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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

segunda-feira, 13 de abril de 2026

sussurro

Por: Paula Freire
(Colaboradora do Memórias...e outras coisas...)


 São suas cúmplices as manhãs de nevoeiro. Arrastam nos braços os segredos de um tempo maduro onde o coração pulsa todos os sentires por inteiro. Guardam na leveza das mãos as sombras dos dias e dos desejos lentos e húmidos do orvalho vagaroso das árvores velhas. 

Num compasso antigo, nasce a bruma de cada afeto que ainda não conhece o poente, como flor em segredo a pressentir a essência de tudo. E ela, resguardada dos ecos ruidosos do mundo, frágil caminhante, repousa sobre o translúcido da pele, todas as promessas murmuradas ao vento, com olhos que se cerram e lábios que esperam…

Sim, há algo de eterno nas manhãs transparentes. Talvez um pacto arcano com a terra dissolvendo-se nos braços do mistério.

@Lázaro Rios
(heterónimo de Paula Freire)


Paula Freire
. Tem curiosidade pelo que se mostra sem intenção: o comportamento que revela mistérios, intimidades. Observa-o enquanto desenha pessoas e fotografa o mundo. As palavras nascem-lhe da escuta atenta do Homem, dos silêncios que deixam vestígios. Escreve a partir de múltiplos lugares. Alguns com rosto, outros sem nome. 
Acredita que a vida não dá certezas absolutas nem tem respostas fáceis. E que a sensibilidade humana nunca deve ser confundida com fragilidade.
É psicóloga e psicoterapeuta. Publicou “Lírio: Flor-de-Lis” e “As Dúvidas da Existência: Na Heteronímia de Nós”. Este último (em coautoria), assinado pelo seu heterónimo Lázaro Rios, a sua forma de liberdade mais pura e crua. 
Gosta de viver sem ruídos desnecessários e inteira dentro da sua escrita. Tudo o resto são só excessos.

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