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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Município de Mogadouro apresenta posição de discordância na Consulta Pública da Central Solar Fotovoltaica de Cereiro (Hibridização da Central Hidroelétrica de Bemposta)

 O Município de Mogadouro submeteu hoje, através do Portal Participa, a sua participação na Consulta Pública da Proposta de Definição do Âmbito do Estudo de Impacte Ambiental (EIA) do Projeto da Central Solar Fotovoltaica de Cereiro, tendo a mesma sido formalmente registada com a classificação de "Discordância".


Na exposição apresentada, o Município reafirma a posição institucional que tem vindo a defender relativamente à instalação de novas infraestruturas de produção de energia no concelho, considerando que Mogadouro já presta um contributo muito significativo para a produção nacional de energia renovável, através dos aproveitamentos hidroelétricos, parques eólicos e restantes infraestruturas energéticas existentes. - Entende, por isso, que o território suporta atualmente um nível de pressão territorial e ambiental que ultrapassa o que seria desejável numa perspetiva de desenvolvimento sustentável e de equilíbrio territorial.

Ao longo de um parecer técnico e jurídico exaustivo, o Município defende que o futuro Estudo de Impacte Ambiental deverá aprofundar matérias fundamentais como a avaliação dos impactes cumulativos, a capacidade de carga territorial, a proteção da paisagem, da biodiversidade, da agricultura, da pecuária, do património cultural, dos recursos hídricos e da atividade turística, propondo ainda a adoção de critérios metodológicos mais exigentes para a análise dos efeitos do projeto.

O Executivo Municipal sustenta que, caso essas metodologias sejam efetivamente aplicadas durante a Avaliação de Impacte Ambiental, a conclusão será necessariamente coincidente com a posição assumida pelo Município:

O concelho de Mogadouro já contribui de forma muito expressiva para a produção de energias renováveis e não deve continuar a receber novos projetos desta natureza, sob pena de comprometer de forma irreversível a qualidade ambiental, a paisagem, a atividade económica tradicional e a qualidade de vida das populações.

Na Declaração prévia que integra o documento submetido, o Município deixou expresso que se opõe veementemente à instalação de novas infraestruturas de produção de energia no concelho de Mogadouro, por entender que a continuidade desta pressão comprometerá de forma crescente os valores naturais, paisagísticos, agrícolas, turísticos e patrimoniais que constituem a identidade do território e o principal legado a preservar para as gerações futuras.

Pode consultar AQUI o documento completo da participação do Município.

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