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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

“Corpo sem chão”, obra literária aborda pela primeira vez caso da “Santa de Vilarchão”

Após a publicação do livro de poesia “Almejado Retorno”, Aida Borges, presenteia os leitores com o seu primeiro romance, “Corpo sem chão”.
A obra, que tem tanto de ficção como de histórico, baseia-se num acontecimento que teve lugar em Vilarchão, concelho de Alfândega da Fé, nos anos 40 do século passado. 
O caso, que ficou conhecido como a “Santa de Vilarchão”, fez correr muita tinta nos jornais da época. A aldeia chegou até a ser apelidada como a Fátima transmontana. Uma história que parecia perdida no tempo, esquecida, mas que Aida Borges resgatou para as página do seu primeiro romance. D. José Cordeiro - Bispo de Bragança Miranda – recorda isso mesmo no prefácio da obra e escreve: “Denunciando um entranhado afeto pelas suas raízes, com uma fundamentada abordagem histórica, Aida Borges, desencrava do impasse um episódio que dominou, em meados do século XX, as atenções sobre a aldeia de Vilarchão (…) O caso aqui retratado teve, sem dúvida, os seus desacertos, estes bem estampados no decurso da narrativa, e Aida Borges teve o condão de não o lançar à maneira de juízo, mas de o tomar no seu realismo, resgatando nele o essencial.”
Aida Borges é, provavelmente, a primeira autora a debruçar-se sobre este caso. “Corpo sem Chão” é uma história ficcionada, mas que aborda um acontecimento marcante da história de Alfândega da Fé. Tal foi referido pela Presidente da Câmara Municipal, Berta Nunes, durante a apresentação da obra, que decorreu na Biblioteca Municipal.
A primeira incursão de Aida Borges na prosa impressiona pela “qualidade linguística, pela estrutura e pelo valor etnográfico”. Estas foram algumas das razões apontadas por Francisco José Lopes, autor de um dos prefácios, para a leitura da obra. “Este romance fala de milagres, de crenças e descrenças, de amores e de paixões, de vida e de morte, de amizade e de traição, de encontros e desencontros, de ideias e de opiniões, de sonhos e de esperança e em si mesmo encerra vários dramas secundários que servem o drama central, embora alguns destes momentos ditos secundários pareçam, por vezes, querer assumi relevo maior, para depois acabarem por ceder espaço à ideia inicial”, escreve.
No livro a realidade e ficção vivem de mãos dadas. Uma realidade que Aida Borges bem conhece, desde menina que ouvia falar na “santinha”. Bastou o desafio do marido para se lançar na investigação deste episódio da história recente do concelho. A realidade foi-se misturando com a ficção e ganhou forma neste “Corpo sem Chão”.
Recorde-se que Aida Borges é natural de Vilarchão, Alfândega da Fé. Por motivos de ordem pessoal e profissional reside em Coimbra. É enfermeira, com mestrado integrado em psicologia clínica e pós-graduação em psicologia e psiquiatria forense. Publicou a primeira obra em 2011 e agora estreia-se na ficção com este “Corpo sem Chão”, que nas palavras de Francisco José Lopes, é “também um hino às gentes da terra que a viu nascer e, por intermédio delas, a todos os transmontanos, residentes ou na diáspora.”
A divulgação e promoção de autores transmontanos com especial destaque para os naturais, residentes ou com raízes em Alfandega da Fé, tem sido uma das políticas levadas a cabo pela autarquia no campo cultural. Uma forma de apoiar e incentivar a criação literária, mas também de possibilitar a formação de novos leitores. Daí que já no dia 9 de novembro, o Auditório da Biblioteca Municipal volte a abrir as portas para a apresentação de mais um livro de uma autora Alfandeguense. Trata-se da obra “Entre Margens”, de Regina Gouveia. Esta é a mais recente publicação da autora, um livro de poesia que é o resultado do 1º lugar conseguido no XVII concurso Poesia em ti, promovido pela APPACDM de Setúbal. A sessão tem lugar a partir das 16.00h.

in:noticiasdonordeste.net

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