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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Arrendamento continua difícil em Macedo de Cavaleiros

 Dois anos depois da Rádio Onda Livre ter abordado as dificuldades no arrendamento em Macedo de Cavaleiros, o problema mantém-se. Há pouca oferta, muita procura e os preços subiram.


Luís Sá, da Lar A Gosto, diz que o mercado está semelhante ao de 2024, mas as rendas aumentaram significativamente:

“A procura continua e a oferta continua escassa. Mudaram algumas coisas, sobretudo o preço do arrendamento, que subiu muito mais do que a inflação.”

A procura chega maioritariamente de estrangeiros, segundo avançam os mediadores imobiliários, mas também de famílias e de profissionais que vêm trabalhar para a região, nomeadamente nas áreas da saúde e da educação.

Luís Sá dá conta de que a criação de novas habitações também é reduzida:

“Eu acho que houve, sim, um período em que os proprietários preferiam ter as casas fechadas do que arrendar, atendendo ao valor das rendas. Neste momento, penso que já é mesmo a oferta que é pouca. A construção nova é pouca e isso faz com que o mercado esteja lotado.”

Para quem procura casa, a realidade traduz-se em meses de espera e em opções que, muitas vezes, ultrapassam o orçamento, afirma Ana Pinto, uma profissional de saúde:

“Estou à procura de casa há cerca de meio ano. Há poucas casas disponíveis. É raro encontrar casa para alugar, tanto nas redes sociais como nas imobiliárias.”

Ana Pinto já recusou uma casa por não conseguir suportar o valor da renda:

“Já recusei casa por custar 600 euros e já ficava demasiado fora do meu orçamento.”

A dificuldade está também a condicionar os planos pessoais da jovem, que confessa já ter entrado em contacto com algumas imobiliárias sobre determinadas casas, sem obter resposta:

“Está a afetar a minha vida porque não me permite iniciar uma vida de casal e tenho que depender de outras pessoas.”

Também o mediador imobiliário Antero Seguro descreve o mercado como particularmente difícil e diz ter, atualmente, mais pessoas à espera de casa do que nunca nos seus 30 anos de atividade:

“O mercado de arrendamento em Macedo de Cavaleiros está repleto, completamente cheio, e tenho gente à espera como nunca tive em 30 anos.”

O mediador aponta também para a existência de casas devolutas que não chegam ao mercado e para a subida dos preços:

“Aqui, há três anos, alugava um T1 por 180 euros. Hoje já estão a pedir 250, 270 euros.”

Para Ana Pinto, uma renda suportável não deveria ultrapassar os 400 a 500 euros. Em Macedo de Cavaleiros, encontrar uma casa dentro desse valor continua a ser uma dificuldade.

Antero Seguro deixa uma sugestão para tentar aumentar a oferta no mercado de arrendamento:

“Era preciso um maior incentivo para o arrendamento, a nível dos proprietários. Por exemplo, a taxa que pagam às Finanças, de 28%, devia baixar, para eles baixarem também a renda e colocarem as casas a arrendar.”

O arrendamento continua a ser uma dificuldade em Macedo de Cavaleiros, tanto para quem procura casa como para as agências imobiliárias, que dizem não ter oferta suficiente para responder à procura.

Filipe Ventura Alves

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