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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

segunda-feira, 2 de março de 2026

A quadra que vos deixo


 O Carlos Pires, responsável há mais de 20 anos pelo jornal do Infarmed ("Infarmed Notícias"),  publica mensalmente desde 0utubro de 2006, na newsletter interna da instituição (então "De Nós Para Nós" e agora "Infarnews") uma quadra com nota de contexto, geralmente inspirada no acontecimento,/episódio, mais noticiado, quer a nível nacional quer internacional, no mês em questão. Em 2021, reunidas em livro as quadras publicadas entre outubro de 2006 e novembro de 2020, deu à estampa, editado pela Âncora, "Redondilhando", esperando-se para 2027 a segunda edição atualizada do livro, incluindo também todas as quadras publicadas de então para cá. A quadra que vos deixo, divulgada em fevereiro, será uma delas, que em "Memórias... e outras coisas - Bragança", por nos lembrar um dos maiores revolucionários brigantinos, Alípio de Freitas, cantado por Zeca Afonso e condecorado pelo Presidente Jorge Sampaio, tenho o prazer de neste nosso contexto divulgar também.

Redondilhando…

Aos beirais da minha casa
Chegou gente clandestina,
São andorinhas de Gaza
Fugidas da Palestina.

Carlos Meles

Nota de contexto – Não ficando telha sobre telha com tanta destruição em Gaza, boas razões haveria para que as “sem-casa”, as andorinhas da Faixa - como os “sem-terra” no Brasil da ditadura –, passassem também a ter um merecido e revolucionário movimento de apoio. As “sem-casa”, como o enorme Alípio de Freitas associaria aos “sem-terra”, a quem este gigante transmontano de Vinhais cantado por Zeca Afonso e condecorado por Jorge Sampaio deu parte da vida no país-irmão, onde foi preso e torturado. Isto, fevereiro, as andorinhas, as “sem-casa” – na Faixa de Gaza como os “sem-terra” no Brasil. Como associaria Alípio, antigo padre mas sacerdote a vida inteira, que deixou de dizer missa em latim para que os fiéis melhor o entendessem.

HM

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