A aldeia de Atenor, no concelho de Miranda do Douro, oferece a todos os visitantes um fim-de-semana de tradições, onde se pretende retratar os hábitos e costumes do mundo rural há algumas décadas atrás.
A atividade decorre nos dias 7,8e9 de Junho, e poderá encontrar um leque de atividades tradicionais como o fabrico do queijo, a transformação da lã, cozer o pão e fazer sabão de barra, artesãos a trabalhar ao vivo, Ferreiros, Cauteleiros, Oleiros, Sapateiros, Albardeiros etc.
Paralelamente, existe pelas adegas da aldeia uma montra de produtos regionais, desde os enchidos, queijos, compotas, pão caseiro, licores e vinho.
Animação não irá faltar e esta está a cargo de associações locais e incluem festas de música tradicional, peças de teatro, passeios de burro, jogos tradicionais e muito mais…
E ainda, como não poderia deixar de ser, valorizamos a gastronomia típica da região, não deixe de vir degustar os nossos pratos no restaurante da ACDA, CORTE DO MACHO, O JUGO.
O objetivo desta atividades é explorar o potencial turístico da freguesia de Atenor, valorizar os costumes e tradições da região e preservar o nosso património natural e cultural.
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SOBRE O BLOGUE:
Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço.
A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)
(Henrique Martins)
COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Está tudo preparado para celebrar o Dia da Criança em Miranda do Douro...
De forma a proporcionar um dia diferente às cerca de 350 crianças, do pré-escolar e 1º Ciclo do Ensino Básico do Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro e do pré escolar do Centro Infantil Menino Jesus da Cartolinha, a autarquia mirandesa, prepara no próximo dia 3 de junho, a partir das 9.30, no Parque de Campismo da cidade o Dia da Criança.
Ao longo da jornada estão preparadas diversas atividades que vão fazer as delícias dos mais novos.
Esta iniciativa conta com a colaboração do Agrupamento de Escolas do concelho, o Centro de Saúde, os Bombeiros, a GNR e a CPCJ.
Ao longo da jornada estão preparadas diversas atividades que vão fazer as delícias dos mais novos.
Esta iniciativa conta com a colaboração do Agrupamento de Escolas do concelho, o Centro de Saúde, os Bombeiros, a GNR e a CPCJ.
Congida renova Bandeira Azul
A Praia fluvial da Congida foi, de novo, galardoada com a prestigiante Bandeira Azul, símbolo de qualidade.
Atribuída, todos os anos pela Fundação para a Educação Ambiental (FEE) a praias marítimas e fluviais e marinas que cumpram critérios de qualidade ambiental, e infra-estruturas de apoio, este prémio reforça, mais ainda, a excelência da Congida como espaço de lazer.
Atribuída, todos os anos pela Fundação para a Educação Ambiental (FEE) a praias marítimas e fluviais e marinas que cumpram critérios de qualidade ambiental, e infra-estruturas de apoio, este prémio reforça, mais ainda, a excelência da Congida como espaço de lazer.
APPACDM de Mirandela inaugura Sala Snoelezen
A Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão com Deficiência Mental de Mirandela inaugurou esta semana uma Sala Snoelezen.
Trata-se de uma sala multi-sensorial que tem como objetivo proporcionar bem estar e relaxamento a pessoas com deficiência mental e motora. A criação de situações emocionais autênticas promove o acesso a um mundo imaginário que por sua vez diminui consideravelmente os níveis de ansiedade e de tensão dos destinatários.
Além das instalações com características próprias, como um ambiente escurecido e equipamentos adequados, a APPACDM de Mirandela possui também os recursos humanos e técnicos apropriados que, através das terapêuticas adequadas, garantem aos utilizadores deste espaço um atendimento capaz de melhorar o seu nível de vida.
A instalação desta sala de estimulação sensorial é um projeto há muito tempo ansiado, agora concretizado graças ao donativo da família de André Lago, um utente muito querido da instituição.
Durante a inauguração oficial deste equipamento foi também assumido um compromisso entre a APPACDM, a Câmara Municipal de Mirandela e o Agrupamento de Escolas de Mirandela, com vista ao alargamento da utilização da Sala de Snoelezen a outros utilizadores externos à instituição.
Trata-se de uma sala multi-sensorial que tem como objetivo proporcionar bem estar e relaxamento a pessoas com deficiência mental e motora. A criação de situações emocionais autênticas promove o acesso a um mundo imaginário que por sua vez diminui consideravelmente os níveis de ansiedade e de tensão dos destinatários.
Além das instalações com características próprias, como um ambiente escurecido e equipamentos adequados, a APPACDM de Mirandela possui também os recursos humanos e técnicos apropriados que, através das terapêuticas adequadas, garantem aos utilizadores deste espaço um atendimento capaz de melhorar o seu nível de vida.
A instalação desta sala de estimulação sensorial é um projeto há muito tempo ansiado, agora concretizado graças ao donativo da família de André Lago, um utente muito querido da instituição.
Durante a inauguração oficial deste equipamento foi também assumido um compromisso entre a APPACDM, a Câmara Municipal de Mirandela e o Agrupamento de Escolas de Mirandela, com vista ao alargamento da utilização da Sala de Snoelezen a outros utilizadores externos à instituição.
Prevenir a Violência Mulher Idosa - Macedo de Cavaleiros
No dia 29 de Maio decorrem no Centro de Saúde de Macedo de Cavaleiros duas ações de sensibilização relativas à prevenção da violência da mulher idosa, tendo como principal objetivo apoiar a comunidade mais envelhecida a manter um estilo de vida mais saudável.
Este é um projeto da LACSAF que se destina a toda a população com idade superior a 65 anos. A primeira sessão tem inicio às 9.30h e a segunda às 10.30h.
D'Artagnan e os Três Mosqueteiros - Macedo de Cavaleiros
No dia 1 de Junho, o Dia Mundial da Criança, às 15h sobe ao palco do Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros o espetáculo “D’Artagnan e os Três Mosqueteiros”, uma produção de Vivonstage.
Sinopse:
Baseado no romance de Alexandre Dumas, este musical infantil conta a história de três amigos inseparáveis: Porthos, Aramis e Athos e o seu líder D'Artagnan. Um musical com muito humor que nos fará recuar no tempo e recordar os valores da honra e cavalheirismo.
D'Artagnan e os Três Mosqueteiros dirige-se a crianças entre os 3 e os 12 anos, mas, à semelhança do nosso histórico de musicais, tem um carácter familiar.
Sinopse:
Baseado no romance de Alexandre Dumas, este musical infantil conta a história de três amigos inseparáveis: Porthos, Aramis e Athos e o seu líder D'Artagnan. Um musical com muito humor que nos fará recuar no tempo e recordar os valores da honra e cavalheirismo.
D'Artagnan e os Três Mosqueteiros dirige-se a crianças entre os 3 e os 12 anos, mas, à semelhança do nosso histórico de musicais, tem um carácter familiar.
Mostra Mensal de Artesanato de Vila Flor
A realizar Domingo, dia 2 de Junho de 2013, junto à Praça da República, em Vila Flor.
Inscrições e Regras de Funcionamento disponíveis em http://www.cm vilaflor.pt/festasfeiras/17 e na Câmara Municipal de Vila Flor.
Mais informações no Gabinete de Apoio à Presidência.Considerada a realização mensal da Mostra de Artesanato de Vila Flor, importa fixar um conjunto de regras que disciplinem a organização deste evento. Pretende-se que, quer os participantes, quer os visitantes tenham conhecimento dessas regras, por forma a conformarem a sua participação ou visita de acordo com princípios e interesses estabelecidos.
Crê-se assim que se ganha em segurança e em transparência, o que, com certeza, servirá para conferir maior divulgação, prestígio e dinamismo económico-social a este evento.
A finalidade da Mostra de Artesanato é, essencialmente, a promoção e preservação do artesanato enquanto valor cultural e factor de dinamização da actividade económica. Uma vez verificado o surgimento de várias e novas expressões de arte existente no Concelho de Vila Flor e manifesta a vontade dos artesãos em mostrar, expor e vender o seu trabalho, visa este documento uniformizar as situações e especificidades de cada artesão, cuja proposta obteve aprovação em Reunião de Câmara Municipal do dia 29 de Abril de 2013.
Quartel da GNR de Torre D. Chama vai entrar em obras
O Ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, espera que as obras do Posto da GNR em Torre Dona Chama, no concelho de Mirandela, comecem brevemente.
Esta foi uma das mensagens proferidas durante o seu discurso no dia do Município e na comemoração dos 130 anos da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários e Cruz Amarela de Mirandela, que aconteceu no passado sábado.
“O posto de Torre de D. Chama, como sabem, está em curso o concurso público e espero que dentro em pouco comecem efectivamente as obras no posto da Guarda Nacional Republicana de Torre de D. Chama”, avança o governante.
Quanto à possibilidade da Esquadra da PSP daquela cidade passar a Esquadra Complexa, Miguel Macedo não deixa garantias que a mudança seja já para este ano.
O presidente do Município de Mirandela, António Branco diz que não é uma questão de teimosia mas sim de necessidade e garante que não vai desistir de lutar pela promoção da esquadra a Divisão. “Eu vou continuar como disse quando esteve cá o secretário de estado e sempre que houver algum responsável político que nos visite, que tenha algumas responsabilidades na área da administração interna, irei continua a manifestar esta intenção. Há condições no distrito para fazer este reconhecimento, mas o facto de ter uma esquadra complexa que, por exemplo, permite ter um segundo oficial como já acontece hoje no comando territorial da GNR, o que significa libertar o próprio comando para outras actividades. Julgo que é importante reflectir sobre o que isso significa. Temos boas instalações e é por isso que pedimos a esquadra complexa”, acrescenta o autarca local.
A promoção da Esquadra da PSP de Mirandela volta a ser tema de debate no dia do Município.
Escrito por Brigantia
Esta foi uma das mensagens proferidas durante o seu discurso no dia do Município e na comemoração dos 130 anos da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários e Cruz Amarela de Mirandela, que aconteceu no passado sábado.
“O posto de Torre de D. Chama, como sabem, está em curso o concurso público e espero que dentro em pouco comecem efectivamente as obras no posto da Guarda Nacional Republicana de Torre de D. Chama”, avança o governante.
Quanto à possibilidade da Esquadra da PSP daquela cidade passar a Esquadra Complexa, Miguel Macedo não deixa garantias que a mudança seja já para este ano.
O presidente do Município de Mirandela, António Branco diz que não é uma questão de teimosia mas sim de necessidade e garante que não vai desistir de lutar pela promoção da esquadra a Divisão. “Eu vou continuar como disse quando esteve cá o secretário de estado e sempre que houver algum responsável político que nos visite, que tenha algumas responsabilidades na área da administração interna, irei continua a manifestar esta intenção. Há condições no distrito para fazer este reconhecimento, mas o facto de ter uma esquadra complexa que, por exemplo, permite ter um segundo oficial como já acontece hoje no comando territorial da GNR, o que significa libertar o próprio comando para outras actividades. Julgo que é importante reflectir sobre o que isso significa. Temos boas instalações e é por isso que pedimos a esquadra complexa”, acrescenta o autarca local.
A promoção da Esquadra da PSP de Mirandela volta a ser tema de debate no dia do Município.
Escrito por Brigantia
CARNEIRO, em Comeres Bragançanos e Transmontanos
“Corre no povo este diálogo;
– Vais para o açougue carneiro?
– Que remédio – responde ele”
[in Tomo XI, das Memórias do Abade de Baçal]
A consulta dos livros de receitas e despesas da Fazenda Real, das casas senhoriais, dos conventos e mosteiros demonstram quão estimada era a carne de carneiro nos tempos medievais e até ao século XIX.
O Mosteiro de Castro de Avelãs possuía rebanhos de gado ovino e caprino, nas Chancelarias de D. Afonso IV encontramos referências a carneiros como pagamento de foros em terras do Barroso, outros documentos revelam a sua importância em termos económicos: fornecia estrume para enriquecer as terras carentes de húmus, e lã (que era transaccionada nas feiras portuguesas e castelhanas), carne e derivados. Nessas feiras, (a feira anual de Bragança outorgada por D. Afonso III em 1272, durava quinze dias), vendiam-se carneiros, ovelhas, borregos, cordeiros, cabras, cabritos, leitões, caça de pena e pêlo, ainda aves de capoeira e ovos, enquanto produtos comestíveis de origem animal.
No importante porto seco de Bragança realizavam-se contínuos e importantes negócios de panos, igualmente de venda de couros de carneiro essenciais ao fabrico de sapatos, luvas e peças de vestuário.
Os apêndices davam ensejo a os artesãos fazerem botões, agulhas e outros objectos.
Na Antiguidade Clássica numerosos testemunhos evidenciam o valor simbólico, nutritivo e económico do carneiro, no formidável marco da cultura ocidental que é a Odisseia, o rapsodo Homero empolga-nos ao descrever a astúcia de Ulisses a enganar o Ciclope recorrendo a um ardil envolvendo carneiros. Ulisses o grande herói narra:” O Ciclope tinha carneiros bem alimentados, de espessa lã, animais grandes e belos, pele escura da cor das violetas. Estes eu atei uns aos outros sem dizer nada com os vimes em que o Ciclope, esse monstro sem lei alguma dormia. Juntei três carneiros: o do meio carregava um homem, mas os outros dois do lado de fora protegiam os companheiros. Três ovelhas levavam um homem. Mas pela minha parte – pois o carneiro pareceu-me melhor agarrei-me às costas dele e enrosquei-me debaixo da lanzuda barriga, todo torcido, mas agarrado com as mãos à lã admirável, com o coração cheio de paciência. E assim esperámos, gemendo, pela Aurora divina”. O astuto Ulisses e os companheiros conseguiram fugir ao cruel Ciclope, levaram as ovelhas e os carneiros, um deles foi oferecido em sacrifício a Zeus, “queimando-lhe as coxas” e, “todo o dia, até ao pôr do sol, nos banqueteámos, sentados a saborear a carne abundante e o doce vinho.” O carneiro assado permitiu lauto banquete a Ulisses, o animal encarnava o deus fálico no entender de muitos povos, Amon deus-carneiro no Egipto, animal sacrificial em alguns mitos, caso do mito grego do Tosão de Ouro.
O multifacetado Aristóteles em a História dos Animais assinala que os carneiros preferem cobrir “as fêmeas mais velhas primeiro e não perseguem as mais novas”, atingem os quinze anos de idade, sendo exímios guias dos rebanhos. O notável filósofo acrescenta que as crias nascem brancas ou negras conforme as veias existentes por debaixo da língua dos carneiros.
O carneiro Áries principia o ano zodiacal em Março, dando início aos festivais de expiação em Roma. As muralhas de Jericó ruíram quando Josué soprou um corno de carneiro, ou não fosse para os hebreus um meio de destruição da antiga eternidade e de início da nova era.
As crenças nos poderes viris do carneiro emanadas da Antiguidade continuaram a vingar na Idade-Média, por essa razão a carne, e as restantes partes caso dos testículos, cornos e cascos entravam na composição de filtros de fertilidade.
A produção de carneiros permitiu a vulgarização do seu consumo, nenhum interdito pesava ou pesa sobre a sua carne daí ser consumida por muçulmanos, judeus e cristãos, entendendo-se na época medieval ser mais tenra e digestiva, às ovelhas estava reservada a função de procriarem e fornecerem o sempre apreciado leite, a lã e o estrume.
O carneiro nas grandes festas da nobreza surgia em primeiro plano. Na crónica sobre D. João II, Garcia de Resende ao descrever o banquete do casamento de D. Afonso com D. Isabel filha dos reis católicos alude a “carneiros assados inteiros com os cornos dourados”, noutros festins era considerado imprescindível e, em grandes quantidades. Em 1490, para o banquete comemorativo das bodas principescas realizado em Évora, as autoridades locais contribuíram com 120 carneiros, num auto-de-fé (de triste memória) ocorrido em 15 de Dezembro de 1647, a rainha ofereceu um jantar às damas onde foram consumidos 12 arráteis de carne de carneiro. Nesse tempo a alimentação das gentes assentava no consumo de cereais, legumes, carne de carneiro, de porco, aves de capoeira e de vinho. A carne de carneiro além de comum derivado da existência de grande número de rebanhos, também estava classificada como a mais nutritiva, sendo servida assada, cozida, estufada, picada, recheada, na forma de alfitete (pastelão), gigote (guisado com manteiga e caldo), ensopado e em almôndegas. O acompanhamento ficava-se pelas hortaliças e arroz de quando em vez.
A partir do século XIX o carneiro foi desaparecendo da mesa dos afortunados, fossem membros do alto clero, da nobreza ou da burguesia em ascensão, daí que o seu custo ficasse inferior ao da vaca, entre 1844 e 1850, no mercado do Porto o preço do arrátel da sua carne variava entre os 40 e 60 réis, o da vaca ascendia aos 80 a 90 réis.
Enquanto que no primeiro receituário português A Arte de Cozinha (1680) de Domingos Rodrigues, o carneiro surge em vinte e quatro receitas, no Arte de Cozinha (1785) do também cozinheiro real Lucas Rigaud fica-se pelas dezoito, no Arte de Cosinheiro e do Copeiro (1841), aparece em doze receitas, e o O Cosinheiro Popular (1890) principia dizendo: “É o carneiro de pouca estimação, e nas mezas grandes pouco usado em Portugal”, mas consagra-lhe dezassete receitas, ou não fosse popular a obra em causa.
Como que a desmentir vigorosamente o depreciativo O Cosinheiro Popular, o ainda actual Cozinheiro dos Cozinheiros, (1870) compilado por Paulo Plantier, anota sessenta receitas relativas ao carneiro algumas delas inerentes à denominada alta cozinha, e o Manual Completo do Cozinheiro (a 17.ª edição saiu em 1909), incorpora dezassete.
No seu Arte de Cozinha (1876), João da Mata insere seis receitas, uma delas, o carneiro com batatas, muito popular em terras de Bragança, enquanto o Tratado Completo de Cozinha e Copa (1904) de Carlos Bento da Maia enuncia nove, além de na página trinta e quatro aduzir as qualidades e características da sua carne.
Nas isoladas terras de Bragança o carneiro só principiou a ser substituído nas comezainas festivas bem dentro do século XX, e porque vem ao talho de foice lembro que o Abade de Baçal no Tomo XI, das Memórias recorda os dez facetos mandamentos dos padres, e o terceiro é: guardar a vaca e não deixar o carneiro, demonstrando lapidarmente o apreço pela carne de carneiro no modelo alimentar das gentes transmontanas, principalmente nos dias de grandes convivialidades.
Comeres Bragançanos e Transmontanos
Publicação da C.M.B.
CALDO e SOPA, em Comeres Bragançanos e Transmontanos
“E, comido o caldo verde da ceia, nunca o Tomé da Eira ia para a cama sem descer primeiro a ver o Sultão...”
in Os Meus Amores, de Trindade Coelho
As diferenças entre caldo e sopa para a maioria das pessoas não serão grandes, ou os termos são de igual significado, só variando o seu uso de terra para terra. E, no entanto, existem tanto quanto é a diferença entre entornar o caldo e molhar a sopa.
Entende-se por caldo o líquido resultante da cozedura de carnes e legumes. O caldo tem grande uso para cozer certos produtos em vez de água ou de um fundo branco e para confeccionar molhos e sopas, assim ensina o Larousse Gastronomique. Ou seja: não há sopa sem caldo. Em rigor o caldo não é um prato por si mesmo, serve de base para a elaboração de outros pratos, entre eles a sopa. Na cozinha, tecnicamente, o termo caldo significa parte líquida dos legumes, peixes e carnes, podendo ser simples ou concentrado, aromatizado ou guarnecido, servido quente ou frio.
Mal o homem dominou o fogo, logo surgiu o caldo, passados alguns séculos começou a considerado comer grosseiro e leve, a que não foram alheios os espartanos. Nos anos negros da tirania de Licurgo, os espartanos tinham no caldo negro o prato principal, uma mistura de gordura, carne, sangue e vinagre. O tirano Dionísio, o Antigo, aceitou na sua corte de Siracusa um cozinheiro de Esparta e pediu-lhe um caldo segundo a receita dos espartanos. Após lho apresentar o tirano rejeitou-o siderado pelo que viu, cheirou e provou. O cozinheiro atreveu-se a dizer-lhe que faltava àquele caldo o fundamental do tempero: a fome, a fadiga e a sede.
Os possidónios nutriam pouco apreço pelo caldo, só quando estavam doentes acediam a incorporar na sua dieta os leves, até porque “cautela e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém” recorda o provérbio. Relativamente à canja o panorama é diferente, não é só destinada a debilitados, também é incluída nas ementas festivas incorporando carnes de aves, às vezes de coelho, sendo muito cobiçada a divinal canja de galinha velha repleta de ovos e dotada de espessa enxúndia. Em Contos Escolhidos, de Júlio Brandão, podemos ler: “Lá me esperava a canja, verdadeiramente divinal...”
O caldo da parida, canja, servia-se às mulheres após o parto, noutras terras esse mesmo caldo dava-se às recém-casadas no dia posterior à boda, acreditando-se trazer felicidade.
Nos receituários portugueses ao exemplo dos estrangeiros surgem receitas de caldos de natureza vegetal e animal, ou das duas naturezas, podendo-se afirmar que o caldo verde, caldo de couves na Terra Fria, é prato nacional português, tendo a couve de ser cortada (cegada) em tiras finíssimas.
O caldo de substância significa opulência pela grande quantidade de matérias nutritivas que engloba, um caldo grasnado, roncado e escornado no dizer de um lavrador transmontano, é aquele que leva carne de aves, de porco e de gado vacum.
As nossas avós eram obrigadas pela necessidade a conceberem caldos de unto, a mesma fraqueza de meios levava-as a servirem à ceia caldo requentado sobrado do jantar (no quadro das refeições do passado). Outro caldo famoso em terras de Bragança era o caldo de castanhas, essencial enquanto não apareceu a batata, quando a colheita de castanhas mirrava “entornava-se” o caldo na maioria das casas ao reinar a fome.
O caldo de cultura devia fazer parte da ementa diária de todos nós, os caldinhos davam-se gratuitos aos fregueses nas tabernas a seguir à refeição, os caldinhos sem sal têm grande consumo quando duas pessoas principiam uma relação amorosa, assim o dizem os clássicos.
No referente à sopa nos primórdios não passava de uma fatia de pão colocada num prato ou numa tigela, deitando-se por cima um molho ou um líquido, daí resultar a expressão molhar a sopa. O líquido embebia as fatias de pão tornando-as moles, permitindo comer-se o pão duro sobrante de outras refeições. Desde a descoberta da forma de produzir e conservar o fogo, os alimentos passaram a ser cozinhados, nascendo nessa altura as sopas, base alimentar dos povos, sendo tradicionais em todos os países.
O historiador Ferdinand Braudel em Civilização Material, Economia e Capitalismo, sustenta que a segunda revolução alimentar é a da agricultura neolítica com o advento dos cereais cultivados. Os campos cultivados sustêm os terrenos de caça e da pecuária intensiva. Os documentos em diversos suportes alicerçam a tese de Braudel, a qual assenta no seguinte: “Os homens, cada vez mais numerosos, relegados para os alimentos vegetais, crus, cozidos, muitas vezes insípidos, sempre monótonos, sejam os não fermentados: papas, sopas ou pão. A partir daí, passam a opor-se duas humanidades, ao longo da história: os raros comedores de carne, os inúmeros comedores de pão, de papas, de raízes, de tubérculos cozidos. Na China, no segundo milénio, “os administradores das grandes províncias são designados por... comedores de carne”. Na Grécia antiga, dizia-se que os comedores de papas de cevada não tinham vontade nenhuma de fazer a guerra.” Séculos e séculos mais tarde (1776), um inglês afirma: “Encontra-se mais coragem nos homens que almoçam carne do que nos que se contentam com alimentos mais leves”.
As esclarecidas pistas deixadas por Braudel remetem-nos para a crua realidade da cadeia alimentar do Nordeste, carne apenas por ocasião de festas e casamentos, no mais: pão duro, pesado, negro, em sopas, migas e açordas.
Pelo exposto aos comedores de sopas restava a capacidade de conceberem sopas ricas em conteúdos: fosse a astuciosa sopa de pedra, a de aproveitamento, caso da sopa do cozido, a sopa juliana, conjunto de hortaliças cortadas muito finas, ou a sopa seca de carnes, legumes embebidos num caldo e tostado no forno. O provérbio avisa: “Boas sopas se farão com bom vinho e bom pão.”
O Tomé da Eira ceava caldo verde, o querido jerico o Sultão nos dias de azáfama, recolha dos cereais e malhas deliciava-se sorvendo sopas de cavalo cansado, porque uma boa colheita representava cair a sopa no mel.
Os doentes tratavam-se com sopas de leite, a esquelética Paula Fernanda respondeu: “Depois tomo um copo de leite...ou umas sopas de leite”, lê-se em A Gata e a Fábula, de Fernanda Botelho. Os pobres voltam a recorrer aos serviços de assistência social que no antecedente serviam a chamada sopa económica, de negra memória, no consulado sidonista, conhecida pela sopa do Sidónio.
Muitos escritores recordam vivências e bons momentos escrevendo sobre sopas que os reconfortaram, estão nesse grupo Camilo, Eça, Albino Forjaz Sampaio, o Conde de Monsaraz, e o transmontano Sousa Costa que em Miss Século XX, coloca a delambida Gina em êxtase ao tomar odorosa rescendência da chamada sopa à portuguesa”.
A sopa no Nordeste é uma tradição não só pelas circunstâncias da aspereza do território, do mesmo modo porque desde as modestas sopas de pão, de alho, de unto, de verduras, ou grávidas de suculências carnais, sempre assumiram papel primacial no quotidiano alimentar das gentes.
Comeres Bragançanos e Transmontanos
Publicação da C.M.B.
EDP vai investir na requalificação dos monumentos do Vale do Tua
Vários monumentos dos cinco concelhos abrangidos pela construção da barragem de Foz-Tua vão ser requalificados e valorizados até 2015.
Trata-se de um investimento de um milhão e seiscentos mil euros da EDP, no âmbito das contrapartidas da Eléctrica Nacional à Região do Vale do Tua. O protocolo entre as diversas entidades envolvidas foi assinado, na passada sexta-feira, em Mirandela, com a presença do secretário de Estado da Cultura.
O protocolo rege a intervenção que envolve a EDP, a Direcção Regional da Cultura do Norte e a Agência de Desenvolvimento Regional do Vale do Tua. Trata-se de uma das contrapartidas da construção da barragem de Foz-Tua e da consequente submersão de 16 quilómetros da centenária linha ferroviária.
A EDP compromete-se a financiar em um milhão e seiscentos mil euros, a requalificação e valorização de vários monumentos sinalizados pela Agência de Desenvolvimento Regional do Vale do Tua. Sérgio Figueiredo, da EDP, sublinha a importância deste projectoO Secretário de Estado da Cultura entende que este projecto é uma mais valia para o desenvolvimento harmonioso do território e Jorge Barreto Xavier faz questão de elogiar a capacidade de consenso dos cinco autarcas da região neste processo.
Para o presidente do conselho de administração da Agência de Envolvimento Regional do Vale do Tua, José Luís Correia, este investimento, apesar de ser uma gota no oceano na globalidade dos projectos que ainda vão avançar na região, é muito importante, porque sem esta verba seria impossível pensar em valorizar estes monumentos.
Refira-se que, no âmbito da contrapartida pela construção da barragem está prevista a criação do parque natural do Vale do Tua e um plano de mobilidade como alternativa à submersão de 16 quilómetros da Linha do Tua. No protocolo está prevista a requalificação do Santuário do Senhor de Perafita, a ponte e via medieval de São Mamede de Ribatua, ambos localizados em Alijó, a Capela da Misericórdia de Murça, o Cabeço da Mina no concelho de Vila Flor, o Castelo de Ansiães e a Igreja da Lavandeira, no concelho de Carrazeda de Ansiães e a requalificação das igrejas de Abambres, Guide e Avantos no município de Mirandela.
Escrito por Terra Quente (CIR)
Trata-se de um investimento de um milhão e seiscentos mil euros da EDP, no âmbito das contrapartidas da Eléctrica Nacional à Região do Vale do Tua. O protocolo entre as diversas entidades envolvidas foi assinado, na passada sexta-feira, em Mirandela, com a presença do secretário de Estado da Cultura.
O protocolo rege a intervenção que envolve a EDP, a Direcção Regional da Cultura do Norte e a Agência de Desenvolvimento Regional do Vale do Tua. Trata-se de uma das contrapartidas da construção da barragem de Foz-Tua e da consequente submersão de 16 quilómetros da centenária linha ferroviária.
A EDP compromete-se a financiar em um milhão e seiscentos mil euros, a requalificação e valorização de vários monumentos sinalizados pela Agência de Desenvolvimento Regional do Vale do Tua. Sérgio Figueiredo, da EDP, sublinha a importância deste projectoO Secretário de Estado da Cultura entende que este projecto é uma mais valia para o desenvolvimento harmonioso do território e Jorge Barreto Xavier faz questão de elogiar a capacidade de consenso dos cinco autarcas da região neste processo.
Para o presidente do conselho de administração da Agência de Envolvimento Regional do Vale do Tua, José Luís Correia, este investimento, apesar de ser uma gota no oceano na globalidade dos projectos que ainda vão avançar na região, é muito importante, porque sem esta verba seria impossível pensar em valorizar estes monumentos.
Refira-se que, no âmbito da contrapartida pela construção da barragem está prevista a criação do parque natural do Vale do Tua e um plano de mobilidade como alternativa à submersão de 16 quilómetros da Linha do Tua. No protocolo está prevista a requalificação do Santuário do Senhor de Perafita, a ponte e via medieval de São Mamede de Ribatua, ambos localizados em Alijó, a Capela da Misericórdia de Murça, o Cabeço da Mina no concelho de Vila Flor, o Castelo de Ansiães e a Igreja da Lavandeira, no concelho de Carrazeda de Ansiães e a requalificação das igrejas de Abambres, Guide e Avantos no município de Mirandela.
Escrito por Terra Quente (CIR)
Crise estragou negócios na Expo Trás-os-Montes
“Pouca gente a visitar” e “crise” foram as palavras mais ouvidas pelos expositores que marcaram presença na 2ª edição da Expo Trás-os-Montes, que terminou ontem, no Parque de Exposições do Núcleo Empresarial de Bragança. “É o primeiro ano que cá estou, estava com boas expectativas mas saíram um bocado furadas, não correu nada bem”, diz um produtor e engarrafador de vinho de Trás-os-Montes, José Preto.
No sector da restauração, o negócio também não correspondeu às expectativas dos representantes do Porco Bísaro e da Carne Mirandesa presentes na feira. “ Decorreu dentro da normalidade dentro da crise que existe e a feira acompanhou essa crise, o que é mau”, explica o representante da carne mirandesa e Restaurante Académico de Bragança, Nuno Machado.
Para o presidente do NERBA, Eduardo Malhão, o mais importante é lançar sementes para o futuro e garante que esse objectivo foi cumprido. “ Gostaria de registar que o mais importante é de facto lançar sementes para o futuro e nesta 2º edição ficam novas ideias, fica também a certeza que é preciso mudar algumas coisas e no futuro iremos obviamente engrandecer ainda mais esta montra”, explica.No entanto, Eduardo Malhão admite que a crise esteve presente nos duatro dias de certame.
Produtos de excelência da região mas com poucos compradores na montra da 2ª edição da Expo Trás-os-Montes.
Escrito por Brigantia
No sector da restauração, o negócio também não correspondeu às expectativas dos representantes do Porco Bísaro e da Carne Mirandesa presentes na feira. “ Decorreu dentro da normalidade dentro da crise que existe e a feira acompanhou essa crise, o que é mau”, explica o representante da carne mirandesa e Restaurante Académico de Bragança, Nuno Machado.
Para o presidente do NERBA, Eduardo Malhão, o mais importante é lançar sementes para o futuro e garante que esse objectivo foi cumprido. “ Gostaria de registar que o mais importante é de facto lançar sementes para o futuro e nesta 2º edição ficam novas ideias, fica também a certeza que é preciso mudar algumas coisas e no futuro iremos obviamente engrandecer ainda mais esta montra”, explica.No entanto, Eduardo Malhão admite que a crise esteve presente nos duatro dias de certame.
Produtos de excelência da região mas com poucos compradores na montra da 2ª edição da Expo Trás-os-Montes.
Escrito por Brigantia
DOURO SUPERIOR: REGIÃO QUER TORNAR-SE REFERÊNCIA NA PROMOÇÃO VINÍCOLA DO PAÍS
A cidade de Vila Nova de Foz Côa pretende afirmar-se a cada ano como a "Capital do Vinho" na região do Douro Superior, apostando para o efeito em certames temáticos dedicados a este segmento de marcado.
A pretensão foi justificada pela organização do Festival do Vinho do Douro Superior, que viu este ano o número de expositores aumentar em mais de 25 % face à edição de 2012, para um total de mais de 70 produtores oriundos de sete concelhos daquela sub-região vinícola integrada da Região Demarcada do Douro.
"Esta é uma aposta ganha, já que os números do primeiro festival foram plenamente ultrapassados, o que nos deixa vontade de continuar", frisou o presidente da Câmara de Foz Côa, Gustavo Duarte.
Segundo o autarca, a crise faz-se sentir na região do Douro Superior, mas é atenuada com a qualidade dos vinhos ali produzidos, já que há quintas e marcas emblemáticas no panorama nacional e mesmo mundial do setor.
Os concelhos presentes nesta edição têm características vinícolas distintas, como o de Carrazeda de Ansiães, Figueira de Castelo Rodrigo, Freixo de Espada à Cinta, Meda, São João da Pesqueira e Torre de Moncorvo.
A festa do vinho reuniu num concurso 158 vinhos e mais de 220 marcas, o que representa um aumento de 50% em relação ao ano passado, que foram postos à prova dos visitantes que apareceram um pouco de todo o país e do estrangeiro e onde foram servidas mais de três mil garrafas de vinhos de diversos tipos.
in:rba.pt
A pretensão foi justificada pela organização do Festival do Vinho do Douro Superior, que viu este ano o número de expositores aumentar em mais de 25 % face à edição de 2012, para um total de mais de 70 produtores oriundos de sete concelhos daquela sub-região vinícola integrada da Região Demarcada do Douro.
"Esta é uma aposta ganha, já que os números do primeiro festival foram plenamente ultrapassados, o que nos deixa vontade de continuar", frisou o presidente da Câmara de Foz Côa, Gustavo Duarte.
Segundo o autarca, a crise faz-se sentir na região do Douro Superior, mas é atenuada com a qualidade dos vinhos ali produzidos, já que há quintas e marcas emblemáticas no panorama nacional e mesmo mundial do setor.
Os concelhos presentes nesta edição têm características vinícolas distintas, como o de Carrazeda de Ansiães, Figueira de Castelo Rodrigo, Freixo de Espada à Cinta, Meda, São João da Pesqueira e Torre de Moncorvo.
A festa do vinho reuniu num concurso 158 vinhos e mais de 220 marcas, o que representa um aumento de 50% em relação ao ano passado, que foram postos à prova dos visitantes que apareceram um pouco de todo o país e do estrangeiro e onde foram servidas mais de três mil garrafas de vinhos de diversos tipos.
in:rba.pt
TORRE DE MONCORVO: RIO DOURO É A PRIMEIRA OPÇÃO PARA O TRANSPORTE DO MINÉRIO DE FERRO DO CARVALHAL
Responsáveis pela MTI - Ferro de Moncorvo, SA, anunciaram que o transporte por via fluvial, no Douro, do minério de ferro que sair da serra do Reboredo é uma opção viável, que está ser "seriamente equacionada".
"Temos já em fase de anteprojeto a construção de navios de transporte de minério de ferro adequados a navegar no rio Douro, já que no mercado não foi possível encontrar embarcações com características de calado adaptadas ao curso de água", acrescentou o presidente da MTI, Vítor Correia.
Os estudos para o desenvolvimento dos navios já foram efetuados e as embarcações poderão mesmo ser construídas em estaleiros nacionais.
"Se tudo correr como desejarmos, fará todo o sentido que as embarcações sejam constituídas em estaleiros portugueses, para que os impactos económicos não sejam repercutidos só nesta região, mas também ao nível nacional", afiançou Vítor Correia.
A MTI está considerar duas opções em simultâneo e que passam pelo transporte fluvial e também pela construção de um mineroduto.
"A opção do transporte fluvial terá de ser seriamente ponderada já que aquela que mais rápido de poderá colocar a trabalhar. O mineroduto é sempre uma opção mais demorada", frisou o responsável da MTI.
No entanto, ficou a garantia de que o projeto se vai prolongar por várias dezenas de anos, pelo que não faria sentido iniciar no imediato a construção do mineroduto.
in:rba.pt
"Temos já em fase de anteprojeto a construção de navios de transporte de minério de ferro adequados a navegar no rio Douro, já que no mercado não foi possível encontrar embarcações com características de calado adaptadas ao curso de água", acrescentou o presidente da MTI, Vítor Correia.
Os estudos para o desenvolvimento dos navios já foram efetuados e as embarcações poderão mesmo ser construídas em estaleiros nacionais.
"Se tudo correr como desejarmos, fará todo o sentido que as embarcações sejam constituídas em estaleiros portugueses, para que os impactos económicos não sejam repercutidos só nesta região, mas também ao nível nacional", afiançou Vítor Correia.
A MTI está considerar duas opções em simultâneo e que passam pelo transporte fluvial e também pela construção de um mineroduto.
"A opção do transporte fluvial terá de ser seriamente ponderada já que aquela que mais rápido de poderá colocar a trabalhar. O mineroduto é sempre uma opção mais demorada", frisou o responsável da MTI.
No entanto, ficou a garantia de que o projeto se vai prolongar por várias dezenas de anos, pelo que não faria sentido iniciar no imediato a construção do mineroduto.
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TORRE DE MONCORVO: MTI ANUNCIA RESULTADOS "PROMISSORES" NA PROSPEÇÃO MINEIRA NO CARVALHAL
A empresa MTI - Ferro de Moncorvo, SA, avançou que os trabalhos de prospeção em curso na serra do Reboredo, em Torre de Moncorvo, têm mostrado "resultados promissores" pela qualidade das amostras de minério de ferro já recolhidas.
Naquela área mineira, situada na região transmontana, encontram-se de momento duas máquinas de prospeção de minério de ferro em atividade continua e os investidores dizem acreditar no "potencial do projeto".
"A prospeção na serra do Reboredo evolui muito nos últimos tempos, já que tentámos colmatar uma lacuna existente em termos históricos naquela área mineira relativa à qualidade do minério", disse o presidente da MTI, Vítor Correia.
O responsável referiu que é agora é preciso definir de forma mais "criteriosa" as reservas existentes naquela zona de prospeção.
Outros dos aspetos a destacar nos trabalhos em curso é que se começa a fazer uma análise metalúrgica à qualidade do produto que está a ser retirado do subsolo, através do método de prospeção.
"Através de acordo de colaboração, estamos a fazer ensaios em siderurgias da Europa, onde estamos a tentar perceber se este minério de ferro tem as características adequadas para ser utilizadas nessas unidades transformadoras", acrescentou Vítor Correia.
A MTI, empresa que poderá explorar os depósitos de ferro em Torre de Moncorvo, já disse que irá investir cerca de 600 milhões de euros “logo que haja um decisão favorável sobre o Estudo de Impacto Ambiental (EIA)".
Os responsáveis pela empresa acreditam na conclusão do EIA ainda durante o período de verão ou, no limite, até ao final do corrente ano.
in:rba.pt
Naquela área mineira, situada na região transmontana, encontram-se de momento duas máquinas de prospeção de minério de ferro em atividade continua e os investidores dizem acreditar no "potencial do projeto".
"A prospeção na serra do Reboredo evolui muito nos últimos tempos, já que tentámos colmatar uma lacuna existente em termos históricos naquela área mineira relativa à qualidade do minério", disse o presidente da MTI, Vítor Correia.
O responsável referiu que é agora é preciso definir de forma mais "criteriosa" as reservas existentes naquela zona de prospeção.
Outros dos aspetos a destacar nos trabalhos em curso é que se começa a fazer uma análise metalúrgica à qualidade do produto que está a ser retirado do subsolo, através do método de prospeção.
"Através de acordo de colaboração, estamos a fazer ensaios em siderurgias da Europa, onde estamos a tentar perceber se este minério de ferro tem as características adequadas para ser utilizadas nessas unidades transformadoras", acrescentou Vítor Correia.
A MTI, empresa que poderá explorar os depósitos de ferro em Torre de Moncorvo, já disse que irá investir cerca de 600 milhões de euros “logo que haja um decisão favorável sobre o Estudo de Impacto Ambiental (EIA)".
Os responsáveis pela empresa acreditam na conclusão do EIA ainda durante o período de verão ou, no limite, até ao final do corrente ano.
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Complexo termal de Vimioso abre no mês de junho para testes
A Câmara de Vimioso anunciou hoje que o complexo termal da Terronha está concluído e poderá abrir em fase experimental já no decurso próximo mês de junho, disse à Lusa fonte da autarquia do distrito de Bragança.
"As termas vão abrir para testes médicos por um período de cerca de dois anos, para assim se poder obter o alvará final", disse o autarca, José Rodrigues.
No período de verão, os apreciadores das qualidades terapêuticas das águas sulfurosas da Terronha poderão vir a usufruir do balneário do complexo termal.
Prazo de candidaturas ao Projeto 80 foi prolongado até 15 de junho
Grupos informais de alunos ou Associações de Estudantes do Ensino Básico e do Ensino Secundário têm até 15 de junho para se candidatarem ao Projeto 80.
O período de candidaturas ao Projeto 80 foi alargado até 15 de junho permitindo que jovens estudantes, entre os 13 e os 17 anos, candidatem os seus projetos em http://www.projeto80.pt/.
São candidatos trabalhos que promovam a preservação da biodiversidade, a gestão eficiente de recursos, a diminuição da pegada carbónica e hídrica, a cidadania, o voluntariado e o empreendedorismo, visando a adoção de boas práticas e de comportamentos sustentáveis Podem candidatar-se ao Projeto 80 Associações de Estudantes do Ensino Básico e do Ensino Secundário ou grupos informais de alunos.
Dos trabalhos candidatos serão selecionados seis finalistas que serão apresentados na cerimónia de entrega dos Green Project Awards 2013, onde o vencedor será galardoado com o Prémio “Iniciativa Jovem - Projeto 80” que consiste numa visita às Instituições Europeias em Bruxelas.
in:noticiasdonordeste.com
Já foi apresentada a edição 2013 da Festa da Cereja de Alfândega da Fé
Com mais de 30 anos de história a Festa da Cereja é um dos principais eventos do Nordeste Transmontano, destacando-se como espaço de mostra e divulgação dos produtos locais e da cultura concelhia. Este ano não vai ser exceção, Alfândega da Fé engalana-se para receber a XXXI edição deste evento.
Com organização da Câmara Municipal, a Festa concentra a grande maioria das iniciativas no Parque Municipal de Exposições. Este é o local onde podem ser encontrados o artesanato, os produtos locais, com especial destaque para a Cereja, e que vai ser palco de iniciativas e espetáculos que continuam a valorizar a produção artística local, fazendo dos grupos culturais concelhios um dos principais dinamizadores do certame.
A Banda Municipal, os Grupos de Cantares de Sambade, Alfândega da Fé, Gebelim e Parada, o grupo Transfive e a Orquestra Juvenil abrilhantam o programa, corporizando a ideia de que a Festa da Cereja de Alfândega da Fé é uma das principais montras do que melhor se faz neste concelho transmontano, tanto no campo económico como turístico e cultural.
Daí que esta edição conte também com o contributo do Grupo de Teatro de Alfândega da Fé (TAFÉ). Uma formação constituída há cerca de dois anos e que tem vindo a ganhar o seu espaço na agenda cultural alfandeguense. Em colaboração com a Filandorra Teatro do Nordeste o grupo ultima a recriação da Lenda de Alfândega da Fé, que vai invadir o recinto a 9 de junho.
Trata-se da Lenda dos Cavaleiros das Esporas Douradas, que explica a fundação e atual designação da localidade, relacionando-a com factos resultantes da reconquista Cristã da Península Ibérica.
Uma experiência de teatro na comunidade que pretende envolver a população e visitantes e que se pretende afirmar como mais um motivo de atratividade do cartaz deste ano. Isso mesmo foi referido durante a apresentação da Festa, no dia 22 de maio, que contou com um pequeno apresentação do espetáculo que vai ter lugar no Recinto Municipal de Exposições.
Os Flor de Lis e o Cantor Emanuel são outros dos destaques da programação deste ano.
Mas a animação é apenas uma das componentes de uma Festa que faz da Cereja a cabeça de cartaz, aproveitando a atratividade deste fruto para dar visibilidade a outros produtos e produtores locais. Daí que esta XXXI edição queira fazer o elogio à capacidade empreendedora das gentes de Alfândega, que com o apoio da autarquia têm vindo a criar pequenos negócios ou a licenciar atividades relacionadas com setores como o turismo e o agroalimentar. A filosofia é simples criar os mecanismos para que os munícipes encontrem na Câmara o apoio e informações necessárias para concretizarem a sua ideia de negócio ou legalizarem pequenos negócios familiares.
No seguimento da criação do Gabinete de Empreendedorismo surge,agora, esta equipa para apoiar o processo de licenciamento de unidades agroindustriais.
Não vai ser difícil encontrar na Festa da Cereja produtos provenientes deste pequenos negócios. Queijos, enchidos, compotas e licores são os principais produtos produzidos nestas unidades. Alguns fazem da Cereja o principal elemento. São doces, compotas e licores, mas também uma Cerveja que nasce da criatividade e espírito empreendedor de jovens alfandeguenses, que vão aproveitar o certame para lançar a Primeira Cerveja Artesanal de Alfândega da Fé, que como não podia deixar de ser é uma Cerveja de Cereja.
Este foi dos últimos projetos a requerer o apoio da equipa constituída por técnicos da Empresa Municipal – EDEAF – e dos serviços de urbanismo para licenciar a atividade.
Nestes quatro dias de Festa a Cereja também não vai faltar, apesar das quebras esperadas na produção, resultado das condições climatéricas adversas, o principal produtor local – Cooperativa Agrícola de Alfândega da Fé - garante a quantidade e qualidade do fruto, atrevendo-se a dizer que as primeiras Cerejas da época vão ser colhidas e degustadas na Festa da Cereja de Alfândega da Fé.
in:noticiasdonordeste.com
Com organização da Câmara Municipal, a Festa concentra a grande maioria das iniciativas no Parque Municipal de Exposições. Este é o local onde podem ser encontrados o artesanato, os produtos locais, com especial destaque para a Cereja, e que vai ser palco de iniciativas e espetáculos que continuam a valorizar a produção artística local, fazendo dos grupos culturais concelhios um dos principais dinamizadores do certame.
A Banda Municipal, os Grupos de Cantares de Sambade, Alfândega da Fé, Gebelim e Parada, o grupo Transfive e a Orquestra Juvenil abrilhantam o programa, corporizando a ideia de que a Festa da Cereja de Alfândega da Fé é uma das principais montras do que melhor se faz neste concelho transmontano, tanto no campo económico como turístico e cultural.
Daí que esta edição conte também com o contributo do Grupo de Teatro de Alfândega da Fé (TAFÉ). Uma formação constituída há cerca de dois anos e que tem vindo a ganhar o seu espaço na agenda cultural alfandeguense. Em colaboração com a Filandorra Teatro do Nordeste o grupo ultima a recriação da Lenda de Alfândega da Fé, que vai invadir o recinto a 9 de junho.
Trata-se da Lenda dos Cavaleiros das Esporas Douradas, que explica a fundação e atual designação da localidade, relacionando-a com factos resultantes da reconquista Cristã da Península Ibérica.
Uma experiência de teatro na comunidade que pretende envolver a população e visitantes e que se pretende afirmar como mais um motivo de atratividade do cartaz deste ano. Isso mesmo foi referido durante a apresentação da Festa, no dia 22 de maio, que contou com um pequeno apresentação do espetáculo que vai ter lugar no Recinto Municipal de Exposições.
Os Flor de Lis e o Cantor Emanuel são outros dos destaques da programação deste ano.
Mas a animação é apenas uma das componentes de uma Festa que faz da Cereja a cabeça de cartaz, aproveitando a atratividade deste fruto para dar visibilidade a outros produtos e produtores locais. Daí que esta XXXI edição queira fazer o elogio à capacidade empreendedora das gentes de Alfândega, que com o apoio da autarquia têm vindo a criar pequenos negócios ou a licenciar atividades relacionadas com setores como o turismo e o agroalimentar. A filosofia é simples criar os mecanismos para que os munícipes encontrem na Câmara o apoio e informações necessárias para concretizarem a sua ideia de negócio ou legalizarem pequenos negócios familiares.
No seguimento da criação do Gabinete de Empreendedorismo surge,agora, esta equipa para apoiar o processo de licenciamento de unidades agroindustriais.
Este foi dos últimos projetos a requerer o apoio da equipa constituída por técnicos da Empresa Municipal – EDEAF – e dos serviços de urbanismo para licenciar a atividade.
Nestes quatro dias de Festa a Cereja também não vai faltar, apesar das quebras esperadas na produção, resultado das condições climatéricas adversas, o principal produtor local – Cooperativa Agrícola de Alfândega da Fé - garante a quantidade e qualidade do fruto, atrevendo-se a dizer que as primeiras Cerejas da época vão ser colhidas e degustadas na Festa da Cereja de Alfândega da Fé.
in:noticiasdonordeste.com
Falhas de energia no Centro e Norte vão baixar
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| Artur Trindade, sec. Estado da Energia Paulo Spranger |
Agora, dois meses volvidos, será a elétrica portuguesa a investir na rede para garantir que essas falhas sejam minimizadas. “Um bom fornecimento é fundamental para a competitividade da região, afirmou Artur Trindade, secretário de Estado da Energia, ao Dinheiro Vivo, “sobretudo porque a qualidade e as falhas na distribuição não estão distribuídas pelo terri-tório”.
Esta semana, um estudo à satisfação do consumidor - organizado pelo European Costumer Satisfaction Index - garantia que as empresas de eletricidade são as que menos satisfazem os consumidores portugueses do sector da energia, que inclui ainda outras fontes como o gás natural, o gás de garrafa e os combustíveis. Analisando os consumidores privados - os clientes industriais ficaram de fora do estudo -, o mesmo índice dava as melhores notas ao gás de garrafa e ao gás natural.
Mais gás natural a norte
Outra das novidades incluídas neste pacote - que envolve investimentos públicos e privados que rondam os 70 milhões de euros - será a expansão para norte da rede de gás natural, nomeadamente às regiões do Alto Douro e de Trás-os-Montes. São 27 municípios, maioritariamente nos distritos de Vila Real e Bragança, que serão afetados pela alteração, cujos detalhes e calendário serão conhecidos esta semana.
“O gás natural, face aos combustíveis alternativos, é mais barato, é mais competitivo e tem uma melhor performance ambiental”, garantiu ao Dinheiro Vivo Artur Trindade. “E esta expansão também é importante para o desenvolvimento económico dessas regiões”, acrescentou.
in: Dinheiro Vivo
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