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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Azeitona com boas perspetivas de produção, mas custos pressionam olivicultores

 As perspetivas para a próxima campanha da azeitona são positivas em Trás-os-Montes, apesar da persistência das temperaturas elevadas e da falta de água.


Os produtores ouvidos pela Rádio Onda Livre apontam para uma boa produção, mas alertam para o aumento dos custos e para a descida dos preços do azeite na origem.

Nos olivais tradicionais, a falta de precipitação continua, no entanto, a ser uma preocupação. Luís Fernandes admite que, se a seca persistir e não houver chuva em quantidade em setembro e no início de outubro, a produção pode ser afetada:

Já José Castro, da empresa Sá Morais Castro, com olivais nos concelhos de Macedo de Cavaleiros e Mirandela, destaca a importância do regadio. Nos seus olivais, a produção está a evoluir favoravelmente e a campanha poderá até ser antecipada:

A secretária-geral da Federação Nacional das Cooperativas Agrícolas de Olivicultores (FENAZEITES), Patrícia Falcão, também antecipa uma campanha superior à anterior, embora sublinhe que ainda é cedo para fazer previsões definitivas.

A responsável admite que Portugal poderá aproximar-se das 180 a 190 mil toneladas, caso não surjam imprevistos meteorológicos:

O cenário é menos favorável quando se olha para os preços. Patrícia Falcão aponta os valores atuais praticados no mercado, que considera insuficientes face ao aumento dos custos de produção:

Também José Castro confirma o aumento dos encargos com fertilizantes, produtos fitofarmacêuticos, combustível e mão de obra.

Segundo o produtor, o preço do azeite tem seguido uma tendência descendente no mercado espanhol, embora a evolução possa sofrer oscilações ao longo do ano:

Para os produtores, o desafio passa agora por garantir água, controlar os custos e valorizar a produção regional.

A FENAZEITES defende também uma maior valorização do azeite proveniente do olival tradicional, com uma diferenciação que permita compensar os custos de produção mais elevados.

A campanha ainda está longe de estar definida. A produção poderá aumentar face ao ano passado, mas o resultado final dependerá das condições meteorológicas nas próximas semanas e da evolução dos preços no mercado.

Fotografia – Sá Morais Castro

Jodie Pinto

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