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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

O Mel e as Moscas

De novo a minha crónica quinzenal vai beber num editorial do meu amigo Teófilo Vaz. O diretor do Jornal Nordeste, na sua edição de 25 de outubro, queixava-se da falta de eficácia dos políticos nordestinos no que toca às verdadeiras reivindicações que é suposto fazerem e levarem a cabo junto do poder central. Houve quem, com razão, reclamasse que é preciso distinguir o trigo do joio pois políticos há e houve que nada ficaram a dever à consciência nem se sentem em falta com os eleitores que neles confiaram. Ambos têm razão. É verdade que temos que prestar homenagem aos que se bateram e batem pelo desenvolvimento nordestino, não se cansando de reclamar no Terreiro do Paço tudo quanto falta a norte do Douro e a leste do Marão. Mas também é inegável que as carências são muito maiores que as soluções encontradas. Aos poucos que muito fizeram e fazem, juntam-se os muitos a quem o que mais interessa é a sua capela, o seu cantinho, a sua carreira e, muitas vezes, o seu partido. Essa é a principal razão da média baixa que traduz a fraca eficiência no carrear dos meios públicos para resolver os muitos problemas que atormentam o interior nordestino. É fácil concordar e subscrever que “nenhum autarca do distrito pode alhear-se de soluções capazes de dinamizar as atividades produtivas” e igualmente se sentir apreço por todos os “autarcas que procurem, queiram e saibam encontrar formas de cooperação para além do quintalzinho...”.

Contudo o desenvolvimento nordestino não pode fazer-se exclusivamente à custa e com base no investimento público. Há igualmente os empreendedores privados cuja atividade é cada vez mais importante e decisiva para o futuro comum. Alguns dirigentes locais já o assumiram e trataram de cativar e atrair investidores que suportem e dêm massa crítica aos seus projetos. Oferecem-lhe facilidades, ajuda, suporte e apoio.

Outros preferem destratá-los em locais públicos. Há até quem, supondo e invejando-lhes largos lucros, prefira ameaçá-los com taxas e impostos supondo imitar a Câmara Lisboeta que, recentemente, iniciou a conclusão do Palácio da Ajuda com dinheiro arrecadado em impostos turísticos. Esquecem que o nordeste não é a capital e que o que ali teve bons resultados pode ser dramático, se implementado por cá. Qualquer agricultor sabe bem que as árvores se podam quando são adultas e com excesso de ramagem; qualquer amputação, quando são jovens e em fase de desenvolvimento, pode ser-lhes fatal. Em termos de turismo, no nordeste, estamos, infelizmente, muito longe do tempo da poda. É altura de regar, arar, adubar e tratar com cuidado e dedicação.

O empreendimento privado tem livre arbítrio e é, por estas terras, escasso e disputado.

Se nuns locais é acarinhado e valorizado, enquanto noutros, pelo contrário é taxado e ameaçado, adivinhem onde será que qualquer empresário vai, naturalmente, investir os seus recursos?

José Mário Leite
in:jornalnordeste.com

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