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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Castelo de Algoso, a pérola de Trás-os-Montes

 O castelo de Algoso é a fortificação mais emblemática do nordeste transmontano. Não existe outro igual e são poucas as semelhanças com outros castelos roqueiros. Altivo, forte, teimoso e abraçado a lendas, o castelo de Algoso é a fortaleza do “reino maravilhoso” de Miguel Torga.


A história do castelo de Algoso tem início no século XII, podendo situar-te durante a fase final do reinado de D. Afonso Henriques, quando D. Sancho I se encontrava já associado ao exercício do poder régio. Por essa altura, e de acordo com informações das Inquirições de 1258, o castelo foi construído por Mendo Bofino (ao que tudo indica um dos apoiantes da causa de D. Afonso Henriques contra D. Teresa e que, nas décadas centrais do século XII, teve grande protagonismo no Leste transmontano), em troca da vila de Vimioso.

O castelo de Algoso é uma das mais importantesfortalezas medievais do Leste transmontano, evocadora das guerras com o reino de Leão, das tentativas do monarca português em afirmar a sua autoridade na região e, finalmente, da comenda hospitalária que aqui se estabeleceu em 1224.O castelo teve relevância militar, primeiro na Reconquista, e depois na defesa da fronteira com o reino de Leão. Terminadas as escaramuças fronteiriças, o castelo foi adaptado e teve sobretudo funções como sede da Ordem de Malta.

Foi perdendo relevância militar ao longo do Renascimento. No entanto, foi adaptado a novas técnicas de artilharia. A muralha foi alteada e houve um baluarte a proteger a entrada principal em meados do século XVII, na altura da Restauração.

A arqueologia permitiu confirmar que, antes de na Idade Média aqui ter sido erguido um castelo, foram várias as fases de povoamento, identificando-se materiais dos períodos calcolítico (em particular moldes de fundição de machados de bronze), proto-histórico e romano (correspondendo, estes últimos, a elementos cerâmicos aparentemente associados a uma lixeira do século IV e não a uma efetiva presença militar). Muitos destes vestígios estão expostos no Centro de Acolhimento do Castelo sito no Largo do Pelourinho.

Esta fortificação e toda a paisagem envolvente (ponte românica sobre o rio Angueira e um vasto hotspot de biodiversidade) merecem a sua visita. Poderá fazê-lo através dos percursos pedestres existentes que o levarão ao castelo, à ponte e calçada medievais e à acolhedora aldeia de Algoso.

“Ler” o castelo de Algoso ficará sempre muito aquém do que é “ver”, “estar” e “sentir” este belíssimo monumento e toda a sua envolvência ímpar.

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