A localidade é pequena, mas tem alguma emigração, tal como a esmagadora maioria das aldeias do distrito de Bragança.
Mariana Figueiredo, filha de emigrantes em Madrid (Espanha) naturais do Zeive, veio antes de agosto, primeiro do que a família, porque como completou este ano 18 anos e os pais já a deixaram vir sozinha.
A jovem revelou ao Mensageiro que é “apaixonada pelo Zeive, desde pequena”, tem ideia que os mais novos, da sua geração, filhos de emigrantes que partiram depois dos anos 90 gostam de vir de férias para Trás-os-Montes “em busca das suas raízes e da identidade”.
Apesar de Mariana viver em Madrid, uma das grandes capitais da Europa, contou que tem “uma grande conexão com a aldeia e as pessoas”. No Zeive procura saber do passado da família, de ouvir as histórias da avó e da tia, mas também a possibilidade de descontração, de abrandar a vida antes da pressão da entrada para a universidade em setembro. “Aqui tenho liberdade. Se ficasse em Madrid passava as férias em casa”, desvenda a jovem que aproveita para passear e andar de bicicleta no parque, sem poluição ou ruído. “Em Madrid faz muito calor, aqui também é quente, mas há locais frescos, há árvores. O Zeive em agosto é animado. Até ajudo a fazer a comida dos convívios ao fim de semana. Vou com os meus amigos ou familiares para as festas na cidade de Bragança ou até à piscina. É muito fixe”, descreve a jovem nascida e criada em Espanha.
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