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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

São Bartolomeu a Santuário já! Depois das obras...


 No passado domingo, o Monte de São Bartolomeu, a 833 metros de altitude, acolheu a celebração do Padroeiro, culminando na assinatura pública do Protocolo de Colaboração entre o Cabido e o Município. Perante uma expressiva assembleia, unindo as forças vivas de Samil e da Cidade, escuteiros e as mais altas autoridades civis e eclesiais, o ato transcendeu a mera espuma dos dias.

Longe de ser um mero arranjo de secretaria, este entendimento desenha um Pacto de Solidariedade Ativa, provando que o progresso regional exige a união entre a herança histórica, o poder político e a responsabilidade social. O texto, discutido em tempo recorde graças à calejada experiência do Dr. João Rodrigues, Diretor do Ambiente, e ao empenho da Presidente da Câmara, Prof.ª Doutora Isabel Ferreira, reconhece a titularidade do Cabido sobre o Artigo Matricial 2693, regulando o usufruto público do Planalto. A Igreja pede travão à proliferação desordenada de betão, assumindo a Ecologia Integral da “Laudato Si” na preservação do silêncio, da fauna, da flora e da matriz religiosa do adro e da Capela.

Como as contas da Igreja carecem de dotação para engenharia urbana, multiplicamos pães, mas não euros, a reabilitação da Capela apoia-se na candidatura de 100.000€ ao Subprograma 2 da DGAL. Diante do bloqueio de Lisboa, que suspendeu a linha, o Cabido conta com a liderança municipal para continuar a exigir o resgate das verbas, amparadas pelo cofinanciamento camarário de 30% (até 30.000€). Na montanha Transmontana a conservação dos templos, capelas e santuários, reclamam pela sua função comunitária melhor comparticipação pública.

O Cabido conta ainda com a Prof.ª Doutora Isabel Ferreira para levar o cabeço ao cimo, tal como elevou o Centro de Investigação de Montanha (CIMO) na atual Universidade Politécnica de Bragança (UPB), a instituição do nosso profundo contentamento. Sendo conhecedora de ambos, bem podia fazer com que o monte fosse um laboratório vivo e o CIMO ganhasse prémios internacionais lá no alto! Apela-se ao brio dos técnicos, confiando em que não hesitarão em resgatar as diretrizes do estudo de 2010 do Prof. Doutor Sidónio Pardal, para que a identidade da nossa pedra seca, do xisto e do granito vença o facilitismo do cimento.

A fina ironia transmontana fez-se notar ao visionar os “slides” das obras. Um amigo, reparando nos gráficos em 3D, observou: “Repara na eficiência do projetista! Conseguiu remover, sem quaisquer atritos, as torres de betão por detrás da Capela. Não fiques triste, olha que bonito fica!” No ecrã a harmonia visual venceu, mas no mundo real o gigante das telecomunicações teima em operar num regime de «linhas cortadas» e de uma informalidade hertziana que urge sintonizar.

Esta assinatura coroa três anos de trabalho consecutivo e celeridade municipal merecedora de aplauso. Tanto assim é que, entusiasmado com o horizonte, o Cónego Silvério Pires fez um pedido público a D. Nuno Almeida: “Logo a seguir à conclusão das obras, esperamos a elevação canónica da Capela a Santuário Diocesano.” Bragança agradece.

Pe. Estevinho Pires

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