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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Paulo Cortez investiga efeitos do eclipse nos animais

 Uma equipa de investigadores vai monitorizar aves, morcegos e outros animais selvagens durante o eclipse solar de 12 de agosto, no Parque Natural de Montesinho, para perceber de que forma a redução súbita da luminosidade poderá alterar o comportamento da fauna.


Ao Mensageiro, o investigador Paulo Cortez, da Universidade Politécnica de Bragança, explicou que a ideia surgiu após uma visita realizada no âmbito da Ciência Viva à Brama e acabou por ser integrada num projeto europeu promovido a partir de Espanha, com a participação das universidades de Sevilha e do Porto e do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO).

“Do ponto de vista da curiosidade científica, o que vale é conjugar esforços, porque assim conseguimos mais informação e mais resultados”, afirmou.

Os investigadores seguirão um protocolo comum, de forma a tornar comparáveis os dados recolhidos nas regiões de Portugal e Espanha onde o eclipse atingirá pelo menos 98% de obscurecimento.

No extremo nordeste do Parque Natural de Montesinho serão instalados gravadores acústicos e câmaras de fotoarmadilhagem. O equipamento permanecerá no terreno durante vários dias antes e depois do eclipse, permitindo comparar a atividade habitual dos animais com o comportamento observado durante o fenómeno.

O estudo estará particularmente centrado nas aves e nos morcegos. Paulo Cortez admite que a escuridão antecipada possa levar algumas aves a recolherem e os morcegos a iniciarem mais cedo a atividade noturna.

“Pode haver alguma confusão: os morcegos poderão começar a sair dos locais onde se abrigam e, quando voltar a clarear, regressarem”, explicou.

A equipa pretende também aproveitar dados de animais monitorizados por GPS, como os lobos, e avaliar através das câmaras uma eventual atividade de javalis e pequenos mamíferos.

Embora a fase total do eclipse dure apenas alguns segundos, os efeitos da diminuição da luz serão sentidos progressivamente durante cerca de uma hora antes e depois. Como o fenómeno ocorrerá próximo do pôr do sol, será necessário distinguir a resposta ao eclipse da atividade crepuscular normal.

António G. Rodrigues

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