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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

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COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quarta-feira, 4 de março de 2026

Há cada vez mais imigrantes a pedir apoio em Bragança

 O pedido mais urgente é "mesmo financeiro" porque são famílias vulneráveis


Há cada vez mais imigrantes a pedir apoio, em Bragança, à Associação Entre Famílias. A entidade tem vindo também a registar um aumento significativo de pedidos de ajuda por parte de famílias com filhos mais velhos, quando o seu público-alvo tradicional são as grávidas e mães de bebés.

Andreia Correia, diretora técnica do Centro de Apoio à Vida, esclarece que os pedidos mais urgentes são financeiros, mas há diversas dificuldades. “Precisam de uma orientação a nível profissional, damos sempre alguns nomes de sítios onde possam encontrar um lugar para trabalhar, mas inicialmente o pedido mais urgente é mesmo financeiro, portanto são famílias vulneráveis. A nível emocional também é preciso trabalhar bastante, devido às condições que também têm algumas famílias e algumas mães, notamos um bocadinho esta necessidade formativa, o aprender o português, que também já temos uma outra entidade para onde as encaminhamos. Assim como na questão de saber onde se dirigir para tratar dos papéis que eles necessitam”, explica.

Ainda assim, a ajuda ao nível da documentação e burocracia não se destina apenas a quem vem de fora. “Quando eu falo de documentos englobo também todas as responsabilidades parentais, por exemplo, como fazer, há mesmo sem ser imigrantes pessoas que cá não têm possibilidades e não sabem que podem pedir apoio jurídico, por exemplo, na Segurança Social, isto é título de exemplo, e nós também fazemos toda esta parte, mas sim, a nossa população é maior, a maior parte da nossa população é imigrante, sim.

Segundo a responsável, apesar de o foco não ser o assistencialismo puro, a associação procura sempre dar resposta, como sendo a famílias com filhos mais velhos e até à distância. “Aqui temos tentado ajudar, inclusive à distância. A título de exemplo, temos uma menina que está em Lisboa e nós estamos a tentar ajudar, mais que não seja com a parte social, desde os apoios, também de residência.”, exemplifica.

Perante o aumento dos pedidos, tanto nesta como noutras instituições, a adaptação tem de ser constante. “Somos uma equipa multidisciplinar e prezamos exatamente pelo trabalho em equipa. Quando uma técnica confirma uma necessidade que antes não existia, mas que está existe neste momento, portanto, que é necessário combater, comunica à outra técnica. Portanto, temos um trabalho de equipa multidisciplinar e reunimos todas as semanas e discutimos os casos que temos mais, ou os novos que chegaram, ou aqueles cujos objetivos estão a mudar e temos que adaptar.”

Reconhecida como IPSS desde 2009, a associação tem como missão o apoio à vida “desde a conceção à morte natural”, prestando acompanhamento social, psicológico e formativo a grávidas, puérperas e famílias em situação de vulnerabilidade.

Escrito por rádio Brigantia

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