Número total de visualizações do Blogue

Pesquisar neste blogue

Aderir a este Blogue

Sobre o Blogue

SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

terça-feira, 3 de março de 2026

Azeite enfrenta desafios no mercado sul-americano

 O azeite é hoje um dos principais motores económicos de Trás-os-Montes e Alto Douro, sustentando centenas de produtores, cooperativas e pequenas empresas ligadas à fileira olivícola. No entanto, a fragmentação da produção e da comercialização continua a ser um dos maiores entraves à afirmação do azeite português em mercados de grande dimensão, como o bloco sul-americano, alerta Idalino Leão, presidente da CONFAGRI, Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal.


Para o dirigente, o setor precisa de reforçar a escala, a organização e a capacidade de comercialização, bem como apostar na valorização e diferenciação do produto, para responder aos desafios do novo contexto internacional.

Em causa está o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, que integra Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, assinado a 17 de janeiro de 2026 e já em aplicação provisória após aprovação pelo Conselho da União Europeia. O entendimento visa facilitar a troca de bens, através da redução de tarifas e barreiras comerciais, embora tenha gerado polémica por questões ambientais e pela concorrência no setor agrícola.

Idalino Leão reconhece que podem existir vantagens para produtos como o azeite, mas considera que o setor não pode encarar o acordo com excesso de entusiasmo. Para que represente uma verdadeira oportunidade estratégica, será necessário transformar potencial em crescimento sustentável:

Numa região como Trás-os-Montes e Alto Douro, onde o azeite assume um papel determinante na economia local, o dirigente sublinha que a fragmentação continua a limitar a capacidade de afirmação em mercados exigentes e de grande escala. Defende ainda que o novo contexto internacional impõe mudanças estruturais nas cooperativas e nas estratégias comerciais:

Apesar dos desafios, o setor tem vindo a crescer, com aumento da área de olival e reforço da posição de Portugal enquanto produtor à escala mundial. Ainda assim, Idalino Leão lembra que produzir não basta, sendo essencial valorizar e diferenciar o azeite português, nomeadamente o que é produzido em territórios como Trás-os-Montes e Alto Douro, onde qualidade e tradição caminham lado a lado:

Para a região transmontana, onde o azeite representa rendimento, identidade e fixação de população, o acordo entre a União Europeia e o Mercosul pode abrir novas portas. Contudo, o setor é chamado a reforçar organização, escala e capacidade de comercialização, para que o azeite de Trás-os-Montes e Alto Douro consiga afirmar-se de forma competitiva e sustentável no mercado internacional.

Cátia Barreira

Sem comentários:

Enviar um comentário