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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 14 de maio de 2026

Movimento cívico criado pela manutenção dos meios de socorro à população em Trás-os-Montes

 A população brigantina começa a organizar-se para combater a anunciada intenção de retirar o helicóptero do INEM sediado em Macedo de Cavaleiros para o hospital de S. João, no Porto, a partir de 2030.


Em face às declarações da Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, na Comissão Parlamentar de Inquérito ao INEM em que anunciou a intenção de refundar o INEM até 2030 e em que uma das medidas elencadas era, precisamente, a retirada dos helicópteros do interior do país para o litoral, foi já criado um Movimento de Cidadãos "Helicóptero em Trás-os-Montes para salvar vidas".

"Ao contrário daquilo que alguns tentaram transmitir à opinião pública, o helicóptero é mesmo para sair de Macedo de Cavaleiros. E foi a senhora Ministra quem o disse, não o mandou dizer por ninguém. Nessa referida comissão, a Ministra da Saúde disse que ficariam bases operacionais de primeira intervenção nos hospitais, neste caso de São João, Coimbra, Santa Maria e Faro, e bases logísticas de retaguarda em apoio alternativo em Macedo Cavaleiros, Viseu, Évora e Loulé. Portanto, a questão aqui é muito simples: ou a região se mobiliza em defesa da manutenção do helicóptero em Trás-os-Montes para salvar vidas, ou então, se não for antes, no fim do contrato, como diz o senhor presidente do INEM, em 2030 a região ficará sem helicóptero", sublinha Carlos Fernandes, percursor deste movimento de cidadãos.

Natural de uma aldeia no coração do Parque Natural de Montesinho, Carlos Fernandes tem sido um cidadão ativo em defesa de algumas causas na região, como já foi a recuperação da Estrada Nacional 308-3, entre Bragança e Dine, o Plano de Ordenamento do Parque Natural de Montesinho ou a chamada lei dos poços que, em 2010, gerou grande contestação dos agricultores transmontanos, que levou mesmo o Governo de José Sócrates a colocar um travão na sua implementação.

Agora, Carlos Fernandes entende que este é um assunto "demasiado sério" para a população ficar de braços cruzados.

"Já ficámos sem outras coisas há 30 anos, há mais de 30 anos que andamos a ficar sem coisas, e o argumento é sempre o mesmo: otimização de meios, otimização de recursos, é tudo para otimizar. Engraçado, eu até pensei que quisessem otimizar com esta extinção da direção executiva do Serviço Nacional de Saúde, porque se calhar com o vencimento desta comissão executiva ajudávamos à manutenção do helicóptero em Trás-montes, porque a direção executiva do Serviço Nacional de Saúde, se não fosse grave, se não fosse "lirismo" partidário, era um ‘enchente de rir’", atirou.

Carlos Fernandes pretende, agora, mobilizar populações, presidentes de juntas de freguesia e presidentes de Câmara para esta luta.

"Nós queremos que o Estado funcione, que o Estado otimize tudo, mas queremos que o Estado saiba, nomeadamente a senhora Ministra da Saúde, que entre Guadramil e a base do heliporto em Macedo Cavaleiros são 76 km e que entre o Portelo e a base do heliporto em Macedo Cavaleiros são 65 km. Se o helicóptero for para o Porto, tem que percorrer mais 205 km. É disto que estamos a falar", sublinhou, em declarações ao Mensageiro.

"O objetivo é alertar a população Trás-os-Montes para uma questão muito simples: em 2030, se não for antes, vai ficar a região sem helicóptero. Já agora, já agora convém dizer o seguinte: em 2029 vai haver eleições legislativas e, se Deus me der vida e saúde, cá estarei eu a dar a cara para este movimento, para depois ouvir os políticos e os candidatos, para saber o que é que vão dizer sobre isto. Não se esqueçam que em 2029 há eleições legislativas e autárquicas", sublinhou.

Por isso, deixa um recado dirigido aos autarcas da região: "Já estamos habituados à inação. Nada disseram quando foi da extinção da Junta Autónoma de Estradas e da perda de poderes e de competências das infraestruturas no distrito de Bragança para Vila Real. Portanto, se não disserem nada sobre o helicóptero, também já é mais do mesmo", concluiu.

(Artigo completo disponível para assinantes ou na edição impressa).

António G. Rodrigues

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