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Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço.
A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)
Os empresários transmontanos deviam apostar mais na Indústria. A conclusão é de um estudo encomendado pelas Associações empresariais de Bragança, Vila Real, Guarda e Castelo Branco, sobre o tecido empresarial e económico destes quatro distritos.
João Amaro, o coordenador do grupo de trabalho que elaborou o projecto, sublinha que, apesar de não ser a área mais representada nas actividades, foi a indústria que mais riqueza criou nestas regiões.
“Há uma dinâmica industrial que deve ser potenciada. O comércio tem um peso muito representativo e deve ser incentivado mas numa lógica de definição de prioridades, o sector industrial tem uma capacidade grande para crescer.”
Para além deste estudo, foi também apresentado aos empresários um observatório online, “que vai permitir, nomeadamente ao Nerba, poder monitorizar o que vai acontecendo, quer ao nível de volume de empresas, de emprego, de volume de negócios. E depois vai sendo actualizado, com dados do INE. E vai tendo uma componente de auscultação periódica para medir o índice de confiança, no mercado e na governação.”
O presidente do NERBA acredita que, actualmente, o estudo dos mercados é um factor decisivo para a competitividade das empresas.
Por isso, Eduardo Malhão acredita que os empresários da região vão ter muito a ganhar com este estudo.
“Poderão, desde logo, conhecer a estrutura sectorial e os principais “players” que actuam ao nível regional. E as empresas podem ter a noção por onde podem crescer e o posicionamento face ao sector. Em termos de investimentos, é uma base de trabalho essencial”, frisou.
A informação só deverá estar disponível para os sócios da instituição.
Escrito por Brigantia (CIR)
in:brigantia.pt
nome: Maria Vara
ano nascimento: 1955
freguesia: Vimioso
concelho: Vimioso
distrito: Bragança
data de recolha: Outubro 2010
in:memoriamedia.net
nome: Maria Vara
ano nascimento:1955
freguesia: Vimioso
concelho: Vimioso
distrito: Bragança
data de recolha: Outubro 2010
Apesar de nem todas as flores das amendoeiras terem já desabrochado, arrancam este sábado as festividades em Alfândega da Fé, Freixo de Espada à Cinta e Torre de Moncorvo
Em Alfândega da Fé a novidade é uma Corrida de Carrinhos de Rolamentos que se realiza pela primeira vez. Berta Nunes, presidente da Câmara Municipal de Alfândega da Fé explica que esta é uma actividade que está a entusiasmar os alfandeguenses.“Antigamente as pessoas faziam estes carrinhos, na altura em que os brinquedos não se compravam. A perícia também uma parte interessante. É uma actividade que está a entusiasmar os mais novos e os menos novos”, revela.
O Mercadinho da Flor da Amêndoa disponibiliza, mais uma vez, doces tradicionais a quem visita o certame. “A principal actividade é o Mercadinho da Flor da Amêndoa onde vários produtores locais vendem doces de amêndoa como os “barquinhos” e os “rochedos”. Há outros produtos tradicionais como o queijo. O mercadinho vai estar aberto até ao primeiro fim de semana de Abril”, acrescenta a autarca. A autarquia de Alfândega tem um orçamento de cinco mil euros para a edição deste ano. O mesmo orçamento tem Freixo de Espada à Cinta onde as Amendoeiras em Flor começam com um Encontro de Escolas de Giravolei e a típica Feira do Lavrador e dos Gostos e Saberes. Em Torre de Moncorvo o início das festividades é assinalado com a Vigésima Sexta edição da Feira de Artesanato e a inauguração de uma exposição de Picasso em Ferro, de Plácido Souto.
Escrito por Brigantia (CIR)
in:brigantia.pt
Conhecer melhor o papel do enfermeiro especialista em saúde materna e obstetrícia é o objectivo de uma conferência, que decorre hoje,pela primeira vez, no Instituto Politécnico de Bragança. Destinada não só a profissionais de saúde mas também a grávidas, a casais que estão a pensar em ter um filho e à população em geral.
A enfermagem de saúde materna e obstetrícia é hoje tema de uma conferência, pela primeira vez no Instituto Politécnico de Bragança. Uma iniciativa do Primeiro Curso de pós Licenciatura de Especialização em Saúde Materna e Obstetrícia.
Ana Azevedo, da organização, explica que é importante ter cuidados com a saúde das mulheres no período da gravidez, do parto e pós-parto. Mas esta conferência não é só para enfermeiros. Qualquer pessoa ligada à área da saúde e mesmo grávidas ou casais que estão a pensar em ter um filho podem ficar mais informados sobre estes temas. “O conhecimento não deve ser estanque e nesta área muito menos. A população que servimos não são utentes doentes mas sim que estão a atravessar uma etapa diferente. Por isso, entendo que uma grávida ou casal que pretenda ter filhos devem saber quais são os recursos que a nossa comunidade lhe pode oferecer no âmbito da saúde”, revela.
Na abertura da conferência esteve Vítor Rocha, secretário do Colégio de Especialidade de Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica, da Ordem dos Enfermeiros. O responsável considera que não só na região transmontana mas também a nível nacional, nem sempre os enfermeiros especializados nesta área são devidamente reconhecidos.“Não é o interior que está mal desenvolvido nessas matérias mas todo o país. Ou melhor, as competências existem, estão bem legisladas, a formação académica está muito bem definida, está de acordo com as directivas europeias. O país é que não aproveita as nossas competências. Num momento em que estamos em crise orçamental, há vários estudos que comprovam que utilizar bem as competências dos enfermeiros especialistas é muito bom em termos económicos. Torna-se mais barato sem perda de qualidade ou até com um aumento de qualidade”, afirmou.
Também as grávidas devem saber que há casos em que podem recorrer a estes profissionais e não necessariamente a um médico obstetra.“As grávidas devem descobrir que existe um profissional de saúde que está muito bem preparado para vigiar a sua gravidez de baixo risco, por exemplo, de forma autónoma e que não o pode fazer porque uma credencial passada por um enfermeiro especialista para fazer uma ecografia, não é comparticipada pelo estado, o que não está correcto, porque nós competências para isso. Se aparecesse uma grávida nesta conferência, ficaria a saber que existe mais uma opção para a sua vigilância, de forma especializada, a um custo mais reduzido do que ir a um médico obstetra, por exemplo, com a mesma qualidade”, considera.
Em Portugal há mais de 2 mil enfermeiros especializados nesta área. Em Bragança o curso tem 14 alunos. Uma especialização reconhecida internacionalmente, o que pode abrir portas aos jovens enfermeiros.“Eu penso que neste momento na região há carência de pessoal especializado nesta área. Não sei se há possibilidade para todos mas penso que nem toda a gente quer ficar em Bragança. Esta é uma especialidade reconhecida internacionalmente o que permite que as pessoas se trabalhar lá fora”, refere Aldina Ribeiro, aluna do curso de especialização. “Trabalhar em Portugal é muito complicado. Há partida seraá para ir para fora porque cá não há ofertas de emprego para enfermeiros”, admite uma aluna de enfermagem.
Especialistas da enfermagem de saúde materna e obstetrícia reunidos hoje, pela primeira vez, no Instituto politécnico de Bragança.
Escrito por Brigantia
in:brigantia.pt
Levantámo-nos cedíssimo, noite escura. As estrelas brilhavam como diamantes lapidados. O frenesim respirava-se... Era o dia da matança.
O meu avô Zéca já lá estava com o meus tios Pedro e Firmino e o tio João Caetano. O tio Zé Tarela juntou-se ao grupo com uns bons dias sorridentes. O Graciano, o Quintino e o "Ponês" desciam a rua a assobiar, iluminados pelo luar. A eles juntou-se o Elias grande. Da Portela surgiram o tio Miguel e o tio Américo, primo da minha mãe.
Na cozinha, afadigavam-se as mulheres, à volta do lume imenso, onde os potes da matança já fervilhavam. Ultimava-se o mata-bicho. A mesa estava posta. Não faltavam os figos secos e as nozes. O pão, cozido na véspera, que cheirava maravilhosamente. A tia Engrácia fritava o bacalhau e o polvo. O queijo de cabra, um naco de presunto, um salpicão da última matança convidavam à degustação. As azeitonas do ano passado, curadas pela minha avó estavam, milagrosamente, conservadas. E, claro, a carne gorda de que o meu avô muito gostava. Para beber, o famoso vinho do Videira, a aguardente e o café feito ao lume, no pote.
Os homens entraram e, depois dos bons dias, sentaram-se para comer. Um ou outro chegou-se ao lume que a manhã estava gélida. Comeram e beberam à vontade e em alegre cavaqueira. De repente, fez-se silêncio, estranho silêncio.
Encaminharam-se todos, juntamente com o meu avô Videira, para o cabanal onde já estava o banco, feito por ele, e demais apetrechos necessários para a função: a corda, a sovela, um pau, perfeitamente polido e limpo para servir de apoio ao pendurar o porco na escada de madeira que, também, ali se encontrava, um recipiente de barro com sal e vinagre para aparar o sangue, os manhuços de palha para o chamuscar, os cântaros com água para o lavar, as pedras de granito para o limpar e, obviamente, a faca, especialíssima, que apenas era utilizada para esse fim. O matador era o meu avô.
No lar e na zona do louceiro não faltava que fazer mas, isso, era trabalho das mulheres. Não se sentaram para comer, iam comendo. A minha avó, com um pedaço de pão e polvo frito na mão, observava com os seus brilhantes olhos azuis.
"Avó, tome." Estendi-lhe uma caneca com café. Acordou do seu devaneio e sorriu-me. Bebeu um pequeno gole e mordiscou o pão. A minha outra avó entrou nesse momento, ligeira e leve.
"Bom dia tia Maria! Estava a ver que não vinha." "Eu não queria vir mas, se não viesse, a minha neta ficava zangada..." "Entre avó, entre. Aqueça-se que está frio. Já lhe dou de comer." Dei-lhe o mesmo que à avó Elvira. Bebeu um bom gole de café quentinho. Sentou-se.
Por breves momentos, olhei para elas e o meu olhar marejou-se. Ali estavam duas das mulheres responsáveis pela minha existência. Velhinhas as duas, sofridas também. As suas vidas não haviam sido fáceis. Com percursos diferentes, destacavam-se pelo carácter, pelos valores que defendiam e aplicavam no seu dia a dia. Uma e outra eram exemplos na pequena comunidade a que pertenciam.
"Ó rapariga, sai-me da frente que não me deixas trabalhar! Já comeste? Come que preciso da tua ajuda."
Fui buscar uma caneca e enchi-a de café. Bebi-o com enorme prazer. Pedi que me dissessem o que havia de fazer.
Na rua, os homens lutavam contra a resistência dos porcos que não queriam abandonar a loja. Os pobres animais grunhiam desconsoladamente como se adivinhassem.
A tia Glória, mulher do meu tio Firmino, deixou escapar um breve suspiro. "Coitadinhos!"
"Helena, vais lá tu para aparar o sangue." Mandou a tia Engrácia. Helena, enquanto comia, acenou com a cabeça, soltando um vernáculo, "Pois vou, c...".
Eu, que nunca tinha assistido a uma matança, perguntei se podia ir ver. "Estamos aqui muitas mulheres, deixa ir a garota. Não precisamos dela." "É, deixe-a ir Isaurinha. Ela ainda tem muito tempo para aprender." "Vai. Não sei se vais gostar mas vai...", disse-me a minha tia.
Para mim, desenrolava-se um mundo novo. Aquele frenesim, aquele ambiente de festa e, ao mesmo tempo, algum constrangimento, alguma tristeza, faziam-me confusão.
Fui para a rua e recebi no rosto o ar ar frio da manhã. Não sei porquê, soube-me bem.
Por: Mara Cepeda
in:nordestecomcarinho.blogspot.com
Reportagem sobre a desertificação nas aldeias interior do país.
Realização: Pedro Teixeira
Edição: Pedro Teixeira
Câmara: Vítor Dimas
Pós-produção: Pedro Teixeira, Vítor Dímas, Vanessa Pereira
Guião: Pedro Teixeira
Musica: mariza, dzhihan and kamien, filla brazilia

Um conjunto de iniciativas, até domingo, em Malhadas, Miranda do Douro, tem como objetivos informar e desmistificar a "animosidade" criada em torno dos lobos.
O conjunto de acções, que juntará investigadores, ambientalistas e pastores, parte da associação ALDEIA e do Grupo o Lobo, aos quais se junta a Associação de Desenvolvimento da Terra Fria Transmontana - Corane.
O lobo é uma espécie classificada como em "perigo de extinção em Portugal" desde 1990 e é protegida por lei desde 1988, sendo a única espécie nacional com uma lei própria.
"É nesta lei que o Estado se compromete a indemnizar os criadores de gado pelos prejuízos causados pelo lobo e que passa a ser proibida a caça deste predador", destacou a técnica da associação ALDEIA, Ana Guerra.
Segundo a responsável, no início do século 20, o lobo ibérico ocupava a quase totalidade de Península Ibérica, onde a sua área de distribuição tem vindo a diminuir.
"Atualmente, em Portugal, o lobo ocupa apenas 20 por cento da sua distribuição inicial e está disperso pelas zonas montanhosas do Norte e Centro do país", frisou.
Segundo os dados do último censo nacional de lobo, existem em Portugal quatro núcleos populacionais: Peneda/Gerês, Alvão/Padrela, Bragança e sul do Rio Douro, perfazendo entre 220 a 430 animais, conforme a época do ano.
"O núcleo de lobos de Bragança, o maior do país, engloba 25 alcateias das 51 a nível nacional e, por isso, conta com um efetivo populacional estimado entre os 87 e os 212 animais, dependendo da época do ano", disse a técnica.
Apesar de "maior", este núcleo populacional é o que causa um "menor impacto negativo" sobre o efetivo pecuário, dado o sistema de pastoreio tradicional e a utilização de cães de gado eficazes.
"Esta variação de efetivos, que ocorre apenas por causas naturais, levou a que muitos acreditem que se deve à libertação de lobos por entidades ligadas à conservação na Natureza. Este é um mito falso, mas muito enraizado nas populações do interior", concluiu a técnica.
in:rba.pt
Quer conhecer a arte de Henrique Crisóstomo?! O artesão de Vila Flor tem as suas peças em exposição no Centro Cultural.
Bragança está a enfrentar um dos piores períodos de seca de sempre e o abastecimento de água à cidade a partir do Verão pode estar comprometido. Ontem, a autarquia convocou uma conferência de imprensa em que anunciou que já se está a recorrer às reservas de água que deveriam assegurar os meses de Verão.
E o presidente da câmara diz que não há alternativas ao S. Pedro.“O nosso receio é que se não chover o suficiente nos próximos meses, durante o Verão não teremos água para o abastecimento público. É uma situação nova. Pela primeira vez, em pleno Inverno tivemos de iniciar a utilização de reservas que habitualmente só começamos a utilizar no mês de Junho”, disse.
Reservas que também só duram quatro meses.
Nesta altura, a água armazenada na barragem da Serra Serrada, em Montesinho, é o único ponto de abastecimento disponível. E já só está a 80 por cento da sua capacidade.Jorge Nunes avisa que a situação pode vir a ficar catastrófica.
“Se não chover o suficiente, é certo que não teremos água armazenada para garantir o abastecimento de água no Verão. Estaríamos confrontados com uma situação catastrófica.”
Em Outubro, a operação montada com recurso aos bombeiros do distrito custou dez mil euros por dia, durante cerca de uma semana, mas assegurou apenas o equivalente aos gastos de água de um dia, ou seja, cerca de 7200 metros cúbicos de água.
Gastos que, em Agosto, ascendem aos 12 mil metros cúbicos de água por dia.
Para assegurar o abastecimento diário à população em caso de ruptura, seriam necessários 60 camiões, 24 horas por dia, algo que a própria Autoridade Nacional de Protecção Civil já avisou não ter capacidade de providenciar, até porque os custos ascenderiam quase a dois milhões de euros.
A autarquia já enviou uma carta aos munícipes dando conta da situação preocupante e iniciou medidas de contenção.
“Há cinco meses que não fazemos rega de jardins, que já estão secos. E tem havido um controlo apertado da gestão da água. E temos um nível de perdas muito baixo. E com sensibilização aos consumidores, que têm tido uma atitude de cidadania e compreensão elevada.”
Por isso, Jorge Nunes pede celeridade na resolução do problema da construção da barragem de Veiguinhas. O quarto estudo de impacto ambiental já esteve em consulta pública e aguarda agora um parecer positivo do Ministério da Economia.
Nesta altura, a cidade depende apenas da boa vontade do S. Pedro. Em Janeiro, choveu apenas 20 por cento do normal para a época e em Fevereiro apenas seis por cento.Nos últimos dez anos, registaram-se os quatro anos mais secos de sempre, o que indica que a situação se tem vindo a agravar.
Escrito por Brigantia (CIR)
in:brigantia.pt
As obras da barragem de Foz-Tua devem parar imediatamente. É esta a posição defendida pelo Partido Ecologista “Os Verdes” depois dos acidentes de trabalho no local.
Dirigentes do partido estiveram ontem reunidos em Bragança com representantes da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) e da União dos Sindicatos. Manuela Cunha, dirigente dos “Verdes”, considera que a zona onde a barragem está a ser construída é naturalmente instável pela sua geologia, facto que é agravado pelos sucessivos rebentamentos nas rochas.“Já no primeiro acidente tinha havido um rebentamento feito naquela zona.
E isso foi-nos referido em todas as aldeias”, frisou, defendendo que as obras deveriam parar “devido à linha do Tua, por ser uma ameaça ao Alto Douro Vinhateiro, ameaça navegabilidade do Douro, não serve em termos energéticos e é mau para o endividamento do país”.Em menos de um ano, as obras da barragem já provocaram a morte a três trabalhadores, tendo outros oito ficado feridos. Manuela Cunha considera, no entanto, que a Autoridade para as condições do Trabalho não tem, condições para fazer o seu trabalho. Diz que os seis inspectores que a ACT tem no distrito não são suficientes.
E lembra que grande parte dos trabalhadores da barragem não é da região. As deslocações e a excessiva carga horária podem levar a um maior desgaste dos operários.“Enquanto houver ali estaleiros, têm de ter segurança”, frisa. Adriano Reis, dirigente da União dos Sindicatos, refere que esta entidade tem feito denúncias de situações de risco para os trabalhadores. Mas admite que os sindicatos do sector da construção civil deveriam apertar mais o cerco às entidades empregadoras.“Temos feito denúncias”, frisa.
O dirigente sindical reconhece que é impossível parar a obra. No entanto, concorda que a zona onde a barragem está a ser construída é uma zona de risco e, por isso, é urgente garantir a segurança dos trabalhadores.
Escrito por Brigantia (CIR)
in:brigantia.pt
Sensibilizar os portugueses para a compra dos produtos alimentares nacionais é o principal objectivo da campanha "À mesa com a produção portuguesa" do Partido Ecologista "Os Verdes".
A iniciativa começou esta quinta-feira no distrito de Bragança, no Mercado Municipal de Mirandela. Manuela Cunha, dirigente do partido ecologista, considera inaceitável que cerca de 70 por cento dos produtos comercializados em Portugal sejam importados.“Actualmente é o circuito de comercialização que está a matar a agricultura portuguesa. Nos hipermercados, grande parte dos produtos são importados. E quando são nacionais, a chantagem com os agricultores é tão grande, que os asfixia.
Queremos é que o Estado tenha um papel activo, com legislação que obrigue a que os produtos portugueses tenham prioridade em relação aos outros”, diz.A dirigente dos Verdes considera que o Governo deve obrigar as cantinas dos serviços públicos a usarem apenas produtos nacionais nas refeições que servem.“Não há razão nenhuma para as cantinas do distrito de Bragança estarem a consumir batatas de Espanha.
Não há razão para os frutos da região não terem prioridade nessas cantinas. O IPB é um bom exemplo, porque tinha um protocolo com os produtores de carne da região.” Na opinião de Manuela Cunha, os consumidores devem ajudar os agricultores da região.“Mesmo fora das eleições, os cidadãos podem ajudar, dando primazia aos produtos nacionais. E em locais como os mercados”, diz.
Depois de Mirandela, o partido ecologista tem outras acções semelhantes agendadas para Miranda do Douro, Vila Flor e Macedo de Cavaleiros.
Escrito por Terra Quente (CIR)
in:brigantia.pt