Número total de visualizações do Blogue

Pesquisar neste blogue

Aderir a este Blogue

Sobre o Blogue

SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quarta-feira, 3 de novembro de 2021

Fins de semana gastronómicos arrancam com três dias dedicados à castanha

 De 12 a 14 de novembro quem se deslocar a Macedo de Cavaleiros é convidado a experienciar inúmeros pratos baseados na castanha, produto com elevada produção na região transmontana. Segue-se, entre 10 e 12 de dezembro, o Fim-de-Semana Gastronómico do Azedo, um dos produtos do fumeiro transmontano, feito à base da massa de alheira, mas sem o alho


Seis meses. Seis fins de semana. Seis produtos típicos do Município de Macedo de Cavaleiros. É este o mote para os fins de semana gastronómicos macedenses que arrancaram já a 12 de novembro com três dias dedicados a ementas onde a castanha é a rainha. Cerca de duas dezenas vão participar neste evento que o presidente da Câmara de Macedo de Cavaleiros descreve como “uma exaltação da gastronomia regional”. “Somos conhecidos pelo bem receber e bem servir e este fim de semana dedicado à castanha será mais uma oportunidade de quem nos visita comprovar como se come bem aqui”.

Benjamim Rodrigues explica que esta iniciativa “procura promover um segmento de turismo onde temos um potencial imenso”. “O Turismo Gastronómico é mais uma das vertentes que pode levar o nome de Macedo de Cavaleiros além-fronteiras, ao mesmo tempo que se constitui como mais uma forma de ajudar a dinamizar a economia local”, salienta ainda.

De 12 a 14 de novembro quem se deslocar a Macedo de Cavaleiros é convidado a experienciar inúmeros pratos baseados na castanha, produto com elevada produção na região transmontana. Segue-se, entre 10 e 12 de dezembro, o Fim-de-Semana Gastronómico do Azedo, um dos produtos do fumeiro transmontano, feito à base da massa de alheira, mas sem o alho. “O azedo é mais um daqueles produtos que mostra como antigamente tudo se aproveitava e pouco ou nada se desperdiçava na gastronomia transmontana”, explica Benjamim Rodrigues.

Já em 2022, no fim de semana de 14 a 16 de janeiro, quem visitar o concelho de Macedo de Cavaleiros pode provar mais especialidades transmontanas: as casulas e o butelo. Trata-se da tradicional gastronomia de Inverno em Macedo de Cavaleiros, que combina o butelo, um enchido feito com ossinhos do espinhaço e costela de porco, com as casulas, um feijão seco com casca que, depois de demolhado durante várias horas, é cozido juntamente com o enchido, na água da segunda cozedura deste.

De 27 a 30 de janeiro, realiza-se a Rota do Javali, no qual este concelho tem para oferecer um prato especial e devidamente certificado: o Javali no Pote à Moda de Macedo de Cavaleiros. Entre os dias 25 de fevereiro e 1 de março, aproveitando o período do Entrudo Chocalheiro, que se assinala no primeiro dia do mês de março, decorre o Festival do Grelo, produto com uma importância muito grande na gastronomia local.

Por fim, esta edição dos fins de semana encerra com o “Cabrito à mesa”, que se irá realizar entre os dias 15 e 17 de abril. “É mais uma excelente oportunidade para virem conhecer Macedo de Cavaleiros e experimentar o que de melhor a nossa gastronomia tem para oferecer”, conclui Benjamim Rodrigues, que assim deixa o convite a todos quantos queiram visitar o concelho.

BOM DIA TIO JOÃO - 32 ANOS NA ARTE DE ENVELHECERMOS JUNTOS

 Salvé o dia 29 de Outubro de 1989! Fez sexta feira 32 anos que abri o microfone, o coração e me transformei de Nicolau Sernadela em Tio João. Nesse dia nunca imaginei no que isto ia dar! Foi então que senti uma enorme e inexplicável satisfação.

Foi então que percebi, tinha criado uma família! Sim, uma família autêntica com tias, tios, primas e primos. Uma família que sofre com quem sofre, que chora com quem chora, que ri com quem ri, que a Deus agradece a cada manhã por nos ter deixado acordar, por nos dar o dom da vida um dia mais.

E foi assim que, durante 32 anos, a amizade não teve barreiras. Piquenicões, excursões, festas e convívios não mais tiveram fim.

Sim, é difícil viver, mas é muito bom conviver.

Percebi então, que eu era a alegria de tantos e tantos velhinhos, que eu lhes quebrava a solidão, que reflectiam em mim a imagem dos filhos emigrantes, dos filhos ausentes. E é por isso que muitas vezes, mesmo indisposto ou até doente, eu NICOLAU me desdobro em eu TIO JOÃO, lutando incessantemente em prol da amizade, da união e do amor. É incrível, mas é verdade. Eu vejo-me sair de mim próprio todas as manhãs e surpreendo-me.

Faço tudo para fazer os outros felizes, porque o mais feliz dos felizes é o que faz os outros felizes. Mas afinal, como é que um programa de rádio aguenta tantos anos no ar? Porque da rádio fizemos Família! Não falamos com a boca. Não escutamos com os ouvidos. Falamos e escutamos com o coração! Diz o povo, quem vê caras não vê corações; nós não vemos as caras, mas sentimos os corações! Durante 32 anos vivemos diariamente um dia novo. Começamos o dia a animar o nosso povo. É magnífico saber que as pessoas nos escutam nas partes mais íntimas de cada casa: no quarto, às 6 da manhã, lá inicio o dia em cima de muitas mesas de cabeceira ou debaixo da almofada.

Há quem me acuse de ser um bom psicólogo de mesinha de cabeceira.

Enquanto houver gente de bom coração, haverá sempre família do tio João. Nós temos tudo na família. Só nos falta você! Apresente-se!

Os dias sucedem-se e já estamos no décimo primeiro mês do calendário, o mês das almas, das castanhas e dos magustos. Novembro principiou com o Dia de Todos os Santos e ainda há localidades que mantêm viva a tradição de ir à lenha e fazer uma grande fogueira no meio da povoação. Cada habitante leva o que bem entende e partilha com todos, ao mesmo tempo que o sino toca e se reza pelas almas. Também faz parte desta tradição o leilão de lenha, revertendo o dinheiro para mandar rezar missas por todas as almas das pessoas da aldeia já falecidas. Este ano, para meu espanto, foram dezenas os emigrantes que vieram para participar nestas tradições.

No passado fim de semana, realizou-se, a VI edição da Feira da Castanha e dos Produtos da Terra de Avelanoso, no concelho de Vimiosos. Confesso que já tinha saudades de promover estes eventos em direto com o especial Domingão, pois estivemos muitos meses privados destas iniciativas. Este evento foi animado por grupos de gaiteiros, pauliteiros, seis lutas de touros de raça mirandesa, e o grupo musical kalhambeke. Esta é a maneira encontrada pela junta de freguesia para promover a castanha e os produtos das terras de Avelanoso.

Como todos já sentimos fome de festas, pois já há dois anos que estávamos em jejum. No próximo domingo realiza-se mais uma vez o magustão da família do tio João, em Vinhais, na Rural Castanea, XVI Festa da Castanha, de 5 a 7 de Novembro. Estão todos convidados para fazermos o magusto no maior assador de castanhas do mundo.

Nestes dias tem marcado presença a chuva, mas o povo diz “Novembro à porta, geada na horta”.

Estamos a adaptar-nos ao horário de Inverno, agora as noites vão ser cada vez mais longas.

Nos últimos dias estiveram de parabéns, Filipa Mendes (32) Lagoas (Valpaços) que por coincidência nasceu no mesmo dia que começámos o programa. Amélia Teixeira (87) Seixo de Ansiães (Vila Flor); Manuel Pedro Afonso (78) Fresulfe (Vinhais); Albina Teixeira (77) Carrazedo de Montenegro; Artur Fernandes (66)  Quadra (Vinhais); Eugénia Moreira (53) Oleirinhos (Bragança); Maria Luisa (46) e seu irmão, João Luís (44) São Julião(Bragança); Gorete Fidalgo (44) Paradinha de Outeiro (Bragança); Filipe Domingues (27) Caçarelhos (Vimioso); Ana João (20) Genísio (Miranda do Douro).

Para todos muita saúde e que coza sempre o forno.

Tio João

Circo Arena em Bragança com o único animal selvagem ainda em palco no país

 O circo está de volta a Bragança. O Arena é uma criação de Susana Torralvo e traz à cidade o único animal selvagem ainda em pista.


O circo que está em Bragança integra um tigre branco no espectáculo. Depois de em 2009 se ter determinado o fim da compra e reprodução de animais selvagens e de em 2019 se impor a retirada dos animais da pista, num período máximo de seis anos, os animais acabaram por desaparecer dos circos. Este é mesmo o único em Portugal. E perante tudo isto, algumas críticas foram surgindo nas redes sociais, nos últimos dias. Contudo, quem já foi ao circo reclama a falta dos bichos. “Nunca falto ao circo, porque é um pedaço que se passa bem passado. Os animais sendo bem tratados, fazem muita falta, muitas das pessoas que vinham já não vêm por causa de não os haver, tudo isto faz com que a alma do circo acabe, um bocado, por se perder”, sublinha.

O tigre branco do Circo Arena ainda pode ser exibido mas terá que ser retirado de pista até 2026. Foi comprado há 12 anos porque os donos, Susana e o marido Márcio, não poderiam continuar a fazer o que faziam. Eram trapezistas mas a falta de visão e a idade determinou o fim dessa carreira. Assim, tendo que se reinventar, adquiriram o animal para poder seguir outro caminho no circo e a verdade é que o bicho é considerado família.

“Não vou entregar o meu animal. É como se fosse família. Além disso, não conhece a espécie, portanto, se for para um parque, não conhecendo os outros tigres, acaba por lutar com eles e será vencido porque é o elo mais fraco. Pode mesmo morrer”, esclareceu a proprietária do Arena.

Susana Torralvo assume descontentamento com a lei, já que garante que nunca os animais foram mal tratados. Nem no Arena nem noutro circo.

Apesar dos lamentos, não há muito a fazer. Nem mesmo na questão dos apoios. “Foi aprovada, já no ano passado, uma verba de mais de 300 mil euros, para dar aos domadores de animais selvagens para os ajudar a seguir outro caminho, dentro das artes circenses. Até agora não nos chegou um cêntimo. Foi tudo uma treta”, afirmou.

Jonátas Freitas é um dos três filhos de Susana Torralvo. A pandemia, que fez parar o circo, fê-lo perceber que é mesmo por aqui que quer fazer vida. O jovem é malabarista e palhaço e além disso frequenta a escola itinerante. Um esforço acrescido mas os estudos são fundamentais, apesar de prever fazer vida pelo circo. “Nunca se sabe quando pode acontecer alguma coisa, como aconteceu agora, com a Covid-19, e precisemos arranjar outro trabalho”, esclareceu o jovem.

Sandy Maccabi, de 19 anos, também integra o Arena. É contorcionista e fala de uma vida completamente preenchida. “Isto é maravilhoso. Não me imagino a fazer outra coisa. Gosto muito do circo, sempre gostei. Quando era mais pequena subia a palco para fazer algumas pequenas actuações”, conta a jovem.

O Circo Arena integra três famílias e foi criado, há nove anos por Susana Torralvo e pelo marido.

O único animal selvagem que o circo tem e sempre teve é mesmo este tigre branco. O circo esteve de portas abertas no fim-de-semana prolongado e estará também nesta sexta-feira, sábado e domingo. 

Escrito por Brigantia
Jornalista: Carina Alves

Atletas macedenses de kickboxing conseguem seis medalhas no Campeonato do Mundo da WKF no Egito

 Dois atletas macedenses de kickboxing foram representar Portugal no Campeonato do Mundo da WKF, que se disputou no Egito, e trouxeram, no conjunto, seis medalhas. Para ambos uma estreia em competições internacionais.


Rui Batista, de 25 anos, conseguiu o primeiro lugar em Semi Contact e Light Contact. Em Kick Light ficou-se pela prata, depois de uma lesão não o ter permitido disputar a final.

Para ele, que já tinha ambições de uma medalha a nível mundial, foi uma boa experiência:

“Coloquei a fasquia alta. É uma transição para uma outra competição, mas é mais equilibrado entre os atletas. Ainda assim, serviu de experiência.

Nós trabalhamos todo o ano e já ambicionava poder disputar uma medalha a nível mundial. É sempre gratificante ganhar, seja que medalha for.”

A outra estreia foi Mariana Gonçalves, de 18 anos, que arrecadou também três medalhas, com o primeiro lugar em Point Fighting, segundo em Light Contact e terceiro em Kick Light.

Uma experiência que quer repetir no futuro:

“É uma competição mundial e tem um grau de dificuldade acima do que estamos habituados. Tínhamos poucos combates e foi uma experiência incrível, especialmente no Egito. Foi a primeira vez fora de Portugal e foi excelente. Gostava de voltar mas há muitas coisas para melhorar. É treinar muito para ir mais longe.”

Rui Batista competiu em -63 kg e Mariana Gonçalves em -57 kg.

Escrito por ONDA LIVRE

Brigantino Virgílio Nogueiro Gomes apresenta livro "À Portuguesa" na terra natal

 O gastrónomo Virgílio Nogueiro Gomes apresentou em Bragança o seu mais recente livro “À Portuguesa: Receitas em Livros Estrangeiros até 1900”.


Foi a curiosidade que sempre teve por menus antigos e históricos em Portugal, sobre os quais faz estudos, que levou o brigantino a dedicar-se a esta obra, que resulta de uma longa e minuciosa pesquisa de receitas com a referência a Portugal em edições estrangeiras entre 1604 e 1900.

Segundo o autor, não se trata de um mero livro de receitas, apesar de as conter e de poderem ser confeccionadas, mas o objectivo é chegar à origem de receitas e perceber porque eram associadas ao país.

“De vez em quando aparecem pratos à portuguesa em países ou cortes estrangeiras e tentava saber o que significavam. A certa altura, há seis anos, pensei que já tinha estudado menus que chegue, fui saber os conteúdos dos menus e porque se chamam à portuguesa. Traduzi de cinco línguas, de 31 livros, 118 receitas que as pessoas podem confecionar, mas o livro não é de receitas, elas são um pretexto para contar a história de uma época, a biografia de quem as escreveu e se houve alguma influência portuguesa”, explica.

A pesquisa levou Virgílio Nogueiro Gomes até às receitas com referências a Portugal mais antigas, datadas do século XVII e que foram encontradas na Bélgica.

“As receitas mais antigas são de Liège, quando era uma cidade autónoma, governada por um príncipe-bispo que reportava directamente ao Vaticano, ao Papa. Como é que ali aparecem duas receitas à portuguesa que são as mais antigas que existem no mundo? A partir daí procurei as paragens de Carlos V enquanto imperador, casado com uma princesa portuguesa, que tinha 30 portugueses ao serviço dela no seu séquito, pode ter sido alguém dessa comitiva que pode ter influenciado ou ensinado a fazer uma receita, independentemente de ser portuguesa, porque as receitas às vezes adquirem o nome à portuguesa para homenagear a pessoa que a fez ou que a transmitiu, não quer dizer que seja uma tradição portuguesa. Essa é a grande conclusão deste livro”.

Pode haver dúvidas em relação a algumas receitas, mas certo é que a laranja era sinal de que o prato tinha origem em Portugal.

“As grandes receitas que se chamam à portuguesa são a partir dos finais do século XVIII e sobretudo do século XIX, tudo o que era doce e levava laranja doce chamava-se de Portugal ou à portuguesa. Porque os portugueses foram os distribuidores de laranja doce e é curioso que há 10 países no mediterrâneo em que laranja se diz Portugal”, refere.

O livro “À Portuguesa: Receitas em Livros Estrangeiros até 1900” lançado em Agosto e vai já na segunda edição. Virgílio Nogueiro Gomes é autor de oito livros, como “Transmontanices - causas de comer”, “Doces da nossa vida” ou “Dicionário prático da cozinha portuguesa”, bem como co-autor em muitas outras publicações ligadas à gastronomia. 

Escrito por Brigantia
Jornalista: Olga Telo Cordeiro

Atleta macedense Luís Vaz integra Seleção Nacional de Rugby em Cadeira de Rodas

 O atleta macedense Luís Vaz integra a Seleção Nacional de Rugby em Cadeira de Rodas.


Um acidente deixou-o com uma Tetraplegia em 2007, mas o gosto pelo desporto já vem de antes disso, tendo inclusivamente praticado Rugby durante o tempo de faculdade.


Foi um dos impulsionadores para a criação da modalidade em Portugal, tendo em 2009 começado a fazer contactos nesse sentido, o que eu só veio a acontecer quase 10 anos depois, em 2017:


“Pesquisando descobri o Rugby, sabia que ainda não era uma desporto desenvolvido em Portugal, e já em 2009 comecei a fazer alguns contactos para ver se o conseguia criar.

Falei com a federação internacional e já na altura tinha-mos contactos com a federação de Rugby. Já treinávamos no centro de reabilitação, não oficialmente e com material que não era o melhor. Entretanto até arranjamos alguns apoios para as cadeiras, mas ficou tudo em águas de bacalhau.

Em 2017 surgiu a Federação Portuguesa de Desportos para Deficientes, com o projeto que temos agora, que ainda com muito a desenvolver.

Possivelmente fui o primeiro atleta que eles contactaram, até por estar nesta tentativa de criação da modalidade desde a primeira hora.”

Nesse entretanto Luís Vaz chegou a fazer alguns treinos em países como a Hungria, Áustria, República Checa e Colômbia, e praticou, inclusive, outras modalidades.

Neste momento há apenas 12 jogadores de Rugby em cadeira de rodas a integrar a equipa, e o primeiro jogo aconteceu no passado dia 16 de outubro, a contar para a 1ª Taça Ibérica.

O macedense tem esperanças que, a partir de agora, surjam mais atletas interessados em praticar a modalidade:

“Estamos a falar de pessoas que têm pelo menos deficiência nas pernas e em um dos braços.

No Rugby não estamos em perigo, as cadeiras estão “blindadas” para o corpo de contacto, mas as pessoas com maior limitação, pelo que conheço e vou ouvindo, mesmo assim têm algum receio.

Há muitas pessoas nestas situações que não estão viradas para o desporto, também devido a algum falta de promoção da nossa parte. Também é importante que nos centros de reabilitação, logo após a pessoa sofrer a lesão, lhe seja apresentado o deporto, mostrando que a vida desportiva não precisa de acabar ali, e mesmo ao nível da qualidade de vida as melhorias são espantosas.”

A modalidade está agora a dar os primeiros passos em Portugal e fazem falta alguns apoios:

“O apoio aqui é transversal ao desporto adaptado, mas também vemos isso nos não adaptados.

A ideologia desportiva de Espanha é muito melhor e maior, também se praticam mais modalidades, há mais clubes, e é bastante mais comum haver apoio por parte das próprias empresas.

No desporto adaptado, principalmente naqueles que são em cadeira de rodas, enquanto que para jogar futebol e futsal são precisas umas chuteiras, umas sapatilhas, uns calções e uma t-shirt, eu aqui também vou precisar desse tipo de equipamento, mas também de uma cadeira feita à medida de cada jogador. Neste momento temos cadeiras standard em Portugal, o que mais tarde teremos de mudar. Uma cadeira feita em material mediano ronda os três mil euros.”

Semanalmente, Luís Vaz tem de se deslocar para os treinos que acontecem no Porto e no Seixal.

Para já, a equipa já sabe que em dezembro vai fazer um Campo de Treino a nível nacional e no próximo ano há hipótese de participarem em alguns torneiros e competições.

Escrito por ONDA LIVRE

terça-feira, 2 de novembro de 2021

A Cripta

Por: Manuel Amaro Mendonça
(colaborador do "Memórias...e outras coisas...")

Envolto na capa e o rosto oculto pela aba do chapéu, Umbelino saltitou de sombra em sombra, evitando ser visto pelos funcionários que acendiam os lampiões da rua. Colou-se à parede do adro da igreja, correu para o entreaberto portão de metal e penetrou nas sombras das árvores. Ofegante, aproveitou aquele momento para se acalmar e trazer os batimentos cardíacos a um ritmo aceitável.
Não gostava nada daquilo que lhe pediram para fazer, mas a verdade é que tiraram as sortes e ele perdeu… agora não podia dar parte de fraco. Não que tivesse qualquer escrúpulo, simplesmente… há coisas que deviam ser deixadas sossegadas.
As vozes longínquas dos acendedores de candeeiros ecoavam na rua, indistintas, mas revelando que ainda se encontravam por perto. O embuçado manteve-se quieto e calado nas sombras. Um gato preto passou e eriçou os pelos do dorso, surpreendido e assustado com a silenciosa presença, antes de fugir a bufar em grandes saltos.
Finalmente as ruas estavam em silêncio e o homem ergueu-se e caminhou lentamente até ao portão do adro e espreitou a praça vazia. Ao fundo, uma caleche passou apressada, os cascos do cavalo batendo forte na calçada. O silêncio regressou em seguida.
Ele voltou a ocultar o rosto embrulhando-se na capa e baixou a aba do chapéu. A sua respiração saía sob a forma de vapor da estreita abertura que deixara para os olhos. Avançou, com passos silenciosos, pela viela estreita que subia paralela ao adro da igreja. Não havia  ninguém nas ruas naquela noite de Novembro, o frio fazia com que ninguém quisesse sair de casa, mesmo que ela tivesse poucas condições. O calor da lareira, haveria de os aquecer um pouco durante a ceia e depois recolher-se-iam para “debaixo das mantas”. Também Umbelino preferia estar na taberna a beber aguardente, em vez de estar ali, ao frio, quase a fazer algo que não queria. Como que por se recordar, tirou um pequeno cantil de bolso e sorveu dois golos que queimaram forte na garganta.
***
Deveria ter desconfiado, logo que o criado bem vestido o abordou na taberna da viúva, que não lhe trazia “recado” fácil. Foi a qualidade das roupas do enviado, que despertou a cobiça de Adalberto e Silvério, que com ele partilhavam as  “aventuras” com que iam conseguindo “aquilo com que se compram as sardinhas”. Assim que o estranho contou o que se pretendia, Umbelino preparava-se para recusar, mas os outros dois protestaram e quiseram saber qual a paga. O “cliente” estava disposto a pagar dez mil reis! Todos ficaram de boca aberta. Vendo que captara a nossa atenção, o criado explicou que o seu patrão pretendia reaver um objeto de grande valor sentimental que fora sepultado com a sua esposa e para isso estava disposto a desembolsar dez mil reis, se lhe entregassem o que pretende.
“Mas afinal, se é a tumba da esposa, porque não a manda exumar e recolher o que quer?” Perguntou Silvério desconfiado.
“A falecida senhora minha patroa, era de origem abastada já antes do casamento e possuía muitos bens próprios; houve coisas que a família exigiu que fossem sepultadas com ela, de acordo com o escrito no testamento. O meu patrão não podia desonrar-se e recusar.” Respondeu o criado simplesmente.
“Mas de que se trata afinal? Que é que o seu patrão quer assim tanto, para pagar uma fortuna dessas?” Apesar da ideia do cemitério não lhe ser amigável, a paga fazia Umbelino reconsiderar.
“Um simples anel! O anel que o meu patrão lhe ofereceu de noivado e que pretende manter de sua propriedade, como recordação da amada esposa.” Concluiu o criado sorridente. “Apenas têm que trazer algo que cabe no bolso do colete e receber dez mil reis por isso.”
Claro que concordaram em fazer o serviço. Não era uma quantia que se visse todos os dias. Além de que, era muito mais fácil roubar um morto, que um vivo que grita, esperneia e às vezes traz uma pistola ou uma faca. Não era contudo trabalho para ser feito por mais do que um; três homens a vaguear na rua à noite, rapidamente atrairiam as atenções e tudo poderia correr mal. Acordaram em tirar às sortes com os dados… e Umbelino perdeu. Esteve quase a acovardar-se e dar o dito por não dito, mas não se atreveu a  ser alvo da chacota dos companheiros.
***
Chegou finalmente ao portão engradado do cemitério e fez-se um só com os contornos do granito, numa manobra que mostrava experiência, enquanto se certificava que a rua continuava vazia. Mais dois golos, serviram para lhe dar alguma coragem, antes de escalar agilmente o enorme portão e saltar para o empedrado do lado de dentro.
A visão da “floresta de mármore”, fracamente iluminada pela luz bruxuleante das velas e pequenas luminárias, não contribuía em nada para que se sentisse mais calmo. O coração batia apressadamente e sentia as costas húmidas e geladas. Percorreu o cemitério ao longo dos mausoléus,  escondendo-se do fraco brilho da lua, enquanto contava mentalmente os sepulcros. As instruções eram claras: era o mausoléu da família Vasques de Sá, o décimo sexto após a porta lateral e terceiro antes da interceção com a nova ala do campo-santo. A chave estava pendurada do lado de dentro amarrada a um cordel e o caixão era o segundo à direita.
Chegou ao sepulcro correto. Inspirou fundo, e bebeu mais um pouco, antes de atirar o braço através da grade do portão e tatear em busca da chave. Sentia todos os pelos da nuca eriçarem-se. O ruído de passos sobressaltou-o e encolheu-se no espaço escuro entre os dois mausoléus. O brilho metálico de uma faca refulgiu na sua mão.
Através do espaço entre duas lápides, Umbelino viu o guarda do cemitério, vindo do acesso à ala nova, empunhando uma candeia. Passava e espreitava para dentro de cada um dos sepulcros. Preparou o punhal para uma estocada que o silenciasse rapidamente e aguardou. Não foi necessária a violência, pois o vigia passou rapidamente e a espreitar apenas de relance. Nunca saberá como esteve perto de perder a vida naquela ronda.
Assim que os passos deixaram de se ouvir, retornou à sua busca e logrou finalmente apanhar a chave. Foi quando tentou abrir a porta, que verificou que o cordel era demasiado curto para chegar à fechadura e demasiado resistente para que o conseguisse rebentar. Resmungou baixo a sua frustração e preparou-se para o cortar, mas depois pensou que deveria deixar tudo como estava e seria melhor desamarra-lo e atá-lo novamente. Com pouca luz e mãos enregeladas, teve muitas dificuldades em perceber como estava o nó e passou imenso tempo a insultar o fio, a chave, o cemitério, o seu patrão e ele próprio por se deixar levar nesta aventura. Furioso, num impulso irrefletido, sacou da faca e cortou brutalmente o cordel… a chave tilintou no interior escuro da cripta.
Se pudesse gritar aos céus as suas frustrações, tudo seria mais fácil, como não podia, viu-se na obrigação de dar saltos de fúria, enquanto praguejava sem soltar um som, executando uma dança grotesca.
Atirou-se sobre o portão e apalpou inutilmente o chão tentando ouvir ou sentir o objeto. Repetiu a operação com a ponta da faca, novamente sem sucesso. O desespero estava quase a leva-lo às lágrimas; sentou-se no chão, de costas para o mausoléu, com a cabeça entre os joelhos.
Recomposto, repetiu as tentativas para encontrar a chave, no interior completamente escuro. Soprou a fúria e chutou a impotência contra o portão. Com um gemido de ferro enferrujado, este abriu-se ligeiramente. “O maldito portão nunca esteve fechado!” Gritou silenciosamente enquanto amarrotava o chapéu na cabeça, furioso com a sua própria estupidez.
Empurrou a grade com receio e deu os primeiros passos no escuro. Algo tilintou em contacto com a bota e ele, num dos seus acessos de fúria, chutou a chave. Vários objetos metálicos tilintaram e alguns caíram em ruídos nada bem-vindos a quem não quer ser visto nem ouvido. Encolheu-se com os dentes cerrados, surpreendido com a sua própria estupidez. Espreitou para o exterior a ver se o guarda por um acaso regressava.
Sentindo-se mais seguro, olhou para as silhuetas difusas dos caixões nas prateleiras à sua direita. Estavam os três limpos, mas não havia duvidas que o do meio brilhava com madeira nova. Engoliu em seco, benzeu-se e puxou o ataúde para fora, com esforço. Deixou que a cabeceira continuasse em cima da prateleira e pousou a parte dos pés  no chão. Com a faca, trabalhou a fraca fechadura e abriu-a, dedicando-se depois a cortar o chumbo que o lacrava. Um cheiro intenso a morte invadiu o compartimento quase  fazendo-o vomitar.
Levantou a tampa respeitosamente e contemplou na penumbra a velha senhora Vasques de Sá. Quase não se conseguia distinguir os pormenores, mas percebia-se que estava cuidada e não muito envelhecida. Não fosse o cheiro e poderia dizer-se que dormia. Pegou no lenço das mãos e tapou o nariz. Pensando melhor, tirou o pequeno cantil do bolso e engoliu mais dois golos, depois humedeceu o lenço e tornou a tapar o nariz com ele… “Ah, muito melhor!”.
Renovou a benzedura e soltou um pesado suspiro. Afastando a cara o mais que podia, apalpou as mãos da falecida até identificar, entre os diversos anéis que lhe adornavam os dedos, aquele com a pedra quadrada que era o seu objetivo. Dada a proximidade do rosto do cadáver, conseguiu também distinguir o brilho do ouro, num grosso cordão, em volta do pescoço. Puxou o anel por várias vezes, parecia que a morta não queria ver-se despojada da joia, mas por fim acabou por sair. Mirou o objeto à luz difusa que se escoava para o compartimento antes de o meter no bolso. Observou novamente a mulher… “Afinal, ela já não precisa de nada do que tem.” pensou. Se bem o pensou, melhor o fez e ignorando o cheiro, colocou as mãos atrás do pescoço da morta para soltar o cordão. Nesse preciso momento, o ataúde escorregou para fora do seu apoio e caiu ruidosamente no chão de mármore, arrastando Umbelino para cima do cadáver, boca com boca, num involuntário ato de  necrofilia. Horrorizado com o inusitado ósculo, ele gritou enlouquecido e tentou sair do ataúde, de onde não se conseguia soltar. Durante o que lhe pareceu uma eternidade, lutou para libertar o braço, bloqueado atrás do pescoço da mulher, enquanto gritava por perdão. Atirou o peso do seu corpo para fora e arrastou o cadáver e o caixão, ficando desta vez por baixo do conjunto. Os uivos desesperados que soltava, seriam capazes de gelar o sangue nas veias de qualquer um que se abeirasse do cemitério naquele momento. Quando conseguiu soltar-se e sair debaixo da “armadilha”, ergueu-se de um salto para sentir o toque diáfano do manto de um fantasma pousar-lhe na cabeça. Nova sequência de gritos enquanto tentava libertar-se do ser sobrenatural em que se enroscava cada vez mais. Gritou, gritou e gritou, até que uma luz trémula iluminou a cripta. Gradualmente, os gritos foram abrandando e transformaram-se num choro manso e soluçante.
O guarda do cemitério iluminou o mausoléu com a sua lanterna. Era o caos total: um caixão tombado, candelabros e outras peças de prata espalhados por todo o chão. Mesmo no meio, um homem de rosto cinzento, com o cabelo completamente branco e os olhos raiados de sangue, estava atabalhoadamente enrolado no tule das cortinas. Chorava e estendia a mão numa súplica muda.

Manuel Amaro Mendonça
nasceu em Janeiro de 1965, na cidade de São Mamede de Infesta, concelho de Matosinhos, a "Terra de Horizonte e Mar".
É autor dos livros "Terras de Xisto e Outras Histórias" (Agosto 2015), "Lágrimas no Rio" (Abril 2016), "Daqueles Além Marão" (Abril 2017) e "Entre o Preto e o Branco" (2020), todos editados pela CreateSpace e distribuídos pela Amazon.
Foi reconhecido em quatro concursos de escrita e os seus textos já foram selecionados para duas dezenas de antologias de contos, de diversas editoras.
Outros trabalhos estão em projeto e sairão em breve. Siga as últimas novidades AQUI.

Roteiro visitar Vale do Tua: 2º Dia

 Trilho e Miradouro de São Lourenço – Miradouro Olhos do Tua – Foz Tua – São Mamede de Ribatua – Miradouro do Ujo
A parte da manhã do segundo dia do roteiro do Vale do Tua é completamente dedicado às caminhadas. Por isso, calce as suas botas favoritas e rume até à aldeia de Pombal, ponto de partida do Trilho de São Lourenço, o nosso percurso pedestre favorito do Parque Natural Vale do Tua.


O trilho tem sensivelmente 12 km e tem como pontos altos os fantásticos miradouros da Calçada de São Lourenço e de Barrabáz, dos quais se tem fantásticas vistas sobre o rio Tua. Pelo caminho irá percorrer uma calçada romana e ter a oportunidade de visitar as Termas de São Lourenço e ainda as antigas estações da Linha do Tua de São Lourenço e Santa Luzia.

Depois da caminhada, pegue no carro e vá até ao Miradouro S. Lourenço para desfrutar de uma magnífica vista sobre o Vale do Tua, emoldurada pela silhueta de São Lourenço talhada pela mão do escultor Paulo Moura.


Como já deve ter percebido, o segundo dia do roteiro do Vale do Tua é muito rico em miradouros. Outro de visita incontornável é o Miradouro Olhos do Tua que fica junto à pequena localidade de Castanheiro do Norte.


Aqui poderá ver o rio Tua a serpentear por entre os montes, formando uma imensa curva que faz lembrar uma ferradura, um pouco à semelhança do que acontece com o rio Colorado no Horseshoe Bend (Estados Unidos), ou com o Lago Skadar no Pavlova Strana (Montenegro). Simplesmente maravilhoso!


Continue a sua viagem pelo Vale do Tua rumando até à localidade de Foz Tua que, como o próprio nome indica, fica situado no local em que o rio Tua se encontra com o rio Douro e onde se encontra a histórica estação do Tua, onde a Linha do Tua se unia à Linha do Douro.


Para além de apreciar a paisagem, não deixe de visitar o Centro Interpretativo do Vale do Tua, um excelente espaço museológico onde poderá adquirir imensa informação sobre o Vale do Tua, a Linha do Tua e a Barragem do Tua. Falando de barragem, poderá observá-la de perto a caminho de São Mamede de Ribatua, o próximo ponto de paragem do nosso roteiro pelo Vale do Tua.


São Mamede de Ribatua é uma das aldeias mais castiças do Vale do Tua e dá imenso gosto deambular pelas suas estreitas ruelas enquanto se admira a arquitetura típica da região.


Os principais locais de interesse da aldeia são a bonita Igreja Matriz de São Mamede, o Pelourinho, a Ponte Romana sobre a ribeira de S. Mamede, o Jardim das Laranjeiras e a Banda Filarmónica de São Mamede de Ribatua, a mais antiga de Portugal (fundada em 1799).


Feche o segundo dia do seu roteiro pelo Vale do Tua no vizinho Miradouro do Ujo, onde pode desfrutar de mais uma esmagadora paisagem sobre a albufeira do rio Tua. De cortar a respiração!

Mapa do 2º dia do roteiro pelo Vale do Tua


CONTINUA...
Anabela e Alexandre

CHAMAMUSICAL (Grupo de Concertinas) VALE PRADINHOS - 2021

Pormenores de outono 🍁🍂nas nossas Terras de Trás-os-Montes

Brigantinos solidários com a Liga Portuguesa Contra o Cancro

 Ao longo de quatro dias, a Liga Portuguesa Contra o Cancro saiu à rua para o peditório nacional, que anualmente acontece por esta altura


O objectivo passa, sobretudo, por angariar fundos para continuar a ajudar os doentes oncológicos e também os seus cuidadores. Em Bragança, os voluntários estiveram espalhados por vários pontos da cidade a receber os donativos de quem quis ajudar. Com muito ou com pouco, os brigantinos dizem que o que importa é contribuir. “Toda a gente devia contribuir. Eu já necessitei e tive todo o apoio. A minha filha, aos 29 anos, teve cancro da mama e fizeram tudo que puderam por ela e continuam a fazer”, explicou Isabel Lopes. “É uma causa social. Toda a gente deve fazer bem a uns e a outros”, disse João Silva. “Costumo contribuir sempre que posso. Devemos ser solidários uns com os outros. Hoje estamos bem mas amanhã podemos estar mal”, vincou Lucinda Carpinteiro.

A delegação de Bragança teve a ajuda de mais de cem voluntários. Olímpia Silva participa no peditório há cinco anos. Acredita que é preciso ajudar a liga para que ela possa ajudar quem de facto precisa. “Vim a primeira vez e achei que devia continuar a participar. Sinto-me bem em fazê-lo. Ao estar a ajudar os outros também nos ajudamos a nós. Inicialmente nós é que tínhamos que ir ter com as pessoas e mesmo assim não aderiam bem. Agora são elas que vêm ter connosco para contribuir com alguma coisa”.

O peditório decorreu, a nível nacional. Começou já na sexta-feira e terminou ontem. Para já, ainda não se sabe quanto é que se angariou para a liga em Bragança. O dinheiro será depois contado por responsáveis do núcleo regional do norte.

Escrito por Brigantia
Jornalista: Carina Alves

RECEÇÃO AO CALOIRO 2021 IPB - Instituto Politécnico de Bragança | BALANÇO

 Decorreu, em Bragança e Mirandela, entre os dias 27 e 31 de Outubro, o evento académico “Receção ao Caloiro”, especialmente marcado pelos concertos noturnos no NERBA e na REGINORDE.
Esta festa, tratando-se de um evento de massas, careceu de um planeamento securitário exaustivo e de um esforço de policiamento extraordinário, pelo que, findado, importa prestar contas.
No essencial, salvaguardando uma ocorrência com um individuo que, numa ação criminosa contra a autoridade pública, teve de ser presente judicialmente, sendo condenado pelos atos praticados, destacamos o cumprimento geral dos deveres sociais e o bom comportamento revelado pela grande maioria dos participantes nas festividades.
A ordem, segurança e tranquilidade públicas foram mais uma vez garantidas, sendo essencial para tal o trabalho conjunto, cúmplice e exemplarmente coordenado entre todas entidades envolvidas, desde logo:

Associação Académica do IPB
Associação de Estudantes ESACT - IPB
Município de Bragança
Município de Mirandela
Bombeiros Bragança
Bombeiros Voluntários de Mirandela
Autoridade de Saúde
Proteção Civil Distrital
Segurança Privada (3XL Segurança Privada e Linhaveloz - Segurança Privada, Lda)

Uma nota de preocupação social para algumas situações detetadas de condução de veículo em estado de embriaguez, das quais resultaram acidentes de viação, sem danos pessoais ou materiais graves a registar e consequentes detenções e autuações.

OBRIGADO
“Uma Polícia integral, humana, forte, coesa e ao serviço do Cidadão”

Floristas voltam à facturar com o Dia de Todos os Santos

 No ano passado a pandemia impediu a circulação entre concelhos nesse dia, causando alguns constrangimentos, mas este ano houve mais procura do que o esperado. Elisabete Trigo, proprietária da florista “Jardim d'Eli”, em Bragança, conta que as encomendas foram muitas e que antes do fim-de-semana já não aceitava pedidos. “Antes do fim-de-semana já não estava a aceitar encomendas. Já não tenho tempo de fazer mais e não gosto de fazer coisas mal feitas. Relativamente ao ano passado foi muito melhor, sem dúvida”.
Nestes dias, os arranjos podem ir do mais simples, a custar 15 euros, ao mais arrojado, a custar 100. Elisabete Trigo chega a receber encomendas do estrangeiro e a ser ela própria a enfeitar as campas. “Recebo muitas encomendas de França. As pessoas não podem vir e eu tenho que ir ao cemitério colocar as flores. Também limpo as campas, caso seja necessário”.

Esta é das alturas que as floristas arrecadam mais lucro. A seguir aos Santos, só mesmo o verão, diz Sandra Guerra, proprietária da “Roseira Brava”, em Bragança. “O mês de Agosto também costuma ser bom mas é mais espalhado pelo mês, agora é tudo concentrado numa semana”.

Ainda assim, há sempre quem espere para o fim para comprar as flores, correndo o risco de já não encontrar o que quer. “Tenho vários tipos de clientes. Os que vêm com muita antecedência e aqueles que vêm no último dia, que se sujeitam a não ter praticamente o que escolher”.

Este ano, a compra de flores para enfeitar as campas foi superior aos anos anteriores. O Dia de Todos os Santos calhou a uma segunda-feira, possibilitando fim-de-semana prolongado e trazendo mais pessoas à região.

Escrito por Brigantia
Jornalista: Ângela Pais

Eu te Pergunto

Por: Antônio Carlos Affonso dos Santos – ACAS
São Paulo (Brasil)
(colaborador do Memórias...e outras coisas)

Memorial da América Latina-São Paulo-Brasil
Projeto de Óscar Niemyer

Eu te pergunto por que chorei
Ao ouvir de Benedetti uma poesia
Será que chorei porque sou tolo
-Seria isso, talvez, descrito um dia?

Eu te pergunto por que ouvi
Até o fim; a esta peça musicada
Que me lavou os olhos ao final
-Seria porque deixou  minha alma lavada?

Eu te pergunto por que me emociono
Ao ouvir do povo latino suas conquistas
-Seria porque não somos protagonistas?

Eu te pergunto por que será a América
Do Sul, uma terra de reclamos e chorões
-Seria porque Deus habita nossos corações?

Antônio Carlos Affonso dos Santos
– ACAS. É natural de Cravinhos-SP. É Físico, poeta e contista. Tem textos publicados em 9 livros, sendo 4 “solos e entre eles, o Pequeno Dicionário de Caipirês e o livro infantil “A Sementinha” além de 5 outros publicados em antologias junto a outros escritores.

Estudantes do IPB aplaudem regresso da Recepção ao Caloiro que fortalece o convívio

 A semana passada foi inteiramente de festa para os alunos do Instituto Politécnico de Bragança


O pavilhão do NERBA voltou a abrir portas aos amigos para sempre, depois de as duas últimas recepções ao caloiro, a de 2019 e a de 2020, terem sido canceladas, por causa da pandemia. Agora, que tudo parece estar a voltar ao normal, os jovens puderam finalmente organizar, de novo, a Semana de Recepção ao Caloiro. Um evento muito esperado pelos alunos, que dizem que a festa ajuda a cultivar o convívio. “Isto é 'fixe', dá para conviver com a gente”, disse o caloiro Gabriel Borges. “Excelente, não tenho outra palavra para definir esta semana. Precisávamos disto para fortalecer o espírito académico”, explicou Tiago Alves, aluno de Engenharia de Energias Renováveis. “A semana foi sempre a top”, referiu Bruno Dias, aluno de Gestão. “Isto é bom para conviver com os amigos”, disse Domingos Borges, estudante de Línguas Para Relações Internacionais. “Isto é muito bom. É uma sensação incrível”, esclareceu Elodie Rodrigues, aluna de Arte e Design. “Adoro. Estou a gostar muito do meu ano de caloira”, disse Alisson Rodrigues, de Arte e Design. “Bragança é incrível e será sempre incrível. O NERBA é o NERBA”, vincou Andreia Barbosa, de Dietética e Nutrição.

A semana de festa implicou mais esforço que o normal, já que os tempos ainda não são absolutamente iguais ao que conhecíamos. Tiago Correia, presidente da associação académica, faz um balanço francamente positivo da Recepção ao Caloiro, sobretudo no que toca à adesão, e assinala que tudo isto se deve à forte equipa que o acompanha. “A lotação andou sempre a orçar as duas mil pessoas por dia. Isto é fruto do esforço da associação, de toda a equipa que me acompanha”.

A semana de festa começou já na quarta-feira passada e terminou este domingo.

Os Calema foram a grande atracção de sábado, um dos dias mais fortes, em termos de adesão. A dupla, composta pelos irmãos Fradique e António Mendes Ferreira, esteve pela terceira vez em Bragança. O concerto superou as expectativas dos gémeos, naturais de São Tomé e Príncipe. “Foi magnifico sentir o público de perto, sentir o calor humano. Esperamos regressar aqui porque passámos um bom momento. O público foi brutal aqui sentimo-nos em casa”.

A semana de Recepção ao Caloiro contou ainda com os artistas como Saul, Deejay Telio e Syro, que actuou no último.

Em Mirandela a festa não ficou por mãos alheias. Os estudantes também tiveram direito à semana de Recepção ao Caloiro, que aconteceu em simultâneo com a de Bragança.

Escrito por Brigantia
Jornalista: Carina Alves

Programa Biosfera da RTP2 destaca dois projetos da Palombar dedicados à conservação da fauna silvestre

 O programa Biosfera da RTP 2 fez uma reportagem sobre dois projetos centrais da Palombar - Conservação da Natureza e do Património Rural: o projeto Sentinelas - Rede de Monitorização de Ameaças para a Fauna Silvestre e o projeto Reconecta-te à Natureza - As aves fazem mais do que cantar.


Denominado "Salvar as Aves", este episódio do programa Biosfera, transmitido no dia 30 de outubro de 2021, dá destaque às ações implementas pela Palombar no âmbito do projeto Sentinelas para assegurar a proteção da fauna silvestre contra atos de furtivismo, como o envenenamento, por exemplo, e enquadradas no projeto Reconecta-te à Natureza - as aves fazem mais do que cantar, nomeadamente aquelas relacionadas com a conservação do tartaranhão-caçador no Planalto Mirandês. 

Veja o vídeo AQUI.

𝗘𝗗𝗨𝗖𝗔𝗖̧𝗔̃𝗢 | 𝗪𝗢𝗥𝗞𝗦𝗛𝗢𝗣 "𝗘𝗗𝗨𝗖𝗔𝗥 𝗣𝗘𝗟𝗔 𝗣𝗢𝗦𝗜𝗧𝗜𝗩𝗔"

 É já no próximo dia 11 de novembro que se realiza o Workshop " Educar pela Positiva" dinamizado por Nuno Pinto Martins, autor do livro "Educar pela positiva: um guia para pais e educadores".

Limitado a 30 participantes.

Inscreva-se AQUI.

𝗗𝗘𝗦𝗣𝗢𝗥𝗧𝗢 | 𝗧𝗼𝗿𝗻𝗲𝗶𝗼 𝗱𝗲 𝗡𝗮𝘁𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼

 Entrada Livre. 
Obrigatório o uso de máscara.

segunda-feira, 1 de novembro de 2021

Fiéis defuntos

Por: António Orlando dos Santos (Bombadas)
(colaborador do "Memórias...e outras coisas...")

As celebrações religiosas que anualmente se realizam em honra dos fiéis já falecidos, são algo que sempre tocou nos meus sentimentos mais profundos.
Eu não conseguirei pôr por escrito aquilo que pretendo compartilhar com os meus amigos, por ser isto algo que ao passar pelo filtro das crenças e descrenças, se detém num ponto que é tão exigente que me torna num ser pensante sem capacidade de ver claro em questões sentimentais.
Quando rapaz de 16 anos sofri o duro golpe do falecimento da minha mãe. Não é importante esmiuçar o que tal facto provocou em toda a família.
Não havia até ali acontecimento que se pudesse comparar, pois os falecimentos ocorridos foram de gente minha conhecida, mas não família chegada. Começou ali uma outra etapa, pois a minha maneira de estar em funerais e sentir a dor da morte de outrem se transformou em algo que se media sempre pelo que senti com o facto de ser órfão de mãe e o que veio seguidamente que era (é) triste mas nunca comparável ao sentimento que se quedou até hoje, com a morte dela.
Faço esta introdução, para vos dar uma pista muito difícil de trilhar mas que faz sobressair a forma como a vida nos faz desligar de coisas que ela nos tira indiscriminadamente e realçar o facto de não apagar os primeiros e mais antigos sinais de luto.
Falemos agora do dia de Fiéis defuntos: Com o decorrer dos anos cinquenta do Século XX e subsequentes, o dia de Finados passou quase inteiramente a ser assumido pelas gentes como o momento próprio para se visitarem os cemitérios e prestar homenagem aos nossos defuntos. Fácil de explicar, pois que o primeiro de Novembro é dia Santo e é também feriado nacional, o que facilita as deslocações sem perda de dias ou horas de trabalho e sendo tão pegado ao de Finados, permite em outros casos prolongar a estadia na terra das nossas pertenças ou da nossa saudade.
Eu sinto um frémito que me percorre a coluna vertebral e faz com que a presença de tanta gente conhecida que ruma a Bragança neste tempo de Fiéis defuntos para prestar homenagem aos seus que tombaram e descansam agora, esperando pelos que ficaram para um dia também partirem. A forma como eu recebo estes amigos aos quais estou ligado por sentimentos de amizade forjada no princípio do nosso tempo e que por vicissitudes várias partiram para outras terras onde fizeram as suas vidas e a maioria constituiu família, é de verdade algo que me dá um prazer indiscritível. Começa sempre com a alegria estampada no rosto que da minha parte e da deles se vai lentamente tornar em melancolia e saudade. A alegria e a dor misturam-se e tornam-se no que na língua pátria se designa por saudade.
Com o decorrer de tempo fui-me apercebendo que essas viagens, deles, agora minhas noutro tempo, não são outra coisa que o regresso às origens e um certo instinto que não é só humano, pois que se sabe que outras criaturas o fazem com as afinidades que lhe cabem e as diferenças que lhe são características.
É tempo de reflexão e de aproximação ao desconhecido, que na lógica dos conhecimentos adquiridos através da ciência nos aponta o fim, a nossa fé nos velhos conceitos religiosos e da nossa alegria de vivermos, que após o momento em que finda a nossa existência  outra se abra  onde possamos existir livres de angústias e dores, que partilhamos com outras criaturas da criação.
Saúdo os meus conterrâneos e todos os outros que visitem os cemitérios da Cidade para lembrarem os seus ou tão só o que resta da humanidade que viveu e amou nestas terras transmontana.

Dados históricos: Em finais do primeiro milénio da Era de Cristo o Papa Gregório III (731-742) escolheu o dia 1 de Novembro para  o dia de Todos os Santos e o dia 2 de Novembro para dia dos Fiéis Defuntos. É pois anterior à fundação da nacionalidade o Culto aos Mortos dentro da regularidade de um decreto papal que lhe deu força de lei. Lembro a existência de Cruzeiros das almas (Alminhas) dispersos por todo o país mostrando o fogo purgatório imaginado e uma legenda onde se podia ler: Ó vós que ides passando, lembrai-vos dos que estão penando (Padre Nosso-Avé Maria).



30 de Outubro de 2021
A. O. dos Santos
(Bombadas)

Maior açorda de cogumelos do mundo fez o gosto a mais de 150 pessoas em Vale Pradinhos

 É em Vale Pradinhos, no concelho de Macedo de Cavaleiros, que se confeciona aquela que é conhecida como a maior açorda de cogumelos do mundo, e o objetivo é fazê-la entrar para o livro do Guinness.


Este sábado, cerca de 150 pessoas rumaram à aldeia para prová-la e participar na jornada micológica que se realiza há sete anos.

“Além do segredo, é só preciso ter um pote de ferro, cogumelos, boa disposição e fome.”


A receita da Açorda de Boletos com Rabo de Boi, assim resumida pelo cozinheiro de serviço Rui Kotinha, é proeza da aldeia de Vale Pradinhos, que transforma o cogumelo, que por aquelas terras é abundante, numa iguaria que aguça o paladar a muitos.

E quem provou, gostou:

“Está muito boa, nunca tinha comido. Consigo sentir os cogumelos, o pão e a salsa. Está bem temperada, saborosa e macia.”

“Está maravilhosa e recomendo. A açorda de Vale Pradinhos é especial e eu venho de Lisboa de propósito para a comer.”

A já afamada açorda foi servida aos mais de 150 participantes das VII Jornada Micológica de Vale Pradinhos, que logo cedo foram para o campo procurar e reconhecer cogumelos, e à tarde participaram num workshop.

Por lá encontramos Ana Silva e Carlos Romão, dois caloiros nesta jornada, que por serem amantes de cogumelos, resolveram participar:

“A aldeia é linda, e só por ela já vale a pena a visita.

Adoro cogumelos e hoje já consegui aprender a diferenciá-los.

De manhã fomos para o campo, apanhar uma série de espécies de cogumelos, comestíveis e não comestíveis.”

“Decidi vir este ano porque os cogumelos atraem-me imenso e procurá-los é para mim um hobbie.

Sempre se aprende alguma coisa, estes encontros parecem-me interessantes e agora já me sinto mais confiante para procurar cogumelos.”

E há quem tenha aprendido bem a lição, como foi o caso de Patrícia Rocha:

Nos cogumelos conhecidos como “frades”, aprendi que os comestíveis não podem mudar de cor, o anel tem de ser móvel e tem de ter um bico na ponta, em forma de chapéu. São três características essenciais para a sua autenticidade. Os que não reunirem estes fatores, não se devem ingerir porque podem provocar sintomas gástricos e até levar à morte.  

O encontro é organizado pela Associação Cultural, Desportiva e Recreativa de Vale Pradinhos que cada vez mais quer afirmar a aldeia como a Capital do Cogumelo.

O ano passado não se pôde realizar devido à pandemia, o que deu ainda mais força à edição de 2021:

“Veio mais gente ainda.

As pessoas estavam com fome de cogumelos e das nossas jornadas.

Veio gente de todos os pontos do país e até do estrangeiro houve inscrições.”

Já quanto à qualidade dos cogumelos, este parece estar a ser um bom ano.

Quem o diz é o biólogo Carlos Ventura:

“Foi um bom ano porque tivemos chuva em agosto e setembro, o que fez com que surgissem cogumelos em abundância e de espécies que nem eram frequentes, até finais do mês de outubro.

Entretanto, veio calor, vento e algumas geadas e, a partir daí, com a desidratação, desapareceram.

Neste momento, começou a chover e, provavelmente dentro de oito dias, deverão começar a ressurgir com força e pojantes. “

O que continua mal é a valorização que é dada aos cogumelos em Portugal, atesta o biólogo:

“Continuamos com a mesma situação de termos aquele complô de comercialização por parte dos espanhóis.

Sendo este um recurso perecível, é preferível apanhar-se para que se aproveite, em vez de apodrecer, mas com regras. Quem os apanha que o faça com regras, em lugares específicos, com zonas de apanha também especificadas, e, acima de tudo, que possam eventualmente pagar impostos, porque em Portugal há poucas empresas que vendem cogumelos e aqueles que se compram a Espanha por 20€, são comprados pelos espanhóis a 5/6€.

Há quatro ou cinco anos fizemos um encontro de técnicos e formadores nacionais de micologia em Aguiar da Beira e concluímos que há um sistema de inercia por parte das entidades estatais.”

Uma reivindicação antiga que, ao que parece, continua sem qualquer modificação.

Escrito por ONDA LIVRE