O autarca convocou uma reunião de emergência da cogestão do Parque Natural de Montesinho, envolvendo a Câmara de Bragança e o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, bem como outras entidades, para analisar os incêndios, perante a enormidade dos prejuízos que o fogo do passado fim-de-semana deixou na União das Freguesias de Moimenta e Montouto, bem como na União das Freguesias de Soeira, Fresulfe e Mofreita. “A área que ardeu é muito grande. São cerca de 2100 hectares. Há prejuízos muito grandes, desde logo a parte florestal. Digamos que ardeu quase o pulmão do concelho aqui na parte da Serra da Coroa”, desabafou o presidente da Câmara que quer refletir sobre o futuro. “Precisamos de ver isto de outra forma”, apontou.
Somam-se os estragos na área agrícola, sobretudo, nos soutos. “São muito grandes a nível do setor da castanha, dos castanheiros que arderam, bem como vários apiários. É claro, que o trabalho para ver os danos no terreno só vai começar a ser feito agora, porque até agora nem sequer era possível ou melhor não era conveniente entrar na alguns locais, porque ainda havia reacendimentos e temperaturas muito altas nos solos. Portanto, também não foi feita ainda uma avaliação profunda de todos os estragos, que de qualquer maneira são significativos”, adiantou o autarca.
Arderam também a antiga casa do parque de Dine e o moinho da Mofreita. “A verdade que essas casas, de alguma forma e infelizmente, já estavam quase obsoletas, porque estavam abandonadas há muitos anos, mas de qualquer maneira não deixaram também de ainda ficar pior. Agora em termos de habitações e armazéns agrícolas não há estragos”, assegurou.


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