Há cada vez mais imigrantes a pedir apoio, em Bragança, à Associação Entre Famílias. A entidade tem vindo também a registar um aumento significativo de pedidos de ajuda por parte de famílias com filhos mais velhos, quando o seu público-alvo tradicional são as grávidas e mães de bebés.
Andreia Correia, diretora técnica do Centro de Apoio à Vida, esclarece que os pedidos mais urgentes são financeiros, mas há diversas dificuldades. “Precisam de uma orientação a nível profissional, damos sempre alguns nomes de sítios onde possam encontrar um lugar para trabalhar, mas inicialmente o pedido mais urgente é mesmo financeiro, portanto são famílias vulneráveis. A nível emocional também é preciso trabalhar bastante, devido às condições que também têm algumas famílias e algumas mães, notamos um bocadinho esta necessidade formativa, o aprender o português, que também já temos uma outra entidade para onde as encaminhamos. Assim como na questão de saber onde se dirigir para tratar dos papéis que eles necessitam”, explica.
Ainda assim, a ajuda ao nível da documentação e burocracia não se destina apenas a quem vem de fora. “Quando eu falo de documentos englobo também todas as responsabilidades parentais, por exemplo, como fazer, há mesmo sem ser imigrantes pessoas que cá não têm possibilidades e não sabem que podem pedir apoio jurídico, por exemplo, na Segurança Social, isto é título de exemplo, e nós também fazemos toda esta parte, mas sim, a nossa população é maior, a maior parte da nossa população é imigrante, sim.
Segundo a responsável, apesar de o foco não ser o assistencialismo puro, a associação procura sempre dar resposta, como sendo a famílias com filhos mais velhos e até à distância. “Aqui temos tentado ajudar, inclusive à distância. A título de exemplo, temos uma menina que está em Lisboa e nós estamos a tentar ajudar, mais que não seja com a parte social, desde os apoios, também de residência.”, exemplifica.
Perante o aumento dos pedidos, tanto nesta como noutras instituições, a adaptação tem de ser constante. “Somos uma equipa multidisciplinar e prezamos exatamente pelo trabalho em equipa. Quando uma técnica confirma uma necessidade que antes não existia, mas que está existe neste momento, portanto, que é necessário combater, comunica à outra técnica. Portanto, temos um trabalho de equipa multidisciplinar e reunimos todas as semanas e discutimos os casos que temos mais, ou os novos que chegaram, ou aqueles cujos objetivos estão a mudar e temos que adaptar.”
Reconhecida como IPSS desde 2009, a associação tem como missão o apoio à vida “desde a conceção à morte natural”, prestando acompanhamento social, psicológico e formativo a grávidas, puérperas e famílias em situação de vulnerabilidade.
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