não, não. Ele não conhecia a ninguém na aldeia, nem o conheciam a ele. — Ele apressou-se a esclarecer. — Ficou ali escondido e acabou por casar com a minha avó Carmiña sete anos depois. Só entón nasceu Xoana, a minha mãe.

— Então isso faz de si meu sobrinho e da sua mãe minha irmã.  — Catarina ficou séria. — Mas ainda não me disse ao que vinha. Como deve de compreender, não me deixa muito feliz, saber que o meu pai trocou a minha família por outra.

— Sim, compreendo e tenho pena de estar a trazer estas notícias, mas pense de outra maneira; non é outra família, senón um aumento da sua. — Xoán exibiu um pequeno sorriso de encorajamento.

Catarina mirou-o de alto a baixo tentando perceber aquilo que Xoán não dizia e resolveu “atirar” friamente: — E então? O meu pai morreu rico? Vem trazer-me a chave da herança?

— Infelizmente non. — Ele encolheu os ombros numa desculpa. — Non somos ricos, senón que trago comigo de verdad uma chave que gostava que me ajudasse a perceber onde pertence. — Retirou o objeto ferrugento do envelope manchado. — Estava nas coisas do meu avô, com a fotografia.

Ela pegou na chave e sopesou-a na mão. O metal escuro pareceu acordar nela uma memória antiga, talvez ouvida mais vezes do que vivida. Depois tornou a olhar o sobrinho a decidir se lhe confiaria ou não a última peça do quebra-cabeças.

— Siga-me. — Disse ela simplesmente, virando-lhe as costas e deixando a porta aberta.

Ele obedeceu, tendo o cuidado de encostar, não fechar, a porta.

Atravessaram uma sala comum, subiram uma escada e entraram num quarto. Aí, Catarina abriu totalmente a porta do guarda-vestidos embutido e exibiu um pequeno buraco na parede lateral. Entregou a chave a Xoán e fez-lhe o gesto para a utilizar.

Quase com reverência, ele introduziu a chave na abertura e rodou-a, provocando um pequeno estalido que ecoou no quarto. A parede moveu-se.

Ficaram perante um compartimento com várias prateleiras. Só uma delas estava ocupada com um maço de papéis atados com um cordel e uma caixa de folha enferrujada onde ainda se conseguia ver que era uma caixa de doces.

Xoán olhou Catarina interrogativamente e ela devolveu-lhe o olhar com um sorriso e um aceno de incentivo.

Dentro da caixa havia um envelope volumoso, manchado de humidade, com uma frase escrita numa letra firme. A tinta permanente borratara em alguns locais.

— A minha mãe disse-me que, se um dia alguém viesse com a chave, isto já não era nosso.

Xoán leu o recado no sobrescrito: “Se eu não voltar, entrega isto ao cauteleiro ao pé da igreja”. — Depois olhou para Catarina.

— Não. Pelos vistos nunca foi entregue. — Confirmou a mulher. — A minha mãe não se quis envolver no jogo mortal do meu pai. Não sabia se deveria chorar um morto ou odiar um vivo

Foi então que compreendeu: o avô não deixara apenas uma mulher à espera. Deixara uma missão interrompida.

Catarina pegou com cuidado no envelope que estava nas mãos de Xoán e depositou-o novamente na caixa de folha, tapando-a a seguir. Pegou no molho dos documentos, com a caixa em cima e entregou tudo a Xoán.

— A minha mãe esperou uma vida inteira por notícias do meu pai, boas ou más. — Ela pousou as mãos sobre os objetos para ele sentir o peso do que recebia. — Guardou isto para entregar-lhe ou quem viesse em seu nome. Aqui está. Parabéns, Xoán, podes levar a tua herança.

Ele recebeu o que lhe entregaram e sentiu o peso dos anos de espera, do medo e da esperança. Com os olhos húmidos, perguntou: — Voltaremos a ver-nos… non si?

— Não me parece que seja necessário. — Respondeu-lhe ela, com um sorriso pequeno, cansado, pendente entre a recusa e o perdão.

De regresso à aldeia de Cela, Xoán no cimo de uma colina aprecia o casario que se estende ziguezagueando pelos acidentes geográficos das abas do Xurés. As casas pareciam ter nascido da mesma pedra dos montes e os caminhos subiam entre muros baixos, lameiros e carvalhos antigos.

Chegava até si o som das campainhas do gado e o marulhar da água a correr nos regatos. Os cães ladravam sem pressa na distância.

Xoán crescera ali convencido de que o mundo começava na fonte, passava pelo adro, subia ao monte e terminava na fronteira. Percebia agora que, para o avô português, aquele lugar tinha sido outra coisa: não uma origem, mas um refúgio. Na humildade da aldeia havia discrição e um silêncio que o convidou a ficar.

Ninguém perguntava demasiado a um homem que trabalhava, cumprimentava os vizinhos e baixava os olhos quando se falava de política. Talvez por isso o avô se tivesse apaixonado pelo Xurés: a serra não lhe prometia felicidade, mas a possibilidade de continuar desaparecido.

Xoán tornou a olhar o maço de jornais de O Avante presos com um cordel e o envelope rasgado mais a lista infindável de nomes e moradas que deveriam ser entregues ao cauteleiro.

Uma última vez, a questão assomou-lhe à mente: “Deveria entregar os documentos a alguém que lhes desse o aproveitamento e enquadramento históricos?” Ficaria para a posteridade que o seu avô fora humano e, para salvar a vida, não fora capaz de cumprir a sua missão na Galiza, nem voltar para a sua mulher em Portugal. Fosse qual fosse essa missão, ficara-se no limbo de tantas memórias perdidas nessa história terrível que durante tantos anos abraçou Portugal e Espanha.

Acendeu o isqueiro e ateou fogo aos papéis ressequidos, permitindo que o fumo se erguesse a grande velocidade.

Enquanto ardiam, Xoán deixou de querer saber quantos tinham morrido por não serem entregues, quantos se tinham salvado apesar disso, quantas vítimas tinham escapado aos calabouços franquistas ou salazaristas e quantas outras ali continuavam, presas para sempre à omissão de Manuel Ribeiro. Aquele fogo purificador levava para longe a responsabilidade, a culpa, o heroísmo, a cobardia e a última desculpa de todos: a de ser apenas humano.

ByManuel Amaro Mendonça


Manuel Amaro Mendonça
é licenciado em Engenharia de Sistemas Multimédia pelo ISLA de Gaia. Nasceu em janeiro de 1965, em Portugal, na cidade de São Mamede de Infesta, no concelho de Matosinhos; a Terra de Horizonte e Mar.
Foi premiado em quatro concursos de escrita e os seus textos foram selecionados para mais de duas dezenas de antologias de contos, de diversas editoras e é membro fundador do grupo Pentautores (como o seu nome indica, trata-se de um grupo de cinco autores) que conta já com cinco volumes de contos publicados.
É autor dos livros "Terras de Xisto e Outras Histórias" (2015), "Lágrimas no Rio" (2016), "Daqueles Além Marão" (2017), “Entre o Preto e o Branco” (2020), “A Caixa do Mal” (2022), “Na Sombra da Mentira” (2022) e “Depois das Velas se Apagarem” (2024), todos editados e distribuídos pela Amazon.
Colabora nos blogues “Memórias e Outras Coisas… Bragança” https://5l-henrique.blogspot.com/, “Revista SAMIZDAT” http://www.revistasamizdat.com/, “Correio do Porto” https://www.correiodoporto.pt/ e “Pentautores” https://pentautores.blogspot.com/
Outros trabalhos estão em projeto, mantenha-se atento às novidades em http://myblog.debaixodosceus.pt/, onde poderá ler alguns dos seus trabalhos, ou visite a página de autor em https://www.debaixodosceus.pt/ 

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