Número total de visualizações do Blogue

Pesquisar neste blogue

Aderir a este Blogue

Sobre o Blogue

SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Câmara quer reduzir trânsito dentro da Cidadela

 A Câmara de Bragança vai estudar o condicionamento progressivo do trânsito automóvel no interior da Cidadela, criar novas soluções de estacionamento no exterior das muralhas e implementar um circuito com pequenos veículos elétricos entre o centro da cidade e o Castelo, anunciou a autarquia esta sexta-feira, em comunicado.


As medidas fazem parte do programa “Viver as Muralhas”, apresentado pela presidente da Câmara, Isabel Ferreira, durante a reunião do executivo municipal, e que pretende promover uma intervenção integrada naquela zona histórica da cidade.

O projeto encontra-se ainda numa fase inicial e as soluções não estão fechadas. A autarquia pretende começar por fazer um diagnóstico e ouvir moradores, comerciantes e diferentes entidades antes de avançar para um projeto-piloto.

“Queremos olhar para a Cidadela a partir de quem vive, de quem trabalha e de quem visita este espaço”, explicou Isabel Ferreira, acrescentando que a intenção é “organizar melhor a circulação e o estacionamento” e “reduzir a pressão automóvel onde ela não é necessária”.

“Não partimos com soluções fechadas. Vamos ouvir os residentes e as entidades envolvidas, estudar as alternativas e testar as soluções antes de as tornar definitivas”, assegurou a autarca.

Uma das principais mudanças poderá passar pela limitação da circulação automóvel dentro das muralhas. O acesso continuará, contudo, a ser assegurado aos moradores, pessoas com mobilidade condicionada, veículos de emergência e serviços públicos, bem como para cargas e descargas e outras situações justificadas.

Para controlar as entradas, estão em estudo sistemas de leitura de matrículas, cartões ou identificadores eletrónicos e até semáforos. Antes disso, será feito um levantamento das necessidades de estacionamento dos residentes.

Uma das alterações com maior impacto poderá acontecer no atual Parque de Autocaravanas da costa sul.

A Câmara admite reconverter vários dos seus patamares em estacionamento para os visitantes da Cidadela. O primeiro patamar deverá continuar destinado à atual área de serviço para autocaravanas.

A redução da entrada de automóveis será acompanhada pela procura de alternativas de transporte. Uma das hipóteses é criar um circuito com pequenos veículos elétricos entre a Estação Rodoviária, o centro da cidade, os parques de estacionamento e o Castelo.

A Câmara admite soluções como tuk-tuk elétrico ou miniautocarro, procurando um veículo silencioso e adaptado às características da zona histórica.

Aos fins de semana, está também prevista a utilização do Comboio Turístico da União das Freguesias de Sé, Santa Maria e Meixedo para assegurar uma ligação regular entre a Estação Rodoviária e o Castelo.

O projeto “Viver as Muralhas” vai, no entanto, além das questões relacionadas com o trânsito. O município quer intervir nos espaços verdes, iluminação, mobiliário urbano, pavimentos e sinalética e criar zonas de estadia e contemplação.

Está também prevista a requalificação de um espaço para a instalação de um Posto de Turismo, complementado com informação digital e multilingue e percursos que permitam ligar os diferentes pontos de interesse existentes dentro das muralhas.

Outra das propostas passa pela criação de um mercado regular de artesanato e produtos locais, preparado em conjunto com artesãos, produtores e associações do concelho, que poderá incluir oficinas, demonstrações ao vivo e atividades para famílias.

Também os horários dos equipamentos culturais poderão sofrer alterações. A Câmara pretende discutir com as entidades responsáveis pelo Museu Militar e pela Domus Municipalis o funcionamento destes espaços, sobretudo aos fins de semana, feriados e épocas de maior afluência turística.

A intenção é igualmente melhorar a articulação com o Museu Ibérico da Máscara e do Traje e promover programação conjunta, nomeadamente exposições, recriações históricas, visitas e outros eventos.

Apesar do conjunto de propostas já identificado, a Câmara sublinha que nenhuma das principais soluções está ainda fechada.

O processo começará com um diagnóstico à circulação, estacionamento, fluxos turísticos, necessidades dos moradores, espaço público e funcionamento dos equipamentos. Depois será elaborado um programa preliminar, com diferentes soluções, custos estimados, modelo de gestão e calendário.

Seguir-se-á uma fase de participação dos moradores, comerciantes, entidades culturais, forças de segurança, associações e operadores turísticos.

As medidas escolhidas serão então experimentadas através de um projeto-piloto, sobretudo aos fins de semana e nos períodos de maior procura. A decisão definitiva dependerá da avaliação do impacto no trânsito e estacionamento, número de visitantes, satisfação dos moradores e turistas e atividade económica.

A primeira reunião do grupo de trabalho do “Viver as Muralhas” está marcada para 11 de setembro e contará com representantes da Câmara, União das Freguesias de Sé, Santa Maria e Meixedo, Museu Militar, Domus Municipalis, PSP, Turismo do Porto e Norte e Associação Comercial, Industrial e Serviços de Bragança.

Artesãos, produtores, comerciantes, operadores turísticos e representantes dos moradores da Cidadela deverão igualmente participar no processo.

Sem comentários:

Enviar um comentário