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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Fábrica de Chocolate em Bragança

 O Documento do mês destaca documentação do Cartório Notarial de Bragança, referente a uma escritura de trespasse e arrendamento de uma Fábrica de Chocolate, situada no Largo do Tombeirinho, em Bragança, datada de 20 de junho de 1946.
Nesta escritura de trespasse, interveio como primeiro outorgante Domingos Manuel Lopes e, como segundo outorgante, a firma Domingos Lopes & Companhia, limitada, representada pelo seu sócio-gerente, José Moita Mariano. O trespasse abrangia todo o recheio, maquinaria e demais equipamentos da fábrica, pelo valor de 23.500 escudos, ficando igualmente estabelecida uma renda mensal de 60 escudos. O que torna este documento particularmente interessante é o testemunho que oferece sobre a realidade industrial do distrito de Bragança. Apesar de o interior do país ter sido historicamente condicionado pelo isolamento geográfico e por diversas limitações estruturais, estas circunstâncias contribuíram para moldar o espírito empreendedor e resiliente das populações transmontanas, que souberam enfrentar as adversidades com determinação e perseverança. Assim, podemos afirmar que existiu, desde cedo, uma atividade industrial significativa em Trás-os-Montes. Entre os exemplos mais notáveis encontra-se a célebre Fábrica de Seda de Chacim, que empregou numerosas mulheres e garantiu o sustento de muitas famílias da região. Merecem igualmente destaque outras atividades industriais e artesanais, como as moagens, as padarias, as pequenas unidades de fabrico de enchidos, as oficinas mecânicas e marcenarias, bem como a produção de alfaias agrícolas e ferramentas. Este conjunto de iniciativas contribuiu para a dinamização da economia local e constitui hoje um importante legado do património industrial transmontano.

A divulgação destes testemunhos documentais é fundamental para preservar a memória coletiva e valorizar um património que evidencia a capacidade de inovação, trabalho e adaptação das comunidades do distrito de Bragança ao longo do tempo.

Com a divulgação deste documento, pretendemos preservar a memória coletiva, promover e difundir o conhecimento e incentivar a investigação.

Consulte AQUI – o nosso património arquivístico de elevado valor histórico e cultural, uma fonte privilegiada para a compreensão do passado, a interpretação do presente e a construção de um futuro assente na valorização da herança histórica.

[Cota de Refª – PT-ADBGC-NOT-CNBGC-001-1997 (tif_m0084 – m0088)]


Fonte: Arquivo Distrital de Bragança

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