Perante uma audiência composta por investigadores, agentes culturais e representantes de diversas comunidades, Rui Costa sublinhou a relevância contemporânea destas práticas tradicionais, frisando que os rituais e as máscaras não devem ser encarados como meros vestígios do passado. Pelo contrário, referiu, tratam-se de manifestações vivas, em permanente evolução, que continuam a desempenhar um papel fundamental na construção de identidades coletivas, no fortalecimento dos laços comunitários e na relação das populações com o território.
Durante a sua intervenção, o responsável destacou ainda o peso do património cultural imaterial na Região Norte, classificando-o como um legado profundamente enraizado, mas também como um recurso estratégico com impacto cultural, social e económico. Neste contexto, defendeu a importância de iniciativas que promovam o intercâmbio de conhecimento, o diálogo entre diferentes geografias e a projeção internacional destas tradições, alertando, contudo, para a necessidade de garantir um equilíbrio entre valorização e preservação, bem como entre promoção e autenticidade.
Rui Costa reforçou igualmente o compromisso da CCDR NORTE no apoio a projetos dedicados à salvaguarda, estudo e valorização do património imaterial, considerando-o um pilar essencial para a coesão territorial e para o desenvolvimento sustentável da região.
No final, deixou uma palavra de reconhecimento às comunidades locais, que classificou como as verdadeiras guardiãs deste património, destacando o papel ativo que continuam a desempenhar na sua preservação e transmissão às gerações futuras. Entre os exemplos referidos esteve a comunidade de Bemposta, com a figura do Chocalheiro, bem como as várias representações presentes no desfile integrado no encontro.

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