Tamanho e quantidade de castanhas sofrem redução significativa devido à seca.
A seca afetou a quantidade e o calibre da castanha numa das regiões que mais produz em todo o País. Em Vinhais, no distrito de Bragança, as quebras rondam os 50%, este ano, num setor que movimenta todos os anos 25 milhões de euros. Bragança e Vinhais possuem a denominação de origem protegida da Terra Fria Transmontana e, juntos, os concelhos representam um terço da produção deste fruto. Por campanha, são colhidas 15 mil toneladas de castanha.
A dias de mais uma edição da Rural Castanea, a Festa da Castanha, que decorrerá no próximo fim de semana, ainda não estão contabilizados os números deste ano. "Em algumas zonas ainda se está em período de apanha porque a castanha ainda está a cair.
A baixa no produto só é compensada, de alguma forma, com o aumento dos soutos", explicou Carla Alves, coordenadora do evento.
O ano atípico atrasou a maturação do ‘ouro transmontano’ e mexeu com o certame dedicado aos produtos da terra - acontecia no final de outubro e foi adiado para o S. Martinho.
Além da seca, as pragas, como a vespa do castanheiro, continuam a preocupar os agricultores. Por isso, a Rural Castanea dedica-lhe as jornadas técnicas. "Não pretende ser somente um mercado de venda. Tratamos de assuntos ligados à produção. É fundamental para que se possa lidar com estes problemas", acrescentou Carla Alves ao CM.
Além do maior assador de castanhas do Mundo, já inscrito no livro do Guinness, e de vários pavilhões temáticos, será apresentada a nova valência do Parque Biológico de Vinhais, que vai passar, em breve, a ter um Parque Aventura.
Tânia Rei
Correio da Manhã

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