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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

segunda-feira, 7 de março de 2022

Produtores de amêndoa da região queixam-se de serem prejudicados com fruto americano no mercado nacional

 A amêndoa da região está a sofrer com a entrada da amêndoa americana no mercado português.


O problema não é de agora, mas começa a prejudicar fortemente o negócio dos transmontanos, tornando-o pouco lucrativo. José Rachado, de 40 anos, reside no Felgar, em Torre de Moncorvo, e tem 23 hectares de amendoeiras mas, no total, gere 50, entre plantações da mulher e do irmão. O agricultor tem as plantações em fase de transição para a agricultura biológica, pois, para já, é esta a única maneira de conseguir vender o fruto mais caro.

“Os americanos estão a conseguir produções na ordem dos 2200 a 3000 quilos de miolo por hectare e nós conseguimos apenas cerca de 500 quilos. O mercado está muito influenciado com a entrada desta amêndoa. Claro que há uma nuance, que é a amêndoa biológica, que nós produzimos e os americanos não, e que é paga ao dobro”, assinalou o produtor.

Apesar disto, a plantação de amendoais em Torre de Moncorvo tem vindo a crescer nos últimos anos. No âmbito do "Concelho em Destaque", lançado este ano na Rádio Brigantia e no Jornal Nordeste, este mês damos a conhecer este concelho, também muito conhecido pelo Queijo Terrincho. Bruno Cordeiro, director da Cooperativa de Produtores de Leite de Ovinos da Terra Quente, afirma que o futuro do queijo está seriamente comprometido.

“Já pensei muitas vezes que, mais ano menos ano, não vamos ter leite para fazer queijo. Todos os anos há criadores a desistir ou a reduzir ao rebanho”, afirmou.

Torre de Moncorvo é também conhecido por lá se situar a última aldeia piscatória de Trás-os-Montes, a Foz do Sabor. Os pescadores contam-se pelos dedos de uma mão e, há excepção de Maria Gomes, são todos homens. A pescadora, de 61 anos, é do Felgar, vive na Foz do Sabor há quatro décadas, e aprendeu o que sabe com o marido.

“Não é preciso tirar curso nenhum. Só não sei nadar mas levo o colete e pronto, está tudo bem”, explicou.

A Feira Medieval, que volta a acontecer este ano, de 8 a 10 de Abril, o Festival do Solstício, criado em 2015, o Vinho Sabor Douro, em homenagem aos vinhos da região, e as Festas da Boa Nova, que animam a quadra natalícia, são os eventos âncora de Torre de Moncorvo, um concelho para conhecer hoje, depois do noticiário das cinco.

Jornalista: Carina Alves

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