Número total de visualizações do Blogue

Pesquisar neste blogue

Aderir a este Blogue

Sobre o Blogue

SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

terça-feira, 8 de setembro de 2026

Dia Internacional da Alfabetização – 8 de Setembro


 O Dia Internacional da Alfabetização, celebrado anualmente a 8 de setembro, representa uma das mais importantes datas dedicadas à educação, ao conhecimento e à dignidade humana. Esta celebração relembra ao mundo que saber ler e escrever não é apenas uma competência escolar, mas um direito fundamental de todas as pessoas e uma condição essencial para o desenvolvimento social, económico e cultural das sociedades.

A alfabetização constitui uma poderosa ferramenta de liberdade. Através dela, homens e mulheres conseguem compreender o mundo que os rodeia, participar na vida comunitária, exercer os seus direitos, defender as suas ideias e construir um futuro melhor para si e para as gerações seguintes.

Apesar dos enormes progressos alcançados ao longo das últimas décadas, milhões de pessoas em todo o mundo continuam privadas do acesso básico à leitura e à escrita. O Dia Internacional da Alfabetização surge, assim, como um momento de reflexão global sobre os desafios educativos ainda existentes e sobre a necessidade de construir sociedades mais justas e inclusivas.

O Dia Internacional da Alfabetização foi criado pela UNESCO — Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura — em 1966, durante a Conferência Geral realizada em Teerão, no Irão.

A primeira celebração oficial ocorreu em 1967.

A criação desta data teve como principal objetivo alertar governos, instituições e populações para o grave problema do analfabetismo existente em várias regiões do planeta, sobretudo em países pobres e em vias de desenvolvimento.

Na época, os números eram alarmantes:

milhões de crianças não frequentavam a escola; 
grande parte da população adulta não sabia ler nem escrever; 
muitas mulheres eram excluídas do ensino; 
a pobreza impedia o acesso à educação. 

A UNESCO reconheceu que o combate ao analfabetismo era essencial para promover:

o desenvolvimento humano; 
a igualdade social; 
a paz; 
o crescimento económico; 
a cidadania democrática. 

Desde então, todos os anos, o dia 8 de setembro passou a ser assinalado em numerosos países através de campanhas educativas, debates, programas de inclusão social, iniciativas culturais e ações de sensibilização.

A capacidade de ler e escrever nem sempre esteve acessível à maioria da população.

Nas civilizações antigas, a escrita era privilégio de pequenos grupos:

sacerdotes; 
escribas; 
nobres; 
governantes. 

No Egito Antigo, na Mesopotâmia, na Grécia e em Roma, apenas uma minoria dominava a leitura e a escrita. O conhecimento era visto como sinal de poder.

Durante a Idade Média, o acesso à educação continuou bastante limitado. Grande parte da população europeia era analfabeta. Os livros eram raros e escritos à mão por monges copistas nos mosteiros.

Foi apenas após a invenção da imprensa por Johannes Gutenberg, no século XV, que o conhecimento começou a espalhar-se mais rapidamente. A impressão de livros permitiu uma maior circulação de ideias e abriu caminho ao crescimento da alfabetização.

Mais tarde, durante os séculos XVIII e XIX, com a Revolução Industrial e o desenvolvimento das escolas públicas, muitos países começaram a perceber que a educação era indispensável ao progresso económico e social.

A escolaridade obrigatória tornou-se gradualmente uma realidade em várias nações europeias e americanas.

Portugal conheceu durante muitos séculos elevadas taxas de analfabetismo.

Até ao início do século XX, grande parte da população portuguesa, sobretudo nas zonas rurais, não sabia ler nem escrever. As dificuldades económicas, a pobreza e a falta de escolas contribuíam para essa realidade.

Após a implantação da República, em 1910, surgiram várias tentativas de modernização do ensino. Contudo, os progressos foram lentos.

Durante grande parte do século XX, especialmente nas décadas anteriores ao 25 de Abril de 1974, Portugal continuava a apresentar níveis significativos de analfabetismo, particularmente entre:

mulheres; 
idosos; 
populações rurais. 

Depois da Revolução de Abril, o país investiu fortemente na democratização do ensino. Foram criadas campanhas de alfabetização, aumentou-se o número de escolas e expandiu-se o acesso à educação obrigatória.

Hoje, embora Portugal tenha registado enormes avanços educativos, continuam a existir desafios relacionados com:

iliteracia funcional; 
abandono escolar; 
desigualdades educativas; 
exclusão digital. 

A alfabetização é considerada um direito humano fundamental.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada pela ONU em 1948, afirma que:

“Todas as pessoa tem direito à educação.”

Saber ler e escrever permite:

compreender informações; 
aceder à cultura; 
encontrar melhores oportunidades de trabalho; 
participar na vida democrática; 
defender direitos; 
melhorar a qualidade de vida. 

Uma pessoa alfabetizada ganha maior autonomia e independência.

A alfabetização também desempenha um papel fundamental:

na redução da pobreza; 
na promoção da igualdade entre homens e mulheres; 
na melhoria da saúde pública; 
no desenvolvimento sustentável. 

Apesar dos avanços globais, o analfabetismo continua a afetar centenas de milhões de pessoas.

Segundo dados internacionais:

muitas crianças continuam sem acesso à escola; 
milhões de adultos permanecem analfabetos; 
conflitos armados e crises humanitárias dificultam a educação; 
a pobreza extrema impede muitas famílias de manter os filhos na escola. 

As meninas continuam particularmente vulneráveis em diversas regiões do mundo, onde persistem desigualdades de género no acesso à educação.

Além do analfabetismo tradicional, surgiu também um novo desafio:

Na sociedade moderna, saber utilizar tecnologias, compreender informações online e comunicar digitalmente tornou-se igualmente essencial.

Nenhuma transformação educativa seria possível sem o trabalho dos professores.

Educadores desempenham um papel decisivo:

na transmissão do conhecimento; 
na formação humana; 
no desenvolvimento da cidadania; 
no incentivo à leitura; 
na construção de valores sociais. 

Muitos professores dedicam a vida à alfabetização de crianças, jovens e adultos, frequentemente enfrentando condições difíceis e escassez de recursos.

O Dia Internacional da Alfabetização também constitui uma homenagem ao trabalho silencioso e fundamental destes profissionais.

A alfabetização abre as portas da leitura, e a leitura abre as portas do mundo.

Ler:

desenvolve a imaginação; 
aumenta o conhecimento; 
melhora a comunicação; 
estimula o pensamento crítico; 
fortalece a criatividade; 
promove a liberdade intelectual. 

Os livros continuam a ser instrumentos poderosos de transformação humana.

Como afirmava o escritor brasileiro Monteiro Lobato:

“Um país faz-se com homens e livros.”

Ao longo da história, regimes autoritários frequentemente limitaram o acesso ao conhecimento, porque pessoas instruídas pensam, questionam e participam.

A alfabetização permite:

compreender direitos; 
interpretar leis; 
combater manipulações; 
defender a democracia; 
promover sociedades mais livres e conscientes. 

Educar é libertar.

Celebrar o Dia Internacional da Alfabetização significa:

valorizar a educação; 
reconhecer o papel dos professores; 
combater desigualdades; 
incentivar a leitura; 
promover oportunidades para todos. 

Mais do que ensinar letras e palavras, alfabetizar é oferecer dignidade, esperança e futuro.

O Dia Internacional da Alfabetização, celebrado a 8 de setembro, representa um apelo universal à construção de um mundo mais justo, humano e desenvolvido através da educação.

Num tempo marcado por rápidas mudanças sociais e tecnológicas, a alfabetização continua a ser uma ferramenta essencial de inclusão, liberdade e progresso.

Cada pessoa alfabetizada ganha voz, autonomia e capacidade de transformar a própria vida e a sociedade.

Porque aprender a ler e escrever não é apenas adquirir conhecimento — é descobrir novos horizontes, abrir caminhos e conquistar liberdade.

Texto: HM - com IA e IN

Sem comentários:

Enviar um comentário