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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

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COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Cristina Passas e Sónia Borges passam para o papel a história e a tradição da alheira de Mirandela em livro infantil

 Está oficialmente apresentada a “História da Alheira de Mirandela”, um livro dedicado a aproximar os mais novos a um dos maiores símbolos da identidade e da gastronomia mirandelense: o famoso enchido de fumeiro, que há 15 anos foi considerada uma das sete maravilhas da gastronomia portuguesa e que desde 2016 possui o selo da União Europeia de produto IGP, Indicação Geográfica Protegida.


Cristina Passas, de Mirandela, é a autora, que trouxe as suas memórias para esta obra, com o intuito de deixar “um legado histórico e cultural às crianças para transmitir às novas gerações a história, as tradições e os saberes associados à Alheira de Mirandela”.

Para além do cunho pessoal e familiar que incute no livro, Cristina Passas diz que este novo desafio que decidiu abraçar é também “a consequência dos 30 anos de trabalho na Associação Comercial e Industrial de Mirandela”, entidade gestora da Alheira IGP.

“As várias direções que foram passando acrescentaram sempre algo no posicionamento e na estratégia da Alheira de Mirandela para que ela continuasse a ser valorizada. Numa das reuniões, começámos a ter a preocupação de que a nova geração iria perder memórias das imagens que nós temos das nossas avós, na aldeia, na lareira, no convívio, e são realidades que, efetivamente, as nossas crianças não vão viver. Então, surgiu uma necessidade de acrescentar algo nessa área e surgiu a ideia de um livro infantil”, explica a autora.

Sónia Borges é a ilustradora do livro. Nascida e criada em Mirandela, confessa que não podia recusar o convite. “ Tinha de ser porque, primeiro, por terem logo confiado no meu trabalho e nas ilustrações, e depois por ser uma coisa muito nossa, da nossa região, e daquilo que também toca a nível pessoal e familiar, porque lembro-me muito bem que fazer alheiras era um evento familiar”, diz.

Sónia conta que foi “com grande entusiasmo” que desenhou a história, recorrendo às suas memórias pessoais e familiares. “Há aqui muita parte afetiva, emocional e simbólica”, confessa.

“Quando são livros criados por mim há algum surrealismo, aqui não pode haver. Houve uma grande preocupação em ser honesta e rigorosa quando estamos a falar de coisas históricas, quando aparece a estação de Mirandela, tem que ser essa e não uma inventada. Por isso houve aqui muita preocupação para que isso fosse justo. E há também muitas memórias familiares e da minha aldeia que estão presentes, porque é daí que vem a minha memória”, conta a ilustradora.

O Grão-Mestre da Confraria da Alheira de Mirandela sublinha a “enorme importância” desta obra para dar a conhecer a história do famoso enchido aos mais pequenos. “Precisamos que a história da Alheira de Mirandela seja conhecida nas crianças e acho que a forma como está ilustrada e a forma como está contada a história acho que é a cereja no topo do bolo”, diz Rui Cepeda, acrescentando que a obra também é uma forma de “preservar a identidade e genuinidade de um produto que ao longo dos anos tem vindo a ser constantemente valorizado”.

O presidente da ACIM explica que a ideia teve o compromisso de várias entidades e em particular de Cristina Passas, funcionária da associação. Filipe Carvalho não tem dúvidas da utilidade do livro para as gerações vindouras.

“Foi feito para os mais jovens, para conseguirmos transmitir o que é a alheira, o significado que tem para Mirandela e para que no futuro eles consigam absorver e transmitir também a nossa tradição”.

Também o presidente do Município de Mirandela elogia a obra. “É muito importante que nós passemos esta mística para os mais novos. Perceber que a alheira não aparece só nos supermercados, há uma história”, diz Vítor Correia, considerando que o livro vem “preencher uma lacuna que ainda existia para uma maior valorização deste património cultural e gastronómico do concelho”, que é a alheira de Mirandela.

O autarca sublinha que o livro vai permitir que os mais novo também percebam “somos um concelho que se orgulha do caminho que foi feito, somos conhecidos pela alheira e é importante que os mais pequenos tenham essa noção e tenham esse orgulho”, conclui.

O Centro Cultural de Mirandela acolheu, este domingo, a apresentação do livro “História da Alheira de Mirandela”, com texto de Cristina Passas e ilustrações de Sónia Borges, ambas mirandelenses, uma publicação editada pela LEYA que resulta de uma iniciativa promovida pela ACIM e pela Confraria da Alheira de Mirandela, com o apoio do Município.

A cerimónia de apresentação da obra contou com a presença do Secretário de Estado da Cultura, Desporto e Juventude, Alberto Santos.

INFORMAÇÃO CIR
(Escrito por Rádio Terra Quente)

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