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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sábado, 25 de junho de 2011

Alexandre O'Neill


Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca,
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto,
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.

De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas, inesperadas
Como a poesia ou o amor.

(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído,
No papel abandonado)

Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.


A meu favor
Tenho o verde secreto dos teus olhos
Algumas palavras de ódio algumas palavras de amor
O tapete que vai partir para o infinito
Esta noite ou uma noite qualquer

A meu favor
As paredes que insultam devagar
Certo refúgio acima do murmúrio
Que da vida corrente teime em vir
O barco escondido pela folhagem
O jardim onde a aventura recomeça.


Nesta curva tão terna e lancinante
que vai ser que já é o teu desaparecimento
digo-te adeus
e como um adolescente
tropeço de ternura
por ti.


Sei os teus seios.
Sei-os de cor.

Para a frente, para cima,
Despontam, alegres, os teus seios.

Vitoriosos já,
Mas não ainda triunfais.

Quem comparou os seios que são teus
(Banal imagem) a colinas!

Com donaire avançam os teus seios,
Ó minha embarcação!

Porque não há
Padarias que em vez de pão nos dêem seios
Logo p'la manhã?

Quantas vezes
Interrogaste, ao espelho, os seios?

Tão tolos os teus seios! Toda a noite
Com inveja um do outro, toda a santa
Noite!

Quantos seios ficaram por amar?

Seios pasmados, seios lorpas, seios
Como barrigas de glutões!

Seios decrépitos e no entanto belos
Como o que já viveu e fez viver!

Seios inacessíveis e tão altos
Como um orgulho que há-de rebentar
Em deseperadas, quarentonas lágrimas...

Seios fortes como os da Liberdade
-Delacroix-guiando o Povo.

Seios que vão à escola p'ra de lá saírem
Direitinhos p'ra casa...

Seios que deram o bom leite da vida
A vorazes filhos alheios!

Diz-se rijo dum seio que, vencido,
Acaba por vencer...

O amor excessivo dum poeta:
"E hei-de mandar fazer um almanaque
da pele encadernado do teu seio"
(Gomes Leal)

Retirar-me para uns seios que me esperam
Há tantos anos, fielmente, na província!

Arrulho de pequenos seios
No peitoril de uma janela
Aberta sobre a vida.

Botas, botirrafas
Pisando tudo, até os seios
Em que o amor se exalta e robustece!

Seios adivinhados, entrevistos,
Jamais possuídos, sempre desejados!

"Oculta, pois, oculta esses objectos
Altares onde fazem sacrifícios
Quantos os vêem com olhos indiscretos"
(Abade de Jazente)

Raimundo Lúlio, a mulher casada
Que cortejaste, que perseguiste
Até entrares, a cavalo, p'la igreja
Onde fora rezar,
Mudou-te a vida quando te mostrou
("É isto que amas?")
De repente a podridão do seio.

Raparigas dos limões a oferecerem
Fruta mais atrevida: inesperados seios...

Uma roda de velhos seios despeitados,
Rabujando,
A pretexto de chá...

Engolfo-me num seio até perder
Memória de quem sou...

Quantos seios devorou a guerra, quantos,
Depressa ou devagar, roubou à vida,
À alegria, ao amor e às gulosas
Bocas dos miúdos!

Pouso a cabeça no teu seio
E nenhum desejo me estremece a carne.

Vejo os teus seios, absortos
Sobre um pequeno ser


Ao lado do homem vou crescendo

Defendo-me da morte quando dou
Meu corpo ao seu desejo violento
E lhe devoro o corpo lentamente

Mesa dos sonhos no meu corpo vivem
Todas as formas e começam
Todas as vidas

Ao lado do homem vou crescendo

E defendo-me da morte povoando
de novos sonhos a vida.

Jogo da Galhofa - Parada - Bragança


Galhofa é um estilo de wrestling tradicional transmontano, que se define como um desporto de combate. É tida como a única luta corpo a corpo com origens portuguesas.

Regras

O objectivo deste jogo é imobilizar o adversário fazendo com que ele fique com as costas e ombros assentes no chão. Qualquer movimento mais violento, como puxões, murros ou pontapés, não são permitidos. A luta começa e termina com um abraço cordial. Outra regra é jogar descalço e de tronco nu, ou usar camisolas justas ao corpo que dificultem que o adversário se agarre e calças de ganga ou de outro material robusto.

História

Tradicionalmente, este tipo de luta era parte de um ritual que marcava a passagem dos rapazes a adultos, tinha lugar durante as festas dos rapazes e as lutas tinham lugar à noite num curral coberto com palha.

Memórias do Tempo do Volfrâmio

SOMOS TODOS IMPORTANTES E ESSENCIAIS PARA O EQUILIBRIO DO SISTEMA.


ESTE VIDEO FAZ-NOS REFLECTIR E CONCLUIR QUE TODOS NÓS SOMOS IMPORTANTES NO UNIVERSO. SEJA AQUELE, QUE APARENTEMENTE TEM POUCA RESPONSABILIDADE, SEJA AQUELE OUTRO QUE NOS PARECE DE SUMA IMPORTÂNCIA.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Pablo Neruda


Acontece que me canso de meus pés e de minhas unhas,
do meu cabelo e até da minha sombra.
Acontece que me canso de ser homem.

Todavia, seria delicioso
assustar um notário com um lírio cortado
ou matar uma freira com um soco na orelha.
Seria belo
ir pelas ruas com uma faca verde
e aos gritos até morrer de frio.

Passeio calmamente, com olhos, com sapatos,
com fúria e esquecimento,
passo, atravesso escritórios e lojas ortopédicas,
e pátios onde há roupa pendurada num arame:
cuecas, toalhas e camisas que choram
lentas lágrimas sórdidas.


É assim que te quero, amor,
assim, amor, é que eu gosto de ti,
tal como te vestes
e como arranjas
os cabelos e como
a tua boca sorri,
ágil como a água
da fonte sobre as pedras puras,
é assim que te quero, amada,
Ao pão não peço que me ensine,
mas antes que não me falte
em cada dia que passa.
Da luz nada sei, nem donde
vem nem para onde vai,
apenas quero que a luz alumie,
e também não peço à noite explicações,
espero-a e envolve-me,
e assim tu pão e luz
e sombra és.
Chegastes à minha vida
com o que trazias,
feita
de luz e pão e sombra, eu te esperava,
e é assim que preciso de ti,
assim que te amo,
e os que amanhã quiserem ouvir
o que não lhes direi, que o leiam aqui
e retrocedam hoje porque é cedo
para tais argumentos.
Amanhã dar-lhes-emos apenas
uma folha da árvore do nosso amor, uma folha
que há-de cair sobre a terra
como se a tivessem produzido os nosso lábios,
como um beijo caído
das nossas alturas invencíveis
para mostrar o fogo e a ternura
de um amor verdadeiro.


Tu eras também uma pequena folha
que tremia no meu peito.
O vento da vida pôs-te ali.
A princípio não te vi: não soube
que ias comigo,
até que as tuas raízes
atravessaram o meu peito,
se uniram aos fios do meu sangue,
falaram pela minha boca,
floresceram comigo.


Dois amantes felizes não têm fim nem morte,
nascem e morrem tanta vez enquanto vivem,
são eternos como é a natureza.


Não te quero senão porque te quero,
e de querer-te a não te querer chego,
e de esperar-te quando não te espero,
passa o meu coração do frio ao fogo.
Quero-te só porque a ti te quero,
Odeio-te sem fim e odiando te rogo,
e a medida do meu amor viajante,
é não te ver e amar-te,
como um cego.

Tal vez consumirá a luz de Janeiro,
seu raio cruel meu coração inteiro,
roubando-me a chave do sossego,
nesta história só eu me morro,
e morrerei de amor porque te quero,
porque te quero amor,
a sangue e fogo.


Nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria.


Quando não posso contemplar teu rosto,
contemplo os teus pés.

Teus pés de osso arqueado,
teus pequenos pés duros.

Eu sei que te sustentam
e que teu doce peso
sobre eles se ergue.

Tua cintura e teus seios,
a duplicada purpura
dos teus mamilos,
a caixa dos teus olhos
que há pouo levantaram voo,
a larga boca de fruta,
tua rubra cabeleira,
pequena torre minha.

Mas se amo os teus pés
é só porque andaram
sobre a terra e sobre
o vento e sobre a água,
até me encontrarem.


Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Escrever, por exemplo: "A noite está estrelada,
e tiritam, azuis, os astros lá ao longe".
O vento da noite gira no céu e canta.

Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Eu amei-a e por vezes ela também me amou.
Em noites como esta tive-a em meus braços.
Beijei-a tantas vezes sob o céu infinito.

Ela amou-me, por vezes eu também a amava.
Como não ter amado os seus grandes olhos fixos.
Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Pensar que não a tenho. Sentir que já a perdi.

Ouvir a noite imensa, mais imensa sem ela.
E o verso cai na alma como no pasto o orvalho.
Importa lá que o meu amor não pudesse guardá-la.
A noite está estrelada e ela não está comigo.

Isso é tudo. Ao longe alguém canta. Ao longe.
A minha alma não se contenta com havê-la perdido.
Como para chegá-la a mim o meu olhar procura-a.
O meu coração procura-a, ela não está comigo.

A mesma noite que faz branquejar as mesmas árvores.
Nós dois, os de então, já não somos os mesmos.
Já não a amo, é verdade, mas tanto que a amei.
Esta voz buscava o vento para tocar-lhe o ouvido.

De outro. Será de outro. Como antes dos meus beijos.
A voz, o corpo claro. Os seus olhos infinitos.
Já não a amo, é verdade, mas talvez a ame ainda.
É tão curto o amor, tão longo o esquecimento.

Porque em noites como esta tive-a em meus braços,
a minha alma não se contenta por havê-la perdido.
Embora seja a última dor que ela me causa,
e estes sejam os últimos versos que lhe escrevo.

Bertold Brecht


Do rio que tudo arrasta se
diz que é violento
Mas ninguém diz violentas as
margens que o comprimem


Derruba uma floresta esmaga cem
Homens,
Mas tem um defeito
- Precisa de um motorista
O vosso bombardeiro, general
É poderoso:
Voa mais depressa que a tempestade
E transporta mais carga que um elefante
Mas tem um defeito
- Precisa de um piloto.
O homem, meu general, é muito útil:
Sabe voar, e sabe matar
Mas tem um defeito
- Sabe pensar


Quem construiu Tebas, a das sete portas?
Nos livros vem o nome dos reis,
Mas foram os reis que transportaram as pedras?
Babilónia, tantas vezes destruida,
Quem outras tantas a reconstruiu? Em que casas
Da Lima Dourada moravam seus obreiros?
No dia em que ficou pronta a Muralha da China para onde
Foram os seus pedreiros? A grande Roma
Está cheia de arcos de triunfo. Quem os ergueu? Sobre quem
Triunfaram os Césares? A tão cantada Bizâncio
Sò tinha palácios
Para os seus habitantes? Até a legendária Atlântida
Na noite em que o mar a engoliu
Viu afogados gritar por seus escravos.
O jovem Alexandre conquistou as Indias
Sózinho?
César venceu os gauleses.
Nem sequer tinha um cozinheiro ao seu serviço?
Quando a sua armada se afundou Filipe de Espanha
Chorou. E ninguém mais?
Frederico II ganhou a guerra dos sete anos
Quem mais a ganhou?
Em cada página uma vitòria.
Quem cozinhava os festins?
Em cada década um grande homem.
Quem pagava as despesas?
Tantas histórias
Quantas perguntas


A injustiça avança hoje a passo firme
Os tiranos fazem planos para dez mil anos
O poder apregoa: as coisas continuarão a ser como são
Nenhuma voz além da dos que mandam
E em todos os mercados proclama a exploração;
isto é apenas o meu começo
Mas entre os oprimidos muitos há que agora dizem
Aquilo que nòs queremos nunca mais o alcançaremos
Quem ainda está vivo não diga: nunca
O que é seguro não é seguro
As coisas não continuarão a ser como são
Depois de falarem os dominantes
Falarão os dominados
Quem pois ousa dizer: nunca
De quem depende que a opressão prossiga? De nòs
De quem depende que ela acabe? Também de nòs
O que é esmagado que se levante!
O que está perdido, lute!
O que sabe ao que se chegou, que há aì que o retenha
E nunca será: ainda hoje
Porque os vencidos de hoje são os vencedores de amanhã


Todos os dias os ministros dizem ao povo
Como é difícil governar. Sem os ministros
O trigo cresceria para baixo em vez de crescer para cima.
Nem um pedaço de carvão sairia das minas
Se o chanceler não fosse tão inteligente. Sem o ministro da Propaganda
Mais nenhuma mulher poderia ficar grávida. Sem o ministro da Guerra
Nunca mais haveria guerra. E atrever-se ia a nascer o sol
Sem a autorização do Führer?
Não é nada provável e se o fosse
Ele nasceria por certo fora do lugar.
E também difícil, ao que nos é dito,
Dirigir uma fábrica. Sem o patrão
As paredes cairiam e as máquinas encher-se-iam de ferrugem.
Se algures fizessem um arado
Ele nunca chegaria ao campo sem
As palavras avisadas do industrial aos camponeses: quem,
De outro modo, poderia falar-lhes na existência de arados? E que
Seria da propriedade rural sem o proprietário rural?
Não há dúvida nenhuma que se semearia centeio onde já havia batatas.
Se governar fosse fácil
Não havia necessidade de espíritos tão esclarecidos como o do Führer.
Se o operário soubesse usar a sua máquina
E se o camponês soubesse distinguir um campo de uma forma para tortas
Não haveria necessidade de patrões nem de proprietários.
E só porque toda a gente é tão estúpida
Que há necessidade de alguns tão inteligentes.
Ou será que
Governar só é assim tão difícil porque a exploração e a mentira
São coisas que custam a aprender?


Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo.
E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar.

O Principezinho - Antoine Saint-Exupéry




  • Era uma vez um menino que era príncipe, vivia num pequeno planeta, tratando de três vulcões e da sua rosa. Um dia resolveu partir para conhecer o Universo e fazer amigos.


  • Ao longo da sua viagem visitou vários planetas semelhantes ao seu, mas com habitantes muito diferentes. No primeiro vivia um rei. O rei vivia sozinho e há muitos anos que não via ninguém…- Finalmente tenho alguém em quem mandar – disse o Rei ao ver o Principezinho.



  • No segundo planeta, o Principezinho conheceu um homem muito vaidoso:- Ah! Ah! A visita de um admirador. É verdade que me admiras muito?- O que significa admirar?- Admirar significa reconhecer que sou o homem mais bonito, mais bem vestido, mais rico e mais inteligente do planeta.- Mas estás aqui sozinho neste planeta!



  • No planeta seguinte vivia um bêbado, esta visita foi muito curta.- Que estás a fazer? – perguntou o príncipe.- Estou a beber vinho.- E porque é que estás a beber?- Para me esquecer que tenho vergonha de beber…O Principezinho foi-se embora pasmado a pensar: “Decididamente as pessoas grandes são muito, muito esquisitas.”



  • O quarto planeta era de um homem de negócios, estava tão atarefado que nem levantou a cabeça quando chegou o Principezinho.- Bom dia! – disse o menino. O homem estava a fazer contas e nem respondeu. Ele estava a contar as estrelas e dizia que as tinha comprado a todas.



  • O quinto planeta era muito curioso. Era o mais pequeno de todos. Só tinha espaço para um candeeiro e o senhor que o acendia. O principezinho não percebeu porque existia um candeeiro num sítio onde não havia casas nem mais pessoas!



  • O sexto planeta era bem maior. Era habitado por um senhor idoso, que escrevia livros enormes.- Que fazes? – perguntou o menino.- Sou geógrafo.- O que é isso? É um sábio que sabe onde ficam os mares, os rios, as cidades, as montanhas e os desertos. Isso é muito interessante…até que enfim que encontro uma verdadeira profissão. Mas apesar da sua profissão ele não sabia se havia oceanos e montanhas no seu planeta, pois estava muito ocupado a escrever os seus livros.



  • O sétimo planeta que o Principezinho visitou foi a Terra…ele estava no deserto de África e a primeira criatura que viu foi uma serpente, cumprimentou-a e ela respondeu-lhe e continuaram a conversar. O Principezinho sentou-se numa pedra, olhou as estrelas no céu e disse:- Olha para o meu planeta, está mesmo diante de nós, mas tão longe!- É lindo! – disse a serpente. – Mas o que vens cá fazer?- Vim cá por causa de uma flor…- Deves gostar muito dessa flor! – respondeu a serpente.



  • Passado algum tempo, encontrou uma floresta cheia de flores.- Olá! Quem são vocês?- Somos flores. Somos árvores. Somos a floresta!- São flores? A minha flor tinha-me dito que era única…afinal há mais! E eu que pensava que era rico, por ter a única flor do mundo! As flores responderam: - O importante é gostares da tua flor e cuidares dela. Dares-lhe de beber quando tem sede. Cobri- la com um manto quando tem frio. O importante é o amor!- Sim, sim. É bom amar uma flor!- A raposa que aqui vive é da mesma opinião! – Disseram as flores!



  • O Principezinho foi logo conhecer essa raposa. Achou-a bem bonita e conversou bastante com ela. Disse-lhe que andava à procura de amigos, pois no seu planeta só tinha uma amiga flor. Então convidou a raposa para brincar com ele.- Não posso brincar contigo! Ainda não estou presa a ti. – Disse a raposa.- Ah! Desculpa. O que é estar presa?- Vê-se logo que não és de cá. Significa estar ligada a alguém e criar laços com essa pessoa.



  • O principezinho percebeu que estava ligado com a sua flor. E a raposa perguntou se ele queria ser seu amigo. Depois a raposa explicou ao- Eu bem gostava de ser teu príncipe porque os amigos amigo, mas depois tu vais são tão importantes e nos sentir saudades minhas fazem tão felizes só por quando eu for embora. existirem! - Mas é preciso cuidar dos- Claro! Ser amigo é isso amigos, dar atenção e mesmo! – respondeu a miminhos! – Disse a raposa. raposa.



  • O principezinho pensou de novo na sua flor e que afinal ela era única no mundo, pois era a única flor sua amiga…que ele cuidava e amava.- Sou responsável pela minha flor. – Disse o Príncipe. Antes de ir embora para junto da sua flor, o Principezinho foi despedir-se da raposa que lhe disse um segredo muito importante:



  • - Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos! E aqui ficou esta história, Que fala de Amizade. Preservem os vossos amigos Até à eternidade!
  • La Molinera


    vengo de moler morena

    de los molinos de arriba
    vengo de moler morena
    de los molinos de arriba
    duermo con la molinera
    y olé
    no me cobres la matina
    que vengo de moler, morena

    vengo de moler morena
    de los molinos de abajo
    vengo de moler morena
    de los molinos de abajo
    duermo con la molinera
    y olé
    no me cobra su trabajo
    que vengo de moler, morena

    vengo de moler morena
    de los molinos de enmedio
    vengo de moler morena
    de los molinos de enmedio
    duermo con la molinera
    y olé
    no lo sabe el molinero 
    que vengo de moler, morena

    Fonte do Salgueirinho - Né Ladeiras

    EARMA em Portugal

    17.ª conferência anual já começou

    quinta-feira, 23 de junho de 2011

    Teus Olhos Castanhos...

    QUEM RAIO ERA ANTÓNIO VARIAÇÕES?


    Quando António Variações lançou a célebre tirada em que assumia fazer uma música que estava algures "entre Braga e Nova Iorque", antes de mais nada terá confundido os seus interlocutores, incapazes de encaixar as suas canções ou mesmo o seu desempenho enquanto artista nas prateleiras existentes. Mais de vinte anos depois, aquela expressão revela-se de uma felicidade enorme: descreve a música que ele queria fazer e o programa de intenções consistentemente levado à prática durante uma carreira que não durou mais que dois anos.
    Entre Braga e Nova Iorque era onde ele se encontrava - quer se deslocasse em romaria à terra natal ou em excursões noctívagas à Big Apple. Mas era também uma metáfora que servia para descrever uma música que tanto se aproveitava das linhas melódicas do folclore minhoto como deitava mão dos ritmos de discoteca sintetizados. Ou ainda uma forma de definir o seu portentoso génio poético, que tanto encontrava inspiração nas raízes da sua infância vivida em Fiscal, concelho de Amares, distrito de Braga, como numa pulsão mística capaz de o atirar ao céu. Ou na ambiguidade do seu desabrido desempenho em palco por contraste com a "timidez" que os mais próximos dizem ter sido seu apanágio. São motivos de sobra para erguer um mito, o tal meteoro que atravessou a música portuguesa nos alvores da década de 80 para desaparecer um par de anos depois, qual E.T. que, bem vistas as coisas, até nem deixou muitas marcas na Terra. Ou são tão-só razões de sobra para que não se compreenda e para que, mais uma vez, a sua vida e a sua obra sejam apagadas do mapa, "por esquecimento ou por ingratidão", como um dia sublinhou Rui Monteiro, ex-director do semanário Blitz. O certo é ainda não se sabe com detalhe quem raio foi António Variações, hoje quando passam vinte anos sobre a sua morte e 60 sobre o seu nascimento e uma série de iniciativas (um espectáculo amanhã no Maria Matos, edição de inéditos, um livro, até um filme...).

    self made man
    Jaime Rodrigues Ribeiro é um dos nove irmãos de António Variações. Sete anos mais novo do que o cantor, tem escritório de advocacia em Lisboa e é um dos principais interessados na recuperação da memória de Variações. Defende o Variações "fiel às suas raízes rurais, religiosas e educacionais", mas compreende a transição de cariz urbano. "Como ele veio cedo para Lisboa, começou a cultivar outros gostos, outras formas de estar e atitudes. O António só tinha a 4ª classe mas era um 'self-made man'. Apenas tinha a instrução primária."
    Chegado à capital aos 12 anos, António Joaquim Rodrigues Ribeiro foi acolhido em casa de uns primos e empregou-se como marçano ("distribuía mercearias em casa dos clientes") e mais tarde, depois de tirar um curso de tipografia, como escriturário. 


    Mas não era isso que mais ambicionava, pois nas férias da Páscoa ou do Natal, quando subia ao Minho para rever a família, demonstrava o seu interesse pela música, o fado em particular. "Passou a ser amante do fado, sobretudo da Amália, o grande ídolo. Quando ia ao Minho, levava revistas onde se falava da Amália, foi ele que nos cultivou o gosto do fado, coisa que não se ouve no Minho. Cantava fados da Amália lá no quintal, o que para nós era desconhecido. O que é certo é que gostávamos de ouvir", continua Jaime Ribeiro quando discorre sobre o gosto pela música que então a família descobria em António. "Recordo-o também, quando ele já tinha vinte e tal anos, numa dessas férias, a compor uma canção relacionada com a aldeia. Lembro-me da letra - 'todas as manhãs, bem antes do sol na montanha despontar; era acordado pelos camponeses que passavam a cantar; sempre a mesma animação; e eu senti então uma vontade louca de os acompanhar'. Este é um quadro muito próprio da nossa aldeia, pois próximo da nossa casa existia uma quinta para a qual se dirigiam ranchos de jornaleiros que passavam muito cedo, cantando enquanto se dirigiam para o trabalho. Isto é um paradoxo porque hoje vivemos num mundo de tristeza em que as pessoas têm tudo mas andam sempre cabisbaixas." António Variações nunca viria a gravar esse tema.
    Depois do escritório veio a tropa. Em 1964, António foi destacado para Angola, durante a guerra, onde veio a operar na retaguarda, como especialista em mensagens cifradas. Cumpriu a comissão de três anos e quando regressava a Portugal, mesmo depois de cumprir o serviço militar, não podia sair do país sem autorização da polícia política dado estar em posse do sistema de descodificação de mensagens confidenciais do Exército. É com um certo enlevo que o irmão mais novo descreve as fotografias que António enviava do Ultramar, em situações diversas como quando estava a banhos num rio ou, "o que me espanta muito - porque ele quando veio para Lisboa deixou de praticar a religião católica -, rodeado de meninos negros a dar catequese."
    Cumprida a comissão, António regressou a Lisboa e começou a viajar para Londres - onde ainda hoje se encontra outro irmão, José, que também seguiu o ofício de barbeiro - e Amesterdão, onde viria a aprender essa arte. Nessas viagens "desenrascava-se a lavar pratos para arranjar alguns trocos" e quando chegou a Lisboa foi trabalhar para os salões de Isabel Queiroz do Vale, no Centro Imaviz, primeiro, e no Centro Comercial Alvalade, depois, onde trabalhou com Zé Carlos.
    "Para a família foi uma surpresa ele enveredar por essa profissão - barbeiro, pois não admitia que lhe chamassem cabeleireiro", prossegue Jaime Ribeiro. Foi nessa altura que António comunicou ao irmão o seu gosto pela composição de canções. "Soube mais tarde que ele até tinha assinado um contrato com a Valentim de Carvalho, em 1977 ou 1978. Não sei em que contexto, penso que enviou uma maqueta e eles acharam que aquilo tinha pernas para andar."
    lisboa, nova iorque, amesterdão
    Na altura António já actuava ao vivo, em discotecas de Lisboa como o Trumps, acompanhado do seu grupo Variações. Mas a demora em cumprir o contrato por parte da editora fez com que pedisse ajuda ao irmão recém-licenciado em Direito, que então enviou uma carta para a companhia discográfica sugerindo a resolução do caso, que se resumia à gravação de um single. "Quando fiz essa intervenção estávamos em 1980. Passados uns meses ele disse-me que a carta tinha dado resultado e que a editora já o tinha contactado para entrar em estúdio. 

    Fiquei surpreso porque não acreditava muito nas potencialidades do António mas o certo é que gravou mesmo o maxi-single 'Povo que lavas no rio' / 'Estou Além'."

    Essa primeira gravação, nos estúdios de Paço d'Arcos, foi produzida por Ricardo Camacho (Sétima Legião, hoje clínico no Hospital Curry Cabral) e viria a ser editada em 1982. Até então, a editora debatia-se com as dúvidas sobre onde encaixar o novo artista, o tal que estava "entre Braga e Nova Iorque" e que tinha por interlocutores ora Nuno Rodrigues (da Banda do Casaco) ora Mário Martins (produtor de Marco Paulo, entre outros), à época responsáveis pelo departamento de Artistas & Reportório da editora. Jaime Ribeiro ainda lembra os tempos em que António foi mordomo, em 1981, das festas religiosas da paróquia onde nascera ou a adoração que sempre dedicou à mãe - e que o levaria a compor "Deolinda de Jesus", incluído no segundo álbum. Mas a partir do momento em que editou o disco de estreia, "Estou Além" (1982), António Variações viu a sua imagem projectada para todo o país. O choque causado pelas sua apresentações nos programas de Júlio Isidro, por exemplo - onde se estreou vestido de comprimido -, ou pelos telediscos que gravara iria dar que falar.
    Teresa Couto Pinto trabalha hoje em produção de cinema e teatro e foi a primeira agente/manager de Variações. "Descobriu-o quando trabalhava numa loja chamada Parafernália, num centro comercial perto da Rua Castilho onde também estava o Manuel Reis [que viria a lançar outras lojas e clubes como o Frágil e o Lux], o Quintela, a [estilista] Manelinha Gonçalves da Loja Branca... O António ia lá muitas vezes e uma vez vendi-lhe uma 'liseuse', porque ele era coleccionador de peças de decoração - tinhas colecções que guardava numa arrecadação do terraço. Ele costumava ir às sete da manhã para a Feira da Ladra, com uma lanterna, comprar coisas. Conheci-o quando ele lançava ao vivo o 'Toma o comprimido', no Trumps, na altura em que ele me pediu para tratar das coisas dele. Era acompanhado por uma banda que se chamava Os Anjos e da qual faziam parte o Francis [ex-Xutos & Pontapés, ex-UHF, ex-Ravel] e o Carlos Barbosa. Não me recordo dos outros porque não costumava assistir aos ensaios. Sei que o Dino [recentemente falecido, quando já era dirigente da comunidade Hare Krishna em Lisboa] fazia de comprimido."
    As memória que Teresa guarda de António estão mais perto de Nova Iorque do que de Braga.


    Relembra os tempos dos "vanguardistas" no Bairro Alto de Lisboa e concede a Variações um papel de pioneiro, algo afastado das suas raízes familiares. O outro lado da questão, portanto. Lembra-se de concertos memoráveis, como um fim-de-ano na discoteca Summertime, no Algarve, e outro na Horta da Fonte, no Cartaxo: "O carisma do António era incrível. Em Peniche, onde íamos às lojas de velharias, as pessoas paravam na rua para o cumprimentar e para lhe darem os parabéns. Ao mesmo tempo, ele era aceite pela elite de Lisboa e do Bairro Alto, que na época comandavam a moda em Portugal. O Manuel Reis tentava convencê-lo a deixar a barbearia da Rua de São José e a instalar-se no Bairro Alto, que era o sítio onde ele devia estar."

    De Lisboa a Amesterdão foi outro pulinho, e pretexto para inúmeras viagens de Variações até à Holanda. "Teve um namorado que foi muito importante na vida dele, o Balder, que era actor e que vinha cá frequentemente. Apesar de o António não falar da sua intimidade, ele foi muito importante. Porque era uma pessoa com outra vivência, pois vivia na Holanda, onde se passava tudo nos anos 80. Cá não existia abertura nenhuma e ir à Holanda era uma experiência mística. O António prezava muito a opinião dele, a ponto de serem quase almas gémeas. Foi aí que o António começou a ir às discotecas onde despontava a música de dança, mas ele ia a todo o lado onde existissem novidades."
    Em Lisboa, Teresa lembra-se da Festa do Pós-Modernismo, na Sociedade de Belas-Artes, por ocasião do lançamento da revista "Destaque" de Leonel Moura, em que Variações foi vestido com uma rede de capoeira, mas sobretudo dos inúmeros concertos em que era convidado para actuar. "No Verão em que ele morreu desmarquei mais de uma centena de espectáculos.


    Era um disparate de concertos seguidos, muitas vezes com duas datas no mesmo dia. Cobrava 600 contos por concerto [ou três mil euros, a preços de hoje], o que já era dinheiro."

    Vítor Rua, juntamente com Toli César Machado, na altura seu colega nos GNR, constituíram a equipa que produziu o primeiro álbum de Variações, "Anjo da Guarda". Viriam a ser substituídos mais tarde por Moz Carrapa, que completou os trabalhos, mas para Vítor Rua (hoje nos Telectu) a colaboração com Variações não deixou de ser marcante: "Ele era muito tímido, o que até pode parecer um paradoxo. Quando ia lá a casa ficava muito calado enquanto o Jorge [Lima Barreto] nos mostrava música e falava sobre música. Ele era uma esponja, não conhecia música electrónica de Stockhausen ou Xenakis, mas quando ouvia, gostava e isso ficava-lhe estampado no rosto. Gostava muito de jazz. Lembro-me dele maravilhado com as coisas que lhe mostrávamos." Rua lembra também o episódio em que Variações, em estúdio, lhe pediu uma música "que fizesse a terra tremer", e como então gravou várias pistas num sintetizador que viriam dar origem ao tema "Visões-ficções (Nostradamus)".
    Carlos Maria Trindade, com Pedro Ayres Magalhães, colaborou intensamente nas sessões de gravação do segundo álbum, "Dar e Receber", no qual, aliás, participaram todos os outros membros dos Heróis do Mar, que já conheciam António desde o final dos anos 70 (uma das mais conhecidas fotografias do Corpo Diplomático foi tirada na barbearia de Variações). Já António mostrava evidentes sinais de cansaço e de comoção, como quando gravou a faixa "Deolinda de Jesus", dedicada à sua mãe, e que terminou num pranto. Ou quando pedia para descansar entre cada "take". No entanto, até perto do fim nunca dispensou as idas diárias ao ginásio, para fazer musculação e natação, ou os sumos de frutas que bebia e que lhe garantiam aquele "cabedal". "Não tomava drogas", relembra Teresa Pinto Couto.
    Faleceu na noite de Santo António (tal como Fernando Pessoa) em 1984 e no Hospital da Cruz Vermelha, onde estava internado no serviço de doenças infecto-contagiosas. A certidão de óbito dá como certa uma broncopneumonia bilateral extensa como a causa da morte, mas os cuidados postos na selagem do caixão levam a crer que era seropositivo e que foi uma das primeiras vítimas de sida em Portugal, o que não foi confirmado pelos médicos. Teresa Pinto Couto alternava com Jaime Ribeiro as noitadas passadas no hospital e o irmão ofereceu-lhe uns auscultadores para que pudesse ouvir as suas novas músicas tocarem na rádio. Os Heróis do Mar levaram-lhe as provas da capa do álbum. Ele só pedia, confirmou Carlos Maria Trindade, "que o tirassem dali"

    ARTIGO DE MIGUEL FRANCISCO CADETE / PÚBLICO / 09-07-2004

    Aldeia de Moás

    Abençoada Víbora

    Trás os Montés

    Mogadouro

    Lo Pingacho - Né Ladeiras

    quarta-feira, 22 de junho de 2011

    Menino Jesus da Cartolinha recebe fardas da GNR e PSP

        O Menino Jesus da Cartolinha tem agora duas novas fardas: uma da GNR, outra da PSP.A imagem que remonta ao séc. XVIII aumenta assim o seu guarda-roupa depois de o ex-ministro da Administração Interna, Rui Pereira, nascido no concelho de Miranda do Douro, ter prometido esta entrega aquando da sua última deslocação ao concelho.  A entrega foi feita esta terça-feira e o ex-ministro foi representado pelo governador civil.
    “É um acto simbólico porque o ministro é nascido em Duas Igrejas e como é conhecedor das tradições de Miranda do Douro decidiu oferecer duas fardas ao Menino Jesus da Cartolinha: uma da Guarda Nacional Republicana e outra da Policia de Segurança Pública” refere Jorge Gomes, acrescentando que é “um reconhecimento da capacidade e da garantia que a PSP e GNR tem dado aos cidadãos”.
     O segundo comandante distrital da GNR mostra-se orgulhoso em ver o nome da Guarda Nacional Republicana associado ao Menino Jesus da Cartolinha. “É um reforço na forma como a GNR encara o dia-a-dia. É para nós mais um exemplo a seguir e temos muito gosto em ver o nosso uniforme associado a um ícone tão forte de Miranda do Douro como é o Menino Jesus da Cartolinha” refere o Tenente-coronel Sá Pires.Também o comandante distrital da PSP vê a partir de agora o Santo Menino, como o protector dos polícias. “A partir de agora teremos no Menino Jesus da Cartolinha um protector dos polícias para nos ajudar a prestar um serviço de melhor qualidade e mais eficiente” afirma Amândio Correia.
    Ver o Menino Jesus da Cartolinha, vestido de GNR e PSP, será a partir de agora mais um motivo de atracção aos visitantes da Sé Catedral de Miranda do Douro.
    Escrito por CIR

    Até sempre, Tio Artur

    Figura emblemática de Bragança faleceu aos 72 anos, vítima de doença
    Centenas de pessoas encheram a igreja de Santo Condestável para dizer o último adeus a Elísio Artur Carpinteiro, o homem que transformou o “Bem Falado” em um dos mais emblemáticos locais de convívio de Bragança.
    O inigualável “Tio Artur”, como era e será sempre conhecido pelos clientes (que rapidamente se transformavam em amigos), marcou várias gerações de alunos do Instituto Politécnico e do ISLA-Bragança, que ali davam largas à boémia estudantil, sempre acompanhados pela boa disposição de Artur Carpinteiro. Mas não só, porque o Bem Falado era um verdadeiro “Cantinho dos Amigos”, de pessoas de todas as idades e das mais diversas condições sociais, tal como o “Tio” gostava de realçar.
    O Jornal Nordeste teve o prazer de elaborar duas reportagens com esta figura ímpar da cidade de Bragança, que sempre foi mestre na arte de bem receber e de fortalecer amizades. Sabe-se que já existe um movimento para mudar o nome da rua da Terra Fria, onde se situa o “Bem Falado”, para “Rua Tio Artur”, sendo certo que é necessária a aprovação dos moradores e da Assembleia Municipal.
    Esta não seria a primeira homenagem que Artur Carpinteiro receberia do Município, já que, em 2009, foi distinguido na Gala das Empresas promovida pela autarquia. Aliás, o presidente da Câmara Municipal de Bragança, Jorge Nunes, foi uma das individualidades que marcou presença no funeral, realizado na passada quarta-feira, onde familiares e milhares de “sobrinhos” viram partir este grande “Tio Artur” com muita tristeza.
    A hora é de pesar, mas o “Bem Falado” continua de portas abertas, porque este foi sempre o desejo de Artur Carpinteiro, que a família faz questão de cumprir.
    in:jornalnordeste.com
    Artº 4º, ponto 1 do Regulamento Toponímico da Cidade de Bragança "Compete à Câmara Municipal de Bragança atribuir topónimos sob sugestões de entidades representativas do município, designadamente
    a Assembleia Municipal."

    Adeus Alzheimer

    Interessante e Relaxante. Vamos lá puxar por essa mona.