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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

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COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Autarca de Vinhais pede revolução no Montesinho porque ardeu “o pulmão do concelho, na Serra da Coroa”

 O presidente da Câmara de Vinhais, Luís Fernandes, pede mudanças no Parque Natural de Montesinho para facilitar ao combate aos incêndios “cada vez maiores e difíceis de resolver”, explicou ao Mensageiro. “Há sempre muita dificuldade em tudo, como nas limpezas, mas agora já não há nenhuma porque ardeu tudo”, lamento Luís Fernandes.


Urgência para projetar o futuro do parque

O autarca convocou uma reunião de emergência da cogestão do Parque Natural de Montesinho, envolvendo a Câmara de Bragança e o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, bem como outras entidades, para analisar os incêndios, perante a enormidade dos prejuízos que o fogo do passado fim-de-semana deixou na União das Freguesias de Moimenta e Montouto, bem como na União das Freguesias de Soeira, Fresulfe e Mofreita. “A área que ardeu é muito grande. São cerca de 2100 hectares. Há prejuízos muito grandes, desde logo a parte florestal. Digamos que ardeu quase o pulmão do concelho aqui na parte da Serra da Coroa”, desabafou o presidente da Câmara que quer refletir sobre o futuro. “Precisamos de ver isto de outra forma”, apontou.

Somam-se os estragos na área agrícola, sobretudo, nos soutos. “São muito grandes a nível do setor da castanha, dos castanheiros que arderam, bem como vários apiários. É claro, que o trabalho para ver os danos no terreno só vai começar a ser feito agora, porque até agora nem sequer era possível ou melhor não era conveniente entrar na alguns locais, porque ainda havia reacendimentos e temperaturas muito altas nos solos. Portanto, também não foi feita ainda uma avaliação profunda de todos os estragos, que de qualquer maneira são significativos”, adiantou o autarca.

Arderam também a antiga casa do parque de Dine e o moinho da Mofreita. “A verdade que essas casas, de alguma forma e infelizmente, já estavam quase obsoletas, porque estavam abandonadas há muitos anos, mas de qualquer maneira não deixaram também de ainda ficar pior. Agora em termos de habitações e armazéns agrícolas não há estragos”, assegurou.

Glória Lopes

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