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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Palaçoulo: Feira Anual proporcionou o encontro e convívio com os visitantes

 Palaçoulo celebrou a 27 de agosto, a Feira Anual e nem mesmo a chuva da manhã afugentou centenas de pessoas do certame, que começou com a feira franca, incluiu a inauguração da exposição fotográfica “Rostos que contam”, encheu-se de gente à tarde, para assistir às danças dos pauliteiros e às lutas de touros mirandeses e encerrou com os concertos musicais de Urze de Lume e Triângulo.


O certame foi organizado pela Freguesia de Palaçoulo e o presidente, Xavier Rodrigues, neste primeiro ano na liderança da autarquia, indicou que procuraram acrescentar uma componente cultural, com a inauguração da exposição fotográfica “Antes que se perca – Rostos que contam”.

“Na feira anual, às atividades emblemáticas como a feira franca, a feira de artesanato, as chegas de touros e os concertos musicais, este ano acrescentámos a inauguração da exposição “Antes que se perca – rostos que contam”, na antiga escola primária. Esta mostra fotográfica é acima de tudo uma homenagem e uma expressão de gratidão aos nossos conterrâneos e conterrâneas, com mais experiência de vida e sabedoria”, destacou.

Habitualmente em Palaçoulo, a feira anual, a 27 de agosto, iniciava o período festivo de verão, até 2 de setembro, em que se celebra a Festa em honra de Nossa Senhora do Rosário. Este ano, dada a falta de mordomos, a festa não se realiza, o que entristeceu o presidente da freguesia de Palaçoulo, Xavier Rodrigues.

“As festas de verão são momentos de descanso e de convívio entre a população de Palaçoulo e quem nos visita. É com tristeza que, pela falta de pessoas disponíveis, este ano a festa não se realiza. Recordo que a Festa em honra de Nossa Senhora do Rosário, é uma festividade centenária, que se celebra desde 1917. Ainda assim, no dia 2 de setembro, vai celebrar-se a missa solene e a procissão, animada pela Banda Filarmónica Mirandesa. No próximo ano, propunha que em vez dos anteriores sete dias de festa se façam apenas 2 dias”, disse o autarca de Palaçoulo.


Numa análise ao trabalho realizado na Freguesia de Palaçoulo, neste primeiro ano do mandato, Xavier Rodrigues, indicou que estão a atender as solicitações dos fregueses, na manutenção e limpeza dos caminhos rurais, nos arranjos urbanísticos, entre outras solicitações.

De visita à Feira Anual, em Palaçoulo, a presidente do Município de Miranda do Douro, Helena Barril, destacou a capacidade de trabalho, o empreendedorismo da população e a relevância deste certame.

“A gente de Palaçoulo são pessoas alegres, solidárias e tornaram esta localidade conhecida nacional e internacionalmente, pelo impeto industrial e pelo significativo contributo para o desenvolvimento económico da região e do país. Felicito também a freguesia de Palaçoulo, pela organização desta feira anual, que para além dos negócios, proporciona o encontro e o convívio entre a população local e os visitantes, Palaçoulo é também uma localidade onde as pessoas gostam das suas tradições e transmitem-nas com alegria aos mais jovens, como são as danças dos pauliteiros”, disse a autarca mirandesa.


Natural de Palaçoulo, Cisnando Ferreira, destacou a polivalêncida das pessoas, no desenvolvimento de indústrias como as artes gráficas, a cutelaria, a tanoaria, o artesanato, a venda de máquinas agrícolas, a restauração, o turismo religioso com o Mosteiro Trapista de Santa Maria Mãe da Igreja e a cooperativa agrícola.

“Antigamente, Palaçoulo era uma aldeia predominantemente agrícola e pecuária, onde se criava gado bovino de raça mirandesa. A realização das chegas de touros na Feira Anual, deve-se a essa antiga tradição. A partir da década de 1990, em Palaçoulo, operou-se uma mini revolução industrial, com as pessoas a passarem da agricultura para a indústria”, disse.

Sobre a evolução das feiras, que em Palaçoulo se realizam mensalmente no dia 27, Cisnando Ferreira, indicou que o declínio demográfico tirou pujança económica aos certames, que antigamente eram sobretudo mercados de gado bovino, ovino, caprino e suíno.

“Atualmente, a feira tem menos feirantes, menos público e há outros produtos e artigos à venda. Acima de tudo, esta Feira Anual é um momento de celebração, de encontro e convívio da população de Palaçoulo com quem nos visita. As chegas de touros, por exemplo, são um espetáculo que conseguem atrair centenas de pessoas a Palaçoulo. Para continuar a desenvolver a feira importa mostrar o que nos distingue, como são as navalhas, as barricas, as artes gráficas, as máquinas agrícolas, o mosteiro, etc.”, disse.


O casal, Paulo e Sílvia, vieram de Famalicão até Palaçoulo, para visitar a Cutelaria Martins, por coincidência no dia 27 de agosto, aquando da Feira Anual e no momento das Chegas de Touros.

“É a primeira vez que visitámos Palaçoulo e por coincidência no dia da Feira Anual. Aproveitámos a estadia para assistir os espetáculos das chegas de touros mirandeses, das danças dos pauliteiros e a performance do grupo de percussão Porbatuka. Gostámos muito desta jornada em Palaçoulo e com certeza vamos regressar a esta bela região da Terra de Miranda”, disseram os visitantes.

A Feira Anual, em Palaçoulo, encerrou com o arraial musica dos grupos “Urze de Lume” e “Triângulo”.

Em Palaçoulo, no dia 2 de setembro, às 14h30, celebra-se a missa em honra de Nossa Senhora do Rosário, seguida da procissão, acompanhada pela Banda Filarmónica Mirandesa. 
Antigamente, em Palaçoulo, na festa dedicada a Nossa Senhora do Rosário, participavam também os animais: vacas, ovelhas, burros, etc., que transportavam sacos de oferendas como o trigo, batatas e outros produtos da terra e pediam a proteção divina contra as enfermidades.

HA

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