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SOBRE O BLOG: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite. Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues e João Cameira.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blog, apenas vinculam os respetivos autores.

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Está aí à porta o Quintanilha Rock

Música, ritmo, campismo, boa comida e muito calor já esperado a partir do final da semana com a divina possibilidade para os festivaleiros de arrefecerem os seus corpos na água pura e cristalina do rio Maças ao som de djs convidados.
É já esta quinta-feira, dia 5 de julho, que terá lugar a tão aguardada abertura oficial do Quintanilha Rock (QR) que, nesta edição de 2018, conta com um orçamento próximo dos 30 mil euros.

Logo no primeiro dia do festival, destaque para o Encontro Geracional que irá acontecer bem no coração da aldeia anfitriã do QR 2018, onde a música e um convívio salutar entre jovens e idosos, nativos e forasteiros estarão na ordem do dia. “Uma vez que o Quintanilha Rock decorre na aldeia, a melhor forma de agradecer é oferecermos no primeiro dia as atividades todas que nós temos para as pessoas na aldeia”, frisou Leonor Afonso, garantindo que “será um dia gratuito para o público em geral”, em que a aposta será concretizada no “convívio geracional”, onde a organização espera unir “os festivaleiros e os habitantes da aldeia, sejam novos ou velhos”.

De acordo com a responsável, “quem quiser adquirir a pulseira, apenas necessitará fazê-lo para sexta e sábado porque nesses dias o festival decorrerá no Parque do Colado como habitualmente”. Depois do jantar comunitário, haverá uma novidade, uma atuação do artista de stand up comedy da margem sul de Lisboa, RUIM, que abrirá as hostes para os concertos que se seguirão.

Certo é que serão três dias, entre 5 a 7 de Julho, em que o ecletismo de uma música alternativa ibérica regressa para conquistar novamente as águas e as margens do rio Maças, assim como a alma dos muitos festivaleiros que têm vindo a acompanhar a evolução de um evento que teve a sua génese corria o verão de 2001.

Octa Push, Bed Legs, Galgo, El Lado Oscuro de la Broca, Baxtards, Cavalheiro, Lapantim e 90 Cutz são, apenas, alguns dos nomes que irão marcar presença na edição de 2018 do QR, sendo que alguns são repetentes e já bem conhecidos do público transmontano

Aquele que é um festival conhecido por misturar o lado selvagem com a cultura e o espírito de aventura num cenário idílico banhado pelo rio transfronteiriço “Manzanas”, continua a “apostar” na vertente ibérica, apesar deste ano o número de bandas espanholas ser muito menor. Um fator que Leonor Afonso justifica como tendo sido propositado, já que se pretende aqui, segundo a própria, “estreitar relações” não só com a comunidade, mas, sobretudo, com as bandas da cidade de Zamora. E esta convicção é tão forte que a apresentação do festival acabou por acontecer, também, na cidade espanhola. “Queremos continuar a ser um festival ibérico, isto é, queremos continuar a ter bandas portuguesas e espanholas, mas este ano a nossa aposta, a nossa preocupação era chegar aos nossos vizinhos mais próximos que são os zamoranos”, sustentou, alegando que “queremos estreitar laços com essa comunidade, daí que as duas bandas espanholas sejam de Zamora”.     

Leonor Afonso soube, ainda, aproveitar a presença da Comunicação Social na apresentação do festival no Salão Nobre da Câmara Municipal de Bragança para “lançar um apelo” a todos os festivaleiros. “O Quintanilha Rock decorre num espaço privilegiadíssimo que faz parte do Parque Natural de Montesinho e que integra a Rede Natura 2000 com espécies de flora e fauna em vias de extinção e, nesse sentido, o apelo que eu faço a todos os festivaleiros nesta edição de 2018 é que se preocupem mais com a questão ambiental, onde colocam o lixo, já que existem vários pontos de recolha, terem o máximo de atenção com as piriscas dos cigarros, para que as pessoas que queiram usufruir da praia fluvial depois do Quintanilha Rock não sentirem que ali decorreu qualquer festival”, argumentou a principal responsável, que espera receber, nesta edição, pelo menos as mesmas sete mil pessoas, de ambos os lados da fronteira, que marcaram presença no Parque do Colado no ano transato. 

Quer as pulseiras, quer as entradas, poderão ser adquiridas com antecedência em Quintanilha, nos dois cafés da aldeia, e em Bragança no bar Praça 16, no Lost Corner na Praça da Sé e na Taska.

Um importante apoio, que se tem revelado fundamental, tem sido o do município brigantino. Não só pelo montante dedicado ao festival, seis mil euros, sensivelmente, mas, também, por outros tipos de suporte, nomeadamente, logístico.

Em representação do executivo brigantino na apresentação do QR 2018, esteve a vereadora da Cultura e da Educação que exaltou a importância deste género de eventos para a promoção da própria região, até porque, afirma, “a cultura não tem preço”. “Todo o investimento que se possa fazer na cultura nunca é demasiado, até porque o retorno que nós temos desse investimento poderá não parecer imediato, mas é sempre a média e a longo prazo”, explica Fernanda Vaz Silva, para quem “a mudança de mentalidade” é fundamental. “A cultura tem vindo a ser uma aposta clara do município e é nessa perspetiva que nós dizemos que a cultura não tem preço”, reitera, fazendo sobressair, simultaneamente, o encontro geracional do dia 5 de julho por tudo aquilo que representa.

Mais informação AQUI.


Para terminar, resta frisar, ainda, o já habitual palco na praia com bandas e djs para animar aqueles que decidirem e bem deleitar-se nas margens ou, inclusive, mergulhar nas águas limpas e transparentes do Maçãs, bem como a típica gastronomia tradicional, que continua a ser uma prioridade num festival que pretende como a própria organização defende, “dizer não ao fast food e ao descartável”.

Bruno Mateus Filena
in:diariodetrasosmontes.com

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